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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Brasil e Argentina em seu fim de ciclo econ&#244;mico</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Brasil-e-Argentina-em-seu-fim-de-ciclo-economico</link>
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		<dc:date>2014-11-02T10:53:19Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Entre 2003 e 2013, o Brasil cresceu em m&#233;dia 3,7% ao ano e a Argentina, 5,9%. Este crescimento &#233; in&#233;dito em termos hist&#243;ricos. Mas, nos &#250;ltimos anos este crescimento vem se desacelerando fortemente. Em 2014, o pa&#237;s vizinho, terminar&#225; o ano estagnado e a Argentina, em recess&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante do fim de ciclo, os governos de Dilma Rousseff e Cristina Fern&#225;ndez de Kirchner, enfrentam press&#245;es maiores das burguesias dom&#233;sticas e imperialistas para ajustar as economias.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH87/arton8655-811cb.jpg?1696513872' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='87' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Entre 2003 e 2013, o Brasil cresceu em m&#233;dia 3,7% ao ano e a Argentina, 5,9%. Este crescimento &#233; in&#233;dito em termos hist&#243;ricos. Mas, nos &#250;ltimos anos este crescimento vem se desacelerando fortemente. Em 2014, o pa&#237;s vizinho, terminar&#225; o ano estagnado e a Argentina, em recess&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante do fim de ciclo, os governos de Dilma Rousseff e Cristina Fern&#225;ndez de Kirchner, enfrentam press&#245;es maiores das burguesias dom&#233;sticas e imperialistas para ajustar as economias.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Brasil durante a campanha eleitoral a bolsa de S&#227;o Paulo n&#227;o e movia ao ritmo do samba, mas sim, das oscila&#231;&#245;es dos votos em Dilma nas pesquisas. O discurso governista desenvolveu sua campanha eleitoral alimentando grandes medos a burguesia opositora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Argentina durante a &#250;ltima semana, foram observadas fortes cruces entre os funcion&#225;rios do governo e os empres&#225;rios presentes no col&#243;quio de IDEA. Organismos multilaterais de cr&#233;dito como o BID reivindicam o mesmo. O FMI exige reformas estruturais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ambos os governos se apresentam como os defensores das conquistas dos &#250;ltimos dez anos contra projetos direitistas. Mas os discursos escondem seus pr&#243;prios giros a direita com ajustes, entre eles os ajustes nas tarifas de servi&#231;os p&#250;blicos, aumentos nas suspens&#245;es e demiss&#245;es (por enquanto moderadas) e atra&#231;&#227;o de capitais (a grande esperan&#231;a da burguesia argentina &#233; a explora&#231;&#227;o de Vaca Morta pelas petroleiras imperialistas)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos resultados eleitorais latino-americanos o fator econ&#244;mico jogou seu papel. Evo Morales venceu com uma ampla margem com uma economia que mantem um grande empuxo. No Uruguai, a Frente Ampla, parece seguir no caminho de um novo mandato em um ambiente econ&#244;mico que ainda favor&#225;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas de conjunto, a Am&#233;rica Latina enfrenta uma desacelera&#231;&#227;o do seu ritmo de crescimento que tornou mais dif&#237;cil o trabalho do PT para a reelei&#231;&#227;o de Dilma. Na Argentina, o kirchnerismo aposta suas fichas em poder se levantar com um novo endividamento a para a j&#225; combalida economia para o ano que vem e dessa forma chegar com alguma chance para as elei&#231;&#245;es de outubro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A &#8220; ilus&#227;o verde&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ra&#250;l Prebisch &#233; de alguma forma o pai do &#8220;desenvolvimentismo&#8221; latino-americano. Este economista argentino fundou a CEPAL (Comiss&#227;o Econ&#244;mica para a Am&#233;rica Latina) e promoveu a entrada de nosso pa&#237;s no Fundo Monet&#225;rio Internacional durante o governo da Revolu&#231;&#227;o Libertadora que derrubou Per&#243;n em 1955. Foi um dos primeiros &#8220;ajustadores&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em seu trabalho &#8220;O desenvolvimento econ&#244;mico da Am&#233;rica Latina e seus principais problemas&#8221; apresentou sua vis&#227;o sobre a exist&#234;ncia de uma tend&#234;ncia secular a deteriora&#231;&#227;o dos termos de troca que desfavorece aos pa&#237;ses da periferia (semicoloniais, dizemos os marxistas) especializados na produ&#231;&#227;o de bens prim&#225;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante os momentos de auge da economia a demanda de bens prim&#225;rios ultrapassou a oferta, beneficiando aos pa&#237;ses perif&#233;ricos com o aumento dos pre&#231;os, mas nas fases de baixa do ciclo econ&#244;mico, os pre&#231;os dos produtos prim&#225;rios sofrem uma queda. No entanto, os pre&#231;os dos bens industriais n&#227;o caem na mesma propor&#231;&#227;o porque os ganhos dos empres&#225;rios e os sal&#225;rios industriais que cresceram durante o momento do auge, n&#227;o caem com facilidade. A press&#227;o recai sobre a periferia que concede investimentos ao centro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como solu&#231;&#227;o, propunha a entrada do capital estrangeiro e canalizar recursos da produ&#231;&#227;o prim&#225;ria para &#8220;modernizar&#8221; as economias por meio da industrializa&#231;&#227;o. &lt;br class='autobr' /&gt;
Apesar dos esfor&#231;os para o investimento e os avan&#231;os com certa industrializa&#231;&#227;o, com o &#8220;desenvolvimentismo&#8221; dos anos 1960 e 1970 os pa&#237;ses da regi&#227;o n&#227;o deixaram de padecer ao atraso e a depend&#234;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A entrada de capital estrangeiro para &#8220;completar&#8221; a escassa poupan&#231;a interna significou uma maior extra&#231;&#227;o de mais-valia sobre nossos pa&#237;ses: uma carga crescente sobre o balan&#231;o de pagamentos dado que a rentabilidade desse capital flu&#237;a em dire&#231;&#227;o aos centros imperialistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No S&#233;culo XXI, reaparece a &#8220;ilus&#227;o verde&#8221;. Ou seja, a ideia de canalizar d&#243;lares obtidos pela exporta&#231;&#227;o de produtos prim&#225;rios e do investimento estrangeiro para transformar a estrutura econ&#244;mica e social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No &#250;ltimo ciclo de crescimento econ&#244;mico, reapareceram estas ideias com alternativas que v&#227;o desde o &#8220;Socialismo do S&#233;culo XXI&#8221; na Venezuela, passando pelas t&#237;midas pol&#237;ticas chamadas &#8220;neo-desenvolvimentistas&#8221; no Brasil e Argentina, at&#233; o &#8220;capitalismo andino&#8221; da Bol&#237;via.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos &#250;ltimos dez anos houve um fato extraordin&#225;rio que de alguma medida saiu da regra dos ciclos da economia descritos por Prebisch. A fase de alta da economia mundial que se abriu no in&#237;cio do s&#233;culo contribuiu para que a regi&#227;o contasse com importantes &#8220;excedentes&#8221; de divisas devido &#227; alta dos pre&#231;os das commodities a n&#237;vel internacional. Mesmo que, durante o final de 2007, a crise econ&#244;mica tivesse dado por acabada a etapa de forte crescimento a n&#237;vel mundial, at&#233; pouco tempo os pa&#237;ses da regi&#227;o continuavam gozando dos altos pre&#231;os dos produtos de exporta&#231;&#227;o. &lt;br class='autobr' /&gt;
&#201; que a evolu&#231;&#227;o favor&#225;vel dos termos de troca tamb&#233;m atua no fator China com uma grande demanda que se sustenta, apesar dos vai e vens econ&#244;micos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os elevados pre&#231;os do cobre, petr&#243;leo, soja, etc, n&#227;o somente se sustentaram durante o momento do auge da economia mundial, mas tamb&#233;m perduraram por mais tempo. Incluindo as cotiza&#231;&#245;es das principais commodities se fortaleceram pelas pol&#237;ticas de resgate das economias centrais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora esta situa&#231;&#227;o est&#225; se invertendo, mas enquanto durou gerou enormes entrada de d&#243;lares que permitiram sustentar o crescimento &#8220;superando&#8221; em alguma medida os efeitos da crise mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A entrada de d&#243;lares por meio do com&#233;rcio exterior se soma um grande de fluxo de divisas devido aos investimentos diretos externos (IED). A exce&#231;&#227;o foi a Argentina, l&#225; a entrada de d&#243;lares foi mais moderada pelo pa&#237;s estar relativamente desconectado dos mercados de cr&#233;dito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Brasil e Argentina (al&#233;m do M&#233;xico), para al&#233;m das enormes diferen&#231;as de escala favor&#225;veis ao primeiro, s&#227;o os dois principais pa&#237;ses &#8220;industrializados&#8221; da regi&#227;o. A ind&#250;stria manufatureira no pa&#237;s vizinho retrocedeu de 15% do PIB em 2003 para 13% do PIB em 2013. Na Argentina, se manteve em 19%. Enquanto avan&#231;ou o agrobusiness, a minera&#231;&#227;o e a principal ind&#250;stria, a automotriz, atuou como um grande basti&#227;o imperialista que se beneficiaram da m&#227;o de obra barata e amplos benef&#237;cios outorgados pelos Estados em ambos os lados da fronteira.&lt;br class='autobr' /&gt;
Se a abund&#226;ncia de d&#243;lares era a condi&#231;&#227;o para o desenvolvimento industrializador reivindicada tanto pelo &#8220;desenvolvimentismo&#8221; como pelo &#8220;neodesenvolvimentismo&#8221;, passada uma d&#233;cada de generosas divisas poucas mudan&#231;as estruturais est&#227;o &#227; vista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inclusive o capital de giro das empresas imperialistas foi recorde na Argentina e Brasil na &#250;ltima d&#233;cada, estabelecendo limites claros para a ilus&#227;o do IED. &lt;br class='autobr' /&gt;
A desacelera&#231;&#227;o &#233; um fen&#244;meno comum na Am&#233;rica Latina, assim como a queda dos pre&#231;os das mat&#233;rias-primas. A CEPAL informa que em 2014 as exporta&#231;&#245;es se estancaram pelo terceiro ano consecutivo. O IED de 2014 caiu 23% (no Brasil, no entanto, este n&#250;mero continua positivo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o FMI, a Am&#233;rica Latina este ano crescer&#225; apenas 1,3%. Cada vez mais a crise mundial afeta a regi&#227;o. O mesmo ocorre com a desacelera&#231;&#227;o da China. As condi&#231;&#245;es excepcionais da &#250;ltima d&#233;cada est&#227;o se esgotando. Se vive por uma vez mais a &#8220;ilus&#227;o verde&#8221;. Ficou demonstrado que n&#227;o &#233; um problema de d&#243;lares, mas sim de qual classe social pode acabar com o atraso e a depend&#234;ncia. Para n&#243;s, somente a classe oper&#225;ria constr&#243;i uma Am&#233;rica Latina Socialista.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
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		<title>Buitres, patotas y caranchos</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Buitres-patotas-y-caranchos</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/Buitres-patotas-y-caranchos</guid>
		<dc:date>2014-09-11T23:30:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Lucho Aguilar, Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Lear Argentina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;EL VIDEO recorri&#243; el mundo. Un comandante de Gendarmer&#237;a nacional corr&#237;a por la ruta Panamericana, y se arrojaba sobre el auto de un manifestante. Un hombre canoso, supuesto testigo del hecho, empezaba a gritar &#243;rdenes militares.&lt;br class='autobr' /&gt;
El ingenio popular los bautiz&#243; &#8220;los gendarmes caranchos&#8221;. En pocos d&#237;as inspiraron videojuegos, posters de pel&#237;culas, relatos futbol&#237;sticos.&lt;br class='autobr' /&gt;
La escena, rodada en una caravana solidaria por los obreros de Lear, tuvo como protagonistas estelares al gendarme Juan Alberto Torales, y al militar infiltrado Roberto Galeano. Todo dirigido por el Secretario de Seguridad Sergio Berni, hombre de confianza de la Presidenta.&lt;br class='autobr' /&gt;
El caso provoc&#243; una crisis pol&#237;tica en el gobierno. Pero adem&#225;s expres&#243; el creciente protagonismo social y pol&#237;tico de la izquierda.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Lear-Argentina" rel="tag"&gt;Lear Argentina&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH112/arton8440-a9919.jpg?1695922945' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='112' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Acceda a los art&#237;culos de &lt;a href=&#034;http://www.pts.org.ar/La-Verdad-Obrera-No-586&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;La Verdad Obrera&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;EL VIDEO recorri&#243; el mundo. Un comandante de Gendarmer&#237;a nacional corr&#237;a por la ruta Panamericana, y se arrojaba sobre el auto de un manifestante. Un hombre canoso, supuesto testigo del hecho, empezaba a gritar &#243;rdenes militares.&lt;br class='autobr' /&gt;
El ingenio popular los bautiz&#243; &#8220;los gendarmes caranchos&#8221;. En pocos d&#237;as inspiraron videojuegos, posters de pel&#237;culas, relatos futbol&#237;sticos.&lt;br class='autobr' /&gt;
La escena, rodada en una caravana solidaria por los obreros de Lear, tuvo como protagonistas estelares al gendarme Juan Alberto Torales, y al militar infiltrado Roberto Galeano. Todo dirigido por el Secretario de Seguridad Sergio Berni, hombre de confianza de la Presidenta.&lt;br class='autobr' /&gt;
El caso provoc&#243; una crisis pol&#237;tica en el gobierno. Pero adem&#225;s expres&#243; el creciente protagonismo social y pol&#237;tico de la izquierda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Un complicado equilibrio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ya nadie duda del deterioro de la econom&#237;a. La devaluaci&#243;n, los tarifazos y los topes salariales empujaron al enfriamiento. La crisis de la deuda, la inflaci&#243;n, las suspensiones y el temor por el desempleo, confirman la recesi&#243;n. Se palpa en la calle, aunque no estamos ante una crisis generalizada ni una oleada de despidos. Por eso la burocracia sindical a&#250;n puede contener la bronca que se va acumulando.&lt;br class='autobr' /&gt;
En ese escenario recesivo, el &#8220;arbitraje&#8221; que propone el gobierno es golpeado por ambos lados. Por derecha, los empresarios critican medidas limitadas como la Ley de Abastecimiento, y mantienen tironeos, como el sector automotriz que &#8220;encanuta autos&#8221; o los sojeros que no liquidan d&#243;lares. Aunque administra la suba del d&#243;lar y niega que vaya a devaluar, el gobierno puede repetir la historia de enero cediendo a las presiones de los especuladores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por izquierda, luchas emblem&#225;ticas contra los despidos, como las de Lear y Donnelley, han recibido un enorme apoyo. Se suma ahora el repudio al accionar de la Gendarmer&#237;a y las patotas del SMATA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los intentos bonapartistas tienen, en todo caso, los l&#237;mites que impone el fin de ciclo: cuando las acciones oficiales se pasan de la raya, se producen crisis como las de estos d&#237;as.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Papa Francisco, consciente de la crisis, convoc&#243; a la Presidenta al Vaticano. &#8220;Hay que cuidar a Cristina&#8221;, repite a quienes lo visitan. Los gestos buscan que la transici&#243;n hacia 2015 sea ordenada. Las internas en el PJ y en la coalici&#243;n del gobierno amenazan que todo sea m&#225;s complicado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Un pago nada soberano&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La aprobaci&#243;n de la Ley de Pago Soberano dej&#243; claro que el lema &#8220;patria o buitres&#8221; es solo para la tribuna. George Soros y David Mart&#237;nez Guzm&#225;n son solo algunos de los multimillonarios que se beneficiar&#225;n con la nueva ley. Son especuladores profesionales, tan buitres como los que litigan en Nueva York. Con esa ley tambi&#233;n saldr&#225;n airosos los bancos que operan en el pa&#237;s, que tienen $73 mil millones en bonos. La foto de los patriotas se completa con la J.P. Morgan (ahora &#8220;la gloriosa JP&#8221; en los pasillos oficiales), Citibank y otros grandes bancos imperialistas que tienen la cartera llena de t&#237;tulos del Estado argentino. Ellos son la &#8220;patria&#8221; en el relato oficial.&lt;br class='autobr' /&gt;
No est&#225; claro que la nueva ley destrabe la encrucijada en que el juez Griesa meti&#243; al gobierno. Como plante&#243; Nicol&#225;s Del Ca&#241;o, rechazamos el pago a todos los especuladores. Este planteo nos diferencia tambi&#233;n de la oposici&#243;n patronal, a&#250;n m&#225;s cipaya que el oficialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con la Ley de Pago Soberano, la Ley de Abastecimiento y la discusi&#243;n con las automotrices, el gobierno quiere mostrarse tomando decisiones que mejoren la situaci&#243;n econ&#243;mica, pero termina desnudando la impotencia de sus medidas ante una recesi&#243;n que avanza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Protagonismo social y pol&#237;tico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El esc&#225;ndalo de los gendarmes caranchos no fue ning&#250;n &#8220;hallazgo medi&#225;tico&#8221;. Durante semanas, los abogados del CeProDH y del PTS denunciaron que en las acciones solidarias con los despedidos de Lear, los trabajadores y militantes sufrieron atropellos por parte de la Gendarmer&#237;a: causas armadas, la brutal detenci&#243;n de una nieta recuperada, infiltraci&#243;n de miembros de las fuerzas de seguridad, violaci&#243;n de los fueros de los diputados Nicol&#225;s del Ca&#241;o y Christian Castillo (del PTS-FIT).&lt;br class='autobr' /&gt;
El caso de Torales y Galeano produjo una crisis pol&#237;tica al gobierno. Pero adem&#225;s, brind&#243; un dato objetivo de la pol&#237;tica nacional: el protagonismo social y pol&#237;tico de la izquierda clasista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes del cierre de esta edici&#243;n, otro hecho de trascendencia pol&#237;tica nacional confirm&#243; este fen&#243;meno. En la C&#225;mara de Diputados, Nicol&#225;s del Ca&#241;o denunciaba la gravedad que implicaba que no le permitieran ejercer sus derechos como legislador, participando de movilizaciones de trabajadores. &#8220;Berni pas&#243; de las palabras a los hechos. Primero amenaz&#243; y despu&#233;s nos mand&#243; a la Gendarmer&#237;a para impedir que ejerzamos nuestro mandato&#8221;, dijo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero lo m&#225;s notable fue que el oficialismo hab&#237;a reservado el palco preferencial para una nutrida patota del SMATA. Los enviados de Ricardo Pignanelli, que parece transitar el camino de Jos&#233; Pedraza, se dedicaron a insultar y hostigar al diputado del PTS-FIT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El hecho hab&#237;a sido facilitado por el Presidente de la C&#225;mara, el kirchnerista Juli&#225;n Dom&#237;nguez. Justo en el mismo momento, y movido por los mismos intereses, el gerente de Lear liberaba a otros miembros de la Lista Verde para golpear a los delegados combativos en la planta. No quedan dudas que la burocracia sindical se propone como fuerza de choque de las patronales y el peronismo en el poder, como en otros momentos hist&#243;ricos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El hecho gener&#243; el repudio de los bloques opositores, y tuvo amplia repercusi&#243;n. La izquierda clasista volvi&#243; a exponer la alianza del gobierno &#8220;nacional y popular&#8221; y la burocracia sindical, y su defensa constante de las libertades democr&#225;ticas y las luchas de los trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En estos transcendentes hechos, en la calle y el parlamento, ha resaltado la figura emergente de Nicol&#225;s del Ca&#241;o, joven diputado de nuestro partido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por una izquierda de los trabajadores&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El sindicalismo combativo ha emergido como defensor consecuente de los puestos de trabajo y las conquistas obreras. La izquierda est&#225; claramente ligada a esos procesos, que tiene como ejemplos m&#225;s avanzados a Lear y Donnelley. Unos, mostrando c&#243;mo luchar duramente contra los despidos y las persecuciones. Otros, que ante el cierre patronal la salida es la ocupaci&#243;n y puesta en producci&#243;n bajo gesti&#243;n obrera.&lt;br class='autobr' /&gt;
El PTS tiene el orgullo que ser parte de esos conflictos, con delegados y militantes que comparten el puesto de lucha junto a compa&#241;eros independientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para apoyar a estas peleas, a los ferroviarios del Sarmiento atacados por Randazzo, a los despedidos de Felfort, Calsa, Shell y Honda y a todos los que enfrentan ataques, es necesario reunir y movilizar al sindicalismo combativo y la izquierda. Para seguir exigiendo a las centrales sindicales que rompan su subordinaci&#243;n al gobierno y a las patronales (Cal&#243;, Yasky) o a sus fuerzas pol&#237;ticas opositoras (Moyano, Barrionuevo), reclamando la convocatoria a un paro nacional activo de 36 horas, y un plan de lucha contra los despidos y suspensiones, el impuesto al salario y por la reapertura de las paritarias. Para impulsar un gran encuentro nacional unitario de todas las corrientes combativas y clasistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero este protagonismo de la izquierda, que enfrenta al poder pol&#237;tico y protagoniza duros conflictos, tenemos que transformarlo en un salto en militancia e influencia pol&#237;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde el lugar conquistado, queremos llegar a los centenares de miles que buscan una salida por izquierda ante el fin del ciclo kirchnerista. Con ese objetivo, la semana pr&#243;xima lanzaremos Izquierda Diario, una iniciativa del PTS abierta a la izquierda. Ser&#225; un diario de informaci&#243;n y opini&#243;n, con los m&#225;s diversos temas y el punto de vista de la izquierda, con corresponsales en 15 pa&#237;ses y m&#225;s de 30 ciudades argentinas (ver contratapa).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Junto a la publicaci&#243;n quincenal y masiva de La Verdad Obrera para llegar a los lugares de trabajo y facultades, y la revista de pol&#237;tica y cultura Ideas de Izquierda, ser&#225; parte de una revoluci&#243;n de nuestro &#8220;sistema de publicaciones&#8221;, con la ambici&#243;n de recrear un &#8220;leninismo del siglo XXI&#8221;. Queremos utilizar los mejores recursos para que avance la influencia de la izquierda revolucionaria entre los trabajadores y la juventud, hacia la emergencia del gran partido de trabajadores revolucionario que necesitamos para vencer.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Discurso soberano, pol&#237;tica entreguista</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Discurso-soberano-politica-entreguista</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/Discurso-soberano-politica-entreguista</guid>
		<dc:date>2014-08-21T08:59:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El proyecto oficialista busca sortear la crisis abierta por el fallo Griesa. Ser&#225; de dif&#237;cil implementaci&#243;n. Mientras la crisis econ&#243;mica se agrava y se descarga sobre los trabajadores.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH100/arton8331-c60e5.jpg?1696513872' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='100' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt; El proyecto oficialista busca sortear la crisis abierta por el fallo Griesa. Ser&#225; de dif&#237;cil implementaci&#243;n. Mientras la crisis econ&#243;mica se agrava y se descarga sobre los trabajadores. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cristina Kirchner anunci&#243; el martes 19 el env&#237;o al Congreso de un proyecto para cambiar la ruta de pagos de la deuda externa desde Nueva York a nuestro pa&#237;s. Busca sortear la crisis abierta por el fallo de Thomas Griesa. Esa situaci&#243;n se da porque en los canjes de 2005 y 2010 el gobierno acept&#243; la jurisdicci&#243;n yanqui. Seg&#250;n aclar&#243; el Ministro Axel Kicillof no habr&#225; un cambio de jurisdicci&#243;n compulsivo, sino que se ofrece a Buenos Aires como lugar de pago y al Banco Naci&#243;n como agente. Es una alternativa para que los &#8220;pagadores seriales&#8221; puedan seguir haciendo de las suyas: cumplir a rajatabla con los especuladores que aceptaron aquellos canjes haciendo 300% de ganancias, seg&#250;n reconoci&#243; CFK. Los bonistas deber&#225;n consentir cobrar en la nueva sede u optar por otro agente de pagos distinto al Banco de Nueva York Mellon. El gobierno pretende depositar en el Banco Naci&#243;n los pr&#243;ximos pagos de intereses de la deuda. Adem&#225;s, el proyecto prev&#233; transferir a ese banco un dinero para los denostados buitres que litigan en Nueva York: ganar&#237;an el 300% en lugar del 1600% que quieren. Esa es la negociaci&#243;n soberana del kirchnerismo.&lt;br class='autobr' /&gt;
El proyecto es la en&#233;sima iniciativa luego de varios fracasos: reapertura del canje en 2013, apelaciones en EE.UU., intermediaciones con Daniel Pollack, negociaciones de la banca nacional y de la J.P. Morgan y demanda en la Corte de La Haya. El &#233;xito de la nueva propuesta es dudoso. De lo que no hay dudas es que la crisis de deuda es solo el emergente de fuertes desequilibrios econ&#243;micos. La recesi&#243;n se est&#225; volcando sobre los trabajadores con despidos y suspensiones, la inflaci&#243;n se come el salario y los tarifazos hacen otro tanto. La contratara del buen trato a los bonistas es el ajuste sobre la clase obrera. En el camino se cay&#243; el plan de volver a los &#8220;mercados&#8221; para conseguir d&#243;lares que permitan darle una sobrevida al &#8220;modelo&#8221;. La inestabilidad econ&#243;mica se acrecienta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Negocios soberanos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todav&#237;a existe una posibilidad que la Corte de Apelaciones de Nueva York destrabe los dep&#243;sitos que el gobierno realiz&#243; para el pago de los bonistas. De no concretarse, el camino que seguir&#225; el oficialismo es intentar alg&#250;n &#233;xito con el proyecto de ley. Pero confrontar&#225; con no pocos problemas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es que los bancos que son agentes de pago y tienen identificados a los bonistas est&#225;n amenazados por Griesa de desacato si ayudan a Argentina a evadir su fallo. A su vez, una parte importante de los fondos de inversi&#243;n, que tienen en sus manos muchos bonos, tienen prohibido efectuar colocaciones bajo una jurisdicci&#243;n que no sea la de EE.UU.&lt;br class='autobr' /&gt;
Estos obst&#225;culos podr&#237;an ser eludidos si alg&#250;n buitre amigo prestar&#225; sus desinteresados servicios comprando a los tenedores actuales los bonos desvalorizados por el default parcial para luego efectivizar su cobro en Buenos Aires. Fondos especulativos, como Gramercy, que ya colabor&#243; en el canje de 2010 y en el acuerdo con el CIADI (un tribunal del Banco Mundial al servicio de las multinacionales imperialistas), podr&#237;an aparecer en escena. Se iniciar&#237;a una pulseada entre buitres. Por un lado, los buitres &#8220;nacionales y populares&#8221; pujando para lograr un porcentaje alto de aceptaci&#243;n del cambio de la sede. Por el otro, los buitres que litigan en Nueva York tratando de lograr un pedido de &#8220;aceleraci&#243;n&#8221; (un mecanismo que establece que los bonistas pueden exigir la cancelaci&#243;n anticipada de los bonos en default) que requiere de la voluntad de un 25% de los bonistas. La &#8220;aceleraci&#243;n&#8221; ser&#237;a imposible de cumplir porque se llevar&#237;a una parte importante de las reservas del Banco Central. Como se ve, los bonos de deuda son un juguete en manos de los especuladores. Mientras se agravan las condiciones de vida del pueblo trabajador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crece la especulaci&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En este contexto, se aceler&#243; la fuga de capitales y la especulaci&#243;n con el d&#243;lar paralelo (el denominado &#8220;blue&#8221;). Los especuladores compran bonos y acciones en pesos en Buenos Aires para luego venderlos en d&#243;lares en Nueva York. Es una operaci&#243;n para evadir el &#8220;cepo&#8221;. En circunstancias normales el alza que se da en algunos bonos y acciones ser&#237;a un buen s&#237;ntoma, pero en las actuales circunstancias son todo lo contrario porque est&#225;n siendo veh&#237;culo de la fuga. El estado real de la salud de las empresas se refleja en Wall Street donde las cotizaciones de las compa&#241;&#237;as argentinas se est&#225;n derrumbando, principalmente las energ&#233;ticas y los bancos. Estos &#250;ltimos son los due&#241;os de una parte importante de los bonos argentinos: tienen unos $73 millones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La Uni&#243;n Industrial Argentina reclam&#243; la semana pasado un tipo de cambio m&#225;s alto. Las multinacionales retrasan las exportaciones de granos. El gobierno est&#225; concediendo a esas presiones con un aumento gradual del tipo de cambio, la misma pol&#237;tica que practic&#243; antes de la brusca devaluaci&#243;n en enero. No puede descartarse que la historia se repita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Competencia de cipayos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La oposici&#243;n patronal y medi&#225;tica critic&#243; el anuncio por no cumplir con el fallo de Griesa y caer en desacato. Toman como si se tratara de Su Majestad las &#243;rdenes del juez neoyorquino. Se preocupan porque el pa&#237;s quedar&#237;a en situaci&#243;n &#8220;ilegal&#8221; en los EE.UU. Con adversarios tan cipayos, los &#8220;pagadores seriales&#8221; simulan ser defensores del inter&#233;s nacional aunque en realidad est&#225;n sometiendo al pa&#237;s a una tremenda expoliaci&#243;n por parte de los especuladores. El gobierno, al igual que cuando viajaron a EE.UU. representantes de todas las bancas patronales del Congreso para buscar una salida a la crisis, quiere encolumnar al r&#233;gimen pol&#237;tico patronal detr&#225;s de las banderas de los &#8220;pagadores seriales&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero Mauricio Macri anunci&#243; que el PRO no votar&#237;a el proyecto. El massismo duda y analiza el tema con su equipo econ&#243;mico, compuesto por un n&#250;mero significativo de ex kirchneristas c&#243;mplices del canje de 2005, como Roberto Lavagna. En el UNEN, como ya es deporte en esa coalici&#243;n (o bolsa de gatos), aparecieron voces a favor y en contra. Aunque el oficialismo tiene los votos para votar la ley, la falta de apoyo de la oposici&#243;n patronal le podr&#237;a restar espalda a una medida cuya implementaci&#243;n ser&#225; muy dificultosa. La unidad burguesa conquistada en enero para devaluar y atacar a los trabajadores, presenta grietas a la hora de brindar pleites&#237;a a los especuladores. No porque haya quien los repudie, sino porque disputan quien es m&#225;s sumiso al capital financiero imperialista. A&#250;n as&#237;, el resultado est&#225; abierto y el proyecto puede recibir m&#225;s apoyos opositores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Una vez m&#225;s, habr&#225; una &#250;nica voz disonante. Como adelant&#243; Nicol&#225;s del Ca&#241;o: &#8220;la banca del PTS en el Frente de Izquierda rechazar&#225; de plano el proyecto que intenta hacer votar el oficialismo para garantizarles el pago a todos los acreedores de una deuda usuraria, que ha sido calificada como ilegal, ileg&#237;tima y fraudulenta por el juez Jorge Ballesteros en el a&#241;o 2000&#8221;. La banca del PTS en el FIT tambi&#233;n plantear&#225; la derogaci&#243;n del art&#237;culo 1 del C&#243;digo Civil reformado por Videla y Mart&#237;nez de Hoz que le permite al Estado prorrogar la jurisdicci&#243;n a tribunales extranjeros. Frente a los concili&#225;bulos del oficialismo y la oposici&#243;n, planteamos que se realice una consulta popular para decidir qu&#233; hacer con la deuda. Los &#8220;pagadores seriales&#8221; dilapidaron u$s 190 mil millones para, una vez m&#225;s en la historia nacional, caer en una crisis de deuda. No hay que pagarla, medida que debe ser llevada adelante junto a otras como el monopolio estatal del comercio exterior para acabar con las maniobras de las multinacionales exportadoras y la administraci&#243;n de los trabajadores de una banca nacionalizada, que en manos privadas ha sido una de las grandes beneficiadas de la devaluaci&#243;n de enero.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Con los obreros, s&#237;; con los buitres, no</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Con-los-obreros-si-con-los-buitres-no</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/Con-los-obreros-si-con-los-buitres-no</guid>
		<dc:date>2014-06-26T21:11:51Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Lucho Aguilar, Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>FIT Argentina</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Tras la pirotecnia verbal, el gobierno se rindi&#243; ante el juez de Nueva York y se prepara para negociar con los fondos buitre. Thomas Griesa design&#243; a Daniel Pollack como mediador, un abogado &#8220;con fuertes ra&#237;ces en la comunidad inversora de Wall Street&#8221; (La Naci&#243;n, 23/6). La &#8220;estrategia&#8221; oficial seguir&#225; regida por abogados yanquis del estudio Cleary, Gottlieb Steen &amp; Hamilton. La pol&#237;ca de dormir con el enemigo ya la hab&#237;an usado los K mientras cursaba la apelaci&#243;n ante la Corte estadounidense, confi&#225;ndole la tarea a Paul Clement, un ex funcionario de George W. Bush.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/FIT-Argentina" rel="tag"&gt;FIT Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH111/arton8056-2a840.jpg?1695922945' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='111' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Tras la pirotecnia verbal, el gobierno se rindi&#243; ante el juez de Nueva York y se prepara para negociar con los fondos buitre. Thomas Griesa design&#243; a Daniel Pollack como mediador, un abogado &#8220;con fuertes ra&#237;ces en la comunidad inversora de Wall Street&#8221; (La Naci&#243;n, 23/6). La &#8220;estrategia&#8221; oficial seguir&#225; regida por abogados yanquis del estudio Cleary, Gottlieb Steen &amp; Hamilton. La pol&#237;ca de dormir con el enemigo ya la hab&#237;an usado los K mientras cursaba la apelaci&#243;n ante la Corte estadounidense, confi&#225;ndole la tarea a Paul Clement, un ex funcionario de George W. Bush.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Supuestamente su intervenci&#243;n favorecer&#237;a a Argentina. Los resultados est&#225;n a la vista. Hasta en los &#8220;detalles&#8221; se nota la pleites&#237;a &#8220;nacional y popular&#8221; al imperialismo. Ellos ponen la cancha, la pelota, los &#225;rbitros y hasta los jugadores que deber&#237;an defender los colores nacionales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Un ministro en aprietos en Nueva York&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Axel Kicillof aprovech&#243; una invitaci&#243;n de &#250;ltimo momento y viaj&#243; a Nueva York a defender la postura del gobierno argentino frente al &#8220;G77 + China&#8221; (el grupo de los &#8220;pa&#237;ses en desarrollo&#8221; -semicoloniales y dependientes- dentro de la ONU). La semana pasada proclam&#243; que los buitres &#8220;no pasar&#225;n&#8221;. Pero en la capital mundial de las finanzas su relato fue menos &#233;pico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para el Financial Times el fallo de Griesa es una extorsi&#243;n contra Argentina. La Conferencia de Naciones Unidas sobre el Comercio y el Desarrollo (UNCTAD) alert&#243; sobre las consecuencias en futuras reestructuraciones. A favor de Argentina, se pronunciaron la CELAC, la UNASUR y los pa&#237;ses latinoamericanos. Incluso previamente el gobierno de Barack Obama, Francia y hasta el FMI se manifestaron contra los buitres. Estas &#8220;solidaridades&#8221; no hablan de una causa com&#250;n del mundo con nuestro pa&#237;s. M&#225;s bien lo que se devel&#243;, adem&#225;s de la p&#233;rdida de soberan&#237;a que implica la deuda externa, es la ausencia de mecanismos consensuados para reestructurar deudas, inscriptas en la situaci&#243;n. Es que la crisis mundial sigue, aunque est&#233; relativamente contenida por la intervenci&#243;n estatal para salvar a los bancos y hundir a los trabajadores. Lo que reclama el stablishment son reglas claras para organizar el banquete carro&#241;ero de los buitres. El kirchnerismo intenta usar este lobby internacional y el viaje del ministro para alivianar la derrota ante los buitres y &#8220;maquillar&#8221; un poco la entregada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contrarreloj&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Si no se establece nuevamente el &#8220;stay&#8221; (cautelar) para suspender el fallo de Griesa, el 30 de junio Argentina habr&#225; incumplido con la parte de la deuda que se paga en Nueva York. Un mes despu&#233;s entrar&#237;a en default t&#233;cnico, frustrando la vuelta a los &#8220;mercados&#8221; para conseguir d&#243;lares que permitan salir de la recesi&#243;n econ&#243;mica por la escasez de divisas. &#8220;Pedimos no tener que resolver esto en tres d&#237;as&#8221;, rog&#243; Kicillof en Nueva York. El gobierno qued&#243; preso de las reglas y jurisdicciones de pago aceptadas por Lavagna y Kirchner, por De la R&#250;a y todos los gobiernos anteriores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los trascendidos son muchos. Desde que Goldman Sachs se ofreci&#243; como intermediario proponi&#233;ndole al gobierno una operaci&#243;n como la hecha con Repsol, hasta que hay un principio de acuerdo (seg&#250;n Aldo Pignanelli, ex presidente del BCRA con Duhalde), hasta la visi&#243;n opuesta seg&#250;n la cual los fondos buitre podr&#237;an jugarse a imponer el default, cobrar un seguro especulativo y a la vez seguir el litigio para cobrar los bonos (P&#225;gina 12, 21/6). Aunque el gobierno argentino quiere negociar, &#8220;patriada&#8221; en la que es acompa&#241;ado por toda la oposici&#243;n patronal de Massa, FAUNEN y Macri, no est&#225; descartado que los buitres impongan condiciones imposibles que lleven al cese de pagos el 30 de junio. Todas las alternativas est&#225;n abiertas. Las negociaciones no estar&#225;n exentas de tensiones que repercutan sobre la econom&#237;a con nuevos cimbronazos, corridas cambiarias o devaluaciones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ataque a los luchadores y a la izquierda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero los capitales imperialistas se fijaron otro objetivo. Como dicen los trabajadores de Lear y Donnelley: &#8220;Nos atacan los patrones buitres&#8221;. Las multinacionales yanquis est&#225;n montando una ofensiva contra los trabajadores y su organizaci&#243;n. Lear Corporation, que factur&#243; a nivel global U$S1.800 millones, primero suspendi&#243; a 300 trabajadores en la planta de Pacheco, ahora suspende a 200 pero sin pagarles. El Ministerio de Trabajo dijo que eso es ilegal, pero la patronal las mantiene. &#191;El SMATA? Ya demostr&#243; en VW y Gestamp que su compromiso es con los empresarios y no con los trabajadores en lucha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;RR Donnelley, la gr&#225;fica l&#237;der en el mundo, present&#243; un preventivo de crisis y pretende despedir 123 trabajadores de su planta de Gar&#237;n. &#191;Crisis en una empresa que en 2013 declar&#243; ganancias por U$S218 millones a nivel mundial y lidera el mercado editorial del pa&#237;s?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las empresas yanquis quieren ganar m&#225;s echando trabajadores, declarando una crisis que jam&#225;s podr&#237;an demostrar. Pero no es casual. Con los buitres marcando el ritmo de la situaci&#243;n pol&#237;tica, el gobierno y las multinacionales han decidido lanzar una ofensiva contra los trabajadores y la izquierda. Atacan all&#237; donde tiene peso el sindicalismo combativo y de izquierda, en este caso en la Zona Norte. A los que fueron parte del Encuentro Sindical Combativo de Atlanta y luego destacaron en el paro del 10 de abril una expresi&#243;n independiente de la burocracia. Los que participaron del encuentro regional que se realiz&#243; en esa zona y m&#225;s tarde participaron de los piquetes y movilizaron para apoyar a Gestamp en su lucha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Est&#225; por verse si pueden avanzar con su ofensiva. Primero, porque los trabajadores han mostrado que van a ofrecer resistencia. Y adem&#225;s, porque tambi&#233;n hay bronca en los gremios donde tiene peso la burocracia oficialista, como se vio en telef&#243;nicos, en la alimentaci&#243;n y antes se hab&#237;a visto en las huelgas docentes de todo el pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La burocracia opositora, mientras tanto, mantiene la tregua. Los Moyano no pueden ser m&#225;s oportunistas: Hugo dice que el pago de la deuda se descargar&#225; sobre los trabajadores, pero su hijo Pablo sale a decir que hay que negociar con los buitres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los ataques tambi&#233;n llegaron a los legisladores que apoyan estas luchas y denuncian los negociados con el imperialismo. En C&#243;rdoba, Mendoza y Salta atacan a los legisladores del FIT, amenaz&#225;ndolos con sanciones. Rechacemos tambi&#233;n esta ofensiva y defendamos las bancas del Frente de Izquierda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Con los obreros de Lear y Donnelley, contra los buitres&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hagamos nuestra la denuncia de los trabajadores: &#8220;Las multinacionales yanquis quieren el hambre de nuestros hijos para garantizar sus abultadas ganancias&#8221;.&lt;br class='autobr' /&gt;
El PTS vot&#243; en su XIV Congreso una campa&#241;a de apoyo a los obreros de Lear y Donnelley y a todos los que luchan contra los despidos, las suspensiones y en defensa del salario. Este jueves 26 nos concentramos en Callao y Corrientes a las 16 hs, para marchar luego a las 18hs hasta la C&#225;mara de Comercio Norteamericana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Congreso reiter&#243; el llamado a profundizar el camino iniciado en el Encuentro Sindical Combativo de Atlanta, convocando a un nuevo Encuentro Nacional, masivo y unitario. Creemos que esa ser&#225; la forma de pararle la mano a los empresarios, al gobierno, los partidos patronales y la burocracia oficialista, levantando una alternativa a la burocracia opositora de Moyano y compa&#241;&#237;a. Insistimos en convocar a todas las corrientes clasistas y combativas, como el PO, a sumarse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las consecuencias de un nuevo acuerdo con los &#8220;buitres&#8221; volver&#225;n a ser pagadas por el pueblo trabajador. Por eso decimos: no al pago de la deuda, abajo los acuerdos con el capital financiero imperialista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La crisis de la deuda, incluyendo el pago al Club de Par&#237;s y todos los acuerdos con el capital imperialista, no deben ser debatidos a espaldas del pueblo. Por eso planteamos: consulta popular vinculante y movilizaci&#243;n de masas contra la entrega nacional.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Abajo el acuerdo con el Club de Par&#237;s </title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Abajo-el-acuerdo-con-el-Club-de-Paris</link>
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		<dc:date>2014-05-29T00:30:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El anuncio de un acuerdo con el Club de Par&#237;s indica una profundizaci&#243;n del giro que el gobierno est&#225; haciendo hacia el capital financiero internacional. El gobierno busca desesperadamente d&#243;lares en un intento de remendar el &#8220;modelo&#8221; cuando la econom&#237;a est&#225; entrando en recesi&#243;n y la ca&#237;da industrial, notoria en las automotrices, se extiende a cada vez m&#225;s ramas. El desorden en que est&#225; entrando la econom&#237;a con una inflaci&#243;n que se mantiene elevada a pesar de los &#8220;precios cuidados&#8221;, d&#233;ficit fiscal y deterioro del super&#225;vit comercial, tiene entre sus causas la devaluaci&#243;n de enero y el ataque al salario obrero. El oficialismo quiere reparar los problemas con nuevos pactos con el capital financiero internacional. La consecuencia ser&#225; un reforzamiento de la dependencia y las imposiciones imperialistas.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH84/arton7908-4e435.jpg?1696513872' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='84' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;El anuncio de un acuerdo con el Club de Par&#237;s indica una profundizaci&#243;n del giro que el gobierno est&#225; haciendo hacia el capital financiero internacional. El gobierno busca desesperadamente d&#243;lares en un intento de remendar el &#8220;modelo&#8221; cuando la econom&#237;a est&#225; entrando en recesi&#243;n y la ca&#237;da industrial, notoria en las automotrices, se extiende a cada vez m&#225;s ramas. El desorden en que est&#225; entrando la econom&#237;a con una inflaci&#243;n que se mantiene elevada a pesar de los &#8220;precios cuidados&#8221;, d&#233;ficit fiscal y deterioro del super&#225;vit comercial, tiene entre sus causas la devaluaci&#243;n de enero y el ataque al salario obrero. El oficialismo quiere reparar los problemas con nuevos pactos con el capital financiero internacional. La consecuencia ser&#225; un reforzamiento de la dependencia y las imposiciones imperialistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El giro pro &#8220;mercados&#8221; se ven&#237;a incubando con el acuerdo con el Banco Mundial en favor de las empresas imperialistas que litigaban en el CIADI (un tribunal a favor del capital de las grandes potencias), la conciliaci&#243;n para indemnizar a la Repsol en &#8220;agradecimiento&#8221; por la expoliaci&#243;n de los recursos hidrocarbur&#237;feros de nuestro pa&#237;s y con los gestos a la Corte Suprema de EEUU para lograr un acuerdo con los &#8220;fondos buitre&#8221;. Ahora ese giro pro &#8220;mercado&#8221; pega un salto. Esa deuda es una estafa con origen en la dictadura militar y agravada durante el gobierno de la Alianza de Fernando De la R&#250;a. Cada d&#243;lar que se va son menos recursos para la educaci&#243;n, la salud y la vivienda del pueblo trabajador. La deuda con el Club de Par&#237;s y toda la deuda, no es necesario investigarla ni analizarla, la &#250;nica posici&#243;n de izquierda es rechar sus pagos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una precaria estabilizaci&#243;n cambiaria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El gobierno quiere regularizar la situaci&#243;n con los acreedores internacionales para conseguir d&#243;lares frescos y confrontar la dilapidaci&#243;n de reservas del Banco Central, que aunque se detuvo moment&#225;neamente luego de la brusca devaluaci&#243;n de enero, no fue resuelta m&#225;s que precariamente. La dilapidaci&#243;n de reservas justamente tiene una de sus principales causas en los pagos de la deuda externa (que ahora ser&#225;n mayores por este acuerdo con el Club de Par&#237;s, que se suma lo que hay que pagar a Repsol), adem&#225;s de la necesidad de importaciones de combustibles producto del fracaso de la pol&#237;tica energ&#233;tica oficial. Otro tanto de d&#243;lares se va por la fuga que hace en la mayor&#237;a de los casos el empresariado nacional y las remesas de ganancias de las empresas imperialistas. El objetivo de recomponer reservas asumiendo nuevos compromisos de deuda podr&#225; eventualmente dar un poco de aire (lo cual todav&#237;a est&#225; por verse), pero prepara las condiciones de nuevas crisis en las reservas por incremento de los pagos de la deuda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El car&#225;cter precario de la estabilizaci&#243;n cambiaria no s&#243;lo est&#225; definido por el regreso a las maniobras especulativas de las multinacionales exportadoras de granos y de los terratenientes de la soja, sino porque el &#8220;modelo&#8221; est&#225; en franca declinaci&#243;n y los desequilibrios econ&#243;micos se van sumando unos sobre otros. Sobre esa base es que las grandes exportadoras de granos (Bunge, Cargill, Dreyfus, etc.) retienen ventas para presionar por una nueva devaluaci&#243;n. Hay que imponerles el monopolio estatal del comercio exterior. Contrariamente a esto el gobierno les est&#225; regalando una ley que desgrava el pago de impuestos a los combustibles para el biodiesel que obtienen del aceite de soja. Nicol&#225;s del Ca&#241;o, el diputado del PTS en el FIT, lo ha rechazado junto con el resto de los diputados del Frente de Izquierda. A los grandes terratenientes que tambi&#233;n especulan con la soja hay que expropiarles las tierras. Es la &#250;nica manera que los d&#243;lares de la soja se destinen en favor de las mayor&#237;as populares y no a la especulaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por ahora, el gobierno solo consigui&#243; endeudarse m&#225;s sin haber conseguido como contraparte que ingresen d&#243;lares. Las concesiones al Club de Par&#237;s son una se&#241;al para el capital financiero internacional leer&#225; reforzando sus imposiciones para ofrecer divisas frescas. M&#225;s a&#250;n cuando negocia con un gobierno que tiene la debilidad de tener fecha de vencimiento: s&#243;lo un a&#241;o y medio de horizonte de gesti&#243;n por delante. En el mejor de los casos el oficialismo podr&#225; conseguir dinero a tasas m&#225;s altas de lo que habitualmente se paga por pr&#233;stamos usurarios. Es que todav&#237;a queda pendiente una resoluci&#243;n del conflicto con los &#8220;fondos buitre&#8221; en los tribunales imperialistas de EEUU, una querella que los especuladores utilizan para se&#241;alar la situaci&#243;n &#8220;irregular&#8221; con los acreedores. Aunque el gobierno festeje como un triunfo el acuerdo con el Club de Par&#237;s, est&#225; conduciendo la econom&#237;a a la &#8220;boca del lobo&#8221;. &#8220;&lt;i&gt;Qu&#233; lindo es dar buenas noticias&lt;/i&gt;&#8221; dec&#237;a De la R&#250;a cuando anunciaba el blindaje con fondos del capital financiero internacional en Diciembre de 2000, un a&#241;o antes de irse en helic&#243;ptero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Muri&#243; el &#8220;mito&#8221; de la industrializaci&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La restricci&#243;n externa (escasez de d&#243;lares para sostener el crecimiento) nos recuerda el car&#225;cter atrasado y dependiente de los pa&#237;ses imperialistas de la estructura econ&#243;mica argentina. Las crisis recurrentes de la argentina semi colonial siempre se manifiestan con una escasez de divisas y renegociaciones de deuda. El &#8220;mito&#8221; de la industrializaci&#243;n que el kirchnerismo cre&#243; para la tribuna se derrumba al observar el desplome de las ventas y, en menor medida, de la producci&#243;n automotriz. Esa industria copada por las multinacionales imperialistas requiere de una inyecci&#243;n de d&#243;lares permanentes porque una gran parte de los autom&#243;viles armados en Argentina se hace con partes que elaboran otros pa&#237;ses. La pobre elaboraci&#243;n de autopartes de la industria que act&#250;a localmente es una muestra del atraso de la econom&#237;a nacional. El car&#225;cter de &#8220;armadur&#237;a&#8221; se extiende a otras ramas como la electr&#243;nica. La escasez de d&#243;lares impone l&#237;mites significativos a la importaci&#243;n de esas partes. No obstante, el desplome de las ventas tambi&#233;n tiene entre sus causas la devaluaci&#243;n y el ataque al salario que est&#225; comprimiendo el consumo popular y de las clases medias. Luego de una d&#233;cada de &#8220;juntarla en pala&#8221; como gusta decir a la presidenta Cristina Kirchner las empresas utilizan como variable de ajuste a los trabajadores con suspensiones y despidos. Hasta ayer nom&#225;s ten&#237;an ventas y producci&#243;n r&#233;cord. &#161;Qu&#233; abran los libros de contabilidad! Quedar&#225; al descubierto que la enorme cantidad de dinero que acumulan. En 2013 las multinacionales automotrices en todo el mundo facturaron montos que superan holgadamente lo que produce la econom&#237;a argentina en un a&#241;o. Resignando apenas una &#237;nfima parte de las ganancias acumuladas f&#225;cilmente podr&#237;an mantener todos los puestos de trabajo repartiendo las horas entre todos los trabajadores. Pero las patronales industriales aprovechan el desorden econ&#243;mico para tratar de sacar una tajada m&#225;s atemorizando a los trabajadores, que valientemente est&#225;n mostrando predisposici&#243;n a poner un freno a la prepotencia patronal, como ocurre estos d&#237;as en Gestamp.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una hipoteca insoportable&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los compromisos asumidos por el gobierno con el Club de Par&#237;s no s&#243;lo implican aceptar las imposiciones del capital financiero imperialista, sino que tambi&#233;n, como es conocido por la experiencia hist&#243;rica de los trabajadores argentinos, traer&#225; m&#225;s temprano que tarde nuevas penurias. La deuda reconocida a ese consorcio de bandoleros es de 9.700 millones de d&#243;lares, cuando antes de las negociaciones el gobierno dec&#237;a que rondaba los 6 mil millones de d&#243;lares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En 2005 el canje de deuda que hicieron Roberto Lavagna y N&#233;stor Kirchner otorg&#243; enormes beneficios para los acreedores. Es que la mayor&#237;a de ellos, incluidos muchos &#8220;fondos buitre&#8221; que decidieron aceptar, hab&#237;an adquirido los bonos a mucho menor valor que el nominal. Por eso ganaron igual a pesar de la quita. Adem&#225;s, el canje les ofrec&#237;a algunos premios adicionales como el cup&#243;n PBI. En 2005, luego del canje, la deuda qued&#243; en 126 mil millones. Hacia fines de 2013 superaba los 200 mil millones de d&#243;lares. El gobierno argumentaba que mucha deuda era intra estatal (con la Anses, Banco Central, etc.) y por eso hab&#237;a desendeudamiento. Ese argumento ya no valido entonces, al menos que el oficialismo estimara un &#8220;paga dios&#8221; a los jubilados y al propio Banco Central, hoy ha ca&#237;do en desuso. Ahora avanza a paso firme la deuda con privados, organismos internacionales y los estados imperialistas. Hoy sumando los montos acordados con el CIADI, Repsol y Club de Par&#237;s la deuda p&#250;blica llegar&#237;a a 215 mil millones de d&#243;lares. Un aumento del 70% en relaci&#243;n a 2005. Cuando el a&#241;o pasado reabri&#243; el canje para los especuladores buscando una salida al litigio que cursa en los tribunales imperialistas con los &#8220;fondos buitre&#8221;, la presidenta declar&#243; que Argentina &#034;&lt;i&gt;desde el 2003 hasta la fecha, pago deuda por un monto de 173.733 millones de d&#243;lares&lt;/i&gt;&#034;. Es decir, que la deuda aument&#243; 70% a pesar de ser &#8220;pagadores seriales&#8221;, como dijo la presidenta. Ni que decir todas las miserias sociales que se podr&#237;an solucionar con esa millonada de d&#243;lares que equivale a cerca de un tercio de lo que produce el pa&#237;s cada a&#241;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El acuerdo con el Club de Par&#237;s comprende el pago en efectivo de 1.150 millones de d&#243;lares durante el pr&#243;ximo a&#241;o. Para 2015 los vencimientos de capital e intereses programados antes de las negociaciones con el CIADI, Repsol y el Club de Par&#237;s alcanzaban 13 mil millones de d&#243;lares. Hoy esos montos se estar&#237;an incrementando hasta llegar a 15 mil millones de d&#243;lares. Transformados a pesos implican pagos por unos 120 mil millones al tipo de cambio actual de 8 pesos por d&#243;lar. Es m&#225;s de dos veces lo que se destinar&#225; este a&#241;o para la Asignaci&#243;n Universal por Hijo y a las asignaciones de casi 8 millones de ni&#241;as y ni&#241;os. El contraste entre el trato al capital financiero internacional y los excluidos es notorio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos los partidos patronales y el establishment econ&#243;mico celebran el acuerdo. &#8220;&lt;i&gt;Reacci&#243;n positiva al acuerdo alcanzado con el Club de Par&#237;s&lt;/i&gt;&#8221; titula la &#8220;corpo&#8221; en la tapa de este viernes 30/5. El gobierno se muestra feliz porque el FMI no intervendr&#225; en la econom&#237;a. Pero el plan econ&#243;mico de Axel Kicillof contiene todos los ingredientes de un buen plan de ajuste: devaluaci&#243;n de la moneda, recesi&#243;n, techos salariales, quita de subsidios con aumento de tarifas de los servicios p&#250;blicos. No hay nada que festejar. La supuesta inversi&#243;n que comprometieron los pa&#237;ses del Club de Par&#237;s no es m&#225;s que un consuelo de tontos. El mismo Axel Kicillof sali&#243; a ponerle pa&#241;os fr&#237;os al ingreso de d&#243;lares por inversiones en la conferencia de prensa que dio para ofrecer detalles del acuerdo: &#8220;&lt;i&gt;Una vez que empecemos a pagar, los pa&#237;ses volver&#225;n a invertir en la Argentina&lt;/i&gt;&#8221;, dijo el ministro. Deber&#237;a ver el muy buen informe de &#8220;6,7,8&#8221; cuando De la R&#250;a dijo &#8220;&lt;i&gt;Qu&#233; lindo es dar buenas noticias&lt;/i&gt;&#8221;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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<item xml:lang="es">
		<title>Giro del gobierno a los &#8220;mercados&#8221;, festejo de los especuladores</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Giro-del-gobierno-a-los-mercados-festejo-de-los-especuladores</link>
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		<dc:date>2013-10-15T08:00:28Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Esteban Mercatante, Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El anuncio de un acuerdo con el Banco Mundial realizado el d&#237;a jueves 10 por el ministro de Econom&#237;a, Hern&#225;n Lorenzino, endeudar&#225; al pa&#237;s por 3.000 millones de d&#243;lares en los pr&#243;ximos tres a&#241;os y se&#241;ala un giro en la pol&#237;tica econ&#243;mica m&#225;s favorable a los &#8220;mercados&#8221;. El acuerdo tambi&#233;n comprende pagos por 500 millones de d&#243;lares a empresas que litigan con Argentina en el CIADI (Centro Internacional de Arreglo de Diferencias relativas a Inversiones). Con la contraparte de que al menos un 10% de lo pagado por el gobierno ser&#237;a reinvertido en los BAADE (Bono Argentino de Ahorro para el Desarrollo Econ&#243;mico). Estos bonos, surgidos de la ley de blanqueo e impulsados ante todo por Guillermo Moreno, no encontraron hasta ahora casi ninguna suscripci&#243;n. El agregado de este punto en el acuerdo con los acreedores del CIADI sugiere la venia de este funcionario (y por extensi&#243;n de Axcel Kicillof) al acuerdo con las denotadas empresas litigantes en esta corte hecha a medida de las multinacionales imperialistas. En esta escena de noventismo expl&#237;cito, todas las alas de la trajinada interna del equipo econ&#243;mico parecen ir de la mano. Pero el plan de endeudar al pa&#237;s es una causa de todo el empresariado. Es lo que pretenden los economistas de Sergio Massa, del PRO y de UNEN, tras su discurso de normalizar la situaci&#243;n con los acreedores y las relaciones con el mundo. Es lo que vot&#243; casi toda la oposici&#243;n hace semanas en el Congreso cuando se reabri&#243; el canje para dar se&#241;ales favorables a un acuerdo con los fondos buitres en Nueva York. En Buenos Aires ya se notan los festejos de los especuladores con un alza notoria de la bolsa que alcanz&#243; un nivel hist&#243;rico este viernes.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina &lt;/a&gt;

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;El anuncio de un acuerdo con el Banco Mundial realizado el d&#237;a jueves 10 por el ministro de Econom&#237;a, Hern&#225;n Lorenzino, endeudar&#225; al pa&#237;s por 3.000 millones de d&#243;lares en los pr&#243;ximos tres a&#241;os y se&#241;ala un giro en la pol&#237;tica econ&#243;mica m&#225;s favorable a los &#8220;mercados&#8221;. El acuerdo tambi&#233;n comprende pagos por 500 millones de d&#243;lares a empresas que litigan con Argentina en el CIADI (Centro Internacional de Arreglo de Diferencias relativas a Inversiones). Con la contraparte de que al menos un 10% de lo pagado por el gobierno ser&#237;a reinvertido en los BAADE (Bono Argentino de Ahorro para el Desarrollo Econ&#243;mico). Estos bonos, surgidos de la ley de blanqueo e impulsados ante todo por Guillermo Moreno, no encontraron hasta ahora casi ninguna suscripci&#243;n. El agregado de este punto en el acuerdo con los acreedores del CIADI sugiere la venia de este funcionario (y por extensi&#243;n de Axcel Kicillof) al acuerdo con las denotadas empresas litigantes en esta corte hecha a medida de las multinacionales imperialistas. En esta escena de noventismo expl&#237;cito, todas las alas de la trajinada interna del equipo econ&#243;mico parecen ir de la mano. Pero el plan de endeudar al pa&#237;s es una causa de todo el empresariado. Es lo que pretenden los economistas de Sergio Massa, del PRO y de UNEN, tras su discurso de normalizar la situaci&#243;n con los acreedores y las relaciones con el mundo. Es lo que vot&#243; casi toda la oposici&#243;n hace semanas en el Congreso cuando se reabri&#243; el canje para dar se&#241;ales favorables a un acuerdo con los fondos buitres en Nueva York. En Buenos Aires ya se notan los festejos de los especuladores con un alza notoria de la bolsa que alcanz&#243; un nivel hist&#243;rico este viernes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#191;Podr&#237;a esto ser apenas el inicio de un giro pro mercado m&#225;s a fondo, que concluya con nuevas emisiones de bonos en d&#243;lares? Un giro similar hab&#237;a sido intentado por el gobierno en 2008/2009, con Amado Boudou como ministro (antes a cargo de ANSES) y el ahora opositor Sergio Massa como Jefe de Gabinete, pero el salto en la crisis econ&#243;mica mundial con la ca&#237;da de Lehman Brothers se lo impidi&#243;. Posteriormente, con la nacionalizaci&#243;n de las AFJPs, el uso de las reservas del Banco Central para pagar deuda, y el recurso a otras variantes de financiamiento intra sector p&#250;blico alivi&#243; las urgencias, y permiti&#243; volver con todo al discurso de &#8220;desendeudamiento&#8221;, forma presuntuosa de llamar al pago &#8220;serial&#8221; de la deuda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los medios opositores ubican detr&#225;s de estas movidas a s&#243;lo una parte del gabinete econ&#243;mico (Hern&#225;n Lorenzino con apoyo de Boudou), y aunque se&#241;alan las novedades &#8220;mercado friendly&#8221; de los &#250;ltimos d&#237;as las enmarcan en una interna que podr&#237;a limitar el giro. Pero no estamos s&#243;lo ante un retorno al plan de aquel momento cuando la pol&#237;tica econ&#243;mica estaba en manos del ahora vicepresidente Amado Boudou y Sergio Massa era Jefe de Gabinete, sino un nuevo gesto forzado para tratar de acercar posiciones con el capital financiero internacional para buscar cerrar el litigio con los fondos buitres que tiene curso en los tribunales de Nueva York. Ante el fracaso del blanqueo de Guillermo Moreno, reivindicado por el vice ministro de Econom&#237;a, Axel Kicillof, las ideas de los ex hombres de la UCEDE (uno adentro del gobierno y el otro en el campo opositor de derecha) marcan el rumbo econ&#243;mico oficial. Una mezcla de vuelta a los mercados, seguir drenando el Banco Central, y devaluar la moneda de manera progresiva, son los recursos obligados para afrontar la escasez de d&#243;lares. Estamos ante el triunfo p&#243;stumo del ingeniero &#193;lvaro Alsogaray en la &#8220;batalla cultural&#8221;. No obstante, las internas de gabinete no se borrar&#225;n y las condiciones de &#8220;fin de ciclo&#8221; podr&#237;an llevar a sucesivas marchas y contramarchas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este rumbo no s&#243;lo responde a la necesidad del gobierno de hacer frente a los crecientes desequilibrios econ&#243;micos (inflaci&#243;n, d&#233;ficit fiscal en alza y super&#225;vit comercial en descenso), sino que tambi&#233;n pone de manifiesto el fracaso de la &#8220;sinton&#237;a fina&#8221; y el intento de blanqueo de capitales a trav&#233;s del cual el gobierno intent&#243; durante los &#250;ltimos tres meses recomponer las reservas del Banco Central que se vienen deteriorando aceleradamente. El BAADE pas&#243; de ser un instrumento supuestamente para financiar el desarrollo a transformarse en un veh&#237;culo para la especulaci&#243;n y el endeudamiento estatal. El Grupo Bridas de los hermanos Bulgheroni ya lo anticip&#243; la semana pasada cuando anunci&#243; que lo utilizar&#237;a para ingresar capitales al pa&#237;s. Si bien son capitales declarados, constituyen parte de la fuga legal de d&#243;lares que regularmente hacen estos empresarios amigos del gobierno (y con buena sinton&#237;a con Sergio Massa) mientras evitan invertir en el pa&#237;s. Para el Grupo Bridas significa un gran negocio porque pr&#225;cticamente implica que el gobierno le va a pagar intereses para los proyectos de inversi&#243;n privados adem&#225;s que se evita realizar el encaje que se aplica para el ingreso de fondos desde el exterior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El arreglo con las empresas que tienen litigios en el CIADI supuestamente comprender&#237;a inversiones a trav&#233;s del BAADE. Pero para eso el gobierno acepta pagarles 500 millones de d&#243;lares en bonos endeudando a&#250;n m&#225;s al Estado, a quienes saquearon al pa&#237;s con las privatizaciones, por causas que tienen dictado en contra de Argentina en el CIADI. Este tribunal es parte del Banco Mundial y se encuentra dominado por los centros imperialistas. Esto abre el camino para que Repsol tambi&#233;n busque una recompensa en el CIADI por la expropiaci&#243;n parcial que tuvo lugar luego de saquear los recursos hidrocarbur&#237;feros por m&#225;s de una d&#233;cada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El giro econ&#243;mico del gobierno no terminar&#237;a all&#237;. Un nuevo &#237;ndice de precios se est&#225; consensuando con el FMI (Fondo Monetario Internacional) en la perspectiva de intentar salir del &#8220;dibujo&#8221; que hace el INDEC y de retomar las relaciones normales (&#191;carnales?) y abrir una nueva etapa de endeudamiento con ese organismo. Luego del acuerdo entreguista con la Chevron, el gobierno viene endeudando a YPF con el lanzamiento de obligaciones negociables realizado el viernes 27/9 que cont&#243; con la suscripci&#243;n de 150 millones de d&#243;lares por parte de capitales yankes, en una operaci&#243;n capitaneada por el Citibank y el HSBC. Lo mismo ocurre con los ferrocarriles. La supuesta &#8220;revoluci&#243;n ferroviaria&#8221; del ministro Florencio Randazzo cuenta con l&#237;neas de financiamiento del BID (Banco Interamericano de Desarrollo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El &#8220;desendeudamiento&#8221; fue puro mito porque la deuda sigui&#243; creciendo, a la vez que se convirti&#243; cada vez m&#225;s en deuda intra- estado. Es decir, se pag&#243; a los especuladores con los fondos de los jubilados depositados en la ANSES y con los recursos que produce el pueblo trabajador y se encuentran en el Banco Central y en el Banco Naci&#243;n, entre otros organismos. La presidenta lo reconoci&#243; cuando dijo que eran &#8220;pagadores seriales&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El gobierno apura la resoluci&#243;n de los problemas actuales volviendo a la amarga receta de la deuda, que nos pone ante el horizonte de ajustes que Cristina Kirchner declar&#243; que no iba hacer, pero que estas medidas preparan. De todos modos los desequilibrios econ&#243;micos dif&#237;cilmente se resolver&#225;n, m&#225;s a&#250;n cuando la crisis econ&#243;mica mundial sigue como tel&#243;n de fondo. Hay otra salida para enfrentar los apuros actuales, la &#250;nica para defender las aspiraciones del pueblo trabajador. Dejar de pagar toda la deuda, nacionalizando toda la banca y estableciendo un monopolio estatal del comercio exterior y de los movimientos de divisas. Lejos de aceptar los chantajes del CIADI, declarar nulos todos los tratados bilaterales (TBI) de inversi&#243;n con sus cl&#225;usulas a la medida de las multinacionales. Apropiaci&#243;n &#237;ntegra de toda la renta agraria, minera y petrolera para solventar las obras de infraestructura y de recomposici&#243;n del entramado energ&#233;tico y de transporte diezmado por la desinversi&#243;n empresaria con la venia gubernamental, nacionalizando las empresas bajo gesti&#243;n de los trabajadores. Que la crisis la paguen los capitalistas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>La presi&#243;n sobre el d&#243;lar y la crisis del &#8220;modelo&#8221;</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/La-presion-sobre-el-dolar-y-la-crisis-del-modelo</link>
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		<dc:date>2013-03-21T17:52:56Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Esteban Mercatante, Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La escalada del d&#243;lar paralelo a $8,75 alarm&#243; al gobierno. Cristina Fern&#225;ndez convoc&#243; ayer de urgencia al gabinete econ&#243;mico disparando rumores varios de internas.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_3422 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L400xH286/dolar-bdf08.jpg?1692581822' width='400' height='286' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La escalada del d&#243;lar paralelo a $8,75 alarm&#243; al gobierno. Cristina Fern&#225;ndez convoc&#243; ayer de urgencia al gabinete econ&#243;mico disparando rumores varios de internas. Mientras la presidenta del Banco Central, Mercedes Marc&#243; del Pont culpar&#237;a del salto del &#8220;d&#243;lar blue&#8221; al director de la AFIP, Ricardo Echegaray, por el anuncio del aumento al 20% del recargo a los paquetes tur&#237;sticos (era del 15%), Echegaray recriminar&#237;a a del Pont laxitud en el control de la compra de d&#243;lares. Tambi&#233;n habr&#237;a divisiones alrededor de las alternativas entre un desdoblamiento cambiario que sincere lo que existe de hecho, o reforzar los controles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En la temporada tur&#237;stica, economistas oficialistas tranquilizaban con la idea de que la suba del blue era estacional por la demanda de d&#243;lares de los viajeros. La realidad los desminti&#243;. El salto estacional cre&#243; un nuevo piso alrededor de $8, cada vez m&#225;s cerca de $9, acelerado de la mano de los &#250;ltimos anuncios de Echegaray. Hoy est&#225; un 71% por encima del cambio oficial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El &#8220;modelo&#8221; en problemas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aunque el mercado blue es reducido, act&#250;a como expresi&#243;n de los desajustes de una pol&#237;tica oficial que capea los problemas que acumula la econom&#237;a nacional sin resolverlos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La presi&#243;n sobre el d&#243;lar tiene ra&#237;ces profundas. La inflaci&#243;n puso fin al d&#243;lar &#8220;caro&#8221;, uno de los pilares del alto crecimiento conseguido con la megadevaluaci&#243;n de 2002 (que dio un mazazo al salario). Numerosos empresarios aducen problemas de &#8220;competitividad&#8221; y exigen compensaciones, aunque muchos siguen amasando ganancias formidables.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El d&#243;lar &#8220;barato&#8221; contribuy&#243; al crecimiento de las compras al extranjero, lo que Moreno trat&#243; de frenar exigiendo declaraciones juradas para las importaciones. Pero los problemas estructurales conspiran contra estos intentos. La &#8220;recompra&#8221; de YPF se hizo en pos del autoabastecimiento, pero no termin&#243; con la importaci&#243;n de combustibles, una millonaria aspiradora de d&#243;lares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pese al &#8220;cepo&#8221; al d&#243;lar, por la inflaci&#243;n es conveniente el turismo en el exterior, y esto tambi&#233;n drena divisas. Las empresas imperialistas presionan para remitir ganancias a sus casas matrices sin trabas. Tambi&#233;n la deuda externa sigue siendo una importante fuente de demanda de d&#243;lares. Si hay acuerdo con los buitres en la corte de Nueva York habr&#225; otro zarpazo a los d&#243;lares del Banco Central.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El fracaso de la &#8220;sinton&#237;a gruesa&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con el cepo el gobierno busc&#243; penalizar la compra de d&#243;lares (aunque a la vez cre&#243; un formidable negocio para algunos amigos que acceden al d&#243;lar al cambio oficial). Pero con trabas y todo, el que apost&#243; al d&#243;lar en el &#250;ltimo a&#241;o gan&#243;. Quien compr&#243; un d&#243;lar blue a $6 hace unos meses, lo vende hoy con una ganancia de m&#225;s del 40%. Por eso, la ca&#237;da de las reservas del Banco Central se aceler&#243; y acumula p&#233;rdidas por m&#225;s de u$s 10 mil millones desde 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La &#250;ltima iniciativa de contenci&#243;n fue el planteo de Moreno sobre un posible d&#243;lar oficial a $6 para fin de a&#241;o. Pretend&#237;a dar previsibilidad y contener el drenaje, pero fue r&#225;pidamente desmentido por el jefe de gabinete. Las dudas sobre la cantidad de d&#243;lares que entrar&#225;n por la soja, las noticias sobre la p&#233;rdida de reservas por salida de dep&#243;sitos del sistema y los anuncios de Echegaray dinamitaron cualquier contenci&#243;n y llevaron al salto de estos d&#237;as. Se muestra el fracaso de la pol&#237;tica de un mercado paralelo &#8220;ilegal&#8221; y se desmiente la afirmaci&#243;n de que el mercado blue no tendr&#237;a incidencia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto hace prever un giro en la pol&#237;tica, que podr&#237;a ir en el sentido de legalizar el desdoblamiento, estableciendo distintas cotizaciones (un d&#243;lar financiero, otro turista y un tercero para compras al extranjero y exportaciones). Otra posibilidad es explicitar el ritmo de devaluaci&#243;n del peso, como en tiempos de la &#8220;tablita&#8221; del recientemente fallecido Mart&#237;nez de Hoz. Cualquiera de estas alternativas podr&#237;a hacer desbarrancar los precarios acuerdos de precios que el gobierno espera utilizar para limitar las paritarias. Otra alternativa es profundizar lo actuado hasta ahora, tratando de penalizar a&#250;n m&#225;s las compras de d&#243;lares, una medida de dudosos resultados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las distintas variantes hacen prever un golpe al poder adquisitivo de los trabajadores. Lo mismo puede esperarse de las alternativas de la oposici&#243;n patronal, que exigen liberar el tipo de cambio y terminar con subsidios y controles de precios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es necesario pelear por cl&#225;usulas gatillo para los salarios, control obrero y popular de los precios. S&#243;lo la nacionalizaci&#243;n de la banca, el no pago de la deuda, el monopolio estatal del comercio exterior y el control de los flujos de capitales, junto con la apropiaci&#243;n &#237;ntegra de la renta agraria e hidrocarbur&#237;fera mediante la expropiaci&#243;n de las grandes propiedades y empresas petroleras, puede evitar que las salidas a los desequilibrios del &#8220;modelo&#8221; descarguen los costos sobre el pueblo trabajador. Todas medidas que s&#243;lo puede tomar un gobierno de los trabajadores.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Sinton&#237;a fina &#8220;a la europea&#8221;</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Sintonia-fina-a-la-europea</link>
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		<dc:date>2012-01-12T09:55:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;En estos d&#237;as sali&#243; a la luz la comprometida situaci&#243;n fiscal de muchas provincias y los niveles de endeudamiento elevados que enfrentan.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;En estos d&#237;as sali&#243; a la luz la comprometida situaci&#243;n fiscal de muchas provincias y los niveles de endeudamiento elevados que enfrentan. As&#237; como el gobierno de CFK busc&#243; aprovechar el efecto de los votos sacados en octubre para ajustar el gasto p&#250;blico, atacando el salario mediante un tarifazo en los servicios p&#250;blicos, los kirchneristas de Santa Cruz y R&#237;o Negro quisieron encontrar en el clima de fin de a&#241;o el &#225;mbito propicio para votar ajustes en las cuentas p&#250;blicas que, como en la Uni&#243;n Europea, atacan el salario de los trabajadores estatales, aumentan las edades jubilatorias, prev&#233;n despidos y aumentos de impuestos. Adem&#225;s, para ponerse un poco m&#225;s a tono con los planes de ajuste que tanto critic&#243; en las cumbres internacionales, CFK sac&#243; un Decreto de Necesidad y Urgencia que plantea &#8220;revisar&#8221; los salarios de 300.000 trabajadores estatales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La crisis internacional y el &#8220;modelo&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El kirchnerismo se favoreci&#243; todos estos a&#241;os de los efectos de la devaluaci&#243;n, un enorme ataque al salario obrero, y de las condiciones externas favorables por los altos precios de las materias primas. Esto permiti&#243; sostener los famosos &#8220;super&#225;vit gemelos&#8221;: en el comercio exterior y en el frente fiscal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La casi segura perspectiva de recesi&#243;n para la Uni&#243;n Europea, y tambi&#233;n en menor medida para los Estados Unidos, junto con la desaceleraci&#243;n del crecimiento en China y Brasil, hacen que el panorama econ&#243;mico para este a&#241;o sea de menor crecimiento en nuestro pa&#237;s. La crisis internacional, sumada a la propia erosi&#243;n interna de los efectos de la devaluaci&#243;n por la v&#237;a inflacionaria (aunque todav&#237;a se conserva cierta ventaja competitiva), han puesto en cuestionamiento los super&#225;vits gemelos. La ca&#237;da de Lehman Brothers y sus efectos en la Argentina durante el 2009 ya hab&#237;an liquidado el super&#225;vit fiscal. De conjunto, las condiciones que le permitieron al gobierno practicar el &#8220;bonapartismo fiscal&#8221; con el cual gestion&#243; la relaci&#243;n con gobernadores, intendentes y distintas fracciones del capital, est&#225;n cambiando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto se expres&#243; en que por primera vez desde la devaluaci&#243;n del 2002 el Banco Central perdi&#243; reservas en el 2011, cosa que no hab&#237;a ocurrido ni con el pago al contado y por adelantado al FMI en 2006, ni con el uso de reservas para el pago de la deuda externa en 2010. Es que el super&#225;vit comercial, aunque sigue existiendo, es cada vez menor y no alcanza a cubrir la salida de d&#243;lares, ya sea por fuga de capitales, por remisi&#243;n de ganancias que hacen las empresas imperialistas a sus casas centrales o por pagos de la deuda externa, que a pesar del discurso del &#8220;desendeudamiento&#8221; sigue teniendo un peso importante en el presupuesto nacional. Por eso, la brecha se cubre con p&#233;rdida de reservas. Es as&#237;que tambi&#233;n queda comprometida la posibilidad de que el Banco Central siga financiando al gobierno nacional, o si lo hace sea con cada vez mayor costo inflacionario.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#8220;Bonapartismo fiscal&#8221; asediado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lo central de la situaci&#243;n est&#225; definido por la relaci&#243;n entre la naci&#243;n y las provincias. Es que los ingresos provinciales provienen en su gran mayor&#237;a de recursos de origen nacional (RON, que incluyen la coparticipaci&#243;n), de transferencias corrientes y de capital que les hace el gobierno nacional. De esta forma, el kirchnerismo ha logrado ganar adhesiones con el manejo de la &#8220;caja&#8221;. En el a&#241;o 2010, en algunas provincias como La Rioja, Jujuy y Santiago del Estero, la dependencia de los recursos nacionales alcanz&#243; m&#225;s del 90% de los ingresos provinciales totales, mientras los recursos provinciales propios no llegaban al 10%. La &#250;nica excepci&#243;n a esta enorme dependencia es la Ciudad de Buenos Aires que cont&#243; con el 88% de recursos propios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aunque una parte significativa de los fondos enviados por la Naci&#243;n a las provincias corresponden a la coparticipaci&#243;n (es decir, su reparto est&#225; establecido por ley), otra parte importante se realiza a modo discrecional, como ocurre con los fondos que son distribuidos para obras p&#250;blicas y para afrontar aumentos de salarios de docentes provinciales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La limitada capacidad de obtener recursos propios que tienen las provincias ubica a muchas en situaci&#243;n de d&#233;ficit y con deudas importantes, parte de las cuales son con el estado nacional. Las provincias con mayores d&#233;ficits son las m&#225;s grandes: Buenos Aires, Santa Fe y C&#243;rdoba. Por eso los gobernadores sintieron como un alivio la extensi&#243;n de los plazos del Fondo Federal de Desendeudamiento que anunci&#243; Cristina Kirchner la semana pasada. Este fondo fue creado en mayo del 2010 para refinanciar la deuda de las provincias con el Estado Nacional, dando un per&#237;odo de gracia que venci&#243; en diciembre del 2011. El gobierno volvi&#243; a extender el per&#237;odo de gracia hasta diciembre del 2013, es decir, luego de las elecciones de medio t&#233;rmino, lo que contribuye a intentar sostener hasta entonces a los gobernadores de su lado. Esto permite cubrir el bache financiero y contribuye a mejorar la situaci&#243;n fiscal porque no se pagan los intereses adeudados a la naci&#243;n, pero no resuelve el problema en s&#237; mismo, en tanto persiste el desequilibrio entre ingresos corrientes y gastos corrientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es por eso que en muchas provincias se incluy&#243; en los presupuestos del a&#241;o 2012 la suba de las al&#237;cuotas de impuestos. En la Ciudad de Buenos Aires, Macri hizo votar en la legislatura aumentos del ABL que llegar&#225;n en algunos casos hasta el 300% desde marzo. Todos, desde los kirchneristas en Santa Cruz y R&#237;o Negro, hasta Macri en la Ciuda de Buenos Aires, hacen ajustes contra los trabajadores que son preparatorios frente a una situaci&#243;n econ&#243;mica m&#225;s compleja por el contexto de crisis internacional, donde es m&#225;s dif&#237;cil conseguir financiamiento en los &#8220;mercados&#8221; (varias provincias ven&#237;an usando la colocaci&#243;n de bonos de deuda) y en momentos en que al gobierno nacional se le complica dar respuesta en todos los frentes y comenz&#243; a apretar el freno del gasto p&#250;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#161;&lt;strong&gt;Qu&#233; la crisis la paguen los capitalistas!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La estructura recaudatoria es tan regresiva a nivel nacional (basada mayormente en el IVA a los consumos populares) como en las provincias, donde lo principal de la recaudaci&#243;n proviene del impuesto a los ingresos brutos (que se aplican sobre el total facturado afectando todos los precios que terminan pagando los consumidores) y, en menor medida, del impuesto inmobiliario y a los automotores. La megaminer&#237;a, que saquea los recursos del pa&#237;s beneficiada por la Ley de Inversiones Mineras, y las petroleras, beneficiadas por la privatizaci&#243;n de la explotaci&#243;n de hidrocarburos que trajo graves problemas estructurales en el abastecimiento, entre otras &#8220;herencias&#8221; neoliberales que el kirchnerismo mantuvo, significan el goce de los m&#225;s amplios beneficios impositivos. Entre otros casos, esto tambi&#233;n se da en provincias con promoci&#243;n industrial como San Luis y La Rioja, o en Tierra del Fuego. A pesar de todo esto los economistas del establishment plantean que el deterioro en el frente fiscal se debe al descontrol en el gasto y a la imposibilidad de seguir aumentando impuestos dado que se estar&#237;a en una situaci&#243;n l&#237;mite en relaci&#243;n a la presi&#243;n tributaria, es decir, que los capitalistas no podr&#237;an soportar mayores niveles de impuestos. Un verdadero disparate... Para el kirchnerismo la profundizaci&#243;n del &#8220;modelo&#8221; significa defender las altas ganancias empresarias contra el pueblo trabajador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5-01-2012&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Latinoam&#233;rica y la crisis mundial</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Latinoamerica-y-la-crisis-mundial</link>
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		<dc:date>2011-07-28T16:10:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject>Venezuela</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Los fabulosos rescates a los bancos y la intervenci&#243;n de los Estados para contener la crisis condujeron a la econom&#237;a mundial a evolucionar a dos ritmos.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Los fabulosos rescates a los bancos y la intervenci&#243;n de los Estados para contener la crisis condujeron a la econom&#237;a mundial a evolucionar a dos ritmos. Desde el 2010 el mayor crecimiento se da en los pa&#237;ses &#8220;emergentes&#8221; mientras que en las principales potencias la producci&#243;n se incrementa a ritmo moderado. Latinoam&#233;rica se encuentra entre los primeros, pero con grandes desigualdades: la CEPAL pronostica el mayor crecimiento en Am&#233;rica del Sur (5,1%), menor en centroamericana (4,3%) y d&#233;bil en el Caribe (1,9%) [1].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto viene abonando la idea de un desacople de la regi&#243;n y una &#8220;oportunidad hist&#243;rica&#8221; gracias a la emergencia de los BRIC (Brasil, Rusia, India y China). Sin nuevos saltos en la crisis, lo cual es mucho decir ante la posibilidad de un default en Estados Unidos o una quiebra griega o de otros pa&#237;ses con problemas en su deuda, que llevar&#237;an a una nueva ca&#237;da como sucedi&#243; en 2009 en la regi&#243;n luego de la bancarrota de Lehman Brothers, la econom&#237;a ya viene desarrollando desequilibrios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Los &#8220;beneficios&#8221; de la crisis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por ahora, las medidas para recuperar las principales econom&#237;as en crisis tienen dos consecuencias contradictorias. Una de ellas es que el exceso de fondos produjo la especulaci&#243;n en commodities. La evoluci&#243;n de los t&#233;rminos del intercambio (la evoluci&#243;n de la relaci&#243;n entre los precios de lo que se exporta y lo que se importa) es favorable para Am&#233;rica del Sur y en menor medida para Centro Am&#233;rica y M&#233;xico. Es cierto que en las cantidades demandadas est&#225;n actuando elementos estructurales como el consumo de China e India y la utilizaci&#243;n de granos como insumo para la producci&#243;n de biocombustibles, pero en el nivel de los precios est&#225; incidiendo la especulaci&#243;n en instrumentos financieros derivados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por otro lado, las bajas tasas de inter&#233;s en los Estados Unidos, los rescates a los bancos en las principales econom&#237;as del mundo y la emisi&#243;n monetaria, todas pol&#237;ticas para contener la crisis mundial, por el momento favorecen a las econom&#237;as latinoamericanas con financiamiento barato tambi&#233;n proveniente de capitales especulativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los pa&#237;ses latinoamericanos han aumentado las tasas de inter&#233;s haciendo m&#225;s grande la brecha con el inter&#233;s pagado en las econom&#237;as desarrolladas. Esta pol&#237;tica encarece las monedas locales porque al promover el ingreso de divisas los d&#243;lares est&#225;n disponibles en gran cantidad y son m&#225;s baratos. Sumando el aumento de los precios de materias primas que tambi&#233;n contribuyen con d&#243;lares existe una presi&#243;n fuerte a la apreciaci&#243;n cambiaria. Por eso la CEPAL advierte sobre la necesidad de &#8220;intervenciones en los mercados de cambio, controles a la entrada de capitales y regulaciones financieras.&#8221; [2]. Se est&#225; afectando la competitividad dado que cuesta m&#225;s exportar con una moneda encarecida y los pa&#237;ses se encuentran con mayor permeabilidad al ingreso de mercader&#237;as importadas. Tambi&#233;n el incremento de la demanda interna est&#225; subiendo el d&#233;ficit comercial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existe un gran peligro en el caso que la Reserva Federal de los EE.UU. decida subir la tasa de inter&#233;s y se corten los rescates. Aunque no es el panorama m&#225;s probable en la coyuntura inmediata dado que Ben Bernanke insiste en que la FED dar&#225; todas las facilidades para contener la crisis, por ejemplo emitiendo dinero barato, la posibilidad de suba de la tasa de inter&#233;s producir&#237;a lo que llaman un &#8220;vuelo a la calidad&#8221;, esto es que los capitales vuelvan a los activos m&#225;s seguros como los bonos de los EE.UU. si pagaran tasas m&#225;s altas. Esto no s&#243;lo revertir&#237;a el flujo de capitales a Am&#233;rica Latina, sino que adem&#225;s encarecer&#237;a el costo del endeudamiento, lo cual no dejar&#237;a de afectar a econom&#237;as altamente dependientes de capitales extranjeros como las de la regi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras tanto, aunque hay un limitado proceso de inversiones productivas, las facilidades financieras alientan la formaci&#243;n de algunas burbujas en los activos financieros e inmobiliarios. Y no es de descartar, que se genere tambi&#233;n una burbuja en el consumo posibilitando la compra de bienes por parte de los trabajadores con cr&#233;dito, pero no con el poder de compra del salario acrecentado. El FMI tambi&#233;n advierte que a pesar que el sistema bancario est&#225; s&#243;lido se percibe cierto apalancamiento en el endeudamiento exterior de las empresas [3].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El endeudamiento tiene un peso determinante en la estructura de la balanza de pagos y en el presupuesto de los pa&#237;ses de la regi&#243;n, con lo cual la reversi&#243;n del ciclo de afluencia de capitales podr&#237;a dejar a las econom&#237;as sin un flujo, que si bien significa una fuerte dependencia del imperialismo, resulta vital para su funcionamiento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Demanda, inflaci&#243;n y pobres hambrientos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La demanda interna viene creciendo aceleradamente en los pa&#237;ses de la regi&#243;n lo que conduce, junto con el alza mundial de los alimentos y los combustibles, a presiones inflacionarias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El incremento de los precios de los alimentos afecta a los sectores m&#225;s empobrecidos. Frente a los primeros signos de la crisis con las hipotecas subprime se desataron las revueltas del hambre en Hait&#237;. M&#225;s recientemente la carest&#237;a de la vida fue uno de los desencadenantes en los levantamientos en el norte de &#193;frica, a&#250;n en pa&#237;ses con crecimiento econ&#243;mico. A fines de 2010 el aumento de los combustibles que anunci&#243; Evo Morales en Bolivia encontr&#243; el rechazo de los trabajadores porque encarec&#237;a los precios de otros bienes y se comenzaba a sentir la escasez de alimentos. En Latinoam&#233;rica a&#250;n con la demanda interna creciendo fuertemente, el encarecimiento de los alimentos afectando a los sectores m&#225;s empobrecidos de los trabajadores puede transformarse en el &#8220;eslab&#243;n d&#233;bil&#8221; que abra situaciones de crisis social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre los desequilibrios en curso y un nuevo salto de la crisis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La CEPAL advierte que si se deteriora la situaci&#243;n en Estados Unidos, Jap&#243;n y la Uni&#243;n Europea el crecimiento acelerado de Latinoam&#233;rica estar&#225; muy condicionado. Si hubiera un enfriamiento en China, India y la Federaci&#243;n Rusa para enfrentar la inflaci&#243;n esto significar&#237;a menor demanda. Estas posibilidades est&#225;n inscriptas en la situaci&#243;n. De hecho, aunque partiendo de niveles altos se est&#225; desacelerando el crecimiento industrial chino. En Am&#233;rica Latina las desigualdades en las tasas de crecimiento, en la situaci&#243;n cambiaria, en la exposici&#243;n al encarecimiento del financiamiento y los recursos que se acumularon en los bancos centrales, pueden significar distintas posibilidades de respuesta ante un agravamiento de la crisis mundial, pero no podr&#225;n evitar una ca&#237;da como en el 2009 cuando la econom&#237;a retrocedi&#243; m&#225;s del 2%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin llegar a ese escenario, si contin&#250;an los rescates en la zona Euro y se logra un acuerdo para elevar el endeudamiento en los EE.UU., no es de descartar que el ingreso de capitales act&#250;e como un factor desequilibrante. Aunque los capitales ingresan a la regi&#243;n para aprovechar &#225;reas de rentabilidad reales, las burbujas dan cuenta de que las econom&#237;as absorben m&#225;s ingresos que lo que resisten. Podr&#237;a darse una situaci&#243;n como la que experimentaron los pa&#237;ses del este asi&#225;tico en 1997 donde el ingreso de capitales en busca de rentabilidad pudo ser absorbido en determinadas proporciones que cuando se excedieron provocaron desequilibrios que estallaron con la salida violenta de los capitales e inestabilidades cambiarias. De suceder esto, la econom&#237;a latinoamericana actuar&#237;a directamente como un factor de retroalimentaci&#243;n de la crisis mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin llegar a ese extremo, ya est&#225;n en desarrollo desequilibrios. Los pa&#237;ses del Caribe vinculados a los EE.UU., las remesas y el turismo internacional, son m&#225;s vulnerables y tienen problemas de deudas elevadas y d&#233;ficit fiscal. En Am&#233;rica del Sur, en Brasil, la principal econom&#237;a de la regi&#243;n, el ingreso de capitales llev&#243; la relaci&#243;n cambiaria a un nivel similar al de 1999 cuando el pa&#237;s se vio obligado a devaluar. El ministro de Hacienda, Guido Mantenga, declar&#243; &#8220;Estamos listos para tomar nuevas medidas tambi&#233;n para impedir esta apreciaci&#243;n cambiaria&#8221; [4]. All&#237; el d&#233;ficit comercial es un problema. De hecho, Brasil ya ven&#237;a practicando medidas proteccionistas para reducir su d&#233;ficit generando roces con otros Estados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En nuestro pa&#237;s tambi&#233;n se est&#225; respondiendo al debilitamiento del super&#225;vit externo con intervenci&#243;n en el comercio exterior. Venezuela deval&#250;o su moneda a principios de a&#241;o. Es decir, que sin llegar a&#250;n a una situaci&#243;n extrema el desarrollo de desequilibrios por los efectos &#8220;ben&#233;ficos&#8221; de las medidas de contenci&#243;n de la crisis ya est&#225;n en curso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[1] CEPAL, Estudio econ&#243;mico de Am&#233;rica Latina, Julio de 2011, disponible en: &lt;a href=&#034;http://www.eclac.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.eclac.org&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[2] CEPAL, op.cit.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[3] FMI, Perspectivas econ&#243;micas. Las Am&#233;ricas, atentos al sobrecalentamiento, Abril 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[4] &#8220;Listos para nuevas medidas&#8221;, P&#225;gina/12, 26/07/2011.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;28 de julio de 2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Crecimiento, pero a merced de las condiciones externas</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Crecimiento-pero-a-merced-de-las-condiciones-externas</link>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Esteban Mercatante, Pablo Anino</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Econom&#237;a</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Los analistas de todo el arco ideol&#243;gico plantean que &#8220;sigue el viento de cola&#8221;, o que el &#8220;escenario mundial&#8221; es positivo . Sin embargo, los aspectos que benefician a la econom&#237;a argentina est&#225;n cargados de inestabilidad.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Por el momento la situaci&#243;n internacional viene trayendo buenas noticias para la econom&#237;a argentina. Brasil y China siguen creciendo fuerte, a contramano de la zona Euro y EE.UU. que lo hacen a un 2%. El crecimiento de Brasil significa fuerte demanda para la producci&#243;n automotriz (y por efecto indirecto de varias otras industrias); el de China, fuerte demanda de granos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como si esto fuera poco, la formidable emisi&#243;n de 600 mil millones de d&#243;lares que anunci&#243; la FED (el banco central estadounidense), preanuncia una depreciaci&#243;n del d&#243;lar. Esta depreciaci&#243;n esperada, junto con una mala cosecha en los Estados Unidos, ya empez&#243; a impactar con todo en los precios de los granos, todos medidos en d&#243;lares. Como no ocurr&#237;a desde 2008, la soja se est&#225; acercando a los 500 d&#243;lares por tonelada, mientras que hace 10 d&#237;as estaba en u$s 454. Todo indica que la subida se mantendr&#225;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La perspectiva de depreciaci&#243;n del d&#243;lar, tuvo otro importante efecto para Argentina. En pa&#237;ses que no controlan el tipo de cambio o s&#243;lo lo hacen laxamente, entre ellos Brasil, esto aceler&#243; la suba en la cotizaci&#243;n de sus monedas. Para la moneda Argentina, esto significa que sigue barata en relaci&#243;n a las de los competidores y por lo tanto un colch&#243;n de competitividad a la econom&#237;a a pesar de los aumentos de precios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En resumen, la revuelta situaci&#243;n internacional significa lluvia de d&#243;lares y fuerte demanda. Esto permite preservar un gran pilar del esquema econ&#243;mico K, el super&#225;vit comercial. Y de paso sacar tensiones al frente fiscal gracias a los ingresos aduaneros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Las imprevisibles consecuencias de la guerra monetaria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los analistas de todo el arco ideol&#243;gico plantean que &#8220;sigue el viento de cola&#8221;, o que el &#8220;escenario mundial&#8221; es positivo (Suplemento Cash de P&#225;gina/12, 6/11/2010), pero hay una dosis importante de provincianismo en estos an&#225;lisis. Los aspectos que benefician a la econom&#237;a argentina est&#225;n cargados de inestabilidad. No hay que olvidar que en 2008, al aumento de los precios de los granos lo sigui&#243; una acelerada ca&#237;da. Hoy se habla nuevamente de una burbuja en las cotizaciones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lo mismo ocurre con el crecimiento econ&#243;mico. Aunque se ha vuelto un lugar com&#250;n hablar de una econom&#237;a que funciona a dos tiempos, con los BRICs (Brasil, Rusia, India, y China) y otros pa&#237;ses creciendo fuerte, y Europa y EE.UU. con bajo crecimiento, esta situaci&#243;n no puede sostenerse indefinidamente. Hasta 2007 el mundo viv&#237;a del gran consumo norteamericano, que hoy est&#225; retra&#237;do. La econom&#237;a norteamericana no puede ni quiere seguir jugando ese rol, como mostraron las medidas de Bernanke y la defensa que hizo de las mismas Barak Obama, anunciando que aspira a aumentar las exportaciones norteamericanas en todo el mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras EE.UU. viene presionando a China para que no &#8220;manipule su moneda&#8221;, ellos ya lo ven&#237;an haciendo y ahora con esta medida lo hacen a una escala superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Un peso cada vez menos devaluado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las declaraciones del canciller H&#233;ctor Timerman en viaje a la reuni&#243;n del G-20 en Corea, pidiendo mecanismos financieros que moderen el ingreso de capitales a los pa&#237;ses emergentes son una confesi&#243;n de las precariedades del esquema econ&#243;mico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La suba de precios, que el gobierno niega y que destruyendo el INDEK dio v&#237;a libre para que los empresarios alimenten con total impunidad, ha hecho que el d&#243;lar caro de la megadevaluaci&#243;n de 2002 vaya agot&#225;ndose. Hoy queda un colch&#243;n de ventaja cambiaria, pero la suba de precios es una presi&#243;n negativa sobre la competitividad. Si no ha habido fu ertes presiones para devaluar el peso nuevamente, es porque desde fines de 2008, muchas monedas, sobre todo la de Brasil, han subido muy fuerte frente al d&#243;lar. Gracias a eso, se mantuvo la &#8220;competitividad&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La medida de la FED podr&#237;a meter demasiada presi&#243;n sobre Brasil y acelerar una depreciaci&#243;n. Es que la moneda acumula una apreciaci&#243;n de 115% desde que asumi&#243; Lula en 2003. En Brasil los principales industriales ya alertaron contra la &#8220;desindustrializaci&#243;n&#8221; que provoca la apreciaci&#243;n cambiaria dado que act&#250;a abaratando las importaciones y dificultando exportaciones. La alerta, aunque exagerada, da cuenta de las presiones hacia la presidenta electa, Dilma Rousseff, para una devaluaci&#243;n del real y un ajuste fiscal. Este camino significar&#237;a un golpe para la econom&#237;a argentina, sin margen hoy para una nueva devaluaci&#243;n, que podr&#237;a acelerar la suba de precios. Es as&#237; que se depende en gran medida de lo que pase afuera para surfear las contradicciones del esquema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crecimiento, mercado interno e inflaci&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La &#8220;foto&#8221; del crecimiento, muestra que hay ah&#237; un peso importante de la demanda local. Esto envalentona el discurso K, ya que mostrar&#237;a el peso ganado por el mercado interno asociado a pol&#237;ticas &#8220;redistributivas&#8221;. Esto se usa como evidencia de una recomposici&#243;n de los ingresos populares y de los trabajadores. Sin embargo, en este consumo han cobrado un peso enorme los planes de cuotas. Pero sobre todo, ya sea en cuotas o &#8211;en los sectores de ingresos m&#225;s altos- utilizando ahorros disponibles, el aumento del consumo muestra un esfuerzo por escapar a la inflaci&#243;n que se carcome los ingresos. En el caso de los sectores de m&#225;s bajos ingresos, el &#8220;alto consumo&#8221; de todo lo que ganan les permite comprar cada vez menos cosas, aunque el ministro Boudou sostenga que la inflaci&#243;n es un problema de los sectores de ingresos altos. Incluso, el gobierno alimenta cierto nivel de inflaci&#243;n porque le permite recaudar m&#225;s por los impuestos al consumo como el IVA. Y de esta forma, dibujar super&#225;vit fiscal aunque la deuda y los subsidios a los empresarios est&#233;n vaciando la caja fiscal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Se siguen profundizando las contradicciones del esquema econ&#243;mico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La inflaci&#243;n expresa la tensi&#243;n entre rentabilidad y competitividad para el capital que se valoriza en el pa&#237;s. La rentabilidad sigue en niveles superiores a los de 2001 pero cay&#243; respecto de los mejores a&#241;os pos convertibilidad. En un contexto donde un conjunto de factores dispararon una tendencia alcista en los precios, los capitalistas pueden sacar provecho de la situaci&#243;n subiendo los precios para mantener sus m&#225;rgenes; pero esto mina la competitividad, tanto para los exportadores como para la relaci&#243;n entre producci&#243;n importada y nacional en el consumo interno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las contradicciones del esquema econ&#243;mico K se expresan incluso en la industria que viene creciendo fuerte. Las automotrices y la siderurgia batir&#225;n este a&#241;o todos los r&#233;cords.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero el resto apenas rondar&#225;n el 2%. Muchas ramas de la producci&#243;n est&#225;n actuando muy cerca de la utilizaci&#243;n plena de su capacidad productiva mientras la inversi&#243;n contin&#250;a retra&#237;da. Por eso la fuerte demanda de este a&#241;o est&#225; siendo respondida con mayores importaciones (las importaciones per c&#225;pita son actualmente 33% mayores que hace diez a&#241;os) y las inversiones registradas, con la excepci&#243;n de algunos proyectos automotrices, son apenas para sostener la capacidad productiva. No hay ampliaciones de la producci&#243;n, la inversi&#243;n este a&#241;o no llegar&#225; al 21% del PBI, lo cual no ser&#237;a un mal n&#250;mero si no fuera porque la capacidad productiva est&#225; al l&#237;mite. La fortaleza del consumo que el gobierno acicatea de distintas formas tiene entonces un correlato negativo para el comercio exterior porque gran parte de ella es respondida con importaciones y no con aumento de producci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mar de fondo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesar de las fortalezas macroecon&#243;micas que muestra la econom&#237;a argentina, que alejan la perspectiva inmediata de una situaci&#243;n econ&#243;mica catastr&#243;fica el panorama es que se mantendr&#225;n un conjunto de desequilibrios. &#201;stos no implican que la econom&#237;a vaya a pasar r&#225;pidamente del crecimiento fuerte a la ca&#237;da, pero s&#237; que hay una mayor fragilidad frente a escenarios adversos imprevistos, algo muy probable en la inestable situaci&#243;n internacional. Si la guerra de divisas trae nuevas devaluaciones competitivas, o si nuevos episodios de crisis fiscal en Europa empujan nuevamente la incertidumbre financiera y la salida de capitales, o si la inflaci&#243;n supera el margen de lo controlable, los precarios equilibrios de la econom&#237;a Argentina podr&#237;an derrumbarse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En ese trasfondo calmo y con rasgos de fortaleza en la coyuntura siguen activadas algunas cuestiones explosivas, y por lo tanto no es de esperar que sean encarados durante este a&#241;o, pero mientras se prolonguen se ir&#225;n profundizando y por lo tanto haciendo m&#225;s traum&#225;tica su resoluci&#243;n para cualquier gobierno pos 2011. Tanto la continuidad del esquema econ&#243;mico K como las salidas propuestas por la oposici&#243;n patronal amenazan la situaci&#243;n de los trabajadores. Es necesario desarrollar una alternativa independiente.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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