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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Bernie Sanders, uma via para a mudan&#231;a pol&#237;tica nos Estados Unidos?</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Bernie-Sanders-uma-via-para-a-mudanca-politica-nos-Estados-Unidos</link>
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		<dc:date>2016-02-28T09:28:42Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Celeste Murillo, Juan Andr&#233;s Gallardo</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Imagenes rotando</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Bernie Sanders monopolizou a aten&#231;&#227;o internacional devido ao seu discurso anti-establishment nas prim&#225;rias do Partido Democrata. Quem &#233; esse autodenominado &#034;socialista&#034;, o qual a juventude adotou como seu candidato? Bernie Sanders, uma via para a mudan&#231;a pol&#237;tica nos Estados Unidos?&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/EE-UU-5" rel="tag"&gt;EE.UU.&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Imagenes-rotando" rel="tag"&gt;Imagenes rotando&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Estados-Unidos-184" rel="tag"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH91/arton9312-83881.jpg?1694037496' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='91' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Bernie Sanders monopolizou a aten&#231;&#227;o internacional devido ao seu discurso anti-establishment nas prim&#225;rias do Partido Democrata. Quem &#233; esse autodenominado &#034;socialista&#034;, o qual a juventude adotou como seu candidato? Bernie Sanders, uma via para a mudan&#231;a pol&#237;tica nos Estados Unidos?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas prim&#225;rias dos Estados Unidos, o voto castigo contra os candidatos identificados com o establishment e a elite pol&#237;tica &#233; o protagonista, tanto no Partido Democrata quanto no Republicano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os resultados das prim&#225;rias de Iowa e New Hampshire colocaram Sanders lado a lado com a favorita Hillary Clinton. A boa performance de Sanders gerou expectativas de que um senador independente possa ganhar a indica&#231;&#227;o dos democratas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda que ambos os partidos contem com instrumentos para garantir que se imponham os candidatos do establishment, como os &#034;superdelegados&#034; ou o financiamento das suas campanhas, n&#227;o podem impedir que se expresse a bronca contra e elite pol&#237;tica e as grandes empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bernie Sanders &#233; uma amostra desse fen&#244;meno. Arrasa entre os jovens e os setores de baixa e m&#233;dia renda, enquanto Clinton lidera entre os mais velhos e os setores de renda mais alta. A novidade &#233; que ainda que Hillary tenha sua maior for&#231;a eleitoral entre as mulheres, os negros e os latinos, a simpatia por Bernie entre os jovens de 18 a 35 anos vem permitindo a ele diminuir a diferen&#231;a nesses setores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo uma pesquisa da Reuters, o apoio a Sanders entre todos os afro-americanos n&#227;o chega a 20%, mas ao observar a faixa entre 18 e 30 anos, o percentual chega a 33%, e este ainda pode n&#227;o ser seu limite m&#225;ximo. Cabe lembrar que em New Hampshire, Sanders surpreendeu ao obter o apoio de 87% das mulheres menores de 30 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o &#233; de se estranhar a enorme simpatia pelo &#034;socialista&#034; Sanders entre essa gera&#231;&#227;o conhecida como &#034;millennial&#034; que, como disse o jornalista brit&#226;nico Owen Jones, est&#225; mais pr&#243;xima da queda do Lehman Brothers que da queda do muro de Berlim. Se trata de uma gera&#231;&#227;o que sabe que vai viver pior que seus pais, que n&#227;o tem acesso &#224; moradia, que est&#225; endividada por causa dos estudos, que s&#243; consegue trabalhos prec&#225;rios. S&#227;o grande parte dos que questionaram a elite do 1% os que lutam pelo sal&#225;rio m&#237;nimo de 15 d&#243;lares por hora, contra o racismo e a xenofobia. Por isso a ess&#234;ncia do fen&#244;meno Bernie Sanders se encontra n&#227;o em sua figura mas em seus eleitores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mas, quem &#233; Bernie Sanders?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bernie Sanders &#233; senador pelo estado de Vermont desde 2007. Ainda que tenha ganho seu mandato como independente e costumem cham&#225;-lo de &#034;socialista&#034;, dentro do Senado norte-americano est&#225; alinhado com a bancada democrata. Em abril de 2015 anunciou que se apresentaria como pr&#233;-candidato nas internas do Partido Democrata.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seu discurso contra as corpora&#231;&#245;es e os bancos, sua proposta de educa&#231;&#227;o universit&#225;ria gratuita e programas contra a destrui&#231;&#227;o do meio-ambiente, s&#227;o parte do atrativo da sua candidatura, que se caracteriza por in&#250;meros atos, comit&#234;s de campanha locais e apoio entre grande parte dos movimentos sociais. Mas sobretudo o fato de que n&#227;o perten&#231;a &#224; elite que lidera os partidos tradicionais, particularmente que n&#227;o seja um Clinton ou um Bush, o mostram como uma &#034;figura nova&#034;, algo distinto no panorama bipartidarista. Uma caracter&#237;stica diferente de sua campanha &#233; a forma como &#233; financiada, atrav&#233;s de milh&#245;es de pequenos aportes, que n&#227;o superam, em m&#233;dia, os 40 d&#243;lares cada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sanders &#233; apresentado como um socialista, ainda que como ele mesmo explicou, seu &#034;socialismo&#034; n&#227;o v&#225; al&#233;m de pol&#237;ticas relacionadas com o Estado de bem-estar social, especialmente o modelo dos pa&#237;ses escandinavos. Em suas palavras, o &#034;socialismo&#034; significa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;... que o governo deve cumprir um papel importante em assegurar que seja um direito de todos conseguir um plano de sa&#250;de (...) que n&#227;o permitamos que as grandes corpora&#231;&#245;es e interesses econ&#244;micos destruam nosso meio-ambiente, que acreditemos em um governo que n&#227;o esteja dominado pelos grandes interesses econ&#244;micos (...). Para mim, significa democracia, francamente. Isso &#233; tudo.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Come&#231;ou sua carreira pol&#237;tica em Vermont no in&#237;cio dos anos 80, onde foi prefeito da maior cidade do estado, Burlington, e representante na C&#226;mara dos Deputados. Howard Dean, governador do estado de Vermont e ex pr&#233;-candidato democrata, se referiu a Sanders como um &#034;democrata liberal, &#233; um democrata que... se apresenta como independente porque n&#227;o gosta da estrutura e do dinheiro que se utiliza... O importante &#233; que Bernie Sanders vota com os democratas 98% das vezes&#034;. Sua carreira legislativa mostra a fidelidade da descri&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois dos ataques de 11 de setembro, Sanders se uniu ao apoio quase un&#226;nime da &#034;guerra contra o terrorismo&#034;, e votou a favor da resolu&#231;&#227;o de autoriza&#231;&#227;o de uso da for&#231;a (ainda que seus partid&#225;rios assinalem que mais tarde se op&#244;s a diferentes pontos particulares). Esta n&#227;o foi a primeira vez que Sanders votou com o governo: nos anos 1990, havia apoiado o projeto do ent&#227;o presidente Bill Clinton para endurecer as leis de pris&#245;es e encarceramento (a mesma lei &#233; apontada hoje como uma das respons&#225;veis pelo encarceramento massivo de afroamericanos e a brutalidade policial racista). Em 2014 Sanders apoiou a resolu&#231;&#227;o un&#226;nime do Senado para respaldar o Estado de Israel no bombardeio e invas&#227;o de Gaza. N&#227;o &#233; dif&#237;cil encontrar mais exemplos similares em suas vota&#231;&#245;es, ainda que sua ret&#243;rica seja mais exaltada ocasionalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&#233;m de votar com os democratas na maioria dos casos, a n&#237;vel nacional, Sanders apoiou Obama nas duas &#250;ltimas elei&#231;&#245;es. Os democratas t&#234;m sabido recompensar o apoio de Sanders ao n&#227;o apresentar competidores a suas campanhas para renovar seu mandato legislativo em Vermont.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apoia a demanda do sal&#225;rio m&#237;nimo a n&#237;vel nacional, ainda que de forma gradual, e outras demandas progressistas como a igualdade salarial para as mulheres. No come&#231;o da campanha, um dos pontos pol&#234;micos foi sua fraca den&#250;ncia da brutalidade policial racista, virtualmente &#224; direita da pr&#243;pria Clinton que criticou inclusive as leis que acobertam a brutalidade policial. Isto lhe trouxe v&#225;rias rusgas com o movimento Black Lives Matter, que n&#227;o apoia nenhum candidato. No entanto, Sanders vem tentando ganhar maior apoio entre o eleitorado afroamericano, como demonstrou a reuni&#227;o com o reverendo Al Sharpton, um dia depois de ganhar as elei&#231;&#245;es em New Hampshire, ou a ades&#227;o da filha de Eric Garner (assassinado pela pol&#237;cia e um s&#237;mbolo do Black Lives Matter).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de seus discursos acalorados, Bernie Sanders se comprometeu a apoiar Hillary Clinton se ela ganhar as prim&#225;rias. Isso pode gerar curto-circuitos em seus eleitores, que s&#227;o parte de um fen&#244;meno social de descontentamento que supera sua candidatura e que n&#227;o termina no &#250;ltimo dia das prim&#225;rias.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Bernie Sanders, &#191;una v&#237;a para el cambio pol&#237;tico en Estados Unidos?</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Bernie-Sanders-una-via-para-el-cambio-politico-en-Estados-Unidos</link>
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		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Bernie Sanders acapar&#243; la atenci&#243;n internacional por su discurso antiestablishment en las primarias del partido Dem&#243;crata. &#191;Qui&#233;n es este autodenominado &#8220;socialista&#8221; a quien la juventud adopt&#243; como su candidato?&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Imagenes-rotando" rel="tag"&gt;Imagenes rotando&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina &lt;/a&gt;, 
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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH91/arton9311-db4f3.jpg?1695422215' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='91' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Bernie Sanders acapar&#243; la atenci&#243;n internacional por su discurso antiestablishment en las &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Primarias-en-EE-UU-que-como-y-cuando&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;primarias&lt;/a&gt;del partido Dem&#243;crata. &#191;Qui&#233;n es este autodenominado &#8220;socialista&#8221; a quien la juventud adopt&#243; como su candidato?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En las primarias de Estados Unidos, el voto castigo contra los candidatos identificados con el establishment y la elite pol&#237;tica es el protagonista, t&lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/El-mensaje-antiestablishment-de-Iowa-31585&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;anto en el partido Dem&#243;crata como el Republicano&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los resultados de las primarias de Iowa y New Hampshire ubicaron a Sanders cabeza a cabeza con la favorita Hillary Clinton. La buena performance de Sanders gener&#243; expectativas de que un senador independiente pueda ganar la nominaci&#243;n dem&#243;crata.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aunque ambos partidos cuentan con instrumentos para garantizar que se impongan los candidatos del establishment, como los &#8220;&lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/ideasdeizquierda/ee-uu-los-superdelegados-al-rescate-del-establishment/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;superdelegados&lt;/a&gt;&#8221; o el financiamiento de sus campa&#241;as, no pueden impedir que se exprese la bronca contra la elite pol&#237;tica y las grandes empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bernie Sanders es muestra de ese fen&#243;meno. Arrasa entre los j&#243;venes y los sectores de ingresos bajos y medios, mientras Clinton se impone entre los mayores y los sectores de ingresos m&#225;s altos. La novedad es que si bien Hillary tiene su mayor caudal electoral entre las mujeres, los negros y los latinos, la simpat&#237;a por Bernie entre los j&#243;venes de 18 a 35 a&#241;os le viene permitiendo achicar la brecha en esos sectores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seg&#250;n una encuesta de Reuters, el apoyo de Sanders entre todos los afroamericanos no alcanza el 20 %, pero al observar la franja entre 18 y 30 a&#241;os, el porcentaje llega a 33, y este a&#250;n puede no ser su techo. Cabe recordar que en New Hampshire, Sanders &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/Primarias-en-New-Hampshire-otro-golpe-al-establishment&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;sorprendi&#243; con un apoyo del 87 % entre las mujeres menores de 30 a&#241;os&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No es de extra&#241;ar la enorme simpat&#237;a por el &#8220;socialista&#8221; Sanders entre esta generaci&#243;n conocida como &#8220;millennial&#8221; que, como dice el periodista brit&#225;nico Owen Jones, est&#225;n m&#225;s cerca de la ca&#237;da de Lehman Brothers que la del Muro de Berl&#237;n. Se trata de una generaci&#243;n que sabe que va a vivir peor que sus padres, que no tiene acceso a la vivienda, que est&#225; endeudada por los estudios, que solo accede a trabajos precarios. Son gran parte de los que cuestionaron a la elite del 1 %, los que luchan por el salario m&#237;nimo de 15 d&#243;lares la hora, contra el racismo y la xenofobia. Por eso la esencia del fen&#243;meno Bernie Sanders se encuentra no en su figura sino en sus votantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pero, &#191;qui&#233;n es Bernie Sanders?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bernie Sanders es senador por el estado de Vermont desde 2007. Aunque gan&#243; su banca como independiente y suelen llamarlo &#8220;socialista&#8221;, dentro del Senado estadounidense est&#225; alineado con la bancada dem&#243;crata. En abril de 2015 anunci&#243; que se presentar&#237;a como precandidato en las internas del Partido Dem&#243;crata.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Su discurso contra las corporaciones y los bancos, su demanda de educaci&#243;n universitaria gratuita y programas contra la destrucci&#243;n del medioambiente, son parte del atractivo de su candidatura, que se caracteriza por actos multitudinarios, comit&#233;s de campa&#241;a locales y apoyo entre gran parte de los movimientos sociales. Pero sobre todo el hecho de que no pertenezca a la elite que lidera los partidos tradicionales, particularmente que no sea un Clinton o un Bush, lo muestran como una &#8220;figura nueva&#8221;, algo distinto en el panorama bipartidista. Un rasgo distintivo de su campa&#241;a es la forma en que se financia, &lt;a href=&#034;http://www.huffingtonpost.com/entry/bernie-sanders-fundraising_us_56bb9581e4b08ffac123b28f&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;mediante millones de peque&#241;os aportes, que no superan en promedio los 40 d&#243;lares&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sanders es presentado como un socialista, aunque como &#233;l mismo ha explicado, su &#8220;socialismo&#8221; no va m&#225;s all&#225; de pol&#237;ticas relacionadas con el Estado de bienestar, especialmente el modelo de los pa&#237;ses escandinavos. En sus palabras, el &#8220;socialismo&#8221; significa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8230; que el gobierno debe jugar un rol importante en asegurarse de que sea un derecho de todos acceder al seguro m&#233;dico (&#8230;) que no permitamos que las grandes corporaciones e intereses econ&#243;micos destruyan nuestro medioambiente, que creemos un gobierno que no est&#233; dominado por los grandes intereses econ&#243;micos (&#8230;) Para m&#237;, significa democracia, francamente. Eso es todo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comenz&#243; su carrera pol&#237;tica en Vermont a principio de los a&#241;os &#8216;80, donde fue alcalde la ciudad m&#225;s grande del estado, Burlington, y representante en la C&#225;mara Baja. Howard Dean, gobernador del estado de Vermont y exprecandidato dem&#243;crata, se refiri&#243; a Sanders como &#8220;un dem&#243;crata liberal, es un dem&#243;crata que&#8230; se presenta como independiente porque no le gusta la estructura y el dinero que se utiliza&#8230; Lo importante es que Bernie Sanders vota con los dem&#243;cratas el 98 % de las veces&#8221;. Su carrera legislativa muestra la justeza de la descripci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despu&#233;s de los ataques del 11S, Sanders se uni&#243; al apoyo casi un&#225;nime de la &#8220;guerra contra el terrorismo&#8221;, y vot&#243; a favor de la resoluci&#243;n de Autorizaci&#243;n del uso de la fuerza (aunque sus partidarios se&#241;alan que m&#225;s tarde se opuso a diferentes puntos particulares). Esta no fue la primera vez que Sanders vot&#243; con el oficialismo: en los a&#241;os 1990, hab&#237;a apoyado el proyecto del entonces presidente Bill Clinton para endurecer las leyes de arrestos y encarcelamiento (la misma ley es se&#241;alada hoy como una de las responsables del encarcelamiento masivo de afroamericanos y la brutalidad policial racista). En 2014 Sanders apoy&#243; la resoluci&#243;n un&#225;nime del Senado para respaldar al Estado de Israel en el bombardeo y la invasi&#243;n de Gaza. No es dif&#237;cil encontrar m&#225;s ejemplos similares en sus votaciones, aunque su ret&#243;rica sea m&#225;s encendida en ocasiones. &lt;br class='autobr' /&gt;
Adem&#225;s de votar con los dem&#243;cratas en la mayor&#237;a de los casos, a nivel nacional, Sanders apoy&#243; a Obama en las dos &#250;ltimas elecciones. Los dem&#243;cratas han sabido recompensar el apoyo de Sanders al no presentar competidores a sus campa&#241;as para renovar su banca legislativa en Vermont.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apoya la demanda del salario m&#237;nimo a nivel nacional, aunque de forma gradual, y otras demandas progresivas como la igualdad salarial para las mujeres. Al comienzo de la campa&#241;a, uno de los puntos pol&#233;micos fue su tibia denuncia de la brutalidad policial racista, virtualmente a la derecha de la propia Clinton que critic&#243; incluso las leyes que apa&#241;an la brutalidad policial. Esto le vali&#243; varios roces con el movimiento Black Lives Matter, que no apoya a ning&#250;n candidato. Sin embargo, Sanders viene intentando ganar mayor en el electorado afroamericano, como lo mostr&#243; la reuni&#243;n con el reverendo Al Sharpton, un d&#237;a despu&#233;s de ganar las elecciones en New Hampshire, o la adhesi&#243;n de la hija de Eric Garner (asesinado por la polic&#237;a y un emblema de Black Lives Matter).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesar de sus discursos encendidos, Bernie Sanders se comprometi&#243; a apoyar a Hillary Clinton si ella gana las primarias. Esto puede generar cortocircuitos con sus votantes, que son parte de un fen&#243;meno social de descontento que supera su candidatura y que no se termina el &#250;ltimo d&#237;a de las primarias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Un fragmento de &lt;a href=&#034;http://www.laizquierdadiario.com/ideasdeizquierda/quien-es-bernie-sanders/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;este art&#237;culo fue publicado la revista Ideas de Izquierda 24 de octubre de 2015&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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<item xml:lang="en">
		<title>US: Being black and young continues to be a crime</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/US-Being-black-and-young-continues-to-be-a-crime</link>
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		<dc:creator>Celeste Murillo</dc:creator>


		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Am&#233;rica del Norte</dc:subject>
		<dc:subject>Yosef M.</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Socialist Workers Party), from Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Juventud</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;After 4 days of protests, dozens of arrests and two people wounded by the police (one of them in critical condition), anger continues on the streets of Ferguson, a small place in the state of Missouri. &#034;No justice, no peace,&#034; &#034;Hands up, don't shoot,&#034; &#034;Where is Mike? Everywhere!&#034; are some of the slogans of the mobilizations and protests unleashed by the murder of Mike Brown.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;On Saturday, August 9, in the city of Ferguson (Missouri, US), a cop murdered the African American teenager Mike Brown, 18 years old. The police stated at the beginning that Brown had attacked the police officer, but all the witnesses claim that the young man was unarmed, and they shot him when he had his hands in the air (an obvious sign to show that one is unarmed). Mike had recently finished high school and was getting ready to enter university the following Monday.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-Ingles" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en Ingl&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH84/arton8344-6ef42.jpg?1695422215' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='84' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;US: Being black and young continues to be a crime&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;From the blog &#034;Do the evolution, do the revolution&#034;&lt;/i&gt;&lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;i&gt;&lt;a href=&#034;http://teseguilospasos.blogspot.com.ar/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://teseguilospasos.blogspot.com.ar/&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;After 4 days of protests, dozens of arrests and two people wounded by the police (one of them in critical condition), anger continues on the streets of Ferguson, a small place in the state of Missouri. &#034;No justice, no peace,&#034; &#034;Hands up, don't shoot,&#034; &#034;Where is Mike? Everywhere!&#034; are some of the slogans of the mobilizations and protests unleashed by the murder of Mike Brown.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;On Saturday, August 9, in the city of Ferguson (Missouri, US), a cop murdered the African American teenager Mike Brown, 18 years old. The police stated at the beginning that Brown had attacked the police officer, but all the witnesses claim that the young man was unarmed, and they shot him when he had his hands in the air (an obvious sign to show that one is unarmed). Mike had recently finished high school and was getting ready to enter university the following Monday.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Since Sunday, August 10, there have been protests in the city. The police repressed the march of relatives and friends and arrested several people. This only caused more outrage, and on Monday the protests began again, to which the police responded more harshly. The FBI announced that it will investigate the murder, and the Mayor found himself forced to ask for an independent investigation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A year ago, the legal system acquitted the murderer of Trayvon Martin, also African-American; the killer is white, a local vigilante, from the state of Florida. In 2013, thousands of people mobilized against this scandalous verdict. The impact was such that Obama himself referred to the case: &#034;If I had a son, he would look like Trayvon.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The city of Ferguson has a long history of racism: during 2013, out of a total of 521 arrests, 483 were African Americans (92%), when the black community represents 63% of the local population. Although African Americans are almost 70% of the city, both the Mayor and the Chief of Police are whites, just like 5 of the 6 members of the local City Council. For this reason, Brown's murder ignited outrage. On Monday night, the police repressed the demonstrations, established a virtual curfew, and ordered journalists to withdraw from the city.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The murder of Brown again confronts the reality of a deeply racist society. A sign of this was the treatment by the media, that chose a stigmatizing photograph, where Brown is making a gesture associated with negative images (also produced and reproduced by the media), and not one of his recent graduation from high school. This precipitated a wave of repudiation, especially among black young people, that set up the hashtag #IfTheyGunnedMeDown, and they wonder, &#034;What photo would they use?&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despite the advances that the winning of civil rights in the 1960's signified, the African American community is the poorest, the majority in the jails, and its young people are undoubtedly the overwhelming majority of the victims of police brutality. When the injury to Trayvon Martin is still open, the illusion of the &#034;post-racial&#034; society in the Obama era has vanished; a new young man is murdered, to remind the world that the United States is a profoundly racist society.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Ser jovem e negro continua sendo crime</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Ser-jovem-e-negro-continua-sendo-crime</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/Ser-jovem-e-negro-continua-sendo-crime</guid>
		<dc:date>2014-08-14T06:25:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Celeste Murillo</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Ap&#243;s 4 dias de protestos, dezenas de pris&#245;es e duas pessoas feridas pela pol&#237;cia (uma em estado cr&#237;tico), o descontetamento continua nas ruas de Ferguson, uma pequena cidade no estado de Missouri, nos Estados Unidos. &#8220;Se n&#227;o h&#225; paz, n&#227;o h&#225; justi&#231;a&#8221;. &#8220;M&#227;os ao alto, n&#227;o atire&#8221;, &#8220;Onde est&#225; Mike? Em todos os lugares&#8221; s&#227;o algumas das consignas das mobiliza&#231;&#245;es e protestos pelo assassinato de Mike Brown.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina &lt;/a&gt;, 
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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH100/arton8297-36a1a.jpg?1695422215' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='100' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;
&lt;p&gt;Por Celeste Murillo, PTS&lt;/p&gt;
&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Del Blog: &lt;a href=&#034;http://teseguilospasos.blogspot.com.ar/&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;Do the evolution, do the revolution&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Publicado originalmente no dia 14/8&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ap&#243;s 4 dias de protestos, dezenas de pris&#245;es e duas pessoas feridas pela pol&#237;cia (uma em estado cr&#237;tico), o descontetamento continua nas ruas de Ferguson, uma pequena cidade no estado de Missouri, nos Estados Unidos. &#8220;Se n&#227;o h&#225; paz, n&#227;o h&#225; justi&#231;a&#8221;. &#8220;M&#227;os ao alto, n&#227;o atire&#8221;, &#8220;Onde est&#225; Mike? Em todos os lugares&#8221; s&#227;o algumas das consignas das mobiliza&#231;&#245;es e protestos pelo assassinato de Mike Brown.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No s&#225;bado, dia 9, na cidade de Ferguson, um policial assassinou o adolescente afroamericano Mike Brown, de 18 anos. A princ&#237;pio a pol&#237;cia declarou que Brown havia atacado o policial, por&#233;m todas as testemunhas garantem que o rapaz estava desarmado e que foi v&#237;tima de disparos quando estava com as m&#227;os levantadas (sinal universal para demonstrar que se est&#225; desarmado). Mike era rec&#233;m formado no colegial e se preparava para come&#231;ar a faculdade na segunda-feira, dia 12.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde o domingo, dia 10, h&#225; protestos na cidade. A pol&#237;cia reprimiu a passeata dos familiares e amigos e prendeu v&#225;rias pessoas. Isso somente causou mais revolta, e na segunda-feira os protestos recome&#231;aram e a pol&#237;cia reprimiu com ainda mais vigor. O FBI anunciou que investigar&#225; o assassinato e o prefeito foi obrigado a solicitar uma investiga&#231;&#227;o independente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&#225; um ano a justi&#231;a absolveu o assassino do tamb&#233;m afroamericano Trayvon Martin, um vigia de bairro branco do estado da Florida. Em 2013, milhares de pessoas se mobilizaram contra essa decis&#227;o escandalosa. O impacto foi t&#227;o grande que o pr&#243;prio Obama se referiu ao caso: &#8220;se eu tivesse um filho, ele se pareceria com Trayvon&#8221;. A cidade de Ferguson tem uma longa traget&#243;ria racista: em 2013, de um total de 521 pris&#245;es, 483 foram de pessoas afroamericanas (92%), enquanto a comunidade negra representa 63% da popula&#231;&#227;o local. Apesar dos afroamericanos serem maioria na cidade, tanto o prefeito quanto o chefe de pol&#237;cia s&#227;o brancos, assim como 5 dos 6 representantes do conselho local. Na segunda-feira &#227; noite a pol&#237;cia reprimiu as manifesta&#231;&#245;es, estabeleceu um toque de recolher virtual e exigiu que os jornalistas sa&#237;ssem da cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O assassinato de Brown volta a real&#231;ar a realidade de uma sociedade profundamente racista. Um exemplo foi a forma como os meios de comunica&#231;&#227;o trataram o caso: escolheram uma fotografia estigmatizadora na qual Brown faz um gesto associado a imagens negativas (tamb&#233;m produzidas e reproduzidas por esses pr&#243;prios meios) e nenhuma foto de sua recente formatura no ensino m&#233;dio. Isso desencadeou uma onda de rep&#250;dio, especialmente entre a juventude negra, que criou o hasthtag #IfTheyHadGunnedMeDown (se eles me matassem a tiros, em portugu&#234;s) e se perguntam, que foto utilizariam? Apesar dos avan&#231;os que a conquista dos direitos civis na d&#233;cada de 60 significou, a comunidade afroamericana &#233; a mais pobre, a maioria nas pris&#245;es e seus jovens s&#227;o sem d&#250;vida a esmagadora maioria das v&#237;timas da viol&#234;ncia policial. Em um momento em que a ferida de Trayvon Martin ainda est&#225; aberta, e a ilus&#227;o de uma sociedade &#8220;p&#243;s-racial&#8221; na era Obama se dissipou, mais um jovem &#233; assassinado para lembrar o mundo que os Estados Unidos s&#227;o uma sociedade profundamente racista.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="en">
		<title>Victory of the Left in Seattle</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Victory-of-the-Left-in-Seattle</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/Victory-of-the-Left-in-Seattle</guid>
		<dc:date>2013-11-29T12:04:05Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>en</dc:language>
		<dc:creator>Celeste Murillo, Juan Andr&#233;s Gallardo</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Yosef M.</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Socialist Workers Party), from Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;The elections in several states that took place in the US at the beginning of November expressed what several media described as a &#034;turn to the left&#034; in the center of US politics.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7286-fed81.jpg?1695422215' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;The elections in several states that took place in the US at the beginning of November expressed what several media described as a &#034;turn to the left&#034; in the center of US politics.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The crisis of the two-party system, expressed in the breaks inside the Republican Party and the weakening of its right wing, the Tea Party (see La Verdad Obrera 541), is added to the exhaustion of the Obama administration and the disappointment with the promises that the Democratic Party &#034;did not keep.&#034; While unemployment stays above 7%, the government is bailing out the big capitalists and bankers, that have even increased their profits. After six years of an economic crisis (with weak growth in the most recent period), what is palpable in the reality of the US is the increasing economic inequality, the creation of low-paying jobs, miserable wages and growth of a &#034;precariate&#034; [a social class of those who suffer an existence without security or predictability] that works in the service sector, together with a gradual attack on the most concentrated groups of the working class that still keep some conquests. This situation has given rise to the emergence of social phenomena like that of Occupy Wall Street (OWS) and young people who have been making a political experiment, that of the Walmart workers, for the right to self-organization, or that of the fast food workers for a minimum wage of $15 an hour.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;This combination of factors was expressed electorally in the main parties, the Republicans and the Democrats, with the victory of the centrists among the Republicans and of the &#034;progressives&#034; among the Democrats. As part of this &#034;turn to the left,&#034; the socialist militant Kshama Sawant gave a big surprise; she won a seat on the Seattle City Council. Raising a program centered on the demand for a minimum wage, she represented broad groups of workers with job uncertainty, in addition to winning the sympathy of the OWS young people and a group that is disappointed with the Democrats. Sawant got almost 94,000 votes (50.67%), and she beat her Democratic Party opponent, who had 16 years in that position.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A socialist city councilwoman in Seattle&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kshama Sawant, a militant of Socialist Alternative, a group of the US left, from the Trotskyist tradition, became the first socialist city council member in almost 100 years, for the City of Seattle. And, although it is a local post, this acquires greater importance in the context of a strongly bipartisan system. To this victory in Seattle was also added the very good election outcome of the candidate of Socialist Alternative in Minneapolis (the biggest city of the state of Minnesota), who got 36% of the votes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sawant, 41 years old, of Indian origin, appeared with a socialist ballot, and she raised as the main ideas of her campaign, the demand for a $15 minimum wage, rent control and bigger taxes on millionaires, to increase investment in public transportation and education. This program, although limited, won the support of an historically Democratic Party group of voters, disappointed both with Obama's policy at the national level and with the Democrats in Seattle (where they have historically been in power).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sawant's victory shattered two myths: the first, that people in the United States will be afraid of &#034;socialism&#034; (a specter that constantly stirs in a deeply McCarthyite society), and the second, that it is impossible to beat the Democratic Party.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;The restrictive democracy of the two-party system&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;What makes Sawant's victory significant is the fact that in the United States it is very rare that candidates that are not Republicans or Democrats appear, and, if there are candidates from outside those parties, they are generally &#034;independents,&#034; but seldom do male or female candidates from the left get to be nominated, and even less do they openly assert they are socialists. The US electoral system is based on an ultra-restrictive two-party system, where millions of dollars are needed to mount a campaign, and the machines of the Democrats and Republicans, that are nothing more than two wings of the same party of the imperialist bourgeoisie, impose themselves.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;There exists a common sense among several groups of the left that, with skepticism, do not see beyond the limits of the two-party system. Many groups of the left, even some that say they are Trotskyists or radicals, end up backing Democratic Party candidates as a &#034;lesser evil,&#034; compared to the terror from the right. At most, they have come to back Green Party candidates or some independent candidate like Ralph Nader (who appeared for the last time in the presidential elections of the year 2000, with a very limited program of reforms).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sawant's candidacy politically expressed many of the demands of the OWS movement, of the working women and men from the fast food sector, immigrants and workers, that is, those who are giving shape to this &#034;turn to the left,&#034; that the media in the US are talking about. Some days after her victory became known, the strike in the Boeing factory began, and the new city councilwoman was one of those invited to address the workers in struggle, and she condemned the employers' plan to eliminate the workers' pensions, while management gets million-dollar subsidies from the government. Although she did it with a confused program of &#034;democratic ownership&#034; of the factory, Sawant called on the workers not to leave the plant and to stop building &#034;war machines&#034; (because of the military planes) and to produce public transit vehicles, among other things.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despite the limited nature of the program of Sawant's campaign, that took only some basic demands, her victory is encouraging for showing, on a small scale, the potential that politics from the far left could have, if it set out a working-class alternative independent of the Democrats and supported in the workers' struggle.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Even with the almost non-existent possibilities of presenting a candidacy at the national level, it still remains to be seen how this phenomenon will develop and if the possibility exists that, in view of the crisis of the Republican Party, but, above all, Obama's exhaustion and the disappointment with the Democrats, an independent alternative to the two-party system can begin to emerge.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;November 26, 2013&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Triunfo de la izquierda en Seattle</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Triunfo-de-la-izquierda-en-Seattle</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/Triunfo-de-la-izquierda-en-Seattle</guid>
		<dc:date>2013-11-28T05:07:31Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Celeste Murillo, Juan Andr&#233;s Gallardo</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Las elecciones en varios estados (provincias) que se realizaron en EE.UU. a principios de noviembre expresaron lo que varios medios describieron como un &#8220;giro a izquierda&#8221; en el eje de la pol&#237;tica norteamericana.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Estados-Unidos-184" rel="tag"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Las elecciones en varios estados (provincias) que se realizaron en EE.UU. a principios de noviembre expresaron lo que varios medios describieron como un &#8220;giro a izquierda&#8221; en el eje de la pol&#237;tica norteamericana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La crisis del bipartidismo, expresada en las fracturas al interior del partido Republicano y el debilitamiento de su ala derecha, el Tea Party (ver LVO N&#176;541), se suma al desgaste del gobierno de Obama y la desilusi&#243;n con las promesas que el partido Dem&#243;crata &#8220;no cumpli&#243;&#8221;. Mientras la desocupaci&#243;n se mantiene por encima del 7%, el gobierno rescata a los grandes capitalistas y banqueros, que incluso aumentaron sus ganancias. Tras seis a&#241;os de crisis econ&#243;mica (con un crecimiento d&#233;bil en el &#250;ltimo per&#237;odo), lo que se palpa en la realidad norteamericana es la creciente desigualdad econ&#243;mica, la creaci&#243;n de empleos basura, los salarios miserables y el crecimiento de un precariado que trabaja en el sector servicios, junto con un ataque gradual a los sectores m&#225;s concentrados de la clase obrera que a&#250;n mantienen algunas conquistas. Esta situaci&#243;n dio lugar al surgimiento de fen&#243;menos sociales como el de Occupy Wall Street (OWS, Ocupa Wall Street) y una juventud que viene haciendo una experiencia pol&#237;tica, el de los trabajadores de Wal Mart por el derecho a organizarse o el de los trabajadores de los fastfood por un sueldo m&#237;nimo de 15 d&#243;lares la hora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta combinaci&#243;n de factores se expres&#243; electoralmente en los principales partidos, Republicano y Dem&#243;crata, con el triunfo del ala centro en el primero y de los &#8220;progresistas&#8221; en el segundo. Como parte de este &#8220;giro a izquierda&#8221; una gran sorpresa la dio la militante socialista, Kshama Sawant, que gan&#243; una banca en el concejo deliberante de la ciudad de Seattle. Levantando un programa con eje en la demanda de un salario m&#237;nimo, expres&#243; a amplios sectores de trabajdores precarios, adem&#225;s de lograr la simpat&#237;a de los j&#243;venes de OWS y un sector que est&#225; desilusionado con los dem&#243;cratas. Sawant obtuvo casi 94.000 votos (50.67%) y le gan&#243; a su rival del partido Dem&#243;crata que llevaba 16 a&#241;os en ese cargo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Una concejal socialista en Seattle&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kshama Sawant, militante de Socialist Alternative (Alternativa Socialista), un grupo de izquierda norteamericano de tradici&#243;n trotskista, se convirti&#243; en la primera concejal socialista en casi 100 a&#241;os por la ciudad de Seattle. Y aunque sea un cargo local, esto adquiere mayor importancia en el marco de un sistema fuertemente bipartidista. A esta victoria en Seattle se sum&#243; tambi&#233;n la muy buena elecci&#243;n del candidato de Socialist Alternative en Minneapolis (la ciudad m&#225;s importante del estado de Minesotta) que obtuvo el 36% de los votos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sawant, de 41 a&#241;os y de origen indio, se present&#243; con una boleta socialista, y levant&#243; como ejes de su campa&#241;a la demanda de salario m&#237;nimo de 15 d&#243;lares, el control de precios de los alquileres y mayores impuestos a los millonarios para aumentar la inversi&#243;n en transporte p&#250;blico y educaci&#243;n. Este programa, aunque limitado, logr&#243; la adhesi&#243;n de un sector hist&#243;ricamente votante del partido dem&#243;crata, desilusionado tanto con la pol&#237;tica de Obama a nivel nacional como con los dem&#243;cratas en Seattle (donde gobiernan hist&#243;ricamente).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El triunfo de Sawant dio por tierra con dos mitos: el primero, que la gente en Estados Unidos le tema al &#8220;socialismo&#8221; (un fantasma que se agita de forma permanente en una sociedad profundamente macartista), y el segundo, que no se le puede ganar al partido Dem&#243;crata.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La democracia restrictiva del bipartidismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lo significativo del triunfo de Sawant es que en Estados Unidos es muy raro que se presenten candidatos que no sean republicanos o dem&#243;cratas, y si hay candidatos por fuera de esos partidos, en general son &#8220;independientes&#8221;, pero rara vez llegan a postularse candidatos o candidatas de izquierda y menos que se reivindiquen abiertamente socialistas. El norteamericano es un sistema electoral basado en un bipartidismo ultrarestrictivo, donde se necesitan millones de d&#243;lares para montar una campa&#241;a y se imponen las maquinarias de los dem&#243;cratas y republicanos que no son m&#225;s que dos alas del mismo partido de la burgues&#237;a imperialista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existe un sentido com&#250;n entre varios sectores de la izquierda que, con escepticismo, no ven m&#225;s all&#225;s de las fronteras del bipartidismo. Muchos grupos de izquierda, incluso algunos que se dicen trotskistas o radicales, terminan apoyando a los candidatos dem&#243;cratas como &#8220;mal menor&#8221; ante el terror de la derecha. A lo sumo han llegado apoyar canadidatos del Partido Verde o alg&#250;n candidato independiente como Ralph Nader (que se present&#243; por &#250;ltima vez en las elecciones presidenciales de 2000, con un programa muy limitado de reformas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La candidatura de Sawant expres&#243; pol&#237;ticamente muchas de las demandas del movimiento OWS, de las/os trabajadores de los fastfood, los inmigrantes y los trabajadores, es decir, los que dan cuerpo a este &#8220;giro a izquierda&#8221; del que hablan los medios en EEUU. Unos d&#237;as despu&#233;s de conocerse su triunfo, comenz&#243; la huelga en la f&#225;brica Boeing y la nueva concejal fue una de las invitadas a dirigirse a los trabajadores en lucha, y repudi&#243; el plan de la patronal para eliminar las pensiones de los trabajadores, mientras recibe subsidios millonarios del gobierno. Aunque lo hizo con un con un programa confuso de &#8220;apropiaci&#243;n democr&#225;tica&#8221; de la f&#225;brica, Sawant llam&#243; a los trabajadores a no abandonar la planta y a dejar de construir &#8220;m&#225;quinas de guerra&#8221; (por los aviones militares) y producir transportes p&#250;blicos, entre otras cosas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesar de lo limitado del programa de la campa&#241;a de Sawant, que toma s&#243;lo algunas reivindicaciones elementales, su triunfo es alentador para mostrar, a peque&#241;a escala, la potencialidad que podr&#237;a tener una pol&#237;tica desde la extrema izquierda, si planteara una alternativa obrera independiente de los Dem&#243;cratas y apoyada en la lucha de los trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&#250;n con las casi nulas posibilidades de presentar una candidatura a nivel nacional, todav&#237;a est&#225; por verse c&#243;mo se desarrollar&#225; este fen&#243;meno y si existe la posibilidad de que ante la crisis del partido republicano, pero sobre todo el desgaste de Obama y la desilusi&#243;n con los dem&#243;cratas, pueda empezar a surguir una alternativa independiente al bipartidismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;26/11/2013&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>La victoire de l'extr&#234;me gauche aux &#233;lections locales de Seattle</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/La-victoire-de-l-extreme-gauche-aux-elections-locales-de-Seattle</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/La-victoire-de-l-extreme-gauche-aux-elections-locales-de-Seattle</guid>
		<dc:date>2013-11-26T00:43:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Celeste Murillo, Juan Andr&#233;s Gallardo</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Parti des Travailleurs Socialistes) d'Argentine </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La nouvelle a largement &#233;t&#233; relay&#233;e par la presse : Kshama Sawant, candidate d'extr&#234;me gauche, a remport&#233; le 15 novembre dernier l'un des neuf postes au Conseil Municipal de Seattle, cette grande m&#233;gapole de la c&#244;te Ouest des Etats-Unis. Mais que se passe-t-il au pays du bipartisme D&#233;mocrates-R&#233;publicains ?&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7299-d9d71.jpg?1695422215' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;La nouvelle a largement &#233;t&#233; relay&#233;e par la presse : Kshama Sawant, candidate d'extr&#234;me gauche, a remport&#233; le 15 novembre dernier l'un des neuf postes au Conseil Municipal de Seattle, cette grande m&#233;gapole de la c&#244;te Ouest des Etats-Unis. Mais que se passe-t-il au pays du bipartisme D&#233;mocrates-R&#233;publicains ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Les &#233;lections de d&#233;but novembre se sont tenues dans plusieurs &#201;tats du pays et ont t&#233;moign&#233; de ce que plusieurs analystes ont d&#233;crit comme un &#171; tournant &#227; gauche &#187; dans l'axe de la politique am&#233;ricaine. Pour comprendre cela il faut avoir &#224; l'esprit, d'une part, l'usure de l'administration Obama et la d&#233;ception de ses &#233;lecteurs face aux promesses que le parti D&#233;mocrate &#171; n'a pas tenu &#187; et, de l'autre, les fractures &#224; l'int&#233;rieur du parti R&#233;publicain et l'affaiblissement de son aile droite, le Tea Party. Il s'agit d'autant d'&#233;l&#233;ments qui ont contribu&#233; &#227; tarauder le bipartisme traditionnel entre D&#233;mocrates et R&#233;publicains.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Un &#171; virage &#227; gauche &#187; sur l'&#233;chiquier politique &#233;tasunien&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sur le plan &#233;conomique et social, le ch&#244;mage se maintient au dessus de la barre des 7% alors que les grands patrons et les banquiers, qui ont b&#233;n&#233;fici&#233; de g&#233;n&#233;reuses op&#233;rations de sauvetage, ont augment&#233; leurs chiffres d'affaires. Apr&#232;s six ann&#233;es de crise &#233;conomique et de croissance extr&#234;mement faible, les in&#233;galit&#233;s n'ont cess&#233; de cro&#238;tre. Aux emplois-poubelle, aux salaires de mis&#232;re et &#224; l'augmentation du nombre de travailleurs pr&#233;caires il faut rajouter la vague d'attaques contre les secteurs les plus concentr&#233;s de la classe ouvri&#232;re qui conservent encore quelques acquis. C'est dans ce contexte que l'on a vu appara&#238;tre un certain nombre de &#171; nouveaux &#187; ph&#233;nom&#232;nes sociaux, avec le mouvement Occupy Wall Street (OWS), dans la foul&#233;e des indignad@s espagnols, les d&#233;brayages &#227; r&#233;p&#233;tition pour le droit &#224; l'organisation syndicale dans les grands supermarch&#233;s Walmart ou encore les gr&#232;ves des travailleurs de la restauration rapide pour instaurer un salaire minimum de 15 dollars l'heure&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Voir F. Carpentier, &#171; Fast-foods, la mobilisation fait t&#226;che d'huile &#187;, 25/09/13&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cette combinaison de diff&#233;rents facteurs s'est exprim&#233;e au sein des deux principaux partis. Chez les R&#233;publicains, c'est le &#171; centre &#187; qui a pris le dessus sur les plus conservateurs et les D&#233;mocrates ont vu la victoire en interne des &#171; progressistes &#187;. Mais la plus grande surprise, expression de ce &#171; virage &#227; gauche &#187;, a &#233;t&#233; l'&#233;lection de Kshama Sawant, militante du courant d'extr&#234;me gauche Socialist Alternative, section am&#233;ricaine du Comit&#233; pour une Internationale Ouvri&#232;re, au Conseil Municipal de Seattle. En mettant en avant un programme ax&#233; sur la revendication d'un salaire minimum &#227; 15 dollars et contre le bipartisme, elle a exprim&#233; le ressenti d'un vaste secteur de travailleurs pr&#233;caires en plus de r&#233;ussir &#227; s'attirer la sympathie des jeunes d'OWS et d'un secteur de l'&#233;lectorat d&#233;&#231;u par les d&#233;mocrates. Sawant a ainsi obtenu pr&#232;s de 940.00 voix, soit 50, 67%, et l'a emport&#233; sur son rival du Parti D&#233;mocrate qui occupait le poste depuis seize ans.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Une conseill&#232;re municipale d'extr&#234;me gauche &#227; Seattle&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cela faisait presque cent ans qu'un-e socialiste n'avait pas &#233;t&#233; &#233;lu-e au Conseil municipal. M&#234;me s'il s'agit d'une &#233;lection locale cette victoire acquiert une plus grande importance dans le cadre du syst&#232;me bipartiste am&#233;ricain. A cela, il ne faut pas oublier les 36% du candidat de Socialist Alternative &#227; Minneapolis, principale ville du Minnesota, dans le Mid-Ouest.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sawant, 41 ans, n&#233;e en Inde, s'est pr&#233;sent&#233;e comme une candidate socialiste et a mis en avant au cours de sa campagne la question du salaire minimum de 15 dollars, le contr&#244;le des prix des loyers et l'augmentation des imp&#244;ts pour les millionnaires afin d'augmenter les budgets dans les transports publics et dans l'&#233;ducation. Il s'agit d'un programme limit&#233;, certes, tr&#232;s li&#233; &#224; l'orientation actuelle du Comit&#233; pour une Internationale Ouvri&#232;re, mais qui a su se gagner l'adh&#233;sion d'un secteur d'&#233;lecteurs venus du Parti D&#233;mocrate, autant d&#233;&#231;u par la politique d'Obama au niveau national que par celle des D&#233;mocrates au niveau de la ville de Seattle et de l'&#201;tat de Washington o&#249; ils sont majoritaires.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La victoire de Sawant a ainsi permis de renverser deux mythes : le premier selon lequel les Am&#233;ricains auraient peur du &#171; socialisme &#187;, un spectre agit&#233; de fa&#231;on permanente dans une soci&#233;t&#233; souffrant de maccartisme, et le deuxi&#232;me selon lequel le Parti D&#233;mocrate serait invincible sur sa gauche.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La d&#233;mocratie restrictive du bipartisme&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ce qu'il y a de significatif dans la victoire de Sawant c'est qu'il est rare, aux Etats-Unis, de voir gagner des candidats qui ne soient ni r&#233;publicains ni d&#233;mocrates. Lorsque c'est pas le cas, il s'agit g&#233;n&#233;ralement de candidats se pr&#233;sentant comme &#171; ind&#233;pendants &#187; qui sont rarement de gauche et se revendiquent encore moins ouvertement du socialisme. Le syst&#232;me &#233;lectoral am&#233;ricain est bas&#233; sur un bipartisme extr&#234;mement restrictif dans lequel s'imposent soit les D&#233;mocrates, soit les R&#233;publicains, qui ne sont que les deux expressions politiques de la bourgeoisie imp&#233;rialiste, &#227; coups de millions de dollars engloutis dans les campagnes &#233;lectorales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;G&#233;n&#233;ralement, l'extr&#234;me gauche ne voit pas plus loin que les fronti&#232;res du bipartisme. C'est ce qui l'am&#232;ne g&#233;n&#233;ralement &#227; soutenir dans les &#233;lections les candidats d&#233;mocrates sous pr&#233;texte de choisir le &#171; moindre mal &#187; face aux R&#233;publicains. C'est ce qui l'a amen&#233; dans le pass&#233;, par exemple, &#227; soutenir les candidats du Parti Vert ou un candidat ind&#233;pendant comme Ralph Nader aux pr&#233;sidentielles de l'an 2000, auxquelles il avait concouru sur la base d'un programme tr&#232;s limit&#233; de r&#233;formes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Une alternative ouvri&#232;re face aux D&#233;mocrates ?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La candidature de Sawant a donc &#233;t&#233; l'expression politique d'une partie des revendications du mouvement OWS, des travailleux-euse-s des fastfoods, des immigrants et du monde du travail en g&#233;n&#233;ral, ceux-l&#224; m&#234;mes qui incarnent ce &#171; virage &#227; gauche &#187; que conna&#238;t la soci&#233;t&#233; &#233;tasunienne et dont parlent les m&#233;dias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ce n'est sans doute pas un hasard si quelques jours apr&#232;s sa victoire Sawant a &#233;t&#233; invit&#233;e par les travailleurs en gr&#232;ve de Boeing. Elle les a invit&#233;s &#227; s'opposer aux propositions du patronat visant &#224; liquider une partie de leur syst&#232;me de retraite et &#227; s'approprier d&#233;mocratiquement l'usine (l&#224; o&#249; un courant comme le n&#244;tre aurait plus clairement parl&#233; de nationalisation sous contr&#244;le des travailleurs) ; invitant les salari&#233;s &#227; ne pas abandonner l'usine et &#227; arr&#234;ter de construire des &#171; machines de guerre &#187;, c'est-&#224;-dire des avions militaires et &#227; se battre pour la reconversion civile et socialement utile de la production.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Malgr&#233; les limitations programmatiques de la campagne de Sawant, sa victoire est encourageante dans la mesure o&#249; elle d&#233;montre, &#227; &#233;chelle locale, la potentialit&#233; &#224; l'extr&#234;me gauche d'une alternative ouvri&#232;re ind&#233;pendante et soutenue par la lutte des travailleurs face aux D&#233;mocrates.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Les possibilit&#233;s de pr&#233;senter une candidature d'extr&#234;me gauche au niveau national sont quasi nulles. Il n'en reste pas moins qu'il n'est pas exclu que ne se forme une alternative ind&#233;pendante au bipartisme am&#233;ricain alors que le Parti R&#233;publicain traverse une crise importante et que les D&#233;mocrates subissent l'usure du pouvoir, fruit de leurs &#171; renoncements &#187; et de la politique de l'administration Obama.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Voir F. Carpentier, &#171; Fast-foods, la mobilisation fait t&#226;che d'huile &#187;, 25/09/13 &lt;a href=&#034;http://www.ccr4.org/Fast-foods-la-mobilisation-fait-tache-d-huile&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.ccr4.org/Fast-foods-la-mobilisation-fait-tache-d-huile&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Trasladan a Siberia a la activista de Pussy Riot</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Trasladan-a-Siberia-a-la-activista-de-Pussy-Riot</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/Trasladan-a-Siberia-a-la-activista-de-Pussy-Riot</guid>
		<dc:date>2013-11-07T17:45:15Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Celeste Murillo</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Asia</dc:subject>
		<dc:subject>Mujer</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Rusia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El 5 de noviembre el gobierno de Valdimir Putin se vio obligado a reconocer que estaba trasladando a una colonia carcelaria de Siberia a la activista feminista Nadezhda (Nadya) Tolokonnikova.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7223-91faa.jpg?1695422215' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;El 5 de noviembre el gobierno de Valdimir Putin se vio obligado a reconocer que estaba trasladando a una colonia carcelaria de Siberia a la activista feminista Nadezhda (Nadya) Tolokonnikova.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde principios de noviembre sus familiares y abogados denunciaron que no sab&#237;an d&#243;nde ni c&#243;mo se encontraba la activista detenida en 2012, acusada junto a sus compa&#241;eras de la agrupaci&#243;n feminista Pussy Riot a 2 a&#241;os de prisi&#243;n por &#8220;vandalismo motivado por odio religioso&#8221;. Con ese cargo el r&#233;gimen de Vladimir Putin busc&#243; imponer un castigo ejemplar contra quienes cuestionen al gobierno, el r&#233;gimen y su relaci&#243;n con la Iglesia Ortodoxa rusa (una de las cr&#237;ticas centrales de la &#8220;plegaria punk&#8221; de las Pussy Riot). Ya desde el &#250;ltimo triunfo de Putin en las elecciones de 2012, el r&#233;gimen ruso enfrenta las cr&#237;ticas de amplios sectores por el endurecimiento de sus pol&#237;ticas represivas y el recorte de las libertades democr&#225;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La &#250;ltima vez que los familiares de Nadya Tolokonnikova supieron de ella fue en la prisi&#243;n de Mordovia, donde hab&#237;a realizado una huelga de hambre a fines de septiembre en protesta por las condiciones carcelarias, la especial dureza con la que se trata a los presos pol&#237;ticos y los trabajos forzados que deben realizar durante largas jornadas de hasta 17 horas, seg&#250;n la carta abierta que public&#243; hace unos meses. Esa no fue la primera denuncia de Nadya: ya hab&#237;a organizado protestas para acortar la jornada de trabajo y exigir mejores condiciones en las colonias penitenciarias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por este motivo ya hab&#237;a sufrido represalias, y es por esto que sus familiares, amigos y organismos de DDHH denuncian hoy que el traslado a Siberia es un nuevo castigo por sus denuncias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con el traslado a la regi&#243;n de Krasnoyarsk en Siberia, intentan aislar a Nadya y acallar sus protestas encerr&#225;ndola en una prisi&#243;n a m&#225;s de 3.000 kil&#243;metros de Mosc&#250; (la distancia que separa el centro de nuestro pa&#237;s con Ushuaia). El r&#233;gimen intenta de esta forma anular el impacto en los medios que tuvieron sus denuncias sobre las c&#225;rceles, que es lo que m&#225;s molesta al r&#233;gimen de Putin.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale aclarar que hasta el d&#237;a de hoy ni los familiares ni los abogados de la activista fueron informados formalmente sobre la ubicaci&#243;n o el estado de salud de Nadya. La &#250;nica informaci&#243;n brindada se consigui&#243; gracias a las denuncias que se reprodujeron dentro y fuera de Rusia que obligaron al defensor oficial de DDHH a hacer una escueta declaraci&#243;n. Esto tambi&#233;n deja al desnudo las condiciones de los presos, que pueden ser trasladados a cualquier c&#225;rcel sin obligaci&#243;n de notificar a sus familiares ni a sus abogados sobre su paradero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las activistas feministas de Pussy Riot se ganaron una amplia simpat&#237;a por cuestionar el peso de la poderosa Iglesia Ortodoxa en el r&#233;gimen de Valdimir Putin, uno de sus pilares, lo que explica la sa&#241;a con la que las ha tratado el gobierno desde su juicio y encarcelamiento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La condena a las Pussy Riot, y la dura respuesta a las denuncias de las condiciones carcelarias de Tolokonnikova, busca acallar potenciales cr&#237;ticas contra un r&#233;gimen que rechaza cualquier cuestionamiento y avanza en el recorte de las libertades democr&#225;ticas (prueba de ello tambi&#233;n es las acusaciones de vandalismo con penas de varios a&#241;os de c&#225;rcel que enfrentan los activistas de Greenpeace en ese pa&#237;s).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;LIBERTAD A LAS PUSSY RIOT&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;LIBERTAD A LOS ACTIVISTAS DE GREENPEACE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Las mujeres en las elecciones de Estados Unidos</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Las-mujeres-en-las-elecciones-de-Estados-Unidos</link>
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		<dc:date>2012-11-11T21:30:29Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Celeste Murillo</dc:creator>


		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Am&#233;rica del Norte</dc:subject>
		<dc:subject>Opiniones Militantes</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Una de las discusiones que dej&#243; abierta la victoria de Obama en las recientes elecciones fue el peso electoral cada vez mayor de las mujeres, las comunidades afroamericana y latina y la juventud. Desde comienzos de a&#241;o, varios adelantaban que las mujeres jugar&#237;an un rol importante en las elecciones presidenciales de Estados Unidos.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Una de las discusiones que dej&#243; abierta la victoria de Obama en las recientes elecciones fue el peso electoral cada vez mayor de las mujeres, las comunidades afroamericana y latina y la juventud. Desde comienzos de a&#241;o, varios adelantaban que las mujeres jugar&#237;an un rol importante en las elecciones presidenciales de Estados Unidos. Especialmente, las mujeres solteras mayores de 30, que representan un bloque electoral de 55 millones de personas. Este bloque, que viene creciendo a un ritmo de 1 mill&#243;n por a&#241;o, surge por el retraso en la edad del matrimonio en las ciudades (especialmente entre mujeres con educaci&#243;n superior y buenos ingresos), y la gran porci&#243;n de mujeres en sus 30 a&#241;os que no est&#225;n casadas (son solteras, divorciadas, cr&#237;an solas a sus hijos/as) y no piensan en casarse (&#8220;Rise of the Single-Woman Voter&#8221;, Slate, 13/03/2012).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas mujeres idealizan mucho menos el matrimonio y son independientes econ&#243;micamente -aun con salarios m&#225;s bajos y trabajos precarios-. Entre las mujeres en general, los sectores que sol&#237;an votar a los republicanos, hoy est&#225;n cada vez m&#225;s alejadas de este partido. Aunque estas mujeres no se definan como liberales o progresistas, la apelaci&#243;n de los sectores de la derecha conservadora a los valores morales, la familia, la religi&#243;n, etc., les es cada vez m&#225;s lejana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante las &#250;ltimas d&#233;cadas, la derecha republicana ha hecho de la &#8220;batalla por los valores&#8221; (contra el matrimonio entre personas del mismo sexo, contra los inmigrantes, contra el derecho al aborto, etc.) una bandera propia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los republicanos, especialmente su ala derecha como los neoconservadores durante la d&#233;cada de 1990 y 2000, o los candidatos del Tea Party hoy, han sostenido un programa reaccionario de recorte de derechos civiles que, seg&#250;n la visi&#243;n conservadora, atentan contra los valores cristianos y la moral correspondiente al &#8220;estilo americano&#8221;. Esta apelaci&#243;n a los valores cristianos, exacerbada por el Tea Party, y un electorado centralmente blanco y masculino, viene estrechando la base electoral republicana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al mismo tiempo, la poblaci&#243;n econ&#243;micamente activa estadounidense &#8211;y el sector que participa en las elecciones- es hoy m&#225;s joven, m&#225;s femenina, y con gran peso de las comunidades afroamericana y latina. M&#225;s en general, estos cambios explican tambi&#233;n resultados en estados Republicanos como Florida, donde gan&#243; Obama (muchos apuntan a que la extensi&#243;n de la comunidad latina m&#225;s all&#225; del tradicional &#8220;voto gusano&#8221;, ampli&#243; la base electoral dem&#243;crata, sin contar el sorpresivo resultado negativo del refer&#233;ndum que buscaba recortar el financiamiento estatal de interrupciones de embarazos).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En el marco de estas tendencias contrapuestas, la campa&#241;a de Mitt Romney, aun cuando intent&#243; un giro moderado hacia el final, no pudo contrarrestar el costo pol&#237;tico que represent&#243; la cruzada reaccionaria contra las mujeres, los inmigrantes, la comunidad LGTB, entre otras. &lt;br class='autobr' /&gt;
Uno de los puntos clave de esta cruzada fueron las elecciones legislativas de 2010, cuando el Tea Party gan&#243; varias internas en el Partido Republicano. El establishment del partido, en un intento por capitalizar este movimiento y buscar un nuevo impulso al derrotado &#8220;esp&#237;ritu conservador&#8221;, apoy&#243; estos candidatos ultrareaccionarios. En esas elecciones, la polarizaci&#243;n pol&#237;tica, la profundidad de la crisis y la incertidumbre les dieron un amplio apoyo, y el partido Republicano se qued&#243; con la mayor&#237;a del Congreso y varias legislaturas estatales&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En la campa&#241;a presidencial de 2008, se dio un fen&#243;meno contradictorio con (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras el partido Republicano radicalizaba su discurso de derecha, la visi&#243;n de las mujeres sobre el matrimonio, la maternidad, la vida en familia, su desarrollo profesional, se modificaba; las mujeres quieren decidir cu&#225;ndo ser madres, empiezan m&#225;s tarde su vida en pareja, privilegian su trabajo o sus estudios. Esto explica en parte (junto a los factores m&#225;s generales de la crisis econ&#243;mica, temor a los recortes republicanos, etc.) que las mujeres hayan sido las que menos acompa&#241;aron esta radicalizaci&#243;n a derecha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ejemplo de esto fue el esc&#225;ndalo desatado cuando el conductor de radio Limbaughd (muy popular entre los conservadores y votantes republicanos) le dijo &#8220;puta&#8221; a una estudiante que reclamaba que el seguro de salud universitario cubriera las pastillas anticonceptivas. Dos ultraconservadores que jugaron decisivamente en contra del voto republicano entre las mujeres fueron Akin y Murdock. El legislador Akin dijo en un programa de TV: &#8220;El embarazo despu&#233;s de una violaci&#243;n es muy raro (...) Si se trata de una violaci&#243;n real el cuerpo de la mujer tratar&#225; por todos los medios de bloquearlo&#8221;&#8230; No hace falta decir que Akin (del Tea Party, candidato republicano) no gan&#243; las elecciones en su estado. Richard Murdock, que tampoco gan&#243;, hab&#237;a dicho que los embarazos producto de una violaci&#243;n eran &#8220;un regalo de Dios&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para las mujeres (incluso muchas republicanas), el derecho al aborto y la anticoncepci&#243;n es un tema central. En 2011, la agencia Gallup public&#243; una encuesta que mostraba que en los estados llamados &#8220;swing&#8221; (es decir, que no tienen tradici&#243;n clara dem&#243;crata o republicana), el 39% de las mujeres pon&#237;a por encima de todas sus preocupaciones el acceso al derecho al aborto y los derechos reproductivos en general, m&#225;s importante incluso que el problema del empleo (&#8220;Women in Swing States Have Gender-Specific Priorities&#8221;, Gallup, 17/10/2012).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por este motivo, tambi&#233;n cay&#243; mal entre las mujeres la iniciativa republicana de eliminar el programa federal Planificaci&#243;n Familiar, que cubre varios servicios relacionados con ginecolog&#237;a, anticoncepci&#243;n, etc. Impulsaron una medida para permitir que los empleadores puedan negarse a cubrir los m&#233;todos anticonceptivos (como parte de la cobertura de salud) por motivos religiosos. Adem&#225;s, muchos republicanos se opusieron a la ley de igualdad salarial (este motivo, seg&#250;n una encuesta de la ONG feminista Emily's List &#8211;que financia candidaturas femeninas&#8211;, es suficiente para el 71% de las mujeres consultadas para no votar por los republicanos).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al mismo tiempo, el partido Dem&#243;crata &#8211;aunque permiti&#243; que avancen muchas de estas medidas contra las mujeres- hizo de esta &#8220;resistencia&#8221; su bandera de campa&#241;a. Este fue uno de sus ejes: la campa&#241;a dem&#243;crata y sus partidarios hicieron 22.126 avisos sobre el tema del aborto. Gran parte de estos avisos eran contra las restricciones votadas en varios estados con legislaturas de mayor&#237;a republicana (en 2011 se votaron 92 leyes restrictivas de los derechos reproductivos, el a&#241;o con mayor cantidad de leyes contra las mujeres; en 2012 ya se votaron 40 leyes restrictivas y es el segundo en la historia de EEUU).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#191;Representa entonces la victoria dem&#243;crata un reconocimiento por la ampliaci&#243;n de los derechos de las mujeres? En este, como en otros temas, se ve cada vez m&#225;s claro que el voto a Obama habla m&#225;s del temor a la liquidaci&#243;n de conquistas que sin dudas encarnan los Republicanos, que de un apoyo firme a los dem&#243;cratas. La presidencia de Obama no avanz&#243; en los derechos de las mujeres, simplemente no atac&#243; las conquistas alcanzadas por las mujeres con la lucha y la movilizaci&#243;n. Las medidas impulsadas por los dem&#243;cratas, como la igualdad salarial, son absolutamente insuficientes y no han representado mejoras en la vida de las mujeres trabajadoras, que sufren la destrucci&#243;n de puestos de trabajo, la desocupaci&#243;n y la pobreza igual y peor que sus compa&#241;eros de clase. &lt;br class='autobr' /&gt;
Las mujeres, sobre todo las afroamericanas j&#243;venes, las latinas y las j&#243;venes en general tienen los peores trabajos, los peores salarios y los niveles m&#225;s bajos de educaci&#243;n. Son las que mantienen solas a sus hijos e hijas, las que dependen del programa estatal de vivienda, alimentaci&#243;n y salud.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las mujeres resisten hoy frente al intento reaccionario de recortar sus derechos y liquidar sus conquistas. Esos derechos conquistados con la movilizaci&#243;n, solo pueden ser defendidos de esa forma. Sin movilizaci&#243;n independiente, cualquier d&#225;diva de los pol&#237;ticos de los empresarios intentar&#225; ser transformada en un techo para nuestras demandas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb2-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En la campa&#241;a presidencial de 2008, se dio un fen&#243;meno contradictorio con respecto a las mujeres republicanas, alrededor de la figura de Sarah Palin. La campa&#241;a dio un vuelco con el embarazo de su hija adolescente y el discurso de Palin sobre las preocupaciones de las mujeres &#8220;reales&#8221; que pelean por sacar adelante a sus familias, etc. Los republicanos ganaron varias elecciones con candidatas mujeres e incluso se lleg&#243; a hablar de un &#8220;feminismo red state&#8221; (en alusi&#243;n a los estados republicanos). Este fen&#243;meno, sin embargo, no tuvo ninguna continuidad dentro de los republicanos y al perder las elecciones la propia figura de Palin perdi&#243; peso.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>Deux ans de prison contre les chanteuses de punk rock russes anti-Poutine</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Deux-ans-de-prison-contre-les-chanteuses-de-punk-rock-russes-anti-Poutine</link>
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		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Celeste Murillo</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Asia</dc:subject>
		<dc:subject>Mujer</dc:subject>
		<dc:subject>Solidaridad Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>Rusia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Le 21 f&#233;vrier les trois rockeuses russes du groupe Pussy Riot, Nadeshda Tolokonnikova, Marina Alyojina, et Ekaterina Samuzevich, ont chant&#233; dans la principale cath&#233;drale de Moscou. Elles voulaient d&#233;noncer le r&#244;le de l'Eglise orthodoxe en Russie ainsi que la r&#233;&#233;lection de Vladimir Poutine &#224; la t&#234;te du pays.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Rusia" rel="tag"&gt;Rusia&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_2988 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L470xH313/Activistas-eaa37.jpg?1692696515' width='470' height='313' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;par Celeste Murillo&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le 21 f&#233;vrier les trois rockeuses russes du groupe Pussy Riot, Nadeshda Tolokonnikova, Marina Alyojina, et Ekaterina Samuzevich, ont chant&#233; dans la principale cath&#233;drale de Moscou. Elles voulaient d&#233;noncer le r&#244;le de l'Eglise orthodoxe en Russie ainsi que la r&#233;&#233;lection de Vladimir Poutine &#224; la t&#234;te du pays. De fa&#231;on parfaitement pacifique, elles ont demand&#233;, dans leur &#171; cantique punk &#187;, &#224; la Vierge Marie de prot&#233;ger la Russie de Poutine. Le happening des Pussy Riot avait lieu juste apr&#232;s une r&#233;&#233;lection de Poutine entach&#233;e de fraudes massives d&#233;nonc&#233;es dans la rue dans les principales viles du pays, notamment &#227; Moscou, et plus particuli&#232;rement par la jeunesse. Parall&#232;lement, le gouvernement n'h&#233;sitait pas &#227; tout faire pour faire taire les manifestations et mettre au pas les contestataires et les opposants au r&#233;gime.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Les Pussy Riot voulaient, par leur action, d&#233;noncer la collusion entre l'Eglise orthodoxe et le r&#233;gime, notamment entre Poutine et le patriarche russe, Vladimir Mikhailovich Gundyayev, qui n'a pas h&#233;sit&#233; &#227; appeler le pr&#233;sident un &#171; don de Dieu &#187;. Gundyayev a &#233;t&#233; l'objet de nombreuses critiques derni&#232;rement, notamment lorsqu'il a &#233;t&#233; photographi&#233; avec une montre de 40.000 dollars, sympt&#244;me de son style de vie fastueux, en d&#233;calage complet avec ce que vivent au quotidien les Russes. Poutine, de son c&#244;t&#233;, s'est gagn&#233; les bonnes gr&#226;ces de l'Eglise orthodoxe en lui rendant une grande partie de ses propri&#233;t&#233;s qui lui avaient enlev&#233;es &#224; la suite de la r&#233;volution de 1917. Ce n'est pas un hasard donc si, Gundyayev a d&#233;clar&#233; derni&#232;rement &#227; des journalistes que l'Eglise et l'Etat en Russie poursuivaient les m&#234;mes int&#233;r&#234;ts moraux !&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le 17 ao&#251;t, la justice russe a rendue publique la sentence &#224; l'encontre des Pussy Riot, poursuivies pour leur action de f&#233;vrier. Les trois jeunes femmes ont &#233;t&#233; condamn&#233;es &#227; deux ans de prison pour vandalisme et incitation &#224; la haine religieuse pour avoir chanter &#224; l'int&#233;rieur d'une Eglise et y avoir ex&#233;cut&#233; des &#171; danses diaboliques &#187;. Les juges ont &#233;galement rajout&#233; que les rockeuses auraient &#171; bless&#233; les sentiments des croyants russes &#187;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La condamnation &#227; deux ans de prison n'a strictement rien &#227; voir avec une soi-disant offense aux sentiments religieux des croyants ou &#227; un quelconque manque de respect &#224; leur &#233;gard comme ont voulu le faire croire les juges et procureur tout au long du proc&#232;s. Le jugement qui a &#233;t&#233; rendu apr&#232;s ce proc&#232;s politique est en fait le un brutal rappel &#224; l'ordre pour les opposants au r&#233;gime Poutine ainsi qu'&#224; ceux et celles qui voudraient remettre en cause le pouvoir de l'Eglise orthodoxe en Russie. C'est ce que cherchait &#227; d&#233;montrer le gouvernement en jugeant les trois jeunes femmes et en les faisant comparaitre dans un box sp&#233;cial, menottes au poignet, comme s'il s'agissait de dangereux criminels.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le rendu du tribunal cherche &#227; renforcer la l&#233;gitimit&#233; du r&#233;gime, qui a &#233;t&#233; remise en cause par de nombreuses manifestations au cours des derniers mois. Le jugement ne fait qu'approfondir un peu plus les attaques du r&#233;gime contre les libert&#233;s d&#233;mocratiques. En faisant front commun avec une institution compl&#232;tement r&#233;actionnaire comme le patriarcat orthodoxe de Russie, le gouvernement essaye &#233;galement de se renforcer face aux manifestations qui n'ont pas compl&#232;tement cess&#233;, en d&#233;pit de leur caract&#232;re intermittent et tr&#232;s h&#233;t&#233;rog&#232;ne.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En dehors du tribunal des centaines de militants ont fait entendre leur indignation &#224; la lecture de la sentence. La manifestation a d'ailleurs fini par plusieurs arrestations &#224; l'encontre d'activistes et de personnalit&#233;s qui s'&#233;taient solidaris&#233;s avec les Pussy Riot. Dans les principales villes du monde entier, des rassemblements ont &#233;t&#233; organis&#233;s &#233;galement, avec l'appui d'organisations de d&#233;fense des droits de l'homme, de partis politiques ou de personnalit&#233;s du monde de la musique, alors que le cas Pussy Riot faisait la &#171; une &#187; des journaux.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le m&#234;me jour de la sentence contre les chanteuse, la Cours supr&#234;me russe a fait connaitre son rejet de l'appel pr&#233;sent&#233; par l'avocat de la communaut&#233; LGBTI russe contre une sentence d'un tribunal moscovite qui avait interdit la tenue de la gay pride dans la ville pour les cent prochaines ann&#233;es (sic.). La justice russe a ratifi&#233; la d&#233;cision du tribunal de Moscou et valide de cette fa&#231;on l'orientation d'un gouvernement qui veut restreindre le plus possible la libert&#233; d'expression et de manifestation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alors bien entendu, les d&#233;clarations indign&#233;es de Barack Obama ou des principaux dirigeants europ&#233;ens ne sont qu'une nouvelle preuve de leur cynisme complet et de leur volont&#233; d'instrumentaliser la question des Pussy Riot afin de faire pression contre la Russie, en faveur de leurs int&#233;r&#234;ts g&#233;opolitiques et &#233;conomiques. Ce sont ces m&#234;mes dirigeants &#171; occidentaux &#187; qui dans leur propre pays rognent d&#232;s qu'ils peuvent les libert&#233;s d&#233;mocratiques, en appliquant les lois &#171; antiterroristes &#187; contre la population &#233;tasunienne dans le cas d'Obama ou en condamnant &#224; la clandestinit&#233; et &#224; la peur d'&#234;tre expuls&#233;s des millions de travailleurs en Europe, qui vivent et qui travaillent ici, au nom du fait qu'ils n'ont pas de &#171; papiers &#187;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ce ne sont pas les d&#233;clarations d'Obama et de ses comparses qui feront reculer la justice russe et Poutine, ni m&#234;me l'appel aux organisations internationales. C'est la mobilisation ind&#233;pendante des organisations f&#233;ministes, de la jeunesse et du monde du travail qui pourra obtenir r&#233;ellement l'arr&#234;t des poursuites contre les Pussy Riot.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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