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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>O significado da proposta militar dos EUA contra o Estado Isl&#224;&#162;mico</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/O-significado-da-proposta-militar-dos-EUA-contra-o-Estado-Islamico</link>
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		<dc:creator>Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>EE.UU.</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
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		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
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		<description>&lt;p&gt;Desde finais de 2014 os Estados Unidos vem protagonizando uma s&#233;rie de bombardeios ao Iraque e &#227; S&#237;ria, alegando combater o Estado Isl&#224;&#162;mico. A brutalidade, o terror, as a&#231;&#245;es e ideologia fascista daquela organiza&#231;&#227;o possibilitaram o acordo geral da opini&#227;o p&#250;blica dom&#233;stica e internacional aos bombardeios.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Siria" rel="tag"&gt;Siria&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH95/arton8940-b0854.jpg?1695163518' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='95' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Desde finais de 2014 os Estados Unidos vem protagonizando uma s&#233;rie de bombardeios ao Iraque e &#227; S&#237;ria, alegando combater o Estado Isl&#224;&#162;mico. A brutalidade, o terror, as a&#231;&#245;es e ideologia fascista daquela organiza&#231;&#227;o possibilitaram o acordo geral da opini&#227;o p&#250;blica dom&#233;stica e internacional aos bombardeios. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O significado da proposta militar dos EUA contra o Estado Isl&#224;&#162;mico &lt;br class='autobr' /&gt;
Soma-se a isso o fato do Estado Isl&#224;&#162;mico prejudicar os interesses norte-americanos na regi&#227;o, pois al&#233;m de ser um elemento que agrega tens&#245;es regionais, ainda se apossou de cidades e regi&#245;es que produzem grande quantidade de petr&#243;leo. Uma delas &#233; Mossul, cidade iraquiana em que os membros do Estado Isl&#224;&#162;mico destru&#237;ram est&#225;tuas e monumentos milenares. Essa cidade produz cerca de 2 milh&#245;es de barris de petr&#243;leo di&#225;rios. Tamb&#233;m controla a planta de g&#225;s de Shaar e Baiji, onde est&#225; a maior refinaria de petr&#243;leo do Iraque.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, com a expans&#227;o do Estado Isl&#224;&#162;mico a m&#225;quina de guerra norte-americana se colocou novamente em movimento. Amparado por uma situa&#231;&#227;o de recupera&#231;&#227;o econ&#244;mica no plano interno, Barack Obama que havia se limitado at&#233; o momento a bombardeios a&#233;reos, est&#225; propondo uma nova orienta&#231;&#227;o militar. Orienta&#231;&#227;o essa que se soma ao fortalecimento de alian&#231;as regionais, cujos ex&#233;rcitos e mil&#237;cias atuam como sua for&#231;a no terreno de batalha. Dentre esse aspecto que envolve alian&#231;as h&#225; o fortalecimento da estabelecida com a Turquia, que prev&#234; treinamento de 1200 turcos com um programa que deve come&#231;ar em mar&#231;o desse ano. Esse programa deveria expandir-se por tr&#234;s anos, e incluiria tamb&#233;m outros apoiadores regionais dos Estados Unidos, como &#233; a Ar&#225;bia Saudita e a Jord&#226;nia, para chegar a 15 mil membros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Financiar ex&#233;rcitos locais, mil&#237;cias ou mesmo organiza&#231;&#245;es terroristas para garantir seus pr&#243;prios interesses, &#233; uma pr&#225;tica imperialista antiga e amplamente conhecida. Assim foi quando os EUA financiaram a Al Qaeda, de Osama Bin Laden, contra a invas&#227;o da URSS ao Afeganist&#227;o. N&#227;o s&#227;o poucos os que defendem que o pr&#243;prio Estado Isl&#224;&#162;mico encontrou apoio e armas entre as alas mais radicais dos republicanos, como a liderada pelo senador John McCain, que esteve na S&#237;ria para dialogar com setores que compunham a oposi&#231;&#227;o ao regime. Dessa forma, n&#227;o se pode descartar que como resultado dessa complexa situa&#231;&#227;o, novas organiza&#231;&#245;es hoje aliadas e financiadas pelos Estados Unidos emirjam num futuro pr&#243;ximo agregando complexidade &#227; situa&#231;&#227;o aberta, e ao que tudo indica, muito longe de uma resolu&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As dificuldades de banir opera&#231;&#245;es de combates duradouras&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por&#233;m, ainda que priorize a utiliza&#231;&#227;o de tropas turcas e de demais aliados, Barack Obama apresentou em fevereiro ao Congresso norte-americano uma proposta para autoriza&#231;&#227;o de guerra, que legitime as a&#231;&#245;es contra o Estado Isl&#224;&#162;mico, que na verdade j&#225; vem sendo feitas. A diferen&#231;a que consta na carta apresentada, &#233; que Obama baniria o que chamou de &#8220;opera&#231;&#245;es de combate duradouras&#8221;, e pede o apoio do Congresso norte-americano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trata-se de uma formula&#231;&#227;o abstrata para um prop&#243;sito bastante concreto: o de ganhar o apoio daqueles setores que defendem uma guerra terrestre. Em outras palavras, na pr&#225;tica significaria um endurecimento da ofensiva imperialista sobre os pa&#237;ses e os povos da regi&#227;o, mediante incurs&#245;es terrestres de tropas especiais com a dura&#231;&#227;o de at&#233; tr&#234;s anos, sob o pretexto de evitar que os conflitos se estendam, possibilidade essa que at&#233; agora n&#227;o havia sido considerada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para financiar essa nova orienta&#231;&#227;o militar, Obama solicitou a libera&#231;&#227;o de 8,8 bilh&#245;es de d&#243;lares, dos quais 5,3 bilh&#245;es deveriam ser aplicados pelo Pent&#225;gono no programa Inherent Resolve, no Iraque e na S&#237;ria. Ou seja, apesar de afirmar que guerras como as do Iraque e do Afeganist&#227;o da primeira d&#233;cada do s&#233;culo n&#227;o ser&#227;o repetidas, o projeto antev&#234; lacunas e ambiguidades que podem ser usados de maneira ainda indeterminada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As dificuldades de uma pol&#237;tica desse tipo s&#227;o evidentes. Em primeiro lugar, as incurs&#245;es terrestres para serem breves como pretende Obama teriam que ser tamb&#233;m custosas e altamente violentas, e n&#227;o resolveriam o problema do que ficaria depois caso lograssem derrotar o Estado Isl&#224;&#162;mico na S&#237;ria ou no Iraque. A polariza&#231;&#227;o promovida pelas mil&#237;cias xiitas por um lado, e pelo Estado Isl&#224;&#162;mico por outro, n&#227;o necessariamente cessaria com a retomada do controle de Mossul ou de Tikrit.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; produto de uma pol&#237;tica imperialista de fomentar a divis&#227;o entre esses dois setores desde a ocupa&#231;&#227;o norte-americana, e que pode dar lugar &#227; forma&#231;&#227;o de novas organiza&#231;&#245;es que ameacem a viabilidade do Estado. A pr&#243;pria aproxima&#231;&#227;o dos xiitas iraquianos com os iranianos tamb&#233;m &#233; um ponto de tens&#227;o que n&#227;o se resolve t&#227;o facilmente. Na S&#237;ria as poss&#237;veis incurs&#245;es terrestres norte-americanas teriam ainda mais dificuldades. Isso por que a oposi&#231;&#227;o moderada s&#237;ria, para a qual os Estados Unidos sempre estendeu seus bra&#231;os, sofreu uma importante divis&#227;o, com setores outrora parte do Ex&#233;rcito S&#237;rio Livre negando-se a se opor ao Estado Isl&#224;&#162;mico, o que dificulta a&#231;&#245;es limitadas, r&#225;pidas e apoiadas por for&#231;as locais como as prometidas por Obama.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os reais interesses de Obama&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eleito prometendo que acabaria com as guerras e ocupa&#231;&#245;es que o imperialismo protagoniza no Oriente M&#233;dio, Obama manteve cerca de 2000 soldados no Iraque. Agora o sentido real da medida militar apresentada, para al&#233;m de uma confiss&#227;o velada de que n&#227;o se pode ganhar uma guerra apenas com bombardeios a&#233;reos, constitui-se como uma tentativa de ampliar a domina&#231;&#227;o imperialista sobre o Iraque e a S&#237;ria. Como o financiador de outrora de grupos como a Al Qaeda, o imperialismo norte-americano tampouco est&#225; preocupado com as vidas que o Estado Isl&#224;&#162;mico est&#225; tirando naqueles pa&#237;ses, ou com a opress&#227;o que promove contra os povos da regi&#227;o. Os Estados Unidos s&#227;o, ao lado das burguesias locais, os verdadeiros respons&#225;veis pela exist&#234;ncia e amplia&#231;&#227;o do dom&#237;nio do Estado Isl&#224;&#162;mico. N&#227;o se pode descartar inclusive que essa orienta&#231;&#227;o tenha como motiva&#231;&#227;o secund&#225;ria controlar tamb&#233;m a a&#231;&#227;o das mil&#237;cias do YPJ, que recentemente se tornaram c&#233;lebres por terem imposto ao Estado Isl&#224;&#162;mico uma derrota importante em Kobane.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse sentido, nenhuma resposta progressista pode vir das m&#227;os do imperialismo, e de suas ofensivas militares. Como observou o analista Robert Fisk no jornal brit&#226;nico The Independent: &#8220;O mesmo grupo de assassinos armados que enviamos ao Iraque vai ficar em liberdade para ensinar a nossos &#8220;aliados&#8221; na S&#237;ria &#8211; mil&#237;cias seculares &#8220;moderadas&#8221;, certamente &#8211; as mesmas t&#225;ticas viciosas que utilizaram contra a popula&#231;&#227;o civil no Iraque. E os mesmos m&#237;sseis ser&#227;o utilizados &#8211; com enorme benef&#237;cios, naturalmente &#8211; nos povos do Oriente M&#233;dio, do EI ou n&#227;o. &#201; por isso que o relat&#243;rio de De Luce seja talvez o mais importante de toda a guerra na regi&#227;o.&#8221; Esse &#233; o &#8220;modus operandi&#8221; do imperialismo. E quem sofre com ela s&#227;o as popula&#231;&#245;es civis, sunitas ou xiitas, do Iraque e da S&#237;ria.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
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		<title>Uma &#8220;nova Tiannamen&#8221; em Hong Kong?</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Uma-nova-Tiannamen-em-Hong-Kong</link>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Asia</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Sudeste Asi&#225;tico</dc:subject>
		<dc:subject>China</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Hong Kong est&#225; sendo sacudida por protestos, que j&#225; est&#227;o sendo comparados com as manifesta&#231;&#245;es de Tiannamen em 1989. J&#225; contam tr&#234;s meses desde que uma ampla mobiliza&#231;&#227;o estudantil se organizou, e h&#225; diversas semanas ocupou a pra&#231;a em frente &#227; sede do governo local. A sua principal reivindica&#231;&#227;o &#233; por mudan&#231;as nas leis para as elei&#231;&#245;es, que colocam uma s&#233;rie de restri&#231;&#245;es &#225;s candidaturas, sendo consideradas como antidemocr&#225;ticas.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Sudeste-Asiatico" rel="tag"&gt;Sudeste Asi&#225;tico&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/China-169" rel="tag"&gt;China&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH90/arton8520-a464b.jpg?1695163518' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='90' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Hong Kong est&#225; sendo sacudida por protestos, que j&#225; est&#227;o sendo comparados com as manifesta&#231;&#245;es de Tiannamen em 1989. J&#225; contam tr&#234;s meses desde que uma ampla mobiliza&#231;&#227;o estudantil se organizou, e h&#225; diversas semanas ocupou a pra&#231;a em frente &#227; sede do governo local. A sua principal reivindica&#231;&#227;o &#233; por mudan&#231;as nas leis para as elei&#231;&#245;es, que colocam uma s&#233;rie de restri&#231;&#245;es &#225;s candidaturas, sendo consideradas como antidemocr&#225;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com a reforma eleitoral elaborada por Pequim em 31 de agosto, o pr&#243;ximo chefe de governo local, apesar de eleito pelo voto universal, dever&#225; ter sido indicado previamente por um col&#233;gio eleitoral composto por 1200 not&#225;veis, ou em outras palavras, representantes das empresas mais importantes ligadas ao governo central. Com isso se garante o controle por parte do governo central de Pequim de todos os candidatos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto a greve estudantil tinha in&#237;cio, ocorria em Pequim o maior encontro entre os empres&#225;rios dos principais setores ligados &#227; especula&#231;&#227;o imobili&#225;ria, banc&#225;ria e grandes monop&#243;lios empresariais de Hong Kong, e o governo central, grupo tido pelo PC como fundamental para garantir seus interesses, e o controle pol&#237;tico da ex-col&#244;nia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O regime vigente em Hong Kong desde 1997 &#233; conhecido sob o lema &#8220;um pa&#237;s, dois sistemas&#8221;, e ao contr&#225;rio do restante da China em que os chefes de governo s&#227;o escolhidos pela c&#250;pula do PC, conta com elei&#231;&#245;es, que o movimento atual est&#225; denunciando como uma fal&#225;cia. Um referendo realizado em 31 de agosto, e que teve a participa&#231;&#227;o de cerca de 800.000 dentre os sete milh&#245;es de habitantes da ex-col&#244;nia brit&#226;nica havia demonstrado o amplo recha&#231;o &#227; proposta do governo central. Mas nem isso fez com que Pequim retrocedesse, e o resultado &#233; a crise pol&#237;tica mais significativa dos &#250;ltimos tempos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como fruto da resposta repressiva dada pelo governo &#225;s manifesta&#231;&#245;es, agora essa agregou &#227; sua pauta de reivindica&#231;&#245;es, a exig&#234;ncia pela sa&#237;da do chefe do executivo, Leung Chun-Ying, cujo mandato &#233; amplamente percebido como respons&#225;vel por um aumento da submiss&#227;o aos ditames de Pequim. Cada vez mais o grito de &#8220;renuncie j&#225;!&#8221; tem ecoado pelos milhares de vozes que est&#227;o nas ruas de Hong Kong.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde que as manifesta&#231;&#245;es se iniciaram reuniram milhares de estudantes. A greve estudantil declarada no dia 22 de setembro foi marcada desde o in&#237;cio por aulas p&#250;blicas sobre ocupa&#231;&#227;o do espa&#231;o p&#250;blico, e direitos civis. A partir da a&#231;&#227;o da pol&#237;cia, mais dura no &#250;ltimo final de semana, o movimento se tornou mais forte e massivo. No &#250;ltimo s&#225;bado, dia 27, a repress&#227;o veio sob a forma de bombas de g&#225;s lacrimog&#234;neo, e culminou na pris&#227;o de 74 pessoas, dentre eles Joshua Wong de 17 anos, uma das principais refer&#234;ncias estudantis, que segue encarcerado com o pedido de liberta&#231;&#227;o sob pagamento de fian&#231;a negado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A repress&#227;o foi entendida como desproporcional e desnecess&#225;ria, n&#227;o apenas pelos manifestantes, como pelo conjunto da opini&#227;o p&#250;blica. No dia seguinte &#225;s pris&#245;es, as redes sociais foram tomadas por declara&#231;&#245;es de rep&#250;dio ao governo, e a situa&#231;&#227;o se tornou claramente desfavor&#225;vel para que aquele seguisse pela via da repress&#227;o estatal para tentar conter o movimento. E mais importante, agora as manifesta&#231;&#245;es reuniram 100 mil pessoas em frente &#227; Pra&#231;a, que claramente n&#227;o se intimidaram com a repress&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro efeito da repress&#227;o foi que essa gerou a unidade entre o movimento estudantil e aquele que ficou conhecido Occupy Central que, sem a den&#250;ncia &#227; democracia corrupta dos &#8220;1% contra os 99%&#8221; que caracterizou o movimento Occupy Wall Street, YoSoy132 no M&#233;xico e outros, abriu margem para o apoio e a presen&#231;a da elite local, como Edward CK Chin, grande empres&#225;rio das finan&#231;as, que montou sobre o movimento contra a tutela chinesa para defender o &#8220;desenvolvimento econ&#244;mico&#8221; de Hong Kong.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, conta a participa&#231;&#227;o de professores, e tamb&#233;m exige mudan&#231;as democr&#225;ticas no regime. O Occupy Central est&#225; organizando um protesto para o dia 1 de outubro, dia do 65&#176; anivers&#225;rio da Rep&#250;blica Popular da China. Se isso de fato ocorrer, n&#227;o est&#225; descartado que possa se transformar em um importante ato pol&#237;tico contra o governo central, carregado de simbolismo pela data escolhida. Soma-se a isso, a declara&#231;&#227;o de que os sindicatos e associa&#231;&#245;es de trabalhadores ap&#243;iam as manifesta&#231;&#245;es (com a amea&#231;a de uma greve geral por parte do HKCTU, a Confedera&#231;&#227;o Sindical de Hong Kong).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caso se integre como parte ativa das manifesta&#231;&#245;es, essas poder&#227;o ganhar ainda mais f&#244;lego, e tal como em Tiannamen em 1989 radicalizar os protestos. Entretanto, diferentemente de 1989, pelo menos na conjuntura aberta depois da resposta repressiva do &#250;ltimo final de semana, classicamente utilizada por Pequim, o governo central teve que retroceder, e desautorizou o uso do Ex&#233;rcito Popular de Liberta&#231;&#227;o contra o movimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dessa forma, a crise pol&#237;tica ainda conta com um resultado incerto, e ser&#225; muito dif&#237;cil que o movimento retroceda, pois &#233; um sentido propagado por diversos analistas que os manifestantes se prepararam para uma longa jornada at&#233; a conquista de seus objetivos, que j&#225; se colocam como uma grande transforma&#231;&#227;o, e um dos maiores desafios impostos ao poder dos grandes conglomerados econ&#244;micos locais, e para o governo de Pequim. Sigamos com muita aten&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>De volta &#227; &#8220;Guerra ao Terror&#8221; </title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/De-volta-a-Guerra-ao-Terror</link>
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		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Marx em seu famoso texto, O 18 de Brum&#225;rio de Luis Bonaparte, resgatando e avan&#231;ando de Hegel, tornou c&#233;lebre a senten&#231;a segundo a qual todos os fatos e personagens de relev&#226;ncia hist&#243;rica se manifestariam duas vezes. &#8220;A primeira como trag&#233;dia e a segunda como farsa&#8221;, tirando as conclus&#245;es que Hegel em sua formula&#231;&#227;o te&#243;rica anterior n&#227;o poderia chegar. Estamos nesse momento diante de uma tentativa de repeti&#231;&#227;o de um fato hist&#243;rico, que j&#225; na primeira vez irrompeu como farsa. E agora &#8220;renasce&#8221;, portanto, duplamente farsesco, ainda que com outra roupagem. Trata-se dos novos bombardeios protagonizados pelo imperialismo norte-americano contra o Iraque, e desde a madrugada de 23 de setembro, na S&#237;ria. Enquanto essas linhas s&#227;o elaboradas Obama ruma para a Assembleia Geral da ONU, na qual tentar&#225; buscar legitimidade ao ataque &#227; S&#237;ria. Tal movimento busca o objetivo de impor um fato consumado, na medida em que a S&#237;ria, diferentemente do Iraque, capitaliza as tens&#245;es entre os Estados Unidos e a R&#250;ssia, que j&#225; havia declarado ser contr&#225;ria a qualquer ofensiva sobre o pa&#237;s governado por Bashar Al Assad.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH112/arton8501-ea944.jpg?1761957698' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='112' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Marx em seu famoso texto, O 18 de Brum&#225;rio de Luis Bonaparte, resgatando e avan&#231;ando de Hegel, tornou c&#233;lebre a senten&#231;a segundo a qual todos os fatos e personagens de relev&#226;ncia hist&#243;rica se manifestariam duas vezes. &#8220;A primeira como trag&#233;dia e a segunda como farsa&#8221;, tirando as conclus&#245;es que Hegel em sua formula&#231;&#227;o te&#243;rica anterior n&#227;o poderia chegar. Estamos nesse momento diante de uma tentativa de repeti&#231;&#227;o de um fato hist&#243;rico, que j&#225; na primeira vez irrompeu como farsa. E agora &#8220;renasce&#8221;, portanto, duplamente farsesco, ainda que com outra roupagem. Trata-se dos novos bombardeios protagonizados pelo imperialismo norte-americano contra o Iraque, e desde a madrugada de 23 de setembro, na S&#237;ria. Enquanto essas linhas s&#227;o elaboradas Obama ruma para a Assembleia Geral da ONU, na qual tentar&#225; buscar legitimidade ao ataque &#227; S&#237;ria. Tal movimento busca o objetivo de impor um fato consumado, na medida em que a S&#237;ria, diferentemente do Iraque, capitaliza as tens&#245;es entre os Estados Unidos e a R&#250;ssia, que j&#225; havia declarado ser contr&#225;ria a qualquer ofensiva sobre o pa&#237;s governado por Bashar Al Assad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na &#8220;primeira farsa&#8221; com a guerra do Iraque de 2003, sob o comando de Bush filho, Dick Cheney e Condoleeza Rice, adota-se a estrat&#233;gia de utilizar as guerras &#8220;contra o terror&#8221; como instrumento na tentativa de contrapor o processo de decad&#234;ncia do imperialismo norte-americano. Entretanto, naquela ocasi&#227;o seus resultados estavam levando justamente ao efeito oposto. O governo de Bush terminou deslegitimado, e numa grande crise interna, que se aprofundou a partir do questionamento geral dos prop&#243;sitos da guerra do Iraque. D&#225;-se lugar ao primeiro presidente negro da hist&#243;ria, Barack Obama, eleito a partir de uma campanha cujo eixo foi a promessa de uma nova pol&#237;tica internacional, expressada no primeiro discurso feito no Cairo j&#225; como presidente dos EUA, e na declara&#231;&#227;o de retirada imediata das tropas no Iraque. Por&#233;m, ironicamente agora &#233; o mesmo Obama o respons&#225;vel pelo retorno ao Iraque.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se na virada do s&#233;culo os atentados de 11 de Setembro funcionaram como o argumento legitimador para colocar em marcha a doutrina neoconservadora, definida pela tentativa de instituir atrav&#233;s de ofensivas preventivas e unilaterais &#8220;um novo s&#233;culo norte-americano&#8221;, agora a justificativa atende pelo nome de ISIS ou Estado Isl&#224;&#162;mico. O Estado Isl&#224;&#162;mico &#233; uma organiza&#231;&#227;o sunita descendente da Al Qaeda. Adota, portanto m&#233;todos reacion&#225;rios, e terroristas, n&#227;o apenas contra os estrangeiros, mas contra o pr&#243;prio povo dos pa&#237;ses em que age. Mas n&#227;o s&#243; isso. &#201; decorr&#234;ncia direta da estrat&#233;gia &#8211; ou de sua falha &#8211; dos Estados Unidos para impor seus interesses sobre a regi&#227;o. Novamente o imperialismo norte-americano torna o solo f&#233;rtil para a ascens&#227;o desse tipo de aberra&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os resultados da pol&#237;tica norte-americana de &#8220;divide e reinar&#225;s&#8221;, levada adiante durante toda a ocupa&#231;&#227;o do Iraque, at&#233; a retirada das tropas em dezembro de 2011, foi respons&#225;vel por aprofundar as tens&#245;es entre sunitas e xiitas, e deixaria profundas marcas no pa&#237;s. Uma delas &#233; justamente o Estado Isl&#224;&#162;mico. O financiamento e a cria&#231;&#227;o de for&#231;as desse tipo pelos Estados Unidos &#233; um elemento constante em toda a hist&#243;ria recente. Na d&#233;cada de 1980 a pr&#243;pria Al Qaeda havia sido financiada para barrar o avan&#231;o da URSS sobre o Afeganist&#227;o. Mas a pol&#237;tica norte-americana desde a ocupa&#231;&#227;o do Iraque de impor um governo xiita, em detrimento dos sunitas, afogando assim as tend&#234;ncias a uma luta popular unificada contra a ocupa&#231;&#227;o imperialista, exacerbou as tens&#245;es sect&#225;rias. E o despojo dos sunitas n&#227;o foi apenas pol&#237;tico, como tamb&#233;m econ&#244;mico. Como assinala o analista do Counterpunch, Garikai Chengu: &#8220;A ocupa&#231;&#227;o norte-americana causou grande desemprego em &#225;reas sunitas, com o fechamento de f&#225;bricas e outros ramos importantes da economia. (...) Sob o novo regime xiita apoiado pelos Estados Unidos, a classe trabalhadora de origem sunita perdeu milhares de empregos. Ao contr&#225;rio dos afrikaners brancos na &#193;frica do Sul, que foram autorizados a manter sua riqueza ap&#243;s a mudan&#231;a de regime, a burguesia sunita foi sistematicamente despojada de seus bens e perdeu sua influ&#234;ncia pol&#237;tica. Ao inv&#233;s de promover a integra&#231;&#227;o religiosa e de unidade, a pol&#237;tica americana no Iraque exacerbou as divis&#245;es sect&#225;rias e criou um terreno f&#233;rtil para o descontentamento sunita, aproveitada pela Al Qaeda &#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse contexto &#233; que se d&#225; a segunda ofensiva norte-americana contra o Iraque e a S&#237;ria no s&#233;culo XXI, agora amplamente apoiada pela Fran&#231;a, ao contr&#225;rio da guerra deflagrada em 2003. Dessa forma, Obama, eleito sob a promessa de sair do Iraque, &#233; o respons&#225;vel agora a retornar a atacar o pa&#237;s justamente tendo como pano de fundo o desgaste de sua figura e baixa da confian&#231;a popular em seu governo. Pesquisas recentes apontam que o &#237;ndice de confian&#231;a dos norte-americanos em seu governo &#233; compar&#225;vel ao de Nixon em 1974. Assim, a farsa se repete, mas agora ainda mais d&#233;bil. Tal como Bush filho, Obama agora lan&#231;a uma ofensiva ao Iraque, pois teme ter sua fraqueza ainda mais exposta, gerando por sua vez, ainda mais fraqueza, numa cadeia sem fim determinado. Por enquanto as cenas grotescas das decapita&#231;&#245;es de ocidentais realizadas pelo Estado Isl&#224;&#162;mico est&#227;o dando legitimidade para a interven&#231;&#227;o imperialista, mas ningu&#233;m acredita que isso durar&#225; por muito tempo. A pr&#243;pria no&#231;&#227;o de que seria poss&#237;vel conquistar algum resultado significativo numa incurs&#227;o militar exclusivamente a&#233;rea, sem ter nenhuma estrat&#233;gia alternativa delineada para o Oriente M&#233;dio tende ao fracasso. Ocupar novamente o Iraque tamb&#233;m tenderia a um insucesso, tanto que tal possibilidade, defendida pelo chefe do Estado Maior Conjunto, Martin Dempsey, foi negada por ora por Obama, pois exacerbaria, num n&#237;vel superior ao consenso imediato gerado aos ataques, as imensas tens&#245;es regionais de uma situa&#231;&#227;o extremamente fluida, sobretudo, com a continuidade da guerra civil s&#237;ria. Manter tropas de ocupa&#231;&#227;o no Iraque e na S&#237;ria, t&#227;o pouco tempo depois dos desastres comandados por Bush filho, n&#227;o &#233; um panorama alentador, podendo ser uma nova caixa de Pandora. Isso porque os custos pol&#237;ticos e materiais de uma tentativa desse tipo muito provavelmente poderiam alimentar uma mudan&#231;a mais r&#225;pida da opini&#227;o p&#250;blica norte-americana. Desde George W. Bush declarou a &#034;Guerra ao Terror&#034;, em outubro de 2001, que custou ao contribuinte americano aproximadamente 6,6 trilh&#245;es de d&#243;lares e milhares de mortos. Enquanto isso, as guerras arrecadaram bilh&#245;es de d&#243;lares para a elite militar de Washington, o que gerou ainda mais desgaste para o governo, quando veio &#227; tona que cerca de setenta empresas ganharam at&#233; US$ 27 bilh&#245;es em contratos de trabalho no p&#243;s-guerra no Iraque e no Afeganist&#227;o. Soma-se a isso a hipocrisia do imperialismo norte-americano, que em algum momento vir&#225; a tona. Tal como na guerra do Iraque de 2003, quando passado o pavor gerado pelos ataques do 11 de Setembro, vieram a tona todas as mentiras forjadas para ir &#227; guerra, e mais, a incoer&#234;ncia das &#8220;amea&#231;as globais&#8221; escolhidas a dedo como alvo. Assim, a fal&#225;cia de Obama de justificar a incurs&#227;o militar sob o pretexto de que estaria atuando para proteger a vida de crist&#227;os e yazidis perseguidos pelo Estado Isl&#224;&#162;mico, tampouco parece ser capaz de ter vida longa. Basta ter acesso a alguns dados, para constatar que as zona de Erbil, capital da regi&#227;o auton&#244;ma curda &#233; onde justamente se encontram 0,6% das reservas de petr&#243;lero do planeta, e 90% das reservas de g&#225;s do Iraque, sendo a localidade onde atuam os monop&#243;lios Exxon Mobil e Chevron.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E de novo n&#227;o apenas isso. Mas como a pol&#237;tica norte-americana para a regi&#227;o configura-se como uma mir&#237;ade de contradi&#231;&#245;es, j&#225; que seus pr&#243;prios aliados estariam indissociavelmente ligados &#227; cria&#231;&#227;o de aberra&#231;&#245;es, como o Estado Isl&#224;&#162;mico. De acordo com Robert Fisk, &#8220;Obama tampouco condena seu aliado, a Ar&#225;bia Saudita, cujos salafistas s&#227;o a inspira&#231;&#227;o e a fonte de arrecada&#231;&#227;o de fundos para as milicias sunitas do Iraque e da S&#237;ria, como foram anteriormente para os taleb&#227;es do Afeganist&#227;o. O muro entre os sauditas e os monstros que criam &#8211; e que os Estados Unidos agora bombardeiam &#8211; deve ser mantido t&#227;o alto, como invis&#237;vel. Essa &#233; a medida da dissimula&#231;&#227;o estadonidense nesse &#250;ltimo ato de duplicidade. Obama est&#225; bombardeando os amigos de seus aliados sauditas, e inimigos do regime de Assad na S&#237;ria &#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora os bombardeios norte-americanos sobre a S&#237;ria, ao lado das aeronaves da Ar&#225;bia Saudita, Bahrein, EAU e Jord&#226;nia, tensiona a situa&#231;&#227;o j&#225; que Bashar Al Assad, que outrora havia declarado estar disposto a colaborar com o imperialismo contra o Estado Isl&#224;&#162;mico, desaprovou os ataques. Entretanto, Assad atua de modo a aproveitar a situa&#231;&#227;o. Se por um lado &#8220;desaprova&#8221; a ofensiva imperialista, por outro segue declarando que apoiar&#225; o governo iraquiano contra o ISIS. A S&#237;ria que est&#225; mergulhada numa guerra civil, com o ISIS tendo emergido como parte do leque opositor a Bashar Al-Assad, os sunitas comp&#245;em 60% da popula&#231;&#227;o. A mis&#233;ria e sofrimento no qual o pa&#237;s est&#225; mergulhado, aliadas &#227; aus&#234;ncia de uma alternativa progressista, baseada nos trabalhadores e no povo, capaz de imprimir uma din&#226;mica de luta de liberta&#231;&#227;o de massas contra Bashar Al-Assad faz com que n&#227;o se possa descartar um avan&#231;o do ISIS no pr&#243;ximo per&#237;odo. Diferentemente do que opinam setores inclusive da esquerda, o que est&#225; em curso na S&#237;ria n&#227;o &#233; uma revolu&#231;&#227;o, mas uma guerra civil cada vez mais labir&#237;ntica, mas cujo impacto repercutir&#225; diretamente no Iraque. E a resposta que o imperialismo norte-americano dar&#225; tampouco parece ser facilmente elaborada. Para complicar o cen&#225;rio, a R&#250;ssia j&#225; declarou ser contr&#225;ria a qualquer ofensiva norte-americana sobre a S&#237;ria. Muitas vari&#225;veis para Obama calcular no complicado tabuleiro da geopol&#237;tica regional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Garikai Chengu em seu artigo j&#225; citado analisa como o reavivamento da &#8220;guerra ao terror&#8221; visa n&#227;o apenas o Iraque, ou ainda &#227; S&#237;ria, cujo respaldo para uma ofensiva a&#237; ser&#225; pleiteada na Assembleia Geral da ONU, mas &#233; um movimento contra o Ir&#227;. Por&#233;m: &#8220;A &#250;ltima vez que o Ir&#227; invadiu outra na&#231;&#227;o foi em 1738. Desde a sua independ&#234;ncia em 1776, os EUA se empenharam em mais de 53 invas&#245;es militares e expedi&#231;&#245;es. Apesar do que a m&#237;dia ocidental quer nos fazer crer, o Ir&#227; n&#227;o &#233; uma amea&#231;a &#227; seguran&#231;a regional, Washington &#233;. (...) A chamada &#034;Guerra ao Terror&#034; deve ser vista como o que realmente &#233;: um pretexto para a manuten&#231;&#227;o de um aparato militar norte-americano de perigosamente grandes dimens&#245;es. (...) O terror &#233; a Guerra ao Terror &#8221;. Isso se provou em 2003, e se provar&#225; rapidamente nos dias presentes. Por isso, reafirmamos que das m&#227;os dos imperialismos, e de seus aliados locais, s&#243; podem vir sa&#237;das mais reacion&#225;rias. A conclus&#227;o &#250;nica que se pode ter &#233;, portanto, recha&#231;ar esses ataques do imperialismo &#227; S&#237;ria e ao Iraque.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>13 anos de uma f&#225;brica militante, produzindo sob controle oper&#225;rio</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/13-anos-de-uma-fabrica-militante-produzindo-sob-controle-operario</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/13-anos-de-uma-fabrica-militante-produzindo-sob-controle-operario</guid>
		<dc:date>2014-09-05T06:53:13Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Graciela L&#243;pez Egu&#237;a, Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Zanon es del pueblo</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O centro do debate que nos apresentam est&#225; no t&#237;tulo, em que nos dizem &#8220;Lutemos pela estatiza&#231;&#227;o de Zanon&#8221;, ap&#243;s uma d&#233;cada em que viemos fazendo isso sem interrup&#231;&#227;o. Nos chamou muito a aten&#231;&#227;o essa sugest&#227;o &#227; estatiza&#231;&#227;o, j&#225; que isso foi central na luta dos oper&#225;rios ceramistas de Neuqu&#233;n, desde que puseram a f&#225;brica a produzir, reivindicando &#8220;a expropria&#231;&#227;o sem pagamento e a estatiza&#231;&#227;o sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria&#8221;. Ainda que n&#227;o levantando uma posi&#231;&#227;o &#8220;estatista em si&#8221;, como fazem alguns setores da esquerda que separam a estatiza&#231;&#227;o da administra&#231;&#227;o oper&#225;ria (cedendo conscientemente ou por omiss&#227;o, segundo o caso, &#225;s estatiza&#231;&#245;es burguesas como as do chavismo), mas ligando ambas as quest&#245;es.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH94/arton8408-608db.jpg?1694708116' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='94' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Com mais de uma d&#233;cada de atraso os PSTUs nos sugerem que lutemos pela estatiza&#231;&#227;o de Zanon&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O centro do debate que nos apresentam est&#225; no t&#237;tulo, em que nos dizem &#8220;Lutemos pela estatiza&#231;&#227;o de Zanon&#8221;, ap&#243;s uma d&#233;cada em que viemos fazendo isso sem interrup&#231;&#227;o. Nos chamou muito a aten&#231;&#227;o essa sugest&#227;o &#227; estatiza&#231;&#227;o, j&#225; que isso foi central na luta dos oper&#225;rios ceramistas de Neuqu&#233;n, desde que puseram a f&#225;brica a produzir, reivindicando &#8220;a expropria&#231;&#227;o sem pagamento e a estatiza&#231;&#227;o sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria&#8221;. Ainda que n&#227;o levantando uma posi&#231;&#227;o &#8220;estatista em si&#8221;, como fazem alguns setores da esquerda que separam a estatiza&#231;&#227;o da administra&#231;&#227;o oper&#225;ria (cedendo conscientemente ou por omiss&#227;o, segundo o caso, &#225;s estatiza&#231;&#245;es burguesas como as do chavismo), mas ligando ambas as quest&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa posi&#231;&#227;o do PTS e dos oper&#225;rios ceramistas ficou conhecida n&#227;o s&#243; nacionalmente, como internacionalmente. Aconselhamos aos companheiros dos PSTUs que leiam os materiais da &#233;poca (publicados em v&#225;rios meios, na p&#225;gina do PTS, do Sindicato Ceramista de Neuqu&#233;n, no jornal Nuestra Lucha e de diversas organiza&#231;&#245;es) em que poder&#227;o constatar a coincid&#234;ncia da pol&#237;tica definida mais de uma d&#233;cada antes, e mantida durante todo o processo de luta dos oper&#225;rios sem patr&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zanon e Brukman (experi&#234;ncia da qual o PTS tamb&#233;m participou) foram as duas f&#225;bricas que se uniram na luta pela estatiza&#231;&#227;o com administra&#231;&#227;o oper&#225;ria, contra as propostas do peronismo de estabelecer cooperativas, tratando de fazer recair sobre os trabalhadores as d&#237;vidas das quebras empresariais de 2001, o que levou a que a maioria dessas experi&#234;ncias terminasse derrotada, e gerando nesses trabalhadores uma grande desmoraliza&#231;&#227;o. Felizmente, Zanon p&#244;de mostrar uma alternativa que atuou como um grande fator de moraliza&#231;&#227;o da vanguarda oper&#225;ria e popular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estatiza&#231;&#227;o com controle oper&#225;rio ou com gest&#227;o oper&#225;ria?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; necess&#225;rio esclarecer essa quest&#227;o porque define com exatid&#227;o a pol&#237;tica de classe, pois, como mencionamos, n&#227;o defendemos a &#8220;estatiza&#231;&#227;o sem mais&#8221;. Em seu artigo, os companheiros dos PSTUs nos chamam a conseguir &#8220;A m&#225;xima unidade para lutar pela estatiza&#231;&#227;o sob controle oper&#225;rio&#8221;. Ainda que no sentido popular possam ser sin&#244;nimos, controle oper&#225;rio e gest&#227;o ou administra&#231;&#227;o oper&#225;ria direta n&#227;o s&#227;o a mesma coisa. Se formos cient&#237;ficos devemos marcar a diferen&#231;a, que n&#227;o &#233; menor. Se se consegue a estatiza&#231;&#227;o, por exemplo, em Donnelley, ou a reestatiza&#231;&#227;o de empresas privatizadas, nossa consigna n&#227;o pode ser que sejam gerenciadas por funcion&#225;rios p&#250;blicos, representantes dos governos, e que os trabalhadores s&#243; tenham a tarefa de &#8220;control&#225;-los&#8221;. Porque o controle oper&#225;rio implica que a gest&#227;o fosse estatal. N&#227;o! No caso da estatiza&#231;&#227;o, a partir do PTS e da LER-QI lutamos para que os trabalhadores dirijam as f&#225;bricas sem inger&#234;ncia decis&#243;ria do Estado. Uma f&#225;brica sem patr&#245;es e posta para produzir pelos seus trabalhadores, como Zanon, que barrou o gerente que buscava administrar a empresa, e desde que a puseram a produzir h&#225; 13 anos esteve sob gest&#227;o de seus trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2001: n&#227;o foi s&#243; &#8220;a for&#231;a da classe&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os companheiros come&#231;am dizendo que &#8220;O fen&#244;meno das f&#225;bricas recuperadas (ocupadas pelos trabalhadores) teve um papel muito importante para o avan&#231;o da situa&#231;&#227;o que teve seu ponto mais alto em dezembro de 2001. Mais de 10 mil trabalhadores fizeram parte do processo de ocupa&#231;&#227;o de mais de 150 f&#225;bricas (&#8230;). Zanon excedeu os limites de ser uma simples f&#225;brica e se transformou em uma refer&#234;ncia pol&#237;tica e social&#8221;. Concordamos com essa afirma&#231;&#227;o, mas o que os companheiros n&#227;o explicam &#233; porque Zanon fez hist&#243;ria para a classe oper&#225;ria, e n&#227;o houve nenhum outro exemplo de milhares de f&#225;bricas recuperadas como parte desse processo em que a maioria se integrou aos mecanismos do mercado capitalista ou n&#227;o tiveram continuidade, inclusive muitas dirigidas pelos setores da esquerda como Grisin&#243;polis, Sasetru, Renacer ou Paran&#225; Metal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; que n&#227;o se pode explicar Zanon s&#243; pela for&#231;a da classe oper&#225;ria. Zanon n&#227;o caiu do c&#233;u. Come&#231;amos por dizer que, se contamos a etapa de organiza&#231;&#227;o da f&#225;brica primeiro de forma clandestina (que iniciou nosso companheiro Raul Godoy), podemos afirmar que todo o processo n&#227;o se iniciou em 2001, mas nos anos 90, pr&#233;vio at&#233; &#227; conquista da Comiss&#227;o Interna em 98.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As tarefas preparat&#243;rias que encaramos a partir do PTS, e depois, junto com o ativismo independente, nos permitiram primeiro ganhar a comiss&#227;o interna que promoveu a unidade da f&#225;brica, e dois anos depois retomar o sindicato da burocracia sindical para coloc&#225;-lo a servi&#231;o dos trabalhadores. Esses primeiros passos foram fundamentais, junto ao funcionamento em assembleias soberanas, porque marcaram o in&#237;cio da recupera&#231;&#227;o da moral prolet&#225;ria que o PTS contribuiu para infundir. Tudo isso em meio a um cen&#225;rio mundial restaurador e de rea&#231;&#227;o ideol&#243;gica, de derrota da classe oper&#225;ria e desenvolvimento de ideologias que atacavam o marxismo. Em conson&#226;ncia com esse retrocesso, organiza&#231;&#245;es do trotskismo internacional se adaptavam a essas &#8220;novas ideologias&#8221; na moda, e na Argentina a maioria da esquerda se fez &#8220;piqueteira&#8221; (priorizando a pol&#237;tica para os desempregados, e subestimando a inser&#231;&#227;o entre os trabalhadores. Inclusive o Partido Obrero chegou a forjar a &#8220;teoria do sujeito piqueteiro&#8221;. Uma pseudoteoria que localizava os desempregados como o novo sujeito social que teria um papel hegem&#244;nico, substituindo a classe trabalhadora, teoria essa que foi refutada rapidamente pela realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zanon foi produto de um fen&#244;meno de f&#225;bricas recuperadas e um partido que se preparou previamente, e p&#244;de confluir e se fusionar com um setor da vanguarda oper&#225;ria. E agora, mostrando uma vez mais nossa corre&#231;&#227;o, emerge outra f&#225;brica ocupada e posta a produzir por seus trabalhadores, a f&#225;brica Donnelley, na zona norte de Buenos Aires, onde se concentram os setores mais importantes da classe trabalhadora, e cujos principais dirigentes tamb&#233;m pertencem ao PTS. A&#237; se organizaram previamente por mais de 5 anos &#8211; desenvolvendo uma perspectiva classista de lutar n&#227;o s&#243; por seus interesses coorporativos, mas de toda a classe trabalhadora, e colocam publicamente que seguem os passos de Zanon: lutam pela expropria&#231;&#227;o sem indeniza&#231;&#227;o e estatiza&#231;&#227;o sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria. Qual &#233; o conte&#250;do concreto dessa pol&#237;tica?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lutando pela expropria&#231;&#227;o sem pagamento, para que se declare a f&#225;brica de utilidade p&#250;blica, a servi&#231;o das necessidades do povo. Que o Estado a tome como fornecedor priorit&#225;rio, e sob gest&#227;o oper&#225;ria direta e como cooperativa provis&#243;ria para funcionar. Mas n&#227;o somos ing&#234;nuos e sabemos que essa pol&#237;tica n&#227;o cai do c&#233;u. Conhecemos as press&#245;es produtivistas que surgem da necessidade de manter os postos de trabalho, por isso a chave &#233; a luta por estabelecer uma rela&#231;&#227;o entre as tarefas da produ&#231;&#227;o, a luta, e a pol&#237;tica, considerando-a uma f&#225;brica militante como Zanon.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A crise atual e como combat&#234;-la. A sugest&#227;o dos PSTUs, que SIM cai do c&#233;u&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PSTU afirma que &#8220;a situa&#231;&#227;o atual da f&#225;brica &#233; realmente terminal&#8221;. Desde o PTS n&#227;o somos t&#227;o categ&#243;ricos em dar por &#8220;morta&#8221; a gest&#227;o oper&#225;ria (que significa sen&#227;o &#8220;terminal&#8221;?), mas reconhecemos que a situa&#231;&#227;o produtiva &#233; preocupante e politicamente a situa&#231;&#227;o da f&#225;brica n&#227;o &#233; a mesma que quando estava &#8220;sob ataque&#8221;. Como dissemos acima, isso j&#225; era um problema em 2009, que s&#243; foi agravado nesses cinco anos desde ent&#227;o. Mas &#233; completamente for&#231;ada a oposi&#231;&#227;o &#8220;terminal&#8221; que o PSTU faz, dizendo que a &#250;nica sa&#237;da &#233; a &#8220;unidade para lutar pela estatiza&#231;&#227;o sob controle oper&#225;rio&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa &#8220;sugest&#227;o&#8221; que fazem os companheiros com 13 anos de atraso &#233; pelo que viemos lutando h&#225; anos, exigindo que se votasse a estatiza&#231;&#227;o sem pagamento, n&#227;o s&#243; com administra&#231;&#227;o oper&#225;ria, mas que o pr&#243;prio Estado arcasse com o investimento em maquin&#225;rio novo. Em 2009 o MPN se viu obrigado, pela tenaz luta ceramista, a votar a expropria&#231;&#227;o, mas negaram o projeto dos ceramistas de estatiza&#231;&#227;o. O que teria feito o PSTU se tivesse um deputado estadual? Votado contra? Para n&#243;s foi acertado t&#234;-lo aceito, sem baixar as bandeiras que seguimos defendendo a partir do PTS em Zanon. Arrancar cr&#233;dito para renova&#231;&#227;o tecnol&#243;gica ser&#225; um pequeno passo para a gest&#227;o oper&#225;ria ceramista, rodeada de um mundo capitalista, como reconhecem os PSTUs, possa seguir produzindo e defender os postos de trabalho e uma forma concreta de que o Estado se encarregue disso, &#250;ltima inst&#226;ncia da reivindica&#231;&#227;o de estatiza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por que agora esse debate com o PTS e a LER-QI?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para come&#231;ar, digamos que o PSTU da Argentina &#233; um grupo pequeno e que n&#227;o est&#225; inserido no movimento oper&#225;rio, diferentemente do PSTU brasileiro, que tem uma importante estrutura&#231;&#227;o conquistando a dire&#231;&#227;o de sindicatos nacionais, e at&#233; uma coordenadora nacional de trabalhadores: Conlutas. Por&#233;m, como assinalamos a partir da LER-QI, todo esse peso lamentavelmente n&#227;o serve para deixar alguma li&#231;&#227;o na luta de classes para a vanguarda oper&#225;ria de seu pa&#237;s, e menos ainda da Am&#233;rica Latina. Sua pr&#225;tica &#233; a de uma corrente que n&#227;o se diferencia do sindicalismo brasileiro, e do &#8220;modo petista de militar&#8221; limitado &#224; lutas de press&#227;o, marchas testemunhais e festivas, exig&#234;ncias ao governo do PT com um pouco de propaganda da classe trabalhadora e do socialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Infelizmente n&#227;o contribu&#237;ram para a educa&#231;&#227;o da vanguarda, nem para desenvolver a consci&#234;ncia oper&#225;ria nos locais em que t&#234;m peso dirigente, como a f&#225;brica General Motors ou na Embraer, ambas de S&#227;o Jos&#233; dos Campos, onde dirigem o sindicato e aceitaram milhares de demiss&#245;es como produto de derrotas sem luta. Sempre defendendo que n&#227;o havia condi&#231;&#245;es de resistir, colocando a responsabilidade sobre os pr&#243;prios trabalhadores, sem relacionar nem tomar para si sua responsabilidade, que, como dire&#231;&#227;o, foi parte de construir esse estado de &#226;nimo. Mesmo com um layoff anunciado na GM, n&#227;o preparam nenhuma luta s&#233;ria, resumindo sua pol&#237;tica em pedir &#227; Dilma que n&#227;o permitisse as demiss&#245;es. Nunca buscou transformar o tema numa demanda popular, com a defesa dos postos de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto isso, tanto o PTS da Argentina, como a LER-QI do Brasil, se provam na luta de classes, avan&#231;am na inser&#231;&#227;o na classe trabalhadora, buscando desenvolver uma alian&#231;a oper&#225;ria e popular, e utilizar as brechas no regime para nacionalizar e tornar conhecida essa experi&#234;ncia, como estamos fazendo nas lutas de Lear e Donnelley na Argentina, ou na luta da USP no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ademais, o PTS conquistou deputados nacionais e estaduais, senadora, e conseguiu com a FIT obter 1.200.000 votos nacionalmente, e chegou em alguns lugares como Mendoza a obter 14% com seus candidatos. Mas, sobretudo, nossos avan&#231;os n&#227;o se limitam &#227; conquista superestrutural, mas se provam nos conflitos mais emblem&#225;ticos como o da f&#225;brica Lear &#8211; que desperta uma enorme simpatia com sua demanda &#8220;fam&#237;lias nas ruas nunca mais&#8221;, e agora tamb&#233;m com a nova experi&#234;ncia entre os oper&#225;rios gr&#225;ficos de Donnelley, uma nova f&#225;brica sem patr&#245;es. Ou a LER-QI que est&#225; adiante da greve da USP, como parte da dire&#231;&#227;o do SINTUSP, que j&#225; dura mais de tr&#234;s meses e se projetou nacionalmente em defesa da educa&#231;&#227;o p&#250;blica, resistindo &#227; repress&#227;o, com piquetes combativos, comit&#234;s de luta, assembleias e apoio de intelectuais e estudantes que, para al&#233;m dos resultados, est&#225; mostrado sua qualidade na luta de classes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Provavelmente nos combatem mudando inclusive nossas verdadeiras posi&#231;&#245;es, pelos avan&#231;os de nossos grupos, que nos localiza em um lugar de destaque desde o trotskismo. N&#243;s, com essa resposta aos companheiros dos PSTUs, esperamos contribuir tamb&#233;m ao debate frente &#227; vanguarda oper&#225;ria e &#227; juventude, que busca orientar-se para uma pol&#237;tica de classe e revolucion&#225;ria. E afirmamos junto com Gramsci que um partido deve ser medido pelo que aporta &#227; sua classe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;------------------------------------------------------------------------------&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cooperativas e &#8220;autogest&#245;es&#8221;. Um debate contra quem?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda que sem mencionar o PTS, no mesmo artigo os PSTUs discutem contra os limites dos projetos de &#8220;autogest&#227;o e cooperativas&#8221;. Falando de como funciona o mercado capitalista, passando pelos anarquistas dos s&#233;culos XIX e XX e chegando a dizer que em Trotsky &#8220;a luta pela estatiza&#231;&#227;o, como parte integrante e como ponte, para a luta dos trabalhadores pelo poder&#8221;(!?) querem insinuar que o PTS tem como estrat&#233;gia as cooperativas ou a &#8220;autogest&#227;o&#8221; (que nunca se sabe bem o que significa).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o se sabe realmente contra quem debatem, j&#225; que como eles mesmos devem reconhecer por omiss&#227;o (n&#227;o existe uma s&#243; cita&#231;&#227;o do PTS a respeito), &#233; conhecido (parece que para os companheiros n&#227;o) que o PTS nunca teve o &#8220;cooperativismo&#8221; como estrat&#233;gia, pelo contr&#225;rio, sempre questionamentos isso &#8211; ainda que n&#227;o tivemos uma posi&#231;&#227;o sect&#225;ria com as experi&#234;ncias de f&#225;bricas recuperadas&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;No Segundo Encontro de F&#225;bricas Ocupadas. &#8220;Surgiu a necessidade de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; Como sempre dissemos e repetimos para os rec&#233;m-informados, s&#243; aceitamos a expropria&#231;&#227;o (com pagamento) que fez o MPN e a &#8220;cess&#227;o&#8221; da f&#225;brica &#227; cooperativa FaSinPat como uma conquista t&#225;tica quando, depois de oito anos de luta e produ&#231;&#227;o em total &#8220;ilegalidade&#8221;, n&#227;o se p&#244;de impor pela rela&#231;&#227;o de for&#231;as a estatiza&#231;&#227;o sem pagamento sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria e se buscou algum marco de &#8220;legalidade&#8221; para desfavorecer qualquer nova tentativa de desalojamento e poder lutar pela renova&#231;&#227;o tecnol&#243;gica para sustentar os 480 postos de trabalho, mas muito antes tomamos o cuidado de elaborar estatutos especiais, pois n&#227;o reconhecemos as regras burguesas que regem as cooperativas. Talvez tampouco saibam, mas a reivindica&#231;&#227;o de renova&#231;&#227;o tecnol&#243;gica j&#225; era parte da luta em 2009 quando se votou a expropria&#231;&#227;o, mas o MPN se negou a inclu&#237;-la.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A verdade sobre o cooperativismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contamos aos companheiros dos PSTUs que desde 2001 se desenvolveu um debate no interior do movimento de ocupa&#231;&#227;o de f&#225;bricas, que se estendeu a todos os movimentos militantes surgidos na &#233;poca, entre as perspectivas assinaladas por Zanon e Brukman (cujo programa defendia &#8220;estatiza&#231;&#227;o sob gest&#227;o oper&#225;ria&#8221;, coordena&#231;&#227;o para a luta entre empregados e desempregados, e assembleias populares, perspectiva nacional, etc), e a do cooperativismo, cujos principais expoentes eram o MNER (Movimiento Nacional de Empresas Recuperadas, dirigida por Mur&#250;a e o advogado peronista Luis Caro). Para n&#243;s, sempre, desde o ponto de vista pol&#237;tico, o cooperativismo tenta bloquear a luta dos trabalhadores, evitando o terreno da luta de classes, promovendo a &#8220;autogest&#227;o&#8221;. Tenta fazer com que o norte dos trabalhadores esteja posto na &#8220;produ&#231;&#227;o&#8221;, em impulsionar &#8220;nossa empresa&#8221;, e n&#227;o na solidariedade de classe, na luta comum entre trabalhadores e desempregados, isto &#233;, desenvolver uma perspectiva de classe anticapitalista. Esses movimentos alimentam as ilus&#245;es dos trabalhadores em que seu futuro depende de seus sacrif&#237;cios, e da boa vontade dos ju&#237;zes e dos pol&#237;ticos do regime.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, legitimam o regime de explora&#231;&#227;o ante os olhos dos trabalhadores. O discurso permanente dos l&#237;deres desses movimentos n&#227;o &#233; de classe, contra os exploradores em geral, mas contra todos os &#8220;maus&#8221; patr&#245;es que levaram suas empresas &#227; fal&#234;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em nossos reiterados debates sustentamos contra o cooperativismo que levava &#227; autoexplora&#231;&#227;o. Um funcion&#225;rio do governo de Buenos Aires havia dado uma boa explica&#231;&#227;o das &#8220;bondades&#8221; das cooperativas do ponto de vista capitalista, em pol&#234;mica com a perspectiva assinalada pelas oper&#225;rias de Bruckman. E seu racioc&#237;nio, que partia nada menos que de considera&#231;&#245;es sobre as cooperativas de Rosa Luxemburgo, falava de &#8220;regular a utiliza&#231;&#227;o da for&#231;a de trabalho&#8221; e chegava &#227; conclus&#227;o que: &#8220;o objetivo do governo &#233; evitar qualquer tipo de subterf&#250;gio e que essas empresas estabele&#231;am, consolidem, desenvolvam e aprofundem v&#237;nculos comerciais com outras firmas e sejam capazes de desenvolver-se em um entorno de neg&#243;cios capitalistas&#8221;. N&#243;s lhe respondemos que esse &#8220;regular a utiliza&#231;&#227;o da for&#231;a de trabalho&#8221;, em concreto se traduzia no enorme sacrif&#237;cio que os oper&#225;rios de numerosas cooperativas se veem obrigados a fazer, que durante meses ou anos obt&#234;m &#8220;retiradas&#8221; (assim se chamam os sal&#225;rios dos &#8220;s&#243;cios&#8221;) de fome, trabalham extensas jornadas, n&#227;o t&#234;m previd&#234;ncia social, etc. &#201; uma forma elegante de falar de &#8220;flexibilidade trabalhista&#8221; autoimposta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A estatiza&#231;&#227;o que defendemos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Devemos aclarar aqui para os companheiros do PSTU (Brasil/Argentina) que n&#227;o conhecem a hist&#243;ria, que a defesa de &#8220;estatiza&#231;&#227;o sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria&#8221; sempre foi concebida por aqueles que impulsionamos juntamente com a expropria&#231;&#227;o sem pagamento de indeniza&#231;&#227;o, e gest&#227;o oper&#225;ria, como parte de um programa de conjunto, que aponte a por em quest&#227;o a rapina dos capitalistas nativos e estrangeiros, e que possa assinalar a necessidade de planificar e organizar a economia nacional em fun&#231;&#227;o das necessidades dos explorados, isto &#233;, como parte de um programa revolucion&#225;rio. Assim, a defesa da estatiza&#231;&#227;o &#233; insepar&#225;vel da gest&#227;o oper&#225;ria, e longe de buscar fortalecer esse Estado burgu&#234;s, pretende fortalecer a &#250;nica classe capaz de derrub&#225;-lo, para estabelecer um Estado dos trabalhadores em luta pelo socialismo. Por isso &#233; equivocado sustentar que com a estatiza&#231;&#227;o de uma f&#225;brica se pode &#8220;subtrair os mecanismos de mercado da produ&#231;&#227;o e da empresa&#8221;. As f&#225;bricas estatizadas n&#227;o est&#227;o alheias aos &#8220;mecanisos de mercado&#8221;, enquanto os capitalistas seguirem dominando a sociedade, e porque o comando do Estado est&#225; em m&#227;os de uma casta de pol&#237;ticos a servi&#231;o dos patr&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas se a estatiza&#231;&#227;o de uma f&#225;brica isolada, abandonada por seus patr&#245;es fosse obtida, mantendo a gest&#227;o oper&#225;ria, significaria um passo progressista. Isso se deve a que em muitas ocasi&#245;es, o Estado burgu&#234;s se v&#234; obrigado, como medida pol&#237;tica frente &#224; luta dos trabalhadores ou como medida econ&#244;mica para garantir servi&#231;os baratos aos capitalistas privados, a limitar o acionar da lei do valor ao interior das empresas sob sua &#243;rbita. No primeiro caso, permite condi&#231;&#245;es de trabalho mais est&#225;veis e com mais benef&#237;cios sociais. No segundo caso, subsidia as empresas estatais para que estas, por sua vez, subsidiem mediante baixos pre&#231;os de seus servi&#231;os aos grandes capitalistas privados. Quase sempre, uma quest&#227;o se liga &#227; outra. Mas &#233; poss&#237;vel que, como resposta &#224; luta de classes, o Estado se veja obrigado a manter os postos de trabalho e todas as conquistas salariais e de assist&#234;ncia social. Pelos efeitos na defesa das conquistas oper&#225;rias que pode significar a limita&#231;&#227;o da lei do valor nas empresas o Estado, &#233; que muitos trabalhadores reivindicam a reestatiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os p&#250;blicos privatizados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os marxistas defendemos um programa para que os trabalhadores, mediante sua experi&#234;ncia, cheguem &#227; compreens&#227;o de que &#233; necess&#225;ria uma luta revolucion&#225;ria de conjunto, n&#227;o s&#243; contra os patr&#245;es, mas contra o pr&#243;prio Estado. A demanda de estatiza&#231;&#227;o sob gest&#227;o oper&#225;ria defendida pelos trabalhadores de Zanon e Brukman aponta nesse sentido: denunciar n&#227;o s&#243; as patronais, como desmascarar o pr&#243;prio Estado, que diz defender os interesses dos &#8220;cidad&#227;os&#8221;, mas se nega a tomar a mais m&#237;nima medida que tenda a organizar a economia em fun&#231;&#227;o das necessidades sociais. A administra&#231;&#227;o oper&#225;ria &#233; chave para definir o que se produz, em quais condi&#231;&#245;es, e a quem beneficia. Por isso nossa reivindica&#231;&#227;o desde o in&#237;cio estava vinculada a um plano de obras p&#250;blicas, come&#231;ando por moradias populares. Na experi&#234;ncia do movimento oper&#225;ria uma escola de administra&#231;&#227;o, como aprendizagem para um futuro Estado oper&#225;rio. A &#8220;escola&#8221; de Zanon e Brukman chegou a popularizar a frase, sentida profundamente pelos trabalhadores de que &#8220;se os trabalhadores podemos dirigir uma f&#225;brica, tamb&#233;m podemos dirigir um pa&#237;s&#8221;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;No Segundo Encontro de F&#225;bricas Ocupadas. &#8220;Surgiu a necessidade de aprofundar a unidade que conquistamos entre Brukman e Zanon com o Primeiro encontro e vimos a necessidade de fazer todos os esfor&#231;os por unirmos com os trabalhadores de outras f&#225;bricas que estavam ocupadas, muitas das quais haviam decidido transformar-se em cooperativas [&#8230;] Nos sentimos orgulhosos quando as companheiras de Brukman e os companheiros da Cl&#237;nica Jun&#237;n de C&#243;rdoba decidiram ser parte da convocat&#243;ria. As tr&#234;s f&#225;bricas que lut&#225;vamos pela estatiza&#231;&#227;o sob controle oper&#225;rio est&#225;vamos unidas [&#8230;] Se formou a uni&#227;o entre duas formas de gest&#227;o, as empresas &#8220;sob controle oper&#225;rio&#8221; e as que haviam decidido transformar-se em cooperativas [&#8230;]&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>&#034;13 a&#241;os de una f&#225;brica militante, produciendo bajo gesti&#243;n obrera&#8221;</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/13-anos-de-una-fabrica-militante-produciendo-bajo-gestion-obrera</link>
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		<dc:date>2014-09-04T21:00:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Graciela L&#243;pez Egu&#237;a, Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Zanon es del pueblo</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El PSTU de Brasil publica en su p&#225;gina web un debate de su grupo hermano argentino tambi&#233;n llamado PSTU, sobre la experiencia de Zanon, donde reconocen el peso dirigente del PTS. A continuaci&#243;n va nuestra respuesta.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Zanon-es-del-pueblo" rel="tag"&gt;Zanon es del pueblo&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH94/arton8406-683da.jpg?1694708116' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='94' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;El PSTU de Brasil publica en su p&#225;gina web un debate de su grupo hermano argentino tambi&#233;n llamado PSTU, sobre la experiencia de Zanon, donde reconocen el peso dirigente del PTS. A continuaci&#243;n va nuestra respuesta.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;Con m&#225;s de una &#8220;d&#233;cada de atraso&#8221; los PSTUs nos sugieren que luchemos por la estatizaci&#243;n de Zanon. El centro del debate que nos hacen est&#225; en el t&#237;tulo donde nos dicen que &#8220;Luchemos por la estatizaci&#243;n de Zanon!&#8221; luego de una d&#233;cada de venir haci&#233;ndolo sin interrupci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos llam&#243; mucho la atenci&#243;n este planteo de &#250;ltimo momento sugiriendo la estatizaci&#243;n, ya que fue central en la lucha de los obreros ceramistas de Neuqu&#233;n, desde que pusieron a producir la f&#225;brica, reclamando a la vez la &#8220;expropiaci&#243;n sin pago y la estatizaci&#243;n bajo administraci&#243;n obrera&#8221;. Aunque no levantando una posici&#243;n &#8220;estatista&#8221; a secas, como hacen algunos sectores de la izquierda que separan la estatizaci&#243;n de la administraci&#243;n obrera (cedi&#233;ndole conscientemente o por omisi&#243;n, seg&#250;n el caso, a las estatizaciones burguesas como las del chavismo), sino ligando ambas cuestiones (ver recuadro al final). Esta posici&#243;n del PTS y los obreros ceramistas la hicimos conocida no solo a nivel nacional sino incluso internacionalmente. Le aconsejamos a los compa&#241;eros del PSTU (de Brasil y Argentina) que lean los abundantes materiales de la &#233;poca (publicados en varios medios provinciales y nacionales, en la p&#225;gina del PTS, el Sindicato Ceramista de Neuqu&#233;n, el peri&#243;dico obrero Nuestra Lucha y de m&#250;ltiples organizaciones que lo reproduc&#237;an) donde podr&#225;n constatar la coincidencia de la pol&#237;tica definida m&#225;s de una d&#233;cada antes y mantenida durante todo el proceso de lucha de los &#8220;obreros sin patr&#243;n&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zanon y Brukman (experiencia de la que tambi&#233;n particip&#243; activamente el PTS), fueron las dos f&#225;bricas que se hermanaron en la lucha por la estatizaci&#243;n con administraci&#243;n obrera, contra las propuestas del peronismo de establecer cooperativas tratando de hacer recaer en los trabajadores de las deudas de las quiebras empresarias, lo que llev&#243; a que la mayor&#237;a de las experiencias de esas f&#225;bricas y establecimientos terminaran integradas a los mecanismos del mercado capitalista y generando en esos trabajadores una gran desmoralizaci&#243;n. Afortunadamente Zanon pudo mostrar una alternativa que actu&#243; como un gran factor de moralizaci&#243;n de la vanguardia obrera y popular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;Estatizaci&#243;n con Control Obrero o con Gesti&#243;n Obrera?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es necesario aclarar esta cuesti&#243;n porque hace a definir con claridad la pol&#237;tica de clase, ya que, como mencionamos al comienzo, nosotros no defendemos la &#8220;estatizaci&#243;n a secas&#8221;. En su art&#237;culo los compa&#241;eros de los PSTUs nos llaman desde uno de los subt&#237;tulos a lograr &#8220;La m&#225;xima unidad para luchar por la estatizaci&#243;n bajo control obrero&#8221;. Aunque en la jerga popular son sin&#243;nimos no es lo mismo control obrero que gesti&#243;n o administraci&#243;n obrera directa. Si somos cient&#237;ficos debemos marcar la diferencia que no es menor. Si se lograra la estatizaci&#243;n por ejemplo de Donnelley o la re-estatizaci&#243;n de empresas privatizadas, nuestra consigna no puede ser que la gerencien funcionarios p&#250;blicos, representantes de los gobiernos de turno y que los trabajadores s&#243;lo tengan la tarea de &#8220;controlarlos&#8221;. Porque control obrero implica que la gesti&#243;n o la administraci&#243;n es estatal. &#161;No! En caso de estatizaci&#243;n desde el PTS y la LER-QI, luchamos para que la gerencien, la administren y la gestionen los trabajadores sin injerencia decisoria del Estado, como en Zanon.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2001: no fue s&#243;lo &#8220;la fuerza de la clase&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los compa&#241;eros empiezan este punto diciendo que &#8220;El fen&#243;meno de las f&#225;bricas recuperadas (ocupadas por los trabajadores) tuvo un papel muy importante para el avance de la situaci&#243;n que tuve su punto m&#225;s alto en diciembre del 2001. M&#225;s de 10.000 trabajadores hicieron parte del proceso de ocupaci&#243;n de m&#225;s de 150 f&#225;bricas [&#8230;] Zanon excedi&#243; los l&#237;mites de ser una simple f&#225;brica y se transform&#243; en una referencia pol&#237;tica y social&#8221;. Estamos de acuerdo con esta afirmaci&#243;n, pero lo que los compa&#241;eros no explican es por qu&#233; Zanon hizo historia para la clase obrera y no hubo otro ejemplo de miles de f&#225;brica recuperadas como parte de ese proceso, incluso muchas dirigidas por sectores de la izquierda como Grisin&#243;polis, Sasetru o Renacer.&lt;br class='autobr' /&gt;
Es que no se puede explicar Zanon s&#243;lo por la fuerza de la clase obrera. Zanon no cay&#243; del cielo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Empecemos por decir que si contamos la etapa de organizaci&#243;n de la f&#225;brica primero en forma clandestina (que inici&#243; nuestro compa&#241;ero Ra&#250;l Godoy), podemos afirmar que todo el proceso no comenz&#243; en el 2001, sino a mediados de los a&#241;os &#180;90, fue previo incluso a la conquista de la Comisi&#243;n Interna en el &#180;98.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las tareas preparatorias que encaramos desde el PTS y luego junto al activismo independiente, permitieron primero ganar la comisi&#243;n interna que promovi&#243; la unidad de la f&#225;brica y dos a&#241;os despu&#233;s, arrebatarle el sindicato a la burocracia para ponerlo al servicio de los trabajadores. Estos primeros pasos fueron fundamentales, junto al funcionamiento en asambleas soberanas, porque marcaron el inicio de recuperaci&#243;n de la moral proletaria, restableciendo la confianza en sus propias fuerzas, que nosotros desde el PTS contribuimos a infundir. Todo esto lo hac&#237;amos en medio de un escenario mundial restaurador y de reacci&#243;n ideol&#243;gica, de derrota de la clase obrera y desarrollo de ideolog&#237;as que atacaban al marxismo en toda la l&#237;nea y en consonancia con este retroceso el trotskismo internacional se adaptaba a las &#8220;nuevas ideolog&#237;as&#8221; de moda y, en nuestro pa&#237;s la mayor&#237;a de la izquierda incluso la que se reivindica trotskista, se hizo &#8220;piquetera&#8221; (privilegiando el trabajo en desocupados con colaterales partidarias y subestimando el trabajo entre los sectores ocupados), incluso el Partido Obrero lleg&#243; hasta acu&#241;ar la &#8220;teor&#237;a del sujeto piquetero&#8221;. Una pseudo teor&#237;a que ubicaba a los desocupados como el nuevo sujeto social que ven&#237;a a jugar el rol hegem&#243;nico en reemplazo de la clase obrera de conjunto, que fue refutada al poco tiempo por la realidad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zanon fue el producto de un fen&#243;meno de f&#225;bricas recuperadas y un partido que se prepar&#243; previamente y pudo confluir y fusionarse con un sector de vanguardia obrera y contribuir a mantener y desarrollar una perspectiva de clase. Una &#8220;f&#225;brica sin patrones&#8221; y puesta a producir por sus trabajadores que impidi&#243; el ingreso del s&#237;ndico que buscaba administrar la empresa y siempre desde que la pusieron a producir hace ya 13 a&#241;os, ha sido una f&#225;brica bajo gesti&#243;n de sus trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Y ahora d&#225;ndonos otra vez m&#225;s la raz&#243;n emerge otra experiencia de f&#225;brica ocupada y puesta a producir por sus trabajadores, la gr&#225;fica Donnelley, pero esta vez en a zona norte del Gran Buenos Aires donde se concentran los batallones m&#225;s importantes de la clase obrera, donde los principales dirigentes tambi&#233;n pertenecen al PTS -se organizaron previamente durante m&#225;s de 5 a&#241;os- desarrollaron una perspectiva clasista de pelear no solo por los intereses de su f&#225;brica sino de toda la clase obrera y ya difundieron p&#250;blicamente que ellos siguen los pasos de Zanon: pelean por la expropiaci&#243;n sin pago y la estatizaci&#243;n con administraci&#243;n obrera. &#191;Cu&#225;l es el contenido concreto de esta pol&#237;tica?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelear por la expropiaci&#243;n sin pago, que se declare la f&#225;brica de utilidad p&#250;blica al servicio de las necesidades del pueblo. Que el estado la considere proveedor privilegiado y bajo gesti&#243;n obrera directa y una cooperativa provisoria para funcionar. Pero no somos ingenuos y sabemos que esta pol&#237;tica no cae del cielo. Conocemos las presiones productivistas que surgen de la necesidad de mantener los puestos de trabajo que en Zanon nos llev&#243; y nos sigue llevando a m&#250;ltiples luchas pol&#237;ticas con sectores obreros y de la izquierda, por eso la clave es la pelea por establecer una relaci&#243;n correcta entre las tareas de producci&#243;n, de lucha y pol&#237;ticas, consider&#225;ndola una f&#225;brica militante como Zanon, abierta y al servicio de los trabajadores y el pueblo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La crisis actual y como combatirla. La sugerencia de los PSTUs que S&#205; cay&#243; del cielo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aseguran que &#8220;la situaci&#243;n actual de la f&#225;brica es realmente terminal&#8221;. Desde el PTS no somos tan categ&#243;ricos en dar por &#8220;muerta&#8221; la gesti&#243;n obrera (&#191;qu&#233; significa sino &#8220;terminal&#8221;?), pero reconocemos que la situaci&#243;n productiva es acuciante y pol&#237;ticamente la f&#225;brica no es la misma que cuando estaba &#8220;bajo fuego&#8221;. Como dijimos arriba, esto ya era un problema en el 2009, que solo se vio agravado en estos cinco a&#241;os transcurridos desde entonces. Pero es completamente forzada la oposici&#243;n &#8220;terminante&#8221; que hace el PSTU diciendo que la &#250;nica salida es la &#8220;unidad para luchar por la estatizaci&#243;n bajo control obrero&#8221;. Esta &#8220;sugerencia&#8221; que nos hacen los compa&#241;eros 13 a&#241;os despu&#233;s es lo que se vino peleando durante a&#241;os, exigiendo que la Legislatura votara la estatizaci&#243;n sin pago, no s&#243;lo con administraci&#243;n obrera, sino que el propio Estado se hiciera cargo de la inversi&#243;n en nueva maquinaria. En 2009 el MPN se vio obligado, por la tenaz lucha ceramista, a votar la expropiaci&#243;n pero se negaron al proyecto de los ceramistas de estatizaci&#243;n. &#191;Qu&#233; hubiera hecho el PSTU si hubiese tenido un diputado provincial?, &#191;votado en contra? Como ya dijimos, para nosotros fue acertado haberla aceptado, sin haber bajado no s&#243;lo las banderas de la estatizaci&#243;n sino la de la independencia de todos los gobiernos, que son las banderas que seguimos defendiendo desde el PTS en Zanon. Arrancar un cr&#233;dito para renovaci&#243;n tecnol&#243;gica ser&#225; un peque&#241;o paso para que la gesti&#243;n obrera ceramista, rodeada de un mundo capitalista como reconocen los compa&#241;eros de los PSTUs, pueda seguir produciendo y defender los puestos de trabajo y una forma concreta de que el estado se haga cargo, que es en &#250;ltima instancia parte del reclamo de estatizaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;Por qu&#233; ahora este debate con el PTS y la LER-QI? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para comenzar digamos que el PSTU de Argentina es un grupo peque&#241;o que no tiene inserci&#243;n en el movimiento obrero, a diferencia del PSTU de Brasil que s&#237; logr&#243; una importante estructuraci&#243;n conquistando puestos de direcci&#243;n en sindicatos a nivel nacional y hasta puso en pie una coordinadora nacional de trabajadores: Conlutas. Sin embargo como hemos se&#241;alado desde la LER-QI (Brasil) todo ese peso dirigente conquistado lamentablemente no han servido para dejar alguna ense&#241;anza en la lucha de clases para la vanguardia obrera de su pa&#237;s y menos a&#250;n de Am&#233;rica Latina. Su pr&#225;ctica es la de una corriente que no se diferencia del sindicalismo brasilero y de lo que se llama en Brasil el &#8220;modo petista de militar&#8221; limitado a luchas reivindicativas y de presi&#243;n, marchas testimoniales y festivas, exigencias al gobierno del PT con un poco de propaganda de la clase obrera y el socialismo. Lamentablemente no han contribuido a la educaci&#243;n de la vanguardia, ni a desarrollar la conciencia obrera en donde tienen peso dirigente y lugares claves como la f&#225;brica General Motors o la f&#225;brica de aviones Embraer ambas en Sao Jos&#233; dos Campos donde dirigen el sindicato y aceptaron miles de despidos como producto de derrotas sin lucha. Siempre planteando que no hab&#237;a condiciones de resistir, lanzando la responsabilidad sobre los mismos obreros, sin relacionar ni tomar ninguna responsabilidad de su responsabilidad por la pol&#237;tica que vienen sosteniendo como dirigentes desde hace a&#241;os y que, obviamente ayud&#243; a construir ese estado de &#225;nimo. Mismo con un layoff anunciado en la General Motors no prepararon ninguna lucha seria, limitando su pol&#237;tica a pedirle a Dilma (la presidenta) que no permitiera los despidos. Nunca busc&#243; hacerlo trascender, ni transformarla en una gesta popular de la regi&#243;n con una demanda tan popular, como es la defensa de los puestos de trabajo, ni menos a&#250;n proyectarla a nivel nacional, manteniendo una perspectiva corporativa, es decir meramente sindicalista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras tanto el PTS de Argentina y la LER-QI de Brasil se prueban en la lucha de clases, avanzan en la inserci&#243;n en la clase trabajadora, buscan desarrollar la alianza obrera y popular y utilizar las brechas en el r&#233;gimen para nacionalizar y hacer conocida sus experiencias, como estamos haciendo en las luchas de Lear y Donnelley en Argentina, o la lucha de la Universidad de San Pablo en Brasil, donde tenemos peso dirigente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque el PTS conquist&#243; diputados nacionales y provinciales, senadora, concejales, logr&#243; con el FIT obtener 1.200.000 votos a nivel nacional y lleg&#243; en algunas provincias como Mendoza el 15% de los votos para sus candidatos. Pero sobre todo nuestros avances no se limitan a la conquista superestructural, sino que adem&#225;s se prueban en los conflictos m&#225;s emblem&#225;ticos como el de los mec&#225;nicos de Lear -que despierta una enorme simpat&#237;a nacional con su demanda &#8220;familias en la calle nunca m&#225;s&#8221; y ahora tambi&#233;n con la nueva experiencia de los obreros gr&#225;ficos de Donnelley una nueva f&#225;brica sin patrones. O la LER-QI de Brasil dirigiendo la gloriosa huelga de la Universidad de San Pablo, como parte de la direcci&#243;n del sindicato de los trabajadores de la universidad (SINTUSP) que lleva m&#225;s de tres meses y se proyect&#243; a nivel nacional en defensa de la educaci&#243;n p&#250;blica de calidad, resistiendo la represi&#243;n, con piquetes combativos, comit&#233;s de lucha, asambleas y apoyo de intelectuales y estudiantes que, m&#225;s all&#225; de los resultados, est&#225; mostrando una experiencia de calidad en la lucha de clases.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Probablemente nos combaten cambiando incluso nuestras verdaderas posiciones, por los avances que estamos obteniendo que nos ubican en un lugar de destaque desde el trotskismo.&lt;br class='autobr' /&gt;
Nosotros con esta respuesta a los compa&#241;eros de los PSTUs, esperamos contribuir tambi&#233;n al debate de cara a la vanguardia obrera y la juventud que busca orientarse en hacia una pol&#237;tica de clase y revolucionaria. Y afirmamos junto con Gramsci que un partido se tiene que medir por lo que aporta a su clase.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;-----------------------------------------------------------------------&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cooperativas y &#8220;autogestiones&#8221; &#191;Un debate contra qui&#233;n?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aunque sin mencionar al PTS, en el mismo art&#237;culo los PSTUs de Argentina y Brasil discuten contra los l&#237;mites de los proyectos de &#8220;autogesti&#243;n y cooperativos&#8221;. Hablando de c&#243;mo funciona el mercado capitalista, pasando por los anarquistas de los Siglos XIX y XX y llegando a hacer decir a Trotsky que &#8220;la lucha por la estatizaci&#243;n, como parte integrante y como puente, hacia la lucha de los trabajadores por el poder&#8221; (&#161;?), quieren insinuar que el PTS tiene como estrategia las cooperativas o la &#8220;autogesti&#243;n&#8221; (que nunca se sabe bien qu&#233; significa).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No se entiende realmente contra qui&#233;n o quienes debaten, ya que como ellos mismos deben reconocer por omisi&#243;n (no existe una sola cita del PTS al respecto), es conocido (parece que para los compa&#241;eros no) que el PTS nunca tuvo el &#8220;cooperativismo&#8221; como estrategia, por el contrario siempre lo cuestionamos -aunque no tuvimos una posici&#243;n sectaria con las experiencias de f&#225;bricas recuperadas que optaron por las cooperativas&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En el Segundo Encuentro de F&#225;bricas Ocupadas. &#8220;Surgi&#243; la necesidad de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; Como dijimos siempre, y repetimos ahora para los reci&#233;n informados, s&#243;lo aceptamos la expropiaci&#243;n (con pago) que hizo el MPN y la &#8220;cesi&#243;n&#8221; de la f&#225;brica a la cooperativa FaSinPat como un paso t&#225;ctico cuando, despu&#233;s de ocho (&#161;8!) a&#241;os de lucha y producci&#243;n en total &#8220;ilegalidad&#8221;, no se pudo imponer por la relaci&#243;n de fuerzas la estatizaci&#243;n sin pago bajo administraci&#243;n obrera y se busc&#243; alg&#250;n elemental marco de &#8220;legalidad&#8221; para sacar del medio cualquier nuevo intento de desalojo y poder pelear por la renovaci&#243;n tecnol&#243;gica para sostener los 480 puestos de trabajo, pero mucho antes tomamos el recaudo de hacer unos estatutos especiales porque no reconoc&#237;amos las reglas burguesas que rigen a las cooperativas. Tal vez tampoco sepan, pero el reclamo de renovaci&#243;n tecnol&#243;gica ya era parte de la pelea en el 2009 cuando se vot&#243; la expropiaci&#243;n, pero el MPN se neg&#243; a incluirlo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La verdad sobre el cooperativismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le contamos a los compa&#241;eros de los PSTUs que desde el 2001 se desarroll&#243; un debate al interior del movimiento de ocupaci&#243;n de f&#225;bricas, que se extendi&#243; a todos los movimientos militantes surgidos en la &#233;poca, entre la perspectiva se&#241;alada por Zanon y Brukman (cuyo programa planteaba &#8220;estatizaci&#243;n bajo gesti&#243;n obrera&#8221;, coordinaci&#243;n para la lucha entre ocupados, desocupados y asambleas populares, perspectiva nacional, etc.) y la del cooperativismo, cuyos principales exponentes eran el MNER (Movimiento Nacional de Empresas Recuperadas, dirigida por Mur&#250;a y el abogado peronista Luis Caro). Para nosotros siempre, desde el punto de vista pol&#237;tico, el cooperativismo intenta bloquear la lucha de los trabajadores evitando el terreno de la lucha de clases, promoviendo la &#8220;autogesti&#243;n&#8221;. Intenta que el norte de los trabajadores est&#233; puesto en &#8220;la producci&#243;n&#8221;, en sacar adelante &#8220;nuestra empresa&#8221;, etc. y no en la solidaridad de clase, la lucha conjunta con ocupados y desocupados, etc. es decir en desarrollar una perspectiva de clase anticapitalista. Esos movimientos alimentan las ilusiones de los trabajadores en que su futuro depende de sus sacrificios y de la buena voluntad de los jueces y los pol&#237;ticos del r&#233;gimen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As&#237;, legitiman el r&#233;gimen de explotaci&#243;n ante los ojos de los propios trabajadores. El discurso permanente de los l&#237;deres de estos movimientos no es de clase, no es contra los explotadores en general, sino contra los malos patrones, contra los que llevaron sus empresas a la quiebra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En nuestros reiterados debates nosotros sosten&#237;amos contra el cooperativismo que llevaba a la auto-explotaci&#243;n. Un funcionario del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires hab&#237;a dado una buena explicaci&#243;n de las &#8220;bondades&#8221; de las cooperativas desde un punto de vista capitalista, en pol&#233;mica con la perspectiva se&#241;alada por las obreras de Brukman. Y su razonamiento que part&#237;a nada menos que de consideraciones sobre las cooperativas de Rosa Luxemburgo, hablaba de &#8220;regular la utilizaci&#243;n de la fuerza de trabajo&#8221; y llegaba a la conclusi&#243;n que: &#8220;el objetivo del Gobierno es evitar cualquier tipo de subterfugio y que estas empresas establezcan, consoliden, desarrollen y profundicen v&#237;nculos comerciales con otras firmas y sean capaces de desenvolverse en un entorno de negocios capitalista&#8221;. Nosotros le respondimos que ese &#8220;regular la utilizaci&#243;n de la fuerza de trabajo&#8221;, en concreto se traduc&#237;a en el enorme sacrificio que se ven obligados a hacer los obreros de numerosas cooperativas que durante meses o a&#241;os obtienen &#8220;retiros&#8221; (pues as&#237; se llaman los salarios de los &#8220;socios&#8221;) de hambre, trabajan extensas jornadas, no tienen obra social, etc. Es una forma elegante de hablar de &#8220;flexibilidad laboral&#8221; auto-impuesta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La estatizaci&#243;n que defendemos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Debemos aclarar aqu&#237; para los compa&#241;eros del PSTU (de Brasil y Argentina) que no conocen la historia, aunque sea reiterativo, que el planteo de &#8220;estatizaci&#243;n bajo administraci&#243;n obrera&#8221; siempre fue concebido por quienes lo impulsamos haciendo hincapi&#233; en la expropiaci&#243;n sin pago y la gesti&#243;n obrera y como parte de un programa de conjunto, que apunte a poner en cuesti&#243;n la rapacidad de los capitalistas nativos y extranjeros, y que pueda se&#241;alar la necesidad de planificar y organizar la econom&#237;a nacional en funci&#243;n de las necesidades de las explotados, es decir, como parte de un programa revolucionario. As&#237;, el planteo de estatizaci&#243;n es inseparable de la gesti&#243;n obrera, y lejos de buscar fortalecer este estado burgu&#233;s, pretende fortalecer a la &#250;nica clase capaz de derribarlo para establecer un estado de los trabajadores en lucha por el socialismo. Por esto, es equivocado sostener que con la estatizaci&#243;n de una f&#225;brica se puede &#8220;sustraer de los mecanismos de mercado la producci&#243;n de la empresa&#8221;. Las f&#225;bricas estatizadas no se sustraen de los &#8220;mecanismos de mercado&#8221; mientras los capitalistas sigan dominando la sociedad, y porque el comando del estado est&#225; en manos de una casta de pol&#237;ticos al servicio de los patrones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ahora bien, si la estatizaci&#243;n de una f&#225;brica aislada abandonada por sus patrones se consiguiera, manteniendo la gesti&#243;n obrera, significar&#237;a un paso progresivo. Esto se debe a que, en muchas ocasiones, el estado burgu&#233;s se puede ver obligado, como medida pol&#237;tica frente a la lucha de los trabajadores o como medida econ&#243;mica para garantizar servicios baratos a los capitalistas privados, a limitar el accionar de la ley del valor al interior de las empresas bajo su &#243;rbita. En el primer caso, permite condiciones de trabajo m&#225;s estables y con mayores beneficios sociales. En el segundo caso, subsidia a las empresas estatales para que &#233;stas a su vez subsidien mediante precios bajos de sus servicios a los grandes capitalistas privados. Casi siempre, una cuesti&#243;n va ligada a la otra. Pero es posible que, como respuesta a la lucha de clases, el estado se vea obligado a mantener los puestos de trabajo y todas las conquistas salariales y de seguridad social. Por los efectos en la defensa de las conquistas obreras que puede significar el limitar el accionar de la ley del valor en las empresas del estado, es que muchos trabajadores demandan la re-estatizaci&#243;n de los servicios p&#250;blicos privatizados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los marxistas levantamos un programa para que los trabajadores, mediante su experiencia, lleguen a la comprensi&#243;n de que es necesaria una lucha revolucionaria de conjunto, no s&#243;lo contra los patrones sino contra el mismo estado. La demanda de estatizaci&#243;n bajo gesti&#243;n obrera que levantaron las obreras de Brukman y los obreros de Zanon apunta en este sentido: denunciar no s&#243;lo a las patronales vaciadoras sino desnudar al estado mismo que dice defender los intereses de los &#8220;ciudadanos&#8221; pero se niega a tomar la m&#225;s m&#237;nima medida tendiente a organizar la econom&#237;a en funci&#243;n de las necesidades sociales. La administraci&#243;n obrera para definir &#191;qu&#233; se produce? &#191;En qu&#233; condiciones? &#191;A qui&#233;nes benefician? Por eso nuestro planteo desde los inicios estaba vinculado a plan de obras p&#250;blicas empezando por viviendas populares. En la experiencia del movimiento obrero una escuela de administraci&#243;n, como aprendizaje para un futuro estado obrero. La &#8220;escuela&#8221; de Zanon y Brukman lleg&#243; a popularizar la frase, sentida profundamente por sus obreros/as, que &#8220;si los obreros podemos manejar una f&#225;brica, tambi&#233;n podemos manejar un pa&#237;s&#8221;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb2-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En el Segundo Encuentro de F&#225;bricas Ocupadas. &#8220;Surgi&#243; la necesidad de profundizar la unidad que logramos entre Brukman y Zanon con el Primer encuentro y vimos la necesidad de hacer todos los esfuerzos por unirnos con los trabajadores de otras f&#225;bricas que estaban ocupadas, muchas de las cuales hab&#237;an decidido transformarse en cooperativas [&#8230;] Nos sentimos orgullosos cuando las compa&#241;eras de Brukman y los compa&#241;eros de Cl&#237;nica Jun&#237;n de C&#243;rdoba decidieron ser parte de la convocatoria. Las tres f&#225;bricas que luch&#225;bamos por la estatizaci&#243;n bajo control obrero est&#225;bamos unidas [&#8230;] Se plasm&#243; la uni&#243;n entre dos formas de gesti&#243;n, las empresas &#8220;bajo control obrero&#8221; y las que hab&#237;an decidido transformarse en cooperativas [&#8230;]&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Brasil: El PSOL y la posici&#243;n escandalosa de su candidata Solange Pacheco</title>
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		<dc:date>2014-07-30T00:12:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>Isabel Infanta</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Estado de Israel</dc:subject>
		<dc:subject>Palestina</dc:subject>
		<dc:subject>&#161;Alto a la masacre, fuera Israel de Palestina!</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Est&#225; circulando por las redes sociales un video y textos de la candidata por el PSOL y diputada federal de Rio de Janeiro, Solange Pacheco, que es una verdadera afronta a todos los que se consideran de izquierda.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Medio-Oriente" rel="tag"&gt;Medio Oriente&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Polemica" rel="tag"&gt;Pol&#233;mica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Politica-Internacional" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica Internacional&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Isabel-Infanta" rel="tag"&gt;Isabel Infanta&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Mundo-Arabe" rel="tag"&gt;Mundo &#193;rabe&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Estado-de-Israel" rel="tag"&gt;Estado de Israel&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Palestina" rel="tag"&gt;Palestina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Alto-a-la-masacre-fuera-Israel-de-Palestina" rel="tag"&gt;&#161;Alto a la masacre, fuera Israel de Palestina!&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton8211-8b772.jpg?1695163518' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Est&#225; circulando por las redes sociales un &lt;a href=&#034;https://www.facebook.com/photo.php?v=606831986097421&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;video&lt;/a&gt; y textos de la candidata por el PSOL y diputada federal de Rio de Janeiro, Solange Pacheco, que es una verdadera afronta a todos los que se consideran de izquierda. En el video, Solange Pacheco se presenta como candidata del PSOL y afirma tener &#034;un firme prop&#243;sito de expresar su indignaci&#243;n contra los ignorantes que est&#225;n crucificando a Israel&#034;. En su texto va aun m&#225;s lejos. Dice: &#034;Esta demonizaci&#243;n del Estado democr&#225;tico de Israel y la victimizaci&#243;n de los pueblos &#225;rabes que hist&#243;ricamente son gobernados por tiranos, guerrilleros y familias reales es de una superficialidad que linda con la estupidez. Pura propaganda panfletaria&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta afirmaci&#243;n es absolutamente criminal. En primer lugar, porque la estupidez est&#225; totalmente del lado de Solange Pacheco. Su declaraci&#243;n simplemente sugiere que los pueblos &#225;rabes ser&#237;an los responsables por su propio sufrimiento. Esto cuando hay un enclave imperialista en la regi&#243;n llamado Israel, y los imperialismos actuaron a lo largo de los tiempos para sostener e imponer los gobiernos que ah&#237; existieron.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero la cuesti&#243;n m&#225;s aberrante reside en el hecho de que Solange Pacheco sea del PSOL, partido que se pretende socialista y de izquierda. Si ni los miles de heridos y muertos que Israel ya produjo sensibiliza a la candidata a diputada, mientras un sector de j&#243;venes israel&#237;es se est&#225; negando a servir en el ej&#233;rcito y est&#225; denunciando la pol&#237;tica del gobierno de su pa&#237;s, cabr&#237;a preguntar cu&#225;l es, entonces, la opini&#243;n de Solange Pacheco con respecto al imperialismo norteamericano. &#191;Lo apoyar&#225; contra &#034;los terroristas&#034;? Tambi&#233;n cabr&#237;a preguntarse &#161;d&#243;nde va el PSOL, que quiere presentar personas con estas posiciones en las elecciones!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Brasil: O PSOL e a posi&#231;&#227;o escandalosa de sua candidata Solange Pacheco</title>
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		<dc:date>2014-07-29T12:16:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Simone Ishibashi</dc:creator>


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		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Estado de Israel</dc:subject>
		<dc:subject>Palestina</dc:subject>
		<dc:subject>&#161;Alto a la masacre, fuera Israel de Palestina!</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Est&#225; circulando pelas redes sociais um v&#237;deo e textos da candidata pelo PSOL a deputada federal do Rio de Janeiro, Solange Pacheco, que &#233; uma verdadeira afronta a todos os que se consideram de esquerda. No v&#237;deo, Solange Pacheco, se apresenta como candidata do PSOL, e afirma ter &#8220;um firme prop&#243;sito de expressar sua indigna&#231;&#227;o contra os ignorantes que est&#227;o crucificando Israel&#8221;.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Palestina" rel="tag"&gt;Palestina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Alto-a-la-masacre-fuera-Israel-de-Palestina" rel="tag"&gt;&#161;Alto a la masacre, fuera Israel de Palestina!&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton8210-8a3dd.jpg?1695163518' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Est&#225; circulando pelas redes sociais um &lt;a href=&#034;https://www.facebook.com/photo.php?v=606831986097421&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;v&#237;deo&lt;/a&gt; e textos da candidata pelo PSOL a deputada federal do Rio de Janeiro, Solange Pacheco, que &#233; uma verdadeira afronta a todos os que se consideram de esquerda. No v&#237;deo, Solange Pacheco, se apresenta como candidata do PSOL, e afirma ter &#8220;um firme prop&#243;sito de expressar sua indigna&#231;&#227;o contra os ignorantes que est&#227;o crucificando Israel&#8221;. Em seu texto, vai mais longe. Diz: &#8220;Essa demoniza&#231;&#227;o do Estado democr&#225;tico de Israel e a vitimiza&#231;&#227;o dos povos &#225;rabes que historicamente s&#227;o governados por tiranos, guerrilheiros e fam&#237;lias reais &#233; de uma superficialidade que beira a estupidez. Pura propaganda panflet&#225;ria.&#8221; -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa afirma&#231;&#227;o &#233; absolutamente criminosa. Em primeiro lugar, porque a estupidez est&#225; totalmente ao lado de Solange Pacheco. Sua declara&#231;&#227;o simplesmente sugere que os povos &#225;rabes seriam os respons&#225;veis pelo seu pr&#243;prio sofrimento. Isso quando h&#225; um enclave imperialista na regi&#227;o chamado Israel, e os imperialismos atuaram ao longo dos tempos para sustentar e impor os governos que a&#237; existiram.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a quest&#227;o mais aberrante reside no fato de Solange Pacheco ser do PSOL, partido que se pretende socialista e de esquerda. Se nem os milhares de feridos e mortos que Israel j&#225; produziu sensibiliza a candidata a deputada, e isso enquanto um setor de jovens israelenses est&#225; se negando a servir o ex&#233;rcito e denunciando a pol&#237;tica do governo de seu pa&#237;s, caberia perguntar qual &#233;, ent&#227;o, a opini&#227;o de Solange Pacheco em rela&#231;&#227;o ao imperialismo norte-americano. O apoiar&#225; contra &#8220;os terroristas&#8221;? E caberia perguntar ainda aonde vai o PSOL, que quer apresentar pessoas com essas posi&#231;&#245;es nas elei&#231;&#245;es!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>O &#8220;pogrom &#8221; palestino como pol&#237;tica de Estado </title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/O-pogrom-palestino-como-politica-de-Estado</link>
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		<dc:date>2014-07-13T16:24:39Z</dc:date>
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		<dc:creator>Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Estado de Israel</dc:subject>
		<dc:subject>Palestina</dc:subject>
		<dc:subject>&#161;Alto a la masacre, fuera Israel de Palestina!</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;A ofensiva israelense sobre Gaza j&#225; deixou mais de 121 mortos, e 900 feridos, tendo despejado 800 toneladas de bombas. Somente no dia 11/07 foram assassinadas 22 crian&#231;as. Combina-se a isso uma pris&#227;o massiva de 400 palestinos, sem qualquer alega&#231;&#227;o. Simplesmente por serem palestinos. Estamos frente a um novo cap&#237;tulo da pol&#237;tica genocida levada adiante pelo Estado sionista de Israel. Agora, o governo israelense chefiado por Benjamin Nethanyahu anuncia que realizar&#225; uma nova ofensiva terrestre, evidentemente sob o benepl&#225;cito do imperialismo norte-americano, bem como dos europeus.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH74/arton8130-c950e.jpg?1695163518' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='74' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&#8220;Pogrom &#8221;: Termo que designa a matan&#231;a e persegui&#231;&#227;o aos judeus, ocorridos historicamente em diversos pa&#237;ses da Europa.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ofensiva israelense sobre Gaza j&#225; deixou mais de 121 mortos, e 900 feridos, tendo despejado 800 toneladas de bombas. Somente no dia 11/07 foram assassinadas 22 crian&#231;as. Combina-se a isso uma pris&#227;o massiva de 400 palestinos, sem qualquer alega&#231;&#227;o. Simplesmente por serem palestinos. Estamos frente a um novo cap&#237;tulo da pol&#237;tica genocida levada adiante pelo Estado sionista de Israel. Agora, o governo israelense chefiado por Benjamin Nethanyahu anuncia que realizar&#225; uma nova ofensiva terrestre, evidentemente sob o benepl&#225;cito do imperialismo norte-americano, bem como dos europeus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Faixa de Gaza e o povo palestino uma vez mais vertem sangue pelas m&#227;os da burguesia sionista. Para tratar apenas dos epis&#243;dios recentes, se pode relembrar do assassinato em massa pelo ataque com armas de f&#243;sforo branco em 2008, al&#233;m do bloqueio econ&#244;mico e de ajuda humanit&#225;ria &#227; Faixa de Gaza em repres&#225;lia &#227; elei&#231;&#227;o do Hamas, e da infame constru&#231;&#227;o do muro. Agora o Estado sionista de Israel j&#225; anunciou uma poss&#237;vel incurs&#227;o terrestre, para a qual j&#225; estariam convocando 40 mil soldados da reserva. O imperialismo norte-americano chefiado por Barack Obama anuncia sua disposi&#231;&#227;o de &#8220;mediar&#8221; o conflito, isto &#233;, pactuar mais uma sa&#237;da a servi&#231;o dos interesses de seu aliado, Israel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A atual ofensiva tem dessa vez como estopim a morte de tr&#234;s jovens israelenses, cujo governo sionista responsabilizou o Hamas, sem qualquer evid&#234;ncia. Em repres&#225;lia bombardeios &#227; Faixa de Gaza. Como se n&#227;o bastasse a degrada&#231;&#227;o que expressa em si mesma a ofensiva contra a Faixa de Gaza, h&#225; que ver com mais aten&#231;&#227;o o que ela indica sobre a sociedade israelense atual. Em primeiro lugar, o racismo propagado pela burguesia sionista &#233; flagrante, sendo um dos pilares desse Estado ilegal, que cumpre um claro papel de prover uma unidade nacional reacion&#225;ria. Uma verdadeira campanha pela &#8220;vingan&#231;a&#8221; contra os palestinos foi propagada pelo governo sionista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O general israelense Ofer Vinter, que comanda a brigada de infantaria Givati na fronteira com a Faixa de Gaza, escreveu cartas nas quais declara que &#8220;com a ajuda de Deus, faremos tudo para cumprir a miss&#227;o de destruir o inimigo terrorista de Gaza que profere blasf&#234;mias e xingamentos contra o Deus de Israel&#8221;. E isso n&#227;o foi a express&#227;o do fanatismo de um general isolado. &#201; a pol&#237;tica do governo sionista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como bem resgatou Uri Avnery, durante os &#250;ltimos dias os altos mandat&#225;rios do governo insuflavam a sede por mais sangue palestino: &#8220;Danny Danon, vice-ministro da Defesa: &#034;Se um menino russo tinha sido sequestrado, Putin teria esmagado aldeia ap&#243;s aldeia!&#034;, Uri Bank, ex-secret&#225;rio de Uri Ariel, ministro da Habita&#231;&#227;o e construtor dos assentamentos: &#034;Este &#233; o momento certo. (...) Exigimos o desmantelamento da Autoridade Nacional Palestina, a anexa&#231;&#227;o da Jud&#233;ia e Samaria (Cisjord&#226;nia), a execu&#231;&#227;o de todos os prisioneiros que foram condenados por assassinato, bem como o ex&#237;lio de membros da fam&#237;lia de terroristas! &#034;. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, declarou sobre o povo palestino: &#034;Eles n&#227;o s&#227;o como n&#243;s. N&#243;s santificamos a vida, eles santificam a morte! &#034;. &#8220;Eles n&#227;o s&#227;o como n&#243;s&#8221;, &#233; o lema que qualquer um que minimamente conhe&#231;a um pouco de hist&#243;ria sabe ter sido &#227; exaust&#227;o como premissa da atua&#231;&#227;o dos nazi-fascistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como consequ&#234;ncia dessa campanha, um adolescente palestino foi incendiado vivo. Mas isso n&#227;o bastou para impedir que a mescla de fanatismo religioso e reivindica&#231;&#227;o do &#8220;castigo coletivo&#8221; rapidamente ecossem pelas redes sociais. Uma p&#225;gina de facebook intitulada &#8220;O povo de Israel exige vingan&#231;a&#8221; chegou a ter mais de 35 mil curtidas, enquanto manifesta&#231;&#245;es declaradamente de &#8220;ca&#231;a aos &#225;rabes&#8221; reuniu centenas de pessoas nas ruas. E &#233; imposs&#237;vel esquecer-se da aterrorizante cena de israelenses sentados em cadeiras de praia na rua &#227; noite, assistindo os bombardeios &#227; Gaza pela noite, e aplaudindo cada explos&#227;o, no que ficou conhecido como &#8220;cinema de Sderot&#8221;, enquanto fotos de crian&#231;as destro&#231;adas pelas bombas israelenses infestam os meios de comunica&#231;&#227;o. O macabro &#8220;cinema de Sderot&#8221; expressa a ideologia beligerante e racista, que remonta &#225;s pr&#243;prias ra&#237;zes da forma&#231;&#227;o do Estado de Israel, e que tem atingido n&#237;veis in&#233;ditos de direitiza&#231;&#227;o, e que agora promove um pogrom anti-&#225;rabe como pol&#237;tica de estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Breves antecedentes de um Estado ileg&#237;timo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso &#233; o resultado da exist&#234;ncia de um Estado ileg&#237;timo, Israel, fundado sobre o despojo do povo palestino, e cuja viol&#234;ncia exercida contra aqueles &#233; uma decorr&#234;ncia l&#243;gica de suas premissas. A mentira propagada de que a Palestina seria uma terra sem povo, para um povo sem terra, legitimando a vota&#231;&#227;o na ONU da cria&#231;&#227;o desse enclave imperialista chamado Israel no Oriente M&#233;dio h&#225; exatos 65 anos, &#233; desmascarada todos os dias at&#233; hoje, a cada vez que uma not&#237;cia sobre as condi&#231;&#245;es sub-humanas sob as quais os palestinos vivem vem &#227; tona, a cada vez que mais incurs&#227;o militar sionista &#233; feita sobre a Faixa de Gaza, a cada vez que fotos com crian&#231;as palestinas atirando pedras contra os tanques s&#227;o publicadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes da cria&#231;&#227;o do Estado de Israel, os sionistas financiados pelo imperialismo brit&#226;nico e depois pelo norte-americano, se utilizaram de diversas medidas para favorecer a imigra&#231;&#227;o judia para o territ&#243;rio palestino, incluindo imensas facilidades econ&#244;micas. A administra&#231;&#227;o brit&#226;nica na Palestina fez com que as aldeias palestinas foram cortadas ao meio por um n&#250;mero cada vez maior de propriedades judias, enquanto se formavam bandos paramilitares de sionistas que se dedicavam a aterrorizar os camponeses palestinos protagonizando diversos crimes, como o massacre de Kibiya em 1936, Deir Yassin em 1948 etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esses bandos foram comandados por Ariel Sharon e Menahem Begin, formando a base do Estado sionista e de seus atuais partidos pol&#237;ticos. Um exemplo &#233; Zeev Jabotinksy, principal ide&#243;logo do movimento de direita do sionismo revisionista e posteriormente pai ideol&#243;gico do Likud, que nunca escondeu sua admira&#231;&#227;o por Mussolini, de quem fora amigo e a quem o ditador chamava de &#8220;cidad&#227;o fascista&#8221;. Em uma de suas declara&#231;&#245;es mais famosas, afirma: &#8220;Que queremos n&#243;s? Queremos um imp&#233;rio judeu, igual &#227; It&#225;lia&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, o Estado sionista formou-se em base &#227; ocupa&#231;&#227;o colonial, dando in&#237;cio &#227; escalada de expuls&#227;o e repress&#227;o dos palestinos. Utilizando-se do horror gerado pela pol&#237;tica de exterm&#237;nio dos judeus na Segunda Guerra Mundial, o imperialismo cria no Oriente M&#233;dio o enclave que hoje conhecemos como Israel. Desse modo, o imperialismo resolveu a quest&#227;o da aspira&#231;&#227;o judaica &#227; &#8220;sua maneira&#8221;: de minoria oprimida a transformou em uma maioria opressora, respons&#225;vel pela expropria&#231;&#227;o das terras palestinas, dezenas de milhares de presos pol&#237;ticos, milh&#245;es de palestinos exilados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Forjou um Estado-teocr&#225;tico e racista contra todos aqueles que n&#227;o professam a religi&#227;o judia, fundado na nega&#231;&#227;o do direito democr&#225;tico elementar aos palestinos de se constituir como povo. Israel &#233; um Estado de cidad&#227;os-soldados que se direitiza cada vez mais, sustentado pelo imperialismo norte-americano, e que sobrevive em um regime de apartheid, em que 20% da popula&#231;&#227;o constitu&#237;da de &#225;rabes-israelenses n&#227;o t&#234;m sequer os mesmos direitos formais que os judeus. Um Estado que n&#227;o para de se expandir e tem como objetivo ocupar toda a Cisjord&#226;nia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esses antecedentes s&#227;o &#250;teis quando estamos diante de mais ofensiva criminosa, para que lembremos que as demandas dos povos oprimidos jamais podem encontrar uma resposta progressista das m&#227;os do imperialismo, e da burguesia. Portanto, jamais haver&#225; paz enquanto o Estado sionista seguir existindo. Tanto &#233; assim, que frente a escalada reacion&#225;ria anti &#225;rabe que est&#225; se dando hoje, um setor da juventude israelense est&#225; dando o exemplo, e negando-se a servir o ex&#233;rcito de Israel, se dispondo inclusive a enfrentar a cadeia. &#201; preciso que essa juventude corajosa se alie aos trabalhadores e ao povo palestino, na defesa do direito de retorno de todos os refugiados palestinos, rumo a uma Palestina laica, socialista e n&#227;o-racista.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>&#201; preciso uma pol&#237;tica revolucion&#225;ria no Egito</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/E-preciso-uma-politica-revolucionaria-no-Egito</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/E-preciso-uma-politica-revolucionaria-no-Egito</guid>
		<dc:date>2014-04-07T18:25:56Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>&#193;frica</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Egipto</dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Destacadas sidebar</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Trata-se de uma medida absurda, de um Estado assassino, que coloca o processo revolucion&#225;rio eg&#237;pcio no retrocesso mais profundo desde que se abriu em 2011 com a queda de Mubarak.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7714-4a0fa.jpg?1695163519' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A situa&#231;&#227;o aberta no Egito encontra-se marcada por uma grande inflex&#227;o. O ex&#233;rcito que se apoderou do poder detr&#225;s de um governo interino ap&#243;s a queda de Mahmoud Morsi em 2013, at&#233; ent&#227;o com o general Abdel Fatah al-Sissi e Adyl Mansour &#227; frente, declarou em mar&#231;o que condenou &#227; morte 529 pessoas por serem apoiadoras da Irmandade Mu&#231;ulmana. Trata-se de uma medida absurda, de um Estado assassino, que coloca o processo revolucion&#225;rio eg&#237;pcio no retrocesso mais profundo desde que se abriu em 2011 com a queda de Mubarak. Evidentemente h&#225; que se extrair algumas conclus&#245;es elementares desse fato. A primeira posi&#231;&#227;o &#233; se colocar radicalmente contra esse genoc&#237;dio anunciado pelo governo eg&#237;pcio. A outra &#233; que esse fato refor&#231;a a premissa de que sem a classe trabalhadora &#227; frente, com sua vanguarda organizada em partido revolucion&#225;rio, n&#227;o h&#225; vit&#243;ria de fundo poss&#237;vel, nem a conquista de demandas democr&#225;ticas estruturais, com os triunfos parciais sendo logo transformados em seu contr&#225;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, apesar da barb&#225;rie declarada pelo governo interino eg&#237;pcio e na contram&#227;o das conclus&#245;es que a realidade exige dos revolucion&#225;rios, h&#225; setores da pr&#243;pria esquerda, como a LIT, organiza&#231;&#227;o internacional do PSTU brasileiro, que soltou mais uma nota escandalosa, na qual reafirma que a queda de Morsi, mesmo tendo sido usurpada pelos militares foi uma &#8220;imensa vit&#243;ria democr&#225;tica das massas&#8221;, e que o atual governo n&#227;o teria &#8220;optado pela repress&#227;o sangrenta ao movimento de massas&#8221;. Seguramente, os 529 condenados &#227; morte discordam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O ex&#233;rcito, com o governo interino &#227; frente, imp&#245;e um imenso retrocesso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A queda da Mahmoud Morsi, presidente eleito ligado &#227; Irmandade Mu&#231;ulmana em julho de 2013, fora motivada pelo descontento de amplos setores da popula&#231;&#227;o contra o governo. Depois de um ano da elei&#231;&#227;o, o governo havia se desgastado profundamente por n&#227;o ter respondido &#225;s demandas elementares de &#8220;p&#227;o, justi&#231;a e liberdade&#8221;, e por tentar impor atrav&#233;s da Constituinte votada poderes especiais a Morsi, al&#233;m de manter a condena&#231;&#227;o &#225;s greves dos trabalhadores. Por&#233;m, o ex&#233;rcito se adianta e d&#225; um golpe, assassinando de uma s&#243; vez mil pessoas, tomando o poder e instaurando um governo interino, com Abdel Mansour adiante, cujo objetivo &#233; assentar as bases para ascens&#227;o do ex&#233;rcito pela via eleitoral. Tanto &#233; assim, que Abdel Fatah al-Sissi, bem como outros membros proeminentes do governo interino entregaram postos de ministros interinos em fevereiro desse ano, para poderem se apresentar como candidatos aos cargos executivos do pa&#237;s. Isso levou a que membros do antigo partido de Mubarak assumissem cargos de primeira ordem, como Ibrahim Maahlab, ex l&#237;der do partido do ditador deposto, que agora &#233; premi&#234; do Egito. Desde ent&#227;o, a situa&#231;&#227;o eg&#237;pcia se v&#234; marcada por um retrocesso imposs&#237;vel de ser ignorado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde a ascens&#227;o do governo interino, n&#227;o s&#243; nenhuma demanda do povo e dos trabalhadores foi conquistada, como houve uma escalada absoluta da repress&#227;o. Apoiando-se no extenso sentimento de rep&#250;dio a Morsi, o governo chefiado por Abdel Fatah al-Sissi lan&#231;ou-se contra a Irmandade Mu&#231;ulmana, numa tentativa de desviar o descontentamento popular em rela&#231;&#227;o &#227; continuidade da pobreza, desemprego e submiss&#227;o ao imperialismo para essa via distorcida. E de fazer da repress&#227;o a esses setores um exemplo aos trabalhadores e demais descontentes sobre o que poderia ocorrer caso a luta de classes recrudes&#231;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a maior declara&#231;&#227;o de pena de morte em massa da hist&#243;ria moderna, somada &#227; pol&#237;tica de gatilho f&#225;cil nas manifesta&#231;&#245;es da oposi&#231;&#227;o, respons&#225;vel pela morte de milhares de pessoas, o governo interino chefiado pelo ex&#233;rcito d&#225; um salto em seu car&#225;ter reacion&#225;rio. A isso se soma o fato de que h&#225; cerca de 16 mil presos, que abarcam n&#227;o apenas os apoiadores da Irmandade Mu&#231;ulmana, como tamb&#233;m diversos ativistas que participaram da queda de Mubarak em 2011, e o governo interino j&#225; anunciou que julgar&#225; mais 919 pessoas da prov&#237;ncia de Minya, localidade em que est&#227;o acampados os apoiadores de Morsi. A pr&#243;pria legisla&#231;&#227;o antigrevista elaborada pela junta militar em 2011 se mant&#233;m, enquanto greves como a dos metal&#250;rgicos de Suez foram reprimidas. Trata-se de uma ofensiva repressiva t&#237;pica de um regime bonapartista, que apesar de n&#227;o estar assentado pelo car&#225;ter transit&#243;rio do governo interino, busca forjar as condi&#231;&#245;es para que se crie uma estabilidade garantida pela repress&#227;o. Portanto, ainda que as medidas bonapartistas n&#227;o sejam desferidas contra a classe trabalhadora diretamente num determinado momento, seu objetivo &#233; criar as condi&#231;&#245;es para que essa tampouco saia a lutar. S&#227;o antioper&#225;rias por defini&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&#233;m cai a m&#225;scara progressista da oposi&#231;&#227;o liberal &#227; Irmandade Mu&#231;ulmana. O movimento Tamarod, ou Rebeli&#227;o, que surgiu no calor das mobiliza&#231;&#245;es contra Murabak como um dos principais aglutinadores da vanguarda, e que agora assume posi&#231;&#245;es absolutamente contr&#225;rias &#224; luta pelas demandas democr&#225;ticas que motivaram as manifesta&#231;&#245;es de 2011. Isso porque agora o movimento Tamarod anuncia que apoiar&#225; a candidatura do general Abdel al-Sissi &#227; presid&#234;ncia do pa&#237;s, sob o pretexto de que &#8220;n&#227;o pode ficar contra as aspira&#231;&#245;es das massas&#8221;. Esse &#233; um curso abertamente contrarrevolucion&#225;rio, que est&#225; sustentado tamb&#233;m no apoio do imperialismo norte-americano, e de pot&#234;ncias regionais aliadas como a Ar&#225;bia Saudita e o Qatar. Tais pot&#234;ncias se aproveitam das grandes inflex&#245;es abertas em pa&#237;ses que foram os palcos da primavera &#225;rabe, e alentam a forma&#231;&#227;o de uma base de direita sob o discurso de que &#233; preciso conquistar a estabilidade, para sair da crise, e que para tal haveria que derrotar os &#8220;terroristas&#8221;. Para isso se op&#245;em ao esbo&#231;o de unidade que se formou contra as medidas de exce&#231;&#227;o impostas pelo ex&#233;rcito, entre setores do movimento estudantil, da Irmandade Mu&#231;ulmana e da esquerda ligada aos cliffistas&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Corrente ligada a Toni Cliff, um dos fundadores do SWP brit&#226;nico.&#034; id=&#034;nh3-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; no Egito no final de 2013.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A LIT no polo oposto de uma pol&#237;tica revolucion&#225;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na contram&#227;o dessas conclus&#245;es a LIT, num artigo publicado poucos dias antes do an&#250;ncio da pena de morte coletiva intitulado A revolu&#231;&#227;o eg&#237;pcia e as tarefas da esquerda&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ronald Leon &#8211;&#034; id=&#034;nh3-2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; insiste em aprofundar seus erros estrat&#233;gicos. Seguindo o seu j&#225; tradicional abandono do crit&#233;rio de classe, elementar para qualquer marxista para avaliar os processos abertos pela primavera &#225;rabe, agora a LIT afirma que n&#227;o h&#225; diferen&#231;as entre o governo de Morsi e o atual governo interino que encobre o ex&#233;rcito, real detentor do poder, j&#225; que haveria uma &#8220;ditadura militar no pa&#237;s desde 1952&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa defini&#231;&#227;o absolutamente simplista que iguala o regime de Nasser de 1952 ao de Mahmoud Morsi de 2013 demonstra como &#233; dif&#237;cil, sen&#227;o imposs&#237;vel, compreender como a suposta perman&#234;ncia de uma ditadura militar p&#244;de se configurar ao mesmo tempo como &#8220;vit&#243;rias da revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221;, tal como a LIT pretende. Na verdade essa manobra busca justificar sua caracteriza&#231;&#227;o de que a queda de Morsi e o golpe do ex&#233;rcito que lhe sucedeu n&#227;o foi uma inflex&#227;o &#227; direita no processo, mas uma vit&#243;ria democr&#225;tica das massas. Dessa maneira afirmam: &#8220;(...) se o governo de Morsi-HM era um governo mais do mesmo regime militar, a queda de Morsi como produto de uma imensa mobiliza&#231;&#227;o popular apesar da enorme contradi&#231;&#227;o que significou o golpe militar, n&#227;o foi uma &#8216;derrota' (como afirma a maioria da esquerda) mas uma imensa vit&#243;ria democr&#225;tica das massas, que abriu um novo cap&#237;tulo na revolu&#231;&#227;o eg&#237;pcia&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com a an&#225;lise da LIT, a for&#231;a da mobiliza&#231;&#227;o de massas teria sido tal, que atuou como &#8220;elemento determinante&#8221;, obrigando o ex&#233;rcito a dar o golpe contra Morsi. Dificilmente t&#227;o poucas palavras encerraram tamanha quantidade de erros. O pr&#243;prio autor do artigo em quest&#227;o &#233; obrigado a admitir que o golpe do ex&#233;rcito foi produto n&#227;o de uma fortaleza das massas, mas de suas debilidades subjetivas. Como ent&#227;o esse resultado pode ser considerado como uma &#8220;imensa vit&#243;ria democr&#225;tica das massas&#8221;? Em que consistiria essa &#8220;vit&#243;ria democr&#225;tica&#8221;, se desde a queda de Morsi o que tem lugar &#233; um banho de sangue perpetrado pelo ex&#233;rcito, culminando agora na pena de morte de 529 pessoas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas para a LIT h&#225; &#8220;concess&#245;es&#8221; do ex&#233;rcito &#225;s massas. Em sua opini&#227;o o que o ex&#233;rcito realiza seria uma repress&#227;o &#8220;seletiva&#8221;, dirigida apenas contra a Irmandade Mu&#231;ulmana. Nem a declara&#231;&#227;o da pena de morte massiva os faz rever suas posi&#231;&#245;es, sendo denunciada de maneira completamente superficial numa curta nota&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Sobre la condena a muerte de simpatizantes de la Hermandad Musulmana &#8211;&#034; id=&#034;nh3-3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Demonstrando seu h&#225;bil manejo do formalismo, em detrimento da dial&#233;tica, o autor do artigo afirma que: &#8220;Se a queda de Morsi foi uma vit&#243;ria da a&#231;&#227;o revolucion&#225;ria das massas, as mobiliza&#231;&#245;es da HM que lutam pelo retorno de Morsi ao poder, s&#243; podem ser contrarrevolucion&#225;rias&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ronald Leon - A revolu&#231;&#227;o eg&#237;pcia e as tarefas da esquerda-&#034; id=&#034;nh3-4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Seria ent&#227;o a persegui&#231;&#227;o &#227; Irmandade Mu&#231;ulmana pelo governo interino e o ex&#233;rcito uma a&#231;&#227;o progressista, j&#225; que essa visaria reprimir a &#8220;contrarrevolu&#231;&#227;o&#8221;? O absurdo dessa posi&#231;&#227;o j&#225; levou a LIT a aconselhar o ex&#233;rcito e o governo interino a como reprimir a Irmandade Mu&#231;ulmana&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Vergonhosa capitula&#231;&#227;o da LIT no Egito - .&#034; id=&#034;nh3-5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso se soma a mais uma demonstra&#231;&#227;o do objetivismo da LIT-PSTU, para quem as ilus&#245;es que as massas ainda mant&#234;m no ex&#233;rcito, a aus&#234;ncia de um partido revolucion&#225;rio, ou da classe trabalhadora como sujeito, n&#227;o seriam empecilhos para que estas obtenham &#8220;imensas vit&#243;rias democr&#225;ticas&#8221;. Apesar de formalmente dizerem que o principal problema &#233; a aus&#234;ncia de uma dire&#231;&#227;o revolucion&#225;ria, diminuem a todo o momento a import&#226;ncia desse elemento, ao afirmarem que mesmo com o golpe do ex&#233;rcito foi conquistada uma &#8220;imensa vit&#243;ria democr&#225;tica&#8221;. Ao caracterizarem como a&#231;&#227;o revolucion&#225;ria as mobiliza&#231;&#245;es das massas na queda de Morsi, aspira&#231;&#227;o justa do povo eg&#237;pcio, separando-a da ascens&#227;o do ex&#233;rcito, isto &#233;, de maneira como isso se deu na realidade, anulam os resultados do processo como se este n&#227;o tivesse a menor import&#226;ncia. Dessa maneira, toda a avalia&#231;&#227;o que fazem &#233; equivocada. Ainda que os anseios por mudan&#231;as e obten&#231;&#227;o de demandas democr&#225;ticas e de melhoria de vida sigam ativos entre as massas no Egito, o resultado do processo de destitui&#231;&#227;o de Morsi que favoreceu o ex&#233;rcito, o fato de que as manifesta&#231;&#245;es diminu&#237;ram desde a ascens&#227;o do governo interino, e de que Abdel AL-Sissi tenha se firmado como o mais prov&#225;vel pr&#243;ximo presidente do Egito, demonstram que a contrarrevolu&#231;&#227;o tamb&#233;m pode se dar pela via de um desvio, com as elei&#231;&#245;es que est&#227;o sendo preparadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por sua vez, h&#225; que aclarar que a Irmandade Mu&#231;ulmana &#233; uma organiza&#231;&#227;o islamista, cuja dire&#231;&#227;o &#233; integrada por elementos burgueses e reacion&#225;rios, que querem instaurar um Estado teocr&#225;tico. Entretanto, em sua base h&#225; setores populares. E sua repress&#227;o sob as m&#227;os do governo interino &#233; parte de um curso que visa criar as condi&#231;&#245;es para atacar qualquer setor opositor, inclusive os trabalhadores. Ao caracterizar como &#8220;a maior for&#231;a contrarrevolucion&#225;ria&#8221; tais setores, utilizando para tal o crit&#233;rio de estarem &#8220;contra o movimento de massas&#8221;, a LIT-PSTU substitui a defini&#231;&#227;o de classe para caracterizar onde est&#225; a revolu&#231;&#227;o e a contrarrevolu&#231;&#227;o, o que a tem levado a posi&#231;&#245;es desastrosas. E o ex&#233;rcito, o que seria ent&#227;o?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso atende &#227; sua orienta&#231;&#227;o estrat&#233;gica de obter a queda dos regimes de turnos, n&#227;o importando sob qual dire&#231;&#227;o, a quem favorece, e quais os resultados do processo. Com essa defini&#231;&#227;o, a LIT-PSTU torna-se absolutamente impotente para combater a manobra do ex&#233;rcito, de deflagrar uma persegui&#231;&#227;o &#227; base da Irmandade Mu&#231;ulmana &#8211; enquanto coloca no governo interino antigos membros do alto escal&#224;o do governo de Mubarak &#8211;, que visa bloquear a din&#226;mica da luta de classes, e transform&#225;-la em luta sect&#225;ria, para canalizar por uma via que s&#243; favorece aos altos dirigentes das For&#231;as Armadas o descontentamento das massas. N&#227;o basta condenar o governo interino, se na orienta&#231;&#227;o pol&#237;tica a LIT-PSTU termina fazendo coro com a persegui&#231;&#227;o bonapartista que esse desfere contra as organiza&#231;&#245;es opositoras, mesmo que essas em nada sejam revolucion&#225;rias. Seria c&#244;mico, se n&#227;o fosse tr&#225;gico, ver os paladinos da &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221; cumprindo tal papel para o governo do ex&#233;rcito!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A classe trabalhadora precisa se colocar como sujeito&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma voz dissonante na EFITU (Federa&#231;&#227;o Sindical Independente Eg&#237;pcia) cuja posi&#231;&#227;o majorit&#225;ria foi de apoio &#227; ascens&#227;o do governo interino em 2013, Fatma Ramadan, membro do comit&#234; executivo daquela organiza&#231;&#227;o corretamente advertia: &#8220;Os militares n&#227;o foram respons&#225;veis por acabar pela for&#231;a com as greves de Suez, Fayyoum, e em todo o Egito? Os militares j&#225; n&#227;o prenderam v&#225;rios de voc&#234;s, e os submeteram a cortes militares que os julgaram apenas porque voc&#234;s exerciam seu direito de greve? Ser&#225; que eles tamb&#233;m n&#227;o trabalham incansavelmente para impedir que os eg&#237;pcios participem de protestos, greves e mobiliza&#231;&#245;es por seus direitos? (....) A Irmandade Mu&#231;ulmana cometeu crimes, e deve ser julgada e responder por eles, assim como a pol&#237;cia e o ex&#233;rcito. Mas n&#227;o nos deixemos enganar pela substitui&#231;&#227;o de uma ditadura religiosa por uma militar.(...) Os trabalhadores n&#227;o se devem deixar levar para batalhas que n&#227;o sejam as suas pr&#243;prias&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Egypt: &#8220;Do not let the army fool you&#8221; &#8211; independent union leader speaks out (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&#225; uma onda de importantes greves percorrendo o Egito. Essas mobiliza&#231;&#245;es come&#231;aram no ano passado, e se estendem at&#233; agora, demonstrando que a classe trabalhadora do pa&#237;s segue ativa. A negativa do governo interino de responder &#225;s demandas salariais de regulamenta&#231;&#227;o do sal&#225;rio m&#237;nimo em 1200 libras para o setor p&#250;blico e privado resultou na mobiliza&#231;&#227;o de diversos setores, dentre os quais se destacam os metal&#250;rgicos de Suez, petroleiros de Alexandria, das fortes manifesta&#231;&#245;es dos trabalhadores t&#234;xteis de Mahalla, que a exemplo das importantes lutas protagonizadas em 2008, est&#227;o se conformando como uma vanguarda que acumula diversas experi&#234;ncias. Al&#233;m desses setores industriais, tamb&#233;m protagonizaram greves, os m&#233;dicos e trabalhadores da sa&#250;de, motoristas de &#244;nibus, funcion&#225;rios p&#250;blicos, e trabalhadores dos correios. Ademais, as demiss&#245;es no setor privado aumentaram exponencialmente, bem como a negativa em arcar com os direitos previstos por lei. &#201; preciso que se ocupe e coloque para produzir toda a f&#225;brica que ameace demitir, ou que demita. H&#225; que avan&#231;ar para a constitui&#231;&#227;o de organismos de autodetermina&#231;&#227;o dos trabalhadores, em que se discuta como gerir e a servi&#231;o de qu&#234; deve estar a produ&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para que isso se d&#234; de modo a reinstaurar a din&#226;mica revolucion&#225;ria em chave superior no pa&#237;s, &#233; preciso n&#227;o s&#243; que os trabalhadores fa&#231;am greves por suas demandas, mas que se organizem, tendo &#227; frente um partido revolucion&#225;rio marxista que re&#250;na seus setores mais conscientes, que impulsione os organismos de autodetermina&#231;&#227;o dos trabalhadores e do povo. A aus&#234;ncia desses elementos, at&#233; o momento, &#233; um problema estrat&#233;gico, que permitiu que o processo revolucion&#225;rio mais avan&#231;ado da primavera &#225;rabe esteja hoje diante de uma situa&#231;&#227;o de grande retrocesso. Mas a classe trabalhadora ainda pode avan&#231;ar nesse sentido. Em primeiro lugar deve necessariamente romper politicamente com o governo interino, e com o ex&#233;rcito de Abdel al-Sissi, e desenvolver a mobiliza&#231;&#227;o contra os massacres e a repress&#227;o do ex&#233;rcito e seus c&#250;mplices civis, para transform&#225;-la numa luta contra o governo golpista c&#237;vico militar que est&#225; a servi&#231;o da burguesia. Para isso &#233; necess&#225;rio avan&#231;ar na unidade dos trabalhadores e setores populares laicos e mu&#231;ulmanos defendendo um programa independente, que exija o fim das leis repressivas, fora o governo golpista dos militares e dos partidos liberais. H&#225; tamb&#233;m que impulsionar a revindica&#231;&#227;o de castigo aos respons&#225;veis pela repress&#227;o e os massacres. Essa luta deve levar &#227; reabertura das grandes mobiliza&#231;&#245;es pelas demandas econ&#244;micas e pol&#237;ticas, que iniciaram o processo em 2011, em dire&#231;&#227;o &#227; constru&#231;&#227;o de um governo oper&#225;rio e popular, que rompa com o imperialismo. Essa &#233; a via verdadeira de obter triunfos reais para os trabalhadores e as massas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb3-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Corrente ligada a Toni Cliff, um dos fundadores do SWP brit&#226;nico.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ronald Leon &#8211; &lt;a href=&#034;http://WWW.litci.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;WWW.litci.org&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Sobre la condena a muerte de simpatizantes de la Hermandad Musulmana &#8211; &lt;a href=&#034;http://WWW.litci.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;WWW.litci.org&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ronald Leon - A revolu&#231;&#227;o eg&#237;pcia e as tarefas da esquerda- &lt;a href=&#034;http://WWW.pstu.org.br&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;WWW.pstu.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Vergonhosa capitula&#231;&#227;o da LIT no Egito - &lt;a href=&#034;http://www.ler-qi.org/Vergonhosa-ca..&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.ler-qi.org/Vergonhosa-ca..&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Egypt: &#8220;Do not let the army fool you&#8221; &#8211; independent union leader speaks out - ttp://menasolidaritynetwork.com/category/union-news/efitu/&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Os marxistas frente &#227; guerra civil e o caso s&#237;rio</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Os-marxistas-frente-a-guerra-civil-e-o-caso-sirio</link>
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		<dc:date>2013-12-11T15:39:55Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Diego Dalai, Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>Asia</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Siria</dc:subject>
		<dc:subject>Destacadas sidebar</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Depois de lan&#231;ar uma longa pol&#234;mica contra nossa corrente internacional, a FT-QI, sob o t&#237;tulo de &#8220;Exigir ou n&#227;o armas ao imperialismo?&#8221; para justificar seu apoio &#225;s for&#231;as rebeldes cuja principal express&#227;o &#233; o Ex&#233;rcito Livre S&#237;rio (ELS), e ante nossa resposta em &#8220;A LIT-QI se afunda no complexo cen&#225;rio s&#237;rio&#8221;, esta corrente encabe&#231;ada pelo PSTU brasileiro, n&#227;o respondeu seriamente nenhum de nossos principais argumentos que demonstram como se equivocam na analogia com a guerra civil espanhola, como sua l&#243;gica de &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221; os leva a se adaptar ao campo burgu&#234;s rebelde apoiado pelo imperialismo e a levantar um programa puramente democr&#225;tico.&lt;/p&gt;

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 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7334-1ca2c.jpg?1695163519' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Depois de lan&#231;ar uma longa pol&#234;mica contra nossa corrente internacional, a FT-QI, sob o t&#237;tulo de &#8220;Exigir ou n&#227;o armas ao imperialismo?&#8221; para justificar seu apoio &#225;s for&#231;as rebeldes cuja principal express&#227;o &#233; o Ex&#233;rcito Livre S&#237;rio (ELS), e ante nossa resposta em &#8220;A LIT-QI se afunda no complexo cen&#225;rio s&#237;rio&#8221;, esta corrente encabe&#231;ada pelo PSTU brasileiro, n&#227;o respondeu seriamente nenhum de nossos principais argumentos que demonstram como se equivocam na analogia com a guerra civil espanhola, como sua l&#243;gica de &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221; os leva a se adaptar ao campo burgu&#234;s rebelde apoiado pelo imperialismo e a levantar um programa puramente democr&#225;tico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, buscando defender uma posi&#231;&#227;o cada vez mais insustent&#225;vel frente &#227; realidade e frente &#227; teoria, pelo menos para quem se reivindica trotskista, parecem buscar uma carta salvadora numa surpreendente inova&#231;&#227;o: a de que sim ou sim, em qualquer guerra, tem que optar pelo apoio a um dos campos militares, sem importar a defini&#231;&#227;o concreta de que tipo de conflito b&#233;lico se desenvolve, qual &#233; a natureza de classe das for&#231;as que se enfrentam e que papel desempenha a classe oper&#225;ria, nem quem a dirige.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; completamente falso, interessado e alheio &#227; toda a tradi&#231;&#227;o do marxismo revolucion&#225;rio sustentar que frente a toda guerra os revolucion&#225;rios temos que nos posicionar sim ou sim de um ou outro dos bandos em luta (ver &#8220;Os marxistas frente &#225;s guerras da nossa &#233;poca&#8221;). O que sim &#233; necess&#225;rio &#233; se posicionar desde a perspectiva do desenvolvimento revolucion&#225;rio da luta de classe oper&#225;ria e seus aliados, o que inclui diretamente a dimens&#227;o internacional da luta de classes. Nunca somos &#8220;abstencionistas&#8221;, mas sempre tomamos partido desde o ponto de vista dos interesses do proletariado internacional e da revolu&#231;&#227;o socialista internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As guerras civis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas guerras civis, que s&#227;o um tipo particular de guerra, tamb&#233;m temos que ser precisos na caracteriza&#231;&#227;o, pois n&#227;o s&#227;o todas iguais. Em termos gerais, uma guerra civil desde o ponto de vista marxista, constitui uma fase determinada da luta de classes em que, rompidos os marcos da legalidade, se chega ao enfrentamento p&#250;blico e, em certa medida f&#237;sico, das for&#231;as enfrentadas. Trotsky define: &#8220;a guerra civil (revolucionaria, NdA) constitui uma etapa determinada da luta de classes, quando esta, rompendo os marcos da legalidade, vem a se localizar no plano de um enfrentamento p&#250;blico, e em certa medida f&#237;sico, das for&#231;as enfrentadas. Concebida deste modo, a guerra civil abarca as insurrei&#231;&#245;es espont&#226;neas, determinadas por causas locais, as interven&#231;&#245;es sanguin&#225;rias das hordas contrarrevolucion&#225;rias, a greve geral revolucion&#225;ria, a insurrei&#231;&#227;o para a tomada do poder e o per&#237;odo de liquida&#231;&#227;o das tentativas de levantamentos contrarrevolucion&#225;rios&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Le&#243;n Trotsky, &#8220;Los problemas de la guerra civil&#8221;, 1924.&#034; id=&#034;nh4-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um tipo &#233; a guerra civil produto da revolu&#231;&#227;o oper&#225;ria como foi o caso russo entre 1918 e 1921 ou o caso espanhol entre 1936 e 1939. Neste caso, os trabalhadores e as massas pobres possuem um interesse direto e vital pelo triunfo do campo revolucion&#225;rio e at&#233; pela extens&#227;o da guerra a outras regi&#245;es e pa&#237;ses. Aqui, o confronto &#233; um cap&#237;tulo a mais da pr&#243;pria revolu&#231;&#227;o que deriva da inevit&#225;vel resist&#234;ncia da burguesia em perder suas posi&#231;&#245;es pol&#237;ticas e, sobretudo econ&#244;micas, e do imperialismo em tratar de reverter a amea&#231;a a seus pr&#243;prios interesses e a ordem internacional. Neste tipo de guerra civil se enfrentam direta e abertamente as classes sociais, os oprimidos contra os opressores, os explorados contra os exploradores. No caso russo, &#227; cabe&#231;a do campo progressivo se encontrava uma dire&#231;&#227;o revolucion&#225;ria expressada no Partido Comunista (bolchevique) fortemente enraizado nos soviets de oper&#225;rios, camponeses e soldados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso espanhol, encontrou-se &#227; cabe&#231;a a burguesia &#8220;democr&#225;tica&#8221; e os reformistas (representados pelo PSOE de Largo Caballero e Juan Negr&#237;n) e os stalinistas do Partido Comunista. N&#227;o obstante como j&#225; apontamos amplamente em nosso artigo anterior, Trotsky exigiu armas para o campo republicano pois nele se expressava a revolu&#231;&#227;o atrav&#233;s das mil&#237;cias da CNT e outros sindicatos e das organiza&#231;&#245;es pol&#237;ticas da esquerda, do controle oper&#225;rio em Barcelona, das coletiviza&#231;&#245;es no campo, etc. Aqui Trotsky distingue entre duas etapas da guerra civil: antes e depois da derrota de Catalunha, isto &#233;, antes e depois de que os republicanos, com o inestim&#225;vel auxilio dos stalinistas, conseguiram derrotar desde dentro a revolu&#231;&#227;o prolet&#225;ria. Por isso, vai levantar depois da derrota da vanguarda operaria em Barcelona em maio de 1937:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;Contudo, a completa vit&#243;ria do exercito republicano sobre Franco n&#227;o significa de modo algum o triunfo da democracia. Os oper&#225;rios e camponeses conduziram duas vezes os republicanos e seus agentes ao poder: em abril de 1931, e em fevereiro de 1936. As duas vezes, os her&#243;is da Frente Popular cederam a vit&#243;ria do povo aos representantes mais reacion&#225;rios da burguesia. A terceira vit&#243;ria conseguida pelos generais da Frente Popular significaria seu inevit&#225;vel acordo com a burguesia fascista, &#225;s costas dos oper&#225;rios e camponeses. Um regime deste tipo, n&#227;o seria mais que outra forma de ditadura militar, inclusive sem Monarquia nem dom&#237;nio aberto da Igreja Cat&#243;lica&#8221; (Li&#231;&#227;o da Espanha: &#250;ltima advert&#234;ncia, dezembro de 1937).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Frente &#227; guerra civil na S&#237;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um ponto fundamental que a LIT-QI esquece na S&#237;ria &#233; que, nas guerras, a delimita&#231;&#227;o n&#227;o se faz pelo car&#225;ter mais ou menos &#8220;democr&#225;tico&#8221; ou &#8220;opositor&#8221; de cada campo, mas sobre a base de seu conte&#250;do de classe e sua rela&#231;&#227;o com o imperialismo. No caso da L&#237;bia o ponto de partida b&#225;sico para um posicionamento marxista era opor-se &#227; interven&#231;&#227;o imperialista e denunciar os seus agentes no terreno &#8211; as dire&#231;&#245;es milicianas que avalizavam os bombardeios da OTAN e a demagogia &#8220;democr&#225;tica&#8221; das potencias ocidentais-, ao mesmo tempo que lutar pela derrubada revolucionaria da ditadura de Kadafi. Na S&#237;ria corresponde se pronunciar pela derrubada revolucion&#225;ria do regime de Al Assad, enquanto se denuncia a interfer&#234;ncia imperialista e se combate politicamente as dire&#231;&#245;es da oposi&#231;&#227;o que s&#227;o seus agentes, ao inv&#233;s de se localizar, sem mais, em seu campo por ser &#8220;antiditatorial&#8221; utilizando como consigna acobertadora a de &#8220;armas para os rebeldes&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para justificar isso, a LIT-QI necessita negar uma caracteriza&#231;&#227;o marxista do que ocorre hoje. Deve dissolver o car&#225;ter concreto da guerra civil para justificar seu alinhamento, &#8220;sim ou sim&#8221;, no lado antiditatorial. Isto explica sua curiosa cr&#237;tica de que s&#243; ter&#237;amos uma &#8220;caracteriza&#231;&#227;o&#8221; e n&#227;o uma &#8220;pol&#237;tica&#8221; para S&#237;ria. &#201; o ABC para todo aquele que se pretenda marxista, que em pol&#237;tica se deve partir de uma caracteriza&#231;&#227;o da realidade, dos setores em luta, de sua pol&#237;tica. A LIT-QI beira o rid&#237;culo quando ao mesmo tempo em que deprecia uma caracteriza&#231;&#227;o s&#233;ria da situa&#231;&#227;o s&#237;ria, insiste em sua obsessiva pergunta de &#8220;para onde apontamos nossas armas&#8221;. Para sustentar a todo custo sua pol&#237;tica, deve negar as mudan&#231;as que vem sofrendo o processo s&#237;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se at&#233; finais de 2011 primava o car&#225;ter de levante popular, a derrota dos chamados &#227; greve geral e as mobiliza&#231;&#245;es de finais desse ano e come&#231;os de 2012 significou mudan&#231;as decisivas no cen&#225;rio da guerra civil. A interven&#231;&#227;o espont&#226;nea das massas retrocedeu e no enfrentamento armado passaram a primar fra&#231;&#245;es armadas ligadas ao imperialismo, &#227; Turquia e &#225;s petromonarquias, come&#231;ando a se reagrupar sob a oposi&#231;&#227;o burguesa e o ELS. Muitos analistas reconheceram esta mudan&#231;a, registrado numa infinidade de informes jornal&#237;sticos e an&#225;lises. Por exemplo, um intelectual de esquerda conhecedor do Oriente M&#233;dio como Tariq Ali tirava como conclus&#227;o &#8220;Mas muito mudou desde o come&#231;o. A esquerda s&#237;ria, na qual tenho muitos amigos, antigos e novos, &#233; d&#233;bil e n&#227;o p&#244;de reter o controle do movimento de massas em nenhum lugar. Era forte em Aleppo e partes de Damasco, mas foi logo superada pela Irmandade Mu&#231;ulmana e grupos a sua direita, respaldados pelo Catar e pela Ar&#225;bia Saudita. Os desertores de Assad foram recuperados pela Turquia e pela Fran&#231;a. Portanto o car&#225;ter do levante mudou depois do primeiro ano. Como podemos deixar de registrar esse fato? A rela&#231;&#227;o atual das for&#231;as n&#227;o favorece a nenhum grupo secular ou progressista. Pretender outra coisa &#233; estar cego pelas ilus&#245;es ou os requerimentos da pol&#237;tica entre sect&#225;rios de esquerda&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Entrevista con Tariq Ali. &#8220;Sobre Libia, la Primavera &#193;rabe y Siria&#8221;, S. (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por suposto, a LIT-QI, que substitui o marxismo como &#8220;an&#225;lise concreta de uma realidade concreta&#8221; por abstra&#231;&#245;es como &#8220;revolu&#231;&#227;o&#8221;, &#8220;guerra civil&#8221;, etc., sem conte&#250;do preciso, n&#227;o tem nenhuma preocupa&#231;&#227;o por essas mudan&#231;as qualitativas na crise s&#237;ria. Assim como ontem considerava um fato menor que os rebeldes l&#237;bios aderissem &#227; interven&#231;&#227;o da OTAN, hoje n&#227;o d&#225; a menor import&#226;ncia para o fato de que as for&#231;as rebeldes se convertam em agentes dos planos imperialistas e de seus aliados, nem d&#225; import&#226;ncia a que a atividade das massas tenha retrocedido enormemente em respeito &#225;s primeiras fases da luta, deixando de ser o fator predominante na situa&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se a LIT-QI reconhecesse esta viragem chave no processo s&#237;rio, n&#227;o poderia insistir na sua for&#231;ada e incorretamente utilizada analogia com a guerra civil espanhola, para justificar seu chamado a pedir armas para os rebeldes ao imperialismo. &#8220;Esquece-se&#8221; de que a guerra civil espanhola foi o &#250;ltimo cap&#237;tulo da grande revolu&#231;&#227;o oper&#225;ria e camponesa que se abriu em 1931, enquanto que na S&#237;ria, a guerra civil &#233; a consequ&#234;ncia do desvio do inicial levante popular, sob a sangrenta repress&#227;o de Al Assad para uma guerra de aparatos, onde as fra&#231;&#245;es armadas que respondem &#227; oposi&#231;&#227;o burguesa (seja laica, islamista &#8220;moderada&#8221; ou fundamentalista) subordinam os elementos remanescentes do levante inicial, e que n&#227;o desempenham hoje nenhum papel determinante nem s&#227;o express&#227;o de um processo de &#8220;a&#231;&#245;es historicamente independentes das massas&#8221; e de &#8220;duplo poder&#8221; oper&#225;rio e popular, em que pese a propaganda que fazem de certos &#8220;comit&#234;s&#8221; a LIT-QI e outras correntes da esquerda internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se cabe uma compara&#231;&#227;o com a Espanha, &#233; a que formula Trotsky frente a perspectiva da derrota da revolu&#231;&#227;o prolet&#225;ria nas fases finais do enfrentamento armado: &#8220;Enfim, &#233; poss&#237;vel que as vitorias parciais dos republicanos sejam utilizadas pelos intermedi&#225;rios anglo-franceses &#8220;desinteressados&#8221; com o fim de reconciliar os beligerantes. N&#227;o &#233; dif&#237;cil de compreender que, em uma variante deste tipo, os &#250;ltimos restos de democracia seriam sufocados pelos fraternos abra&#231;os dos generais Miaja (comunista) e Franco (fascista). Uma vez mais, s&#243; pode vencer ou a revolu&#231;&#227;o socialista ou o fascismo&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Lecci&#243;n de Espa&#241;a, &#250;ltima advertencia&#8221;, diciembre 1937, biblioteca on line (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se a LIT-QI seguisse o m&#233;todo de Trotsky, veria que na medida em que as dire&#231;&#245;es rebeldes terminem de se desvencilhar dos elementos do levante popular de 2011, cada vez mais a din&#226;mica das fra&#231;&#245;es rebeldes ser&#225; impor um regime antidemocr&#225;tico, pr&#243;-imperialista e antioper&#225;rio, similar no essencial ao de Al Assad e, inclusive, pactuando com setores do pr&#243;prio regime. &#201; outro o objetivo das &#8220;negocia&#231;&#245;es de paz&#8221; patrocinadas pelo imperialismo, R&#250;ssia e outras pot&#234;ncias?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A militariza&#231;&#227;o do conflito como &#8220;guerra de aparatos&#8221;, em que a combina&#231;&#227;o da b&#225;rbara repress&#227;o por Al Assad e a pol&#237;tica reacion&#225;ria das dire&#231;&#245;es da oposi&#231;&#227;o, do ELS e da Al-Nusra, afogou praticamente a iniciativa espont&#226;nea das massas, abriu as portas n&#227;o a uma &#8220;vit&#243;ria colossal das massas&#8221; mas a um plano de negocia&#231;&#245;es para uma conferencia &#8220;de paz&#8221; entre os dois lados, que deveria se iniciar em janeiro em Genebra, se prosperam os acordos iniciais. Com este plano impulsionado pelo imperialismo, que desempenhar&#225; o papel de articulador da &#8220;pacifica&#231;&#227;o&#8221; e da &#8220;transi&#231;&#227;o&#8221; a um novo regime, tratam de impor uma sa&#237;da pol&#237;tica &#227; guerra civil, baseada em impedir a desintegra&#231;&#227;o do Estado s&#237;rio e evitar uma maior desestabiliza&#231;&#227;o regional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nada podem esperar os trabalhadores e o povo pobre dessas negocia&#231;&#245;es. Nenhum dos dois grandes projetos pol&#237;ticos das for&#231;as opositoras respondem &#225;s demandas profundas das massas que tomaram as ruas em 2011 contra o regime de Damasco. O da oposi&#231;&#227;o &#8220;laica&#8221; (CNFROS e ELS), dirigida por setores burgueses que querem desalojar Al Assad para tomarem o controle do Estado, mas que n&#227;o est&#227;o dispostos a que a propriedade privada seja afetada nem a romper com o imperialismo; o outro, de Al Nusra e outros setores salafistas, propugna uma rep&#250;blica teocr&#225;tica isl&#224;&#162;mica. Estes dois planos em disputa est&#227;o levando a enfrentamentos, inclusive armados, entre ambos setores e geram contradi&#231;&#245;es para o &#8220;plano de paz&#8221;, por hora questionado pelos isl&#224;&#162;micos, mas saudado pela oposi&#231;&#227;o laica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste quadro, a pol&#237;tica da LIT-QI de pedir armas ao imperialismo para o setor laico da oposi&#231;&#227;o a coloca a reboque da pol&#237;tica deste bloco, de buscar uma mudan&#231;a no regime envernizado de &#8220;democr&#225;tico&#8221; mesmo que inclua fra&#231;&#245;es do atual regime e, sobretudo, das For&#231;as Armadas, e que se gesta sob a tutela imperialista. Nos perguntamos: consideraria a LIT-QI uma transi&#231;&#227;o democr&#225;tica semelhante, que retire de cena Al Assad, como uma &#8220;vit&#243;ria das massas&#8221;? Seria esta uma variante da &#8220;revolu&#231;&#227;o pol&#237;tica&#8221; no regime que considera a teoria da &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221; da LIT-QI?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pol&#237;tica da LIT-QI pode estar adornada (como tratam inutilmente de se defender), aqui e ali, com alguma frase de propaganda contra as dire&#231;&#245;es burguesas, mas toda sua pol&#237;tica se adapta ao que sup&#245;e ser o &#8220;campo democr&#225;tico&#8221;. A concep&#231;&#227;o de &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221; que est&#225; no centro desta discuss&#227;o, &#233; uma rocha pendurada no pesco&#231;o da LIT-QI que os vai afundando cada vez mais, aferrados ao campo &#8220;anti-ditatorial&#8221; manipulado pelo imperialismo, sem se propor uma estrat&#233;gia revolucion&#225;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na realidade, &#227; LIT n&#227;o lhe interessa analisar o car&#225;ter da guerra civil na S&#237;ria. Simplesmente se contenta com uma m&#225;xima (segundo eles leninista) segundo a qual os revolucion&#225;rios, em caso de guerra, devemos apoiar e participar inexor&#225;vel e categoricamente de um ou outro dos campos militares enfrentados. Caso contr&#225;rio, incorremos em um &#8220;abstencionismo sect&#225;rio&#8221; e em &#250;ltima instancia em uma pol&#237;tica funcional ao bando mais forte, neste caso a ditadura sangrenta de Al Assad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A pol&#237;tica da LIT-QI e a pol&#237;tica da FT-QI&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LIT-QI insiste em acusar a nossa corrente de n&#227;o tomar partido frente ao levante de massas de 2011 e a guerra civil em curso nesse pa&#237;s. Falso. O certo &#233; que desde o primeiro momento das mobiliza&#231;&#245;es de come&#231;os de 2011 estivemos pela queda revolucion&#225;ria da sangrenta ditadura de Al Assad, como se pode ver em quaisquer de nossos artigos da &#233;poca. Assim, ao contr&#225;rio dos chavistas e castristas (como nos tenta acusar a LIT-QI) alinhados com o regime de Damasco, saudamos que &#8220;Os ventos da &#8216;primavera &#225;rabe' parecem estar chegando &#227; S&#237;ria, um pa&#237;s chave no equil&#237;brio regional&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Movilizaciones contra la dictadura de Al Assad&#8221;, Celeste Murillo y Juan (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;; denunciamos a repress&#227;o de Al Assad chamando &#8220;Abaixo o regime opressor. Nenhuma inger&#234;ncia imperialista&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Siria: el r&#233;gimen endurece la represi&#243;n&#8221;, Claudia Cinatti, 28/04/2011.&#034; id=&#034;nh4-5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; e definimos que &#8220;Apoiamos com todas as nossas for&#231;as o levante dos trabalhadores e do povo s&#237;rio. Repudiamos a criminosa repress&#227;o do regime de Assad. Sua investida assassina &#233; uma prova a mais de que as demandas mais sentidas do povo e dos trabalhadores s&#237;rios s&#243; poder&#227;o se tornar efetivas com a a&#231;&#227;o independente dos trabalhadores e das massas (...) Pela queda revolucion&#225;ria de Assad&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Abajo la represi&#243;n a los trabajadores y el pueblo sirio&#8221;, Simone Ishibashi, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Coerentemente, apontamos que &#8220;Na S&#237;ria, um programa de a&#231;&#227;o para a derrubada revolucion&#225;ria da ditadura de Al Assad deve combinar as reivindica&#231;&#245;es imediatas das massas, urgentes para responder &#227; ru&#237;na econ&#244;mica e a cat&#225;strofe social, com as tarefas e medidas transicionais como a expropria&#231;&#227;o sob controle oper&#225;rio de f&#225;bricas, bancos e grandes empresas, a revers&#227;o das empresas privatizadas pelo regime, a reparti&#231;&#227;o das terras entre os camponeses pobres, e a ruptura com o imperialismo. As tarefas da guerra devem ser articuladas nessa mesma l&#243;gica transicional, para desenvolver o armamento de massas e sua centraliza&#231;&#227;o nas mil&#237;cias em contraste com a l&#243;gica de aparatos faccionais e de militariza&#231;&#227;o burguesa da ELS e as diversas dire&#231;&#245;es isl&#224;&#162;micas. Os aspectos especificamente militares do programa devem estar ligados estreitamente &#227; grande tarefa estrat&#233;gica da auto-organiza&#231;&#227;o sovi&#233;tica das massas na luta, na perspectiva do poder oper&#225;rio e popular&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;La LIT-CI se empantana en el complejo escenario sirio&#8221;, Diego Dalai y (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. T&#227;o clara foi nossa postura frente ao processo s&#237;rio que nossa companheira Claudia Cinatti foi &#8220;respondida&#8221; pelo embaixador s&#237;rio na Venezuela, Ghassan Abbas&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver &#8220;Sobre la &#8216;r&#233;plica' del Sr. Embajador de Siria en Venezuela&#8221;, Claudia (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como pode ver facilmente o leitor, a tentativa da LIT-QI de amalgamar nossas posi&#231;&#245;es com as do populismo que apoia Al Assad n&#227;o tem o menor fundamento. Ademais, por si s&#243; estas cita&#231;&#245;es (e as que se poderia extrair das numerosas notas que publicamos) demonstram que &#233; falsa sua acusa&#231;&#227;o de que n&#227;o ter&#237;amos pol&#237;tica para S&#237;ria, mas somente uma &#8220;caracteriza&#231;&#227;o&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As desastrosas consequ&#234;ncias pol&#237;ticas concretas da concep&#231;&#227;o de &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221; da LIT-QI levou-os na L&#237;bia a saudar como grande triunfo revolucion&#225;rio a queda de Kadafi nas m&#227;os dos rebeldes que j&#225; trabalham em estreita rela&#231;&#227;o militar e pol&#237;tica com a OTAN. No Egito, a localizar-se de fato no campo &#8220;anti-Mursi&#8221; que aprovou o golpe de Estado que expropriou as grandes mobiliza&#231;&#245;es contra a Irmandade Mu&#231;ulmana e imp&#244;s uma nova ditadura militar, que nestes dias est&#225; dando um novo avan&#231;o repressivo impondo uma lei contra os protestos e at&#233; encarcerando mulheres menores de idade da Irmandade Mu&#231;ulmana. Na s&#237;ria, sua localiza&#231;&#227;o no campo anti-Assad, os deixa a reboque do campo rebelde, que nem &#233; consequentemente democr&#225;tico, subordinado como est&#225; ao plano imperialista, nem sequer &#233; laico (pois o integram tamb&#233;m setores isl&#224;&#162;micos moderados, ainda que formem um bloco aparte dos fundamentalistas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na S&#237;ria, uma pol&#237;tica trotskista, vale dizer consequentemente oper&#225;ria, socialista e revolucion&#225;ria, deve fundamentar-se na combina&#231;&#227;o da luta de massas pela derrubada revolucion&#225;ria de Al Assad com a den&#250;ncia consequente de toda interven&#231;&#227;o &#8211;militar e pol&#237;tica- do imperialismo. Isso &#233; insepar&#225;vel do combate pol&#237;tico aos agentes de seus planos sobre o terreno, por mais que lamente a LIT-QI, que sob a consigna de pedir ao imperialismo armas para os rebeldes nega-se a fazer. N&#227;o se trata de encobrir-se com algumas frases de propaganda contra o plano imperialista ou contra o car&#225;ter burgu&#234;s ou conciliador das dire&#231;&#245;es rebeldes. Trata-se de fazer uma an&#225;lise marxista da situa&#231;&#227;o real e levantar uma pol&#237;tica consequente de independ&#234;ncia de classe que parta de compreender que as reivindica&#231;&#245;es mais sentidas das massas, pol&#237;ticas e sociais, que deram origem ao levante de 2011, s&#243; podem ser resolvidas integral e efetivamente atrav&#233;s da mobiliza&#231;&#227;o revolucion&#225;ria das massas que jogue abaixo a ditadura de Al Assad e imponha um governo dos trabalhadores e do povo pobre, independente de qualquer outra variante burguesa, uma revolu&#231;&#227;o operaria e socialista.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb4-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Le&#243;n Trotsky, &#8220;Los problemas de la guerra civil&#8221;, 1924.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4-2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Entrevista con Tariq Ali. &#8220;Sobre Libia, la Primavera &#193;rabe y Siria&#8221;, S. Eriksson, M. Fahlgren y P. Wid&#233;n, Rebeli&#243;n.org, 04/11/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4-3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Lecci&#243;n de Espa&#241;a, &#250;ltima advertencia&#8221;, diciembre 1937, biblioteca on line CEIP Le&#243;n Trotsky.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4-4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Movilizaciones contra la dictadura de Al Assad&#8221;, Celeste Murillo y Juan Gallardo, 31/03/2011.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4-5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Siria: el r&#233;gimen endurece la represi&#243;n&#8221;, Claudia Cinatti, 28/04/2011.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4-6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Abajo la represi&#243;n a los trabajadores y el pueblo sirio&#8221;, Simone Ishibashi, 05/08/2011.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4-7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;La LIT-CI se empantana en el complejo escenario sirio&#8221;, Diego Dalai y Graciela L&#243;pez Egu&#237;a, 11/11/2013.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 4-8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver &#8220;Sobre la &#8216;r&#233;plica' del Sr. Embajador de Siria en Venezuela&#8221;, Claudia Cinatti, 13/04/2012.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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