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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Pela retirada das tropas brasileiras do Haiti</title>
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		<dc:date>2010-04-23T23:35:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Mara Onij&#225;, dirigente de LER-QI, militante de P&#227;o e Rosas</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>Haiti: Solidaridad Internacional Obrera y Popular</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject>Hait&#237;</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;&#201; preciso unificar as for&#231;as de todas as organiza&#231;&#245;es independentes do governo numa campanha comum de mobiliza&#231;&#227;o pela retirada das tropas do Haiti, para que o povo haitiano possa tomar em suas m&#227;os o destino do seu pa&#237;s dando continuidade &#227; sua her&#243;ica hist&#243;ria revolucion&#225;ria. Reafirmamos o chamado &#227; juventude do PSTU a impulsionarmos conjuntamente essa campanha.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Haiti-Solidaridad-Internacional-Obrera-y-Popular" rel="tag"&gt;Haiti: Solidaridad Internacional Obrera y Popular&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Haiti" rel="tag"&gt;Hait&#237;&lt;/a&gt;

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 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Passados tr&#234;s meses ap&#243;s o terremoto que atingiu o Haiti, a repercuss&#227;o da tragedia j&#225; n&#227;o mais ocupa as p&#225;ginas centrais dos jornais internacionais. Por outro lado, o povo haitiano segue sob as mesmas condi&#231;&#245;es em que se encontrava logo depois do terremoto - mais uma demonstra&#231;&#227;o de que a magnitude das conseq&#252;&#234;ncias geradas a partir do dia 12 de janeiro n&#227;o est&#225; definida simplesmente pelas causas naturais. E para entender isso &#233; necess&#225;rio relembrar que ao contr&#225;rio de um pa&#237;s miser&#225;vel por natureza, o Haiti teve suas riquezas espoliadas ao longo da hist&#243;ria, primeiro pelo colonialismo e hoje pelo imperialismo. H&#225; quase seis anos, o ex&#233;rcito brasileiro de Lula comanda a MINUSTAH, apresentada como uma miss&#227;o de paz, a servi&#231;o na verdade de conter todo tipo de mobiliza&#231;&#227;o, imprimindo o terror entre a popula&#231;&#227;o negra haitiana, a servi&#231;o dos interesses imperialistas. Com o terremoto, al&#233;m do aumento do contingente de tropas da ONU, incluindo as brasileiras, Obama enviou nada menos que 16 mil soldados norte-americanos. O plano de &#8220;reconstru&#231;&#227;o&#8221; do Haiti significa gera&#231;&#227;o de lucros para grandes empresas capitalistas internacionais. Para isso &#233; necess&#225;rio manter a &#8220;estabilidade&#8221;, &#233; necess&#225;rio manter o povo haitiano sob os fuzis de uma ocupa&#231;&#227;o militar que ganhou propor&#231;&#245;es ainda maiores depois do terremoto. N&#227;o deixemos de lembrar que tudo isso acontece num contexto em que Obama se al&#231;a numa ofensiva na regi&#227;o da Am&#233;rica Latina, ter uma posi&#231;&#227;o conquistada t&#227;o pr&#243;xima de Cuba n&#227;o seria um mero detalhe. Desde o terremoto, n&#243;s da LER-QI colocamos como eixo de nossa atua&#231;&#227;o pol&#237;tica a necessidade de colocar de p&#233; uma ampla campanha de solidariedade ao povo haitiano, tendo como ponto principal a defesa da retirada das tropas. Para n&#243;s, a campanha internacionalista que n&#243;s da FT (Fra&#231;&#227;o Trotskista), assim como a campanha que outras organiza&#231;&#245;es como o PSTU/LIT, j&#225; v&#237;nhamos desenvolvendo nos anos anteriores ganhou um sentido ainda mais profundo. A repress&#227;o por parte das tropas contra o povo haitiano &#8211; que se expressa nos assassinatos, estupros, repress&#227;o a mobiliza&#231;&#245;es etc. &#8211; se intensifica num grau ainda mais alarmante ap&#243;s o terremoto. Se j&#225; v&#237;nhamos denunciando a farsa do discurso de miss&#227;o de paz, hoje se faz necess&#225;rio dizer aos trabalhadores e &#227; juventude do nosso pa&#237;s que &#233; uma grande fal&#225;cia essa hist&#243;ria de que as tropas est&#227;o a servi&#231;o da reconstru&#231;&#227;o do pa&#237;s. &#201; necess&#225;rio questionar: qual reconstru&#231;&#227;o? A reconstru&#231;&#227;o para garantir moradia, hospitais, escolas &#227; popula&#231;&#227;o? N&#227;o! As pessoas seguem sem abrigo, sem atendimento m&#233;dico adequado, sem acesso &#227; t&#227;o propagandeada ajuda humanit&#225;ria internacional. Nesses tr&#234;s meses organizamos e participamos de atividades em v&#225;rios lugares com o objetivo fundamental de discutir a necessidade de colocar de p&#233; uma ampla campanha pela retirada das tropas do Haiti. Nesse mesmo sentido, organizamos atos em frente ao consulado haitiano em S&#227;o Paulo exigindo a retirada das tropas brasileiras, denunciando o papel nefasto que cumpre o governo Lula. Em Campinas, a partir do Centro Acad&#234;mico de Ci&#234;ncias Humanas da Unicamp, impulsionamos atos com o mesmo objetivo. Como parte dessa perspectiva, fizemos um chamado da juventude da LER-QI &#227; juventude do PSTU para a constru&#231;&#227;o de uma campanha em comum, partindo do fato de que a Frente Nacional de Solidariedade ao Povo Haitiano apresentava desde seu in&#237;cio um limite muito expl&#237;cito, tendo em suas fileiras setores governistas que n&#227;o se disp&#245;em a denunciar o governo Lula e nem colocar suas for&#231;as para uma verdadeira campanha pela retirada das tropas brasileiras. Nosso chamado partia, ainda, da compre-ens&#227;o de que o envio de ajuda ao Haiti &#233; muito importante &#8211; e valorizamos todas as iniciativas realizadas nas universidades, f&#225;bricas e sindicatos para o envio de ajuda &#225;s organiza&#231;&#245;es oper&#225;rias e populares. No entanto, n&#227;o concordamos que essa a&#231;&#227;o seja o eixo fundamental da campanha, deixando de lado ou secundarizando a exig&#234;ncia pela retirada das tropas. Desenvolvemos esse debate em v&#225;rios lugares, inclusive na Casa Socialista Karl Marx, impulsionada pela LER-QI, num debate em que contamos com a presen&#231;a de Otavio Calegari, militante do PSTU que estava no Haiti no dia do terremoto. Nas &#250;ltimas semanas vimos Z&#233; Maria do PSTU em viagem ao Haiti colocando como eixo a exig&#234;ncia pela retirada das tropas, o que consideramos muito correto e nos reafirma a import&#226;ncia de unificar as for&#231;as de todas as organiza&#231;&#245;es independentes do governo numa campanha comum de mobiliza&#231;&#227;o pela retirada das tropas do Haiti, para que o povo haitiano possa tomar em suas m&#227;os o destino do seu pa&#237;s dando continuidade &#227; sua her&#243;ica hist&#243;ria revolucion&#225;ria. Reafirmamos o chamado &#227; juventude do PSTU a impulsionarmos conjuntamente essa campanha, que certamente &#233; uma tarefa fundamental que n&#227;o ser&#225; tomada pelas principais organiza&#231;&#245;es de massa do pa&#237;s por seu atrelamento ao governo.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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