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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>13 anos de uma f&#225;brica militante, produzindo sob controle oper&#225;rio</title>
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		<dc:date>2014-09-05T06:53:13Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Graciela L&#243;pez Egu&#237;a, Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Zanon es del pueblo</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O centro do debate que nos apresentam est&#225; no t&#237;tulo, em que nos dizem &#8220;Lutemos pela estatiza&#231;&#227;o de Zanon&#8221;, ap&#243;s uma d&#233;cada em que viemos fazendo isso sem interrup&#231;&#227;o. Nos chamou muito a aten&#231;&#227;o essa sugest&#227;o &#227; estatiza&#231;&#227;o, j&#225; que isso foi central na luta dos oper&#225;rios ceramistas de Neuqu&#233;n, desde que puseram a f&#225;brica a produzir, reivindicando &#8220;a expropria&#231;&#227;o sem pagamento e a estatiza&#231;&#227;o sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria&#8221;. Ainda que n&#227;o levantando uma posi&#231;&#227;o &#8220;estatista em si&#8221;, como fazem alguns setores da esquerda que separam a estatiza&#231;&#227;o da administra&#231;&#227;o oper&#225;ria (cedendo conscientemente ou por omiss&#227;o, segundo o caso, &#225;s estatiza&#231;&#245;es burguesas como as do chavismo), mas ligando ambas as quest&#245;es.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH94/arton8408-608db.jpg?1694708116' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='94' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Com mais de uma d&#233;cada de atraso os PSTUs nos sugerem que lutemos pela estatiza&#231;&#227;o de Zanon&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O centro do debate que nos apresentam est&#225; no t&#237;tulo, em que nos dizem &#8220;Lutemos pela estatiza&#231;&#227;o de Zanon&#8221;, ap&#243;s uma d&#233;cada em que viemos fazendo isso sem interrup&#231;&#227;o. Nos chamou muito a aten&#231;&#227;o essa sugest&#227;o &#227; estatiza&#231;&#227;o, j&#225; que isso foi central na luta dos oper&#225;rios ceramistas de Neuqu&#233;n, desde que puseram a f&#225;brica a produzir, reivindicando &#8220;a expropria&#231;&#227;o sem pagamento e a estatiza&#231;&#227;o sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria&#8221;. Ainda que n&#227;o levantando uma posi&#231;&#227;o &#8220;estatista em si&#8221;, como fazem alguns setores da esquerda que separam a estatiza&#231;&#227;o da administra&#231;&#227;o oper&#225;ria (cedendo conscientemente ou por omiss&#227;o, segundo o caso, &#225;s estatiza&#231;&#245;es burguesas como as do chavismo), mas ligando ambas as quest&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa posi&#231;&#227;o do PTS e dos oper&#225;rios ceramistas ficou conhecida n&#227;o s&#243; nacionalmente, como internacionalmente. Aconselhamos aos companheiros dos PSTUs que leiam os materiais da &#233;poca (publicados em v&#225;rios meios, na p&#225;gina do PTS, do Sindicato Ceramista de Neuqu&#233;n, no jornal Nuestra Lucha e de diversas organiza&#231;&#245;es) em que poder&#227;o constatar a coincid&#234;ncia da pol&#237;tica definida mais de uma d&#233;cada antes, e mantida durante todo o processo de luta dos oper&#225;rios sem patr&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zanon e Brukman (experi&#234;ncia da qual o PTS tamb&#233;m participou) foram as duas f&#225;bricas que se uniram na luta pela estatiza&#231;&#227;o com administra&#231;&#227;o oper&#225;ria, contra as propostas do peronismo de estabelecer cooperativas, tratando de fazer recair sobre os trabalhadores as d&#237;vidas das quebras empresariais de 2001, o que levou a que a maioria dessas experi&#234;ncias terminasse derrotada, e gerando nesses trabalhadores uma grande desmoraliza&#231;&#227;o. Felizmente, Zanon p&#244;de mostrar uma alternativa que atuou como um grande fator de moraliza&#231;&#227;o da vanguarda oper&#225;ria e popular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estatiza&#231;&#227;o com controle oper&#225;rio ou com gest&#227;o oper&#225;ria?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; necess&#225;rio esclarecer essa quest&#227;o porque define com exatid&#227;o a pol&#237;tica de classe, pois, como mencionamos, n&#227;o defendemos a &#8220;estatiza&#231;&#227;o sem mais&#8221;. Em seu artigo, os companheiros dos PSTUs nos chamam a conseguir &#8220;A m&#225;xima unidade para lutar pela estatiza&#231;&#227;o sob controle oper&#225;rio&#8221;. Ainda que no sentido popular possam ser sin&#244;nimos, controle oper&#225;rio e gest&#227;o ou administra&#231;&#227;o oper&#225;ria direta n&#227;o s&#227;o a mesma coisa. Se formos cient&#237;ficos devemos marcar a diferen&#231;a, que n&#227;o &#233; menor. Se se consegue a estatiza&#231;&#227;o, por exemplo, em Donnelley, ou a reestatiza&#231;&#227;o de empresas privatizadas, nossa consigna n&#227;o pode ser que sejam gerenciadas por funcion&#225;rios p&#250;blicos, representantes dos governos, e que os trabalhadores s&#243; tenham a tarefa de &#8220;control&#225;-los&#8221;. Porque o controle oper&#225;rio implica que a gest&#227;o fosse estatal. N&#227;o! No caso da estatiza&#231;&#227;o, a partir do PTS e da LER-QI lutamos para que os trabalhadores dirijam as f&#225;bricas sem inger&#234;ncia decis&#243;ria do Estado. Uma f&#225;brica sem patr&#245;es e posta para produzir pelos seus trabalhadores, como Zanon, que barrou o gerente que buscava administrar a empresa, e desde que a puseram a produzir h&#225; 13 anos esteve sob gest&#227;o de seus trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2001: n&#227;o foi s&#243; &#8220;a for&#231;a da classe&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os companheiros come&#231;am dizendo que &#8220;O fen&#244;meno das f&#225;bricas recuperadas (ocupadas pelos trabalhadores) teve um papel muito importante para o avan&#231;o da situa&#231;&#227;o que teve seu ponto mais alto em dezembro de 2001. Mais de 10 mil trabalhadores fizeram parte do processo de ocupa&#231;&#227;o de mais de 150 f&#225;bricas (&#8230;). Zanon excedeu os limites de ser uma simples f&#225;brica e se transformou em uma refer&#234;ncia pol&#237;tica e social&#8221;. Concordamos com essa afirma&#231;&#227;o, mas o que os companheiros n&#227;o explicam &#233; porque Zanon fez hist&#243;ria para a classe oper&#225;ria, e n&#227;o houve nenhum outro exemplo de milhares de f&#225;bricas recuperadas como parte desse processo em que a maioria se integrou aos mecanismos do mercado capitalista ou n&#227;o tiveram continuidade, inclusive muitas dirigidas pelos setores da esquerda como Grisin&#243;polis, Sasetru, Renacer ou Paran&#225; Metal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; que n&#227;o se pode explicar Zanon s&#243; pela for&#231;a da classe oper&#225;ria. Zanon n&#227;o caiu do c&#233;u. Come&#231;amos por dizer que, se contamos a etapa de organiza&#231;&#227;o da f&#225;brica primeiro de forma clandestina (que iniciou nosso companheiro Raul Godoy), podemos afirmar que todo o processo n&#227;o se iniciou em 2001, mas nos anos 90, pr&#233;vio at&#233; &#227; conquista da Comiss&#227;o Interna em 98.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As tarefas preparat&#243;rias que encaramos a partir do PTS, e depois, junto com o ativismo independente, nos permitiram primeiro ganhar a comiss&#227;o interna que promoveu a unidade da f&#225;brica, e dois anos depois retomar o sindicato da burocracia sindical para coloc&#225;-lo a servi&#231;o dos trabalhadores. Esses primeiros passos foram fundamentais, junto ao funcionamento em assembleias soberanas, porque marcaram o in&#237;cio da recupera&#231;&#227;o da moral prolet&#225;ria que o PTS contribuiu para infundir. Tudo isso em meio a um cen&#225;rio mundial restaurador e de rea&#231;&#227;o ideol&#243;gica, de derrota da classe oper&#225;ria e desenvolvimento de ideologias que atacavam o marxismo. Em conson&#226;ncia com esse retrocesso, organiza&#231;&#245;es do trotskismo internacional se adaptavam a essas &#8220;novas ideologias&#8221; na moda, e na Argentina a maioria da esquerda se fez &#8220;piqueteira&#8221; (priorizando a pol&#237;tica para os desempregados, e subestimando a inser&#231;&#227;o entre os trabalhadores. Inclusive o Partido Obrero chegou a forjar a &#8220;teoria do sujeito piqueteiro&#8221;. Uma pseudoteoria que localizava os desempregados como o novo sujeito social que teria um papel hegem&#244;nico, substituindo a classe trabalhadora, teoria essa que foi refutada rapidamente pela realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zanon foi produto de um fen&#244;meno de f&#225;bricas recuperadas e um partido que se preparou previamente, e p&#244;de confluir e se fusionar com um setor da vanguarda oper&#225;ria. E agora, mostrando uma vez mais nossa corre&#231;&#227;o, emerge outra f&#225;brica ocupada e posta a produzir por seus trabalhadores, a f&#225;brica Donnelley, na zona norte de Buenos Aires, onde se concentram os setores mais importantes da classe trabalhadora, e cujos principais dirigentes tamb&#233;m pertencem ao PTS. A&#237; se organizaram previamente por mais de 5 anos &#8211; desenvolvendo uma perspectiva classista de lutar n&#227;o s&#243; por seus interesses coorporativos, mas de toda a classe trabalhadora, e colocam publicamente que seguem os passos de Zanon: lutam pela expropria&#231;&#227;o sem indeniza&#231;&#227;o e estatiza&#231;&#227;o sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria. Qual &#233; o conte&#250;do concreto dessa pol&#237;tica?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lutando pela expropria&#231;&#227;o sem pagamento, para que se declare a f&#225;brica de utilidade p&#250;blica, a servi&#231;o das necessidades do povo. Que o Estado a tome como fornecedor priorit&#225;rio, e sob gest&#227;o oper&#225;ria direta e como cooperativa provis&#243;ria para funcionar. Mas n&#227;o somos ing&#234;nuos e sabemos que essa pol&#237;tica n&#227;o cai do c&#233;u. Conhecemos as press&#245;es produtivistas que surgem da necessidade de manter os postos de trabalho, por isso a chave &#233; a luta por estabelecer uma rela&#231;&#227;o entre as tarefas da produ&#231;&#227;o, a luta, e a pol&#237;tica, considerando-a uma f&#225;brica militante como Zanon.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A crise atual e como combat&#234;-la. A sugest&#227;o dos PSTUs, que SIM cai do c&#233;u&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PSTU afirma que &#8220;a situa&#231;&#227;o atual da f&#225;brica &#233; realmente terminal&#8221;. Desde o PTS n&#227;o somos t&#227;o categ&#243;ricos em dar por &#8220;morta&#8221; a gest&#227;o oper&#225;ria (que significa sen&#227;o &#8220;terminal&#8221;?), mas reconhecemos que a situa&#231;&#227;o produtiva &#233; preocupante e politicamente a situa&#231;&#227;o da f&#225;brica n&#227;o &#233; a mesma que quando estava &#8220;sob ataque&#8221;. Como dissemos acima, isso j&#225; era um problema em 2009, que s&#243; foi agravado nesses cinco anos desde ent&#227;o. Mas &#233; completamente for&#231;ada a oposi&#231;&#227;o &#8220;terminal&#8221; que o PSTU faz, dizendo que a &#250;nica sa&#237;da &#233; a &#8220;unidade para lutar pela estatiza&#231;&#227;o sob controle oper&#225;rio&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa &#8220;sugest&#227;o&#8221; que fazem os companheiros com 13 anos de atraso &#233; pelo que viemos lutando h&#225; anos, exigindo que se votasse a estatiza&#231;&#227;o sem pagamento, n&#227;o s&#243; com administra&#231;&#227;o oper&#225;ria, mas que o pr&#243;prio Estado arcasse com o investimento em maquin&#225;rio novo. Em 2009 o MPN se viu obrigado, pela tenaz luta ceramista, a votar a expropria&#231;&#227;o, mas negaram o projeto dos ceramistas de estatiza&#231;&#227;o. O que teria feito o PSTU se tivesse um deputado estadual? Votado contra? Para n&#243;s foi acertado t&#234;-lo aceito, sem baixar as bandeiras que seguimos defendendo a partir do PTS em Zanon. Arrancar cr&#233;dito para renova&#231;&#227;o tecnol&#243;gica ser&#225; um pequeno passo para a gest&#227;o oper&#225;ria ceramista, rodeada de um mundo capitalista, como reconhecem os PSTUs, possa seguir produzindo e defender os postos de trabalho e uma forma concreta de que o Estado se encarregue disso, &#250;ltima inst&#226;ncia da reivindica&#231;&#227;o de estatiza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por que agora esse debate com o PTS e a LER-QI?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para come&#231;ar, digamos que o PSTU da Argentina &#233; um grupo pequeno e que n&#227;o est&#225; inserido no movimento oper&#225;rio, diferentemente do PSTU brasileiro, que tem uma importante estrutura&#231;&#227;o conquistando a dire&#231;&#227;o de sindicatos nacionais, e at&#233; uma coordenadora nacional de trabalhadores: Conlutas. Por&#233;m, como assinalamos a partir da LER-QI, todo esse peso lamentavelmente n&#227;o serve para deixar alguma li&#231;&#227;o na luta de classes para a vanguarda oper&#225;ria de seu pa&#237;s, e menos ainda da Am&#233;rica Latina. Sua pr&#225;tica &#233; a de uma corrente que n&#227;o se diferencia do sindicalismo brasileiro, e do &#8220;modo petista de militar&#8221; limitado &#224; lutas de press&#227;o, marchas testemunhais e festivas, exig&#234;ncias ao governo do PT com um pouco de propaganda da classe trabalhadora e do socialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Infelizmente n&#227;o contribu&#237;ram para a educa&#231;&#227;o da vanguarda, nem para desenvolver a consci&#234;ncia oper&#225;ria nos locais em que t&#234;m peso dirigente, como a f&#225;brica General Motors ou na Embraer, ambas de S&#227;o Jos&#233; dos Campos, onde dirigem o sindicato e aceitaram milhares de demiss&#245;es como produto de derrotas sem luta. Sempre defendendo que n&#227;o havia condi&#231;&#245;es de resistir, colocando a responsabilidade sobre os pr&#243;prios trabalhadores, sem relacionar nem tomar para si sua responsabilidade, que, como dire&#231;&#227;o, foi parte de construir esse estado de &#226;nimo. Mesmo com um layoff anunciado na GM, n&#227;o preparam nenhuma luta s&#233;ria, resumindo sua pol&#237;tica em pedir &#227; Dilma que n&#227;o permitisse as demiss&#245;es. Nunca buscou transformar o tema numa demanda popular, com a defesa dos postos de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto isso, tanto o PTS da Argentina, como a LER-QI do Brasil, se provam na luta de classes, avan&#231;am na inser&#231;&#227;o na classe trabalhadora, buscando desenvolver uma alian&#231;a oper&#225;ria e popular, e utilizar as brechas no regime para nacionalizar e tornar conhecida essa experi&#234;ncia, como estamos fazendo nas lutas de Lear e Donnelley na Argentina, ou na luta da USP no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ademais, o PTS conquistou deputados nacionais e estaduais, senadora, e conseguiu com a FIT obter 1.200.000 votos nacionalmente, e chegou em alguns lugares como Mendoza a obter 14% com seus candidatos. Mas, sobretudo, nossos avan&#231;os n&#227;o se limitam &#227; conquista superestrutural, mas se provam nos conflitos mais emblem&#225;ticos como o da f&#225;brica Lear &#8211; que desperta uma enorme simpatia com sua demanda &#8220;fam&#237;lias nas ruas nunca mais&#8221;, e agora tamb&#233;m com a nova experi&#234;ncia entre os oper&#225;rios gr&#225;ficos de Donnelley, uma nova f&#225;brica sem patr&#245;es. Ou a LER-QI que est&#225; adiante da greve da USP, como parte da dire&#231;&#227;o do SINTUSP, que j&#225; dura mais de tr&#234;s meses e se projetou nacionalmente em defesa da educa&#231;&#227;o p&#250;blica, resistindo &#227; repress&#227;o, com piquetes combativos, comit&#234;s de luta, assembleias e apoio de intelectuais e estudantes que, para al&#233;m dos resultados, est&#225; mostrado sua qualidade na luta de classes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Provavelmente nos combatem mudando inclusive nossas verdadeiras posi&#231;&#245;es, pelos avan&#231;os de nossos grupos, que nos localiza em um lugar de destaque desde o trotskismo. N&#243;s, com essa resposta aos companheiros dos PSTUs, esperamos contribuir tamb&#233;m ao debate frente &#227; vanguarda oper&#225;ria e &#227; juventude, que busca orientar-se para uma pol&#237;tica de classe e revolucion&#225;ria. E afirmamos junto com Gramsci que um partido deve ser medido pelo que aporta &#227; sua classe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;------------------------------------------------------------------------------&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cooperativas e &#8220;autogest&#245;es&#8221;. Um debate contra quem?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda que sem mencionar o PTS, no mesmo artigo os PSTUs discutem contra os limites dos projetos de &#8220;autogest&#227;o e cooperativas&#8221;. Falando de como funciona o mercado capitalista, passando pelos anarquistas dos s&#233;culos XIX e XX e chegando a dizer que em Trotsky &#8220;a luta pela estatiza&#231;&#227;o, como parte integrante e como ponte, para a luta dos trabalhadores pelo poder&#8221;(!?) querem insinuar que o PTS tem como estrat&#233;gia as cooperativas ou a &#8220;autogest&#227;o&#8221; (que nunca se sabe bem o que significa).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o se sabe realmente contra quem debatem, j&#225; que como eles mesmos devem reconhecer por omiss&#227;o (n&#227;o existe uma s&#243; cita&#231;&#227;o do PTS a respeito), &#233; conhecido (parece que para os companheiros n&#227;o) que o PTS nunca teve o &#8220;cooperativismo&#8221; como estrat&#233;gia, pelo contr&#225;rio, sempre questionamentos isso &#8211; ainda que n&#227;o tivemos uma posi&#231;&#227;o sect&#225;ria com as experi&#234;ncias de f&#225;bricas recuperadas&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;No Segundo Encontro de F&#225;bricas Ocupadas. &#8220;Surgiu a necessidade de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; Como sempre dissemos e repetimos para os rec&#233;m-informados, s&#243; aceitamos a expropria&#231;&#227;o (com pagamento) que fez o MPN e a &#8220;cess&#227;o&#8221; da f&#225;brica &#227; cooperativa FaSinPat como uma conquista t&#225;tica quando, depois de oito anos de luta e produ&#231;&#227;o em total &#8220;ilegalidade&#8221;, n&#227;o se p&#244;de impor pela rela&#231;&#227;o de for&#231;as a estatiza&#231;&#227;o sem pagamento sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria e se buscou algum marco de &#8220;legalidade&#8221; para desfavorecer qualquer nova tentativa de desalojamento e poder lutar pela renova&#231;&#227;o tecnol&#243;gica para sustentar os 480 postos de trabalho, mas muito antes tomamos o cuidado de elaborar estatutos especiais, pois n&#227;o reconhecemos as regras burguesas que regem as cooperativas. Talvez tampouco saibam, mas a reivindica&#231;&#227;o de renova&#231;&#227;o tecnol&#243;gica j&#225; era parte da luta em 2009 quando se votou a expropria&#231;&#227;o, mas o MPN se negou a inclu&#237;-la.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A verdade sobre o cooperativismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contamos aos companheiros dos PSTUs que desde 2001 se desenvolveu um debate no interior do movimento de ocupa&#231;&#227;o de f&#225;bricas, que se estendeu a todos os movimentos militantes surgidos na &#233;poca, entre as perspectivas assinaladas por Zanon e Brukman (cujo programa defendia &#8220;estatiza&#231;&#227;o sob gest&#227;o oper&#225;ria&#8221;, coordena&#231;&#227;o para a luta entre empregados e desempregados, e assembleias populares, perspectiva nacional, etc), e a do cooperativismo, cujos principais expoentes eram o MNER (Movimiento Nacional de Empresas Recuperadas, dirigida por Mur&#250;a e o advogado peronista Luis Caro). Para n&#243;s, sempre, desde o ponto de vista pol&#237;tico, o cooperativismo tenta bloquear a luta dos trabalhadores, evitando o terreno da luta de classes, promovendo a &#8220;autogest&#227;o&#8221;. Tenta fazer com que o norte dos trabalhadores esteja posto na &#8220;produ&#231;&#227;o&#8221;, em impulsionar &#8220;nossa empresa&#8221;, e n&#227;o na solidariedade de classe, na luta comum entre trabalhadores e desempregados, isto &#233;, desenvolver uma perspectiva de classe anticapitalista. Esses movimentos alimentam as ilus&#245;es dos trabalhadores em que seu futuro depende de seus sacrif&#237;cios, e da boa vontade dos ju&#237;zes e dos pol&#237;ticos do regime.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, legitimam o regime de explora&#231;&#227;o ante os olhos dos trabalhadores. O discurso permanente dos l&#237;deres desses movimentos n&#227;o &#233; de classe, contra os exploradores em geral, mas contra todos os &#8220;maus&#8221; patr&#245;es que levaram suas empresas &#227; fal&#234;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em nossos reiterados debates sustentamos contra o cooperativismo que levava &#227; autoexplora&#231;&#227;o. Um funcion&#225;rio do governo de Buenos Aires havia dado uma boa explica&#231;&#227;o das &#8220;bondades&#8221; das cooperativas do ponto de vista capitalista, em pol&#234;mica com a perspectiva assinalada pelas oper&#225;rias de Bruckman. E seu racioc&#237;nio, que partia nada menos que de considera&#231;&#245;es sobre as cooperativas de Rosa Luxemburgo, falava de &#8220;regular a utiliza&#231;&#227;o da for&#231;a de trabalho&#8221; e chegava &#227; conclus&#227;o que: &#8220;o objetivo do governo &#233; evitar qualquer tipo de subterf&#250;gio e que essas empresas estabele&#231;am, consolidem, desenvolvam e aprofundem v&#237;nculos comerciais com outras firmas e sejam capazes de desenvolver-se em um entorno de neg&#243;cios capitalistas&#8221;. N&#243;s lhe respondemos que esse &#8220;regular a utiliza&#231;&#227;o da for&#231;a de trabalho&#8221;, em concreto se traduzia no enorme sacrif&#237;cio que os oper&#225;rios de numerosas cooperativas se veem obrigados a fazer, que durante meses ou anos obt&#234;m &#8220;retiradas&#8221; (assim se chamam os sal&#225;rios dos &#8220;s&#243;cios&#8221;) de fome, trabalham extensas jornadas, n&#227;o t&#234;m previd&#234;ncia social, etc. &#201; uma forma elegante de falar de &#8220;flexibilidade trabalhista&#8221; autoimposta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A estatiza&#231;&#227;o que defendemos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Devemos aclarar aqui para os companheiros do PSTU (Brasil/Argentina) que n&#227;o conhecem a hist&#243;ria, que a defesa de &#8220;estatiza&#231;&#227;o sob administra&#231;&#227;o oper&#225;ria&#8221; sempre foi concebida por aqueles que impulsionamos juntamente com a expropria&#231;&#227;o sem pagamento de indeniza&#231;&#227;o, e gest&#227;o oper&#225;ria, como parte de um programa de conjunto, que aponte a por em quest&#227;o a rapina dos capitalistas nativos e estrangeiros, e que possa assinalar a necessidade de planificar e organizar a economia nacional em fun&#231;&#227;o das necessidades dos explorados, isto &#233;, como parte de um programa revolucion&#225;rio. Assim, a defesa da estatiza&#231;&#227;o &#233; insepar&#225;vel da gest&#227;o oper&#225;ria, e longe de buscar fortalecer esse Estado burgu&#234;s, pretende fortalecer a &#250;nica classe capaz de derrub&#225;-lo, para estabelecer um Estado dos trabalhadores em luta pelo socialismo. Por isso &#233; equivocado sustentar que com a estatiza&#231;&#227;o de uma f&#225;brica se pode &#8220;subtrair os mecanismos de mercado da produ&#231;&#227;o e da empresa&#8221;. As f&#225;bricas estatizadas n&#227;o est&#227;o alheias aos &#8220;mecanisos de mercado&#8221;, enquanto os capitalistas seguirem dominando a sociedade, e porque o comando do Estado est&#225; em m&#227;os de uma casta de pol&#237;ticos a servi&#231;o dos patr&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas se a estatiza&#231;&#227;o de uma f&#225;brica isolada, abandonada por seus patr&#245;es fosse obtida, mantendo a gest&#227;o oper&#225;ria, significaria um passo progressista. Isso se deve a que em muitas ocasi&#245;es, o Estado burgu&#234;s se v&#234; obrigado, como medida pol&#237;tica frente &#224; luta dos trabalhadores ou como medida econ&#244;mica para garantir servi&#231;os baratos aos capitalistas privados, a limitar o acionar da lei do valor ao interior das empresas sob sua &#243;rbita. No primeiro caso, permite condi&#231;&#245;es de trabalho mais est&#225;veis e com mais benef&#237;cios sociais. No segundo caso, subsidia as empresas estatais para que estas, por sua vez, subsidiem mediante baixos pre&#231;os de seus servi&#231;os aos grandes capitalistas privados. Quase sempre, uma quest&#227;o se liga &#227; outra. Mas &#233; poss&#237;vel que, como resposta &#224; luta de classes, o Estado se veja obrigado a manter os postos de trabalho e todas as conquistas salariais e de assist&#234;ncia social. Pelos efeitos na defesa das conquistas oper&#225;rias que pode significar a limita&#231;&#227;o da lei do valor nas empresas o Estado, &#233; que muitos trabalhadores reivindicam a reestatiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os p&#250;blicos privatizados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os marxistas defendemos um programa para que os trabalhadores, mediante sua experi&#234;ncia, cheguem &#227; compreens&#227;o de que &#233; necess&#225;ria uma luta revolucion&#225;ria de conjunto, n&#227;o s&#243; contra os patr&#245;es, mas contra o pr&#243;prio Estado. A demanda de estatiza&#231;&#227;o sob gest&#227;o oper&#225;ria defendida pelos trabalhadores de Zanon e Brukman aponta nesse sentido: denunciar n&#227;o s&#243; as patronais, como desmascarar o pr&#243;prio Estado, que diz defender os interesses dos &#8220;cidad&#227;os&#8221;, mas se nega a tomar a mais m&#237;nima medida que tenda a organizar a economia em fun&#231;&#227;o das necessidades sociais. A administra&#231;&#227;o oper&#225;ria &#233; chave para definir o que se produz, em quais condi&#231;&#245;es, e a quem beneficia. Por isso nossa reivindica&#231;&#227;o desde o in&#237;cio estava vinculada a um plano de obras p&#250;blicas, come&#231;ando por moradias populares. Na experi&#234;ncia do movimento oper&#225;ria uma escola de administra&#231;&#227;o, como aprendizagem para um futuro Estado oper&#225;rio. A &#8220;escola&#8221; de Zanon e Brukman chegou a popularizar a frase, sentida profundamente pelos trabalhadores de que &#8220;se os trabalhadores podemos dirigir uma f&#225;brica, tamb&#233;m podemos dirigir um pa&#237;s&#8221;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;No Segundo Encontro de F&#225;bricas Ocupadas. &#8220;Surgiu a necessidade de aprofundar a unidade que conquistamos entre Brukman e Zanon com o Primeiro encontro e vimos a necessidade de fazer todos os esfor&#231;os por unirmos com os trabalhadores de outras f&#225;bricas que estavam ocupadas, muitas das quais haviam decidido transformar-se em cooperativas [&#8230;] Nos sentimos orgulhosos quando as companheiras de Brukman e os companheiros da Cl&#237;nica Jun&#237;n de C&#243;rdoba decidiram ser parte da convocat&#243;ria. As tr&#234;s f&#225;bricas que lut&#225;vamos pela estatiza&#231;&#227;o sob controle oper&#225;rio est&#225;vamos unidas [&#8230;] Se formou a uni&#227;o entre duas formas de gest&#227;o, as empresas &#8220;sob controle oper&#225;rio&#8221; e as que haviam decidido transformar-se em cooperativas [&#8230;]&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>&#034;13 a&#241;os de una f&#225;brica militante, produciendo bajo gesti&#243;n obrera&#8221;</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/13-anos-de-una-fabrica-militante-produciendo-bajo-gestion-obrera</link>
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		<dc:date>2014-09-04T21:00:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Graciela L&#243;pez Egu&#237;a, Simone Ishibashi</dc:creator>


		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Zanon es del pueblo</dc:subject>
		<dc:subject>Argentina</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El PSTU de Brasil publica en su p&#225;gina web un debate de su grupo hermano argentino tambi&#233;n llamado PSTU, sobre la experiencia de Zanon, donde reconocen el peso dirigente del PTS. A continuaci&#243;n va nuestra respuesta.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Movimiento-Obrero" rel="tag"&gt;Movimiento Obrero&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Polemica" rel="tag"&gt;Pol&#233;mica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Zanon-es-del-pueblo" rel="tag"&gt;Zanon es del pueblo&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Argentina-100" rel="tag"&gt;Argentina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrategia Revolucionaria) de Brasil &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH94/arton8406-683da.jpg?1694708116' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='94' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;El PSTU de Brasil publica en su p&#225;gina web un debate de su grupo hermano argentino tambi&#233;n llamado PSTU, sobre la experiencia de Zanon, donde reconocen el peso dirigente del PTS. A continuaci&#243;n va nuestra respuesta.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;Con m&#225;s de una &#8220;d&#233;cada de atraso&#8221; los PSTUs nos sugieren que luchemos por la estatizaci&#243;n de Zanon. El centro del debate que nos hacen est&#225; en el t&#237;tulo donde nos dicen que &#8220;Luchemos por la estatizaci&#243;n de Zanon!&#8221; luego de una d&#233;cada de venir haci&#233;ndolo sin interrupci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos llam&#243; mucho la atenci&#243;n este planteo de &#250;ltimo momento sugiriendo la estatizaci&#243;n, ya que fue central en la lucha de los obreros ceramistas de Neuqu&#233;n, desde que pusieron a producir la f&#225;brica, reclamando a la vez la &#8220;expropiaci&#243;n sin pago y la estatizaci&#243;n bajo administraci&#243;n obrera&#8221;. Aunque no levantando una posici&#243;n &#8220;estatista&#8221; a secas, como hacen algunos sectores de la izquierda que separan la estatizaci&#243;n de la administraci&#243;n obrera (cedi&#233;ndole conscientemente o por omisi&#243;n, seg&#250;n el caso, a las estatizaciones burguesas como las del chavismo), sino ligando ambas cuestiones (ver recuadro al final). Esta posici&#243;n del PTS y los obreros ceramistas la hicimos conocida no solo a nivel nacional sino incluso internacionalmente. Le aconsejamos a los compa&#241;eros del PSTU (de Brasil y Argentina) que lean los abundantes materiales de la &#233;poca (publicados en varios medios provinciales y nacionales, en la p&#225;gina del PTS, el Sindicato Ceramista de Neuqu&#233;n, el peri&#243;dico obrero Nuestra Lucha y de m&#250;ltiples organizaciones que lo reproduc&#237;an) donde podr&#225;n constatar la coincidencia de la pol&#237;tica definida m&#225;s de una d&#233;cada antes y mantenida durante todo el proceso de lucha de los &#8220;obreros sin patr&#243;n&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zanon y Brukman (experiencia de la que tambi&#233;n particip&#243; activamente el PTS), fueron las dos f&#225;bricas que se hermanaron en la lucha por la estatizaci&#243;n con administraci&#243;n obrera, contra las propuestas del peronismo de establecer cooperativas tratando de hacer recaer en los trabajadores de las deudas de las quiebras empresarias, lo que llev&#243; a que la mayor&#237;a de las experiencias de esas f&#225;bricas y establecimientos terminaran integradas a los mecanismos del mercado capitalista y generando en esos trabajadores una gran desmoralizaci&#243;n. Afortunadamente Zanon pudo mostrar una alternativa que actu&#243; como un gran factor de moralizaci&#243;n de la vanguardia obrera y popular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;Estatizaci&#243;n con Control Obrero o con Gesti&#243;n Obrera?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es necesario aclarar esta cuesti&#243;n porque hace a definir con claridad la pol&#237;tica de clase, ya que, como mencionamos al comienzo, nosotros no defendemos la &#8220;estatizaci&#243;n a secas&#8221;. En su art&#237;culo los compa&#241;eros de los PSTUs nos llaman desde uno de los subt&#237;tulos a lograr &#8220;La m&#225;xima unidad para luchar por la estatizaci&#243;n bajo control obrero&#8221;. Aunque en la jerga popular son sin&#243;nimos no es lo mismo control obrero que gesti&#243;n o administraci&#243;n obrera directa. Si somos cient&#237;ficos debemos marcar la diferencia que no es menor. Si se lograra la estatizaci&#243;n por ejemplo de Donnelley o la re-estatizaci&#243;n de empresas privatizadas, nuestra consigna no puede ser que la gerencien funcionarios p&#250;blicos, representantes de los gobiernos de turno y que los trabajadores s&#243;lo tengan la tarea de &#8220;controlarlos&#8221;. Porque control obrero implica que la gesti&#243;n o la administraci&#243;n es estatal. &#161;No! En caso de estatizaci&#243;n desde el PTS y la LER-QI, luchamos para que la gerencien, la administren y la gestionen los trabajadores sin injerencia decisoria del Estado, como en Zanon.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2001: no fue s&#243;lo &#8220;la fuerza de la clase&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los compa&#241;eros empiezan este punto diciendo que &#8220;El fen&#243;meno de las f&#225;bricas recuperadas (ocupadas por los trabajadores) tuvo un papel muy importante para el avance de la situaci&#243;n que tuve su punto m&#225;s alto en diciembre del 2001. M&#225;s de 10.000 trabajadores hicieron parte del proceso de ocupaci&#243;n de m&#225;s de 150 f&#225;bricas [&#8230;] Zanon excedi&#243; los l&#237;mites de ser una simple f&#225;brica y se transform&#243; en una referencia pol&#237;tica y social&#8221;. Estamos de acuerdo con esta afirmaci&#243;n, pero lo que los compa&#241;eros no explican es por qu&#233; Zanon hizo historia para la clase obrera y no hubo otro ejemplo de miles de f&#225;brica recuperadas como parte de ese proceso, incluso muchas dirigidas por sectores de la izquierda como Grisin&#243;polis, Sasetru o Renacer.&lt;br class='autobr' /&gt;
Es que no se puede explicar Zanon s&#243;lo por la fuerza de la clase obrera. Zanon no cay&#243; del cielo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Empecemos por decir que si contamos la etapa de organizaci&#243;n de la f&#225;brica primero en forma clandestina (que inici&#243; nuestro compa&#241;ero Ra&#250;l Godoy), podemos afirmar que todo el proceso no comenz&#243; en el 2001, sino a mediados de los a&#241;os &#180;90, fue previo incluso a la conquista de la Comisi&#243;n Interna en el &#180;98.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las tareas preparatorias que encaramos desde el PTS y luego junto al activismo independiente, permitieron primero ganar la comisi&#243;n interna que promovi&#243; la unidad de la f&#225;brica y dos a&#241;os despu&#233;s, arrebatarle el sindicato a la burocracia para ponerlo al servicio de los trabajadores. Estos primeros pasos fueron fundamentales, junto al funcionamiento en asambleas soberanas, porque marcaron el inicio de recuperaci&#243;n de la moral proletaria, restableciendo la confianza en sus propias fuerzas, que nosotros desde el PTS contribuimos a infundir. Todo esto lo hac&#237;amos en medio de un escenario mundial restaurador y de reacci&#243;n ideol&#243;gica, de derrota de la clase obrera y desarrollo de ideolog&#237;as que atacaban al marxismo en toda la l&#237;nea y en consonancia con este retroceso el trotskismo internacional se adaptaba a las &#8220;nuevas ideolog&#237;as&#8221; de moda y, en nuestro pa&#237;s la mayor&#237;a de la izquierda incluso la que se reivindica trotskista, se hizo &#8220;piquetera&#8221; (privilegiando el trabajo en desocupados con colaterales partidarias y subestimando el trabajo entre los sectores ocupados), incluso el Partido Obrero lleg&#243; hasta acu&#241;ar la &#8220;teor&#237;a del sujeto piquetero&#8221;. Una pseudo teor&#237;a que ubicaba a los desocupados como el nuevo sujeto social que ven&#237;a a jugar el rol hegem&#243;nico en reemplazo de la clase obrera de conjunto, que fue refutada al poco tiempo por la realidad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Zanon fue el producto de un fen&#243;meno de f&#225;bricas recuperadas y un partido que se prepar&#243; previamente y pudo confluir y fusionarse con un sector de vanguardia obrera y contribuir a mantener y desarrollar una perspectiva de clase. Una &#8220;f&#225;brica sin patrones&#8221; y puesta a producir por sus trabajadores que impidi&#243; el ingreso del s&#237;ndico que buscaba administrar la empresa y siempre desde que la pusieron a producir hace ya 13 a&#241;os, ha sido una f&#225;brica bajo gesti&#243;n de sus trabajadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Y ahora d&#225;ndonos otra vez m&#225;s la raz&#243;n emerge otra experiencia de f&#225;brica ocupada y puesta a producir por sus trabajadores, la gr&#225;fica Donnelley, pero esta vez en a zona norte del Gran Buenos Aires donde se concentran los batallones m&#225;s importantes de la clase obrera, donde los principales dirigentes tambi&#233;n pertenecen al PTS -se organizaron previamente durante m&#225;s de 5 a&#241;os- desarrollaron una perspectiva clasista de pelear no solo por los intereses de su f&#225;brica sino de toda la clase obrera y ya difundieron p&#250;blicamente que ellos siguen los pasos de Zanon: pelean por la expropiaci&#243;n sin pago y la estatizaci&#243;n con administraci&#243;n obrera. &#191;Cu&#225;l es el contenido concreto de esta pol&#237;tica?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelear por la expropiaci&#243;n sin pago, que se declare la f&#225;brica de utilidad p&#250;blica al servicio de las necesidades del pueblo. Que el estado la considere proveedor privilegiado y bajo gesti&#243;n obrera directa y una cooperativa provisoria para funcionar. Pero no somos ingenuos y sabemos que esta pol&#237;tica no cae del cielo. Conocemos las presiones productivistas que surgen de la necesidad de mantener los puestos de trabajo que en Zanon nos llev&#243; y nos sigue llevando a m&#250;ltiples luchas pol&#237;ticas con sectores obreros y de la izquierda, por eso la clave es la pelea por establecer una relaci&#243;n correcta entre las tareas de producci&#243;n, de lucha y pol&#237;ticas, consider&#225;ndola una f&#225;brica militante como Zanon, abierta y al servicio de los trabajadores y el pueblo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La crisis actual y como combatirla. La sugerencia de los PSTUs que S&#205; cay&#243; del cielo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aseguran que &#8220;la situaci&#243;n actual de la f&#225;brica es realmente terminal&#8221;. Desde el PTS no somos tan categ&#243;ricos en dar por &#8220;muerta&#8221; la gesti&#243;n obrera (&#191;qu&#233; significa sino &#8220;terminal&#8221;?), pero reconocemos que la situaci&#243;n productiva es acuciante y pol&#237;ticamente la f&#225;brica no es la misma que cuando estaba &#8220;bajo fuego&#8221;. Como dijimos arriba, esto ya era un problema en el 2009, que solo se vio agravado en estos cinco a&#241;os transcurridos desde entonces. Pero es completamente forzada la oposici&#243;n &#8220;terminante&#8221; que hace el PSTU diciendo que la &#250;nica salida es la &#8220;unidad para luchar por la estatizaci&#243;n bajo control obrero&#8221;. Esta &#8220;sugerencia&#8221; que nos hacen los compa&#241;eros 13 a&#241;os despu&#233;s es lo que se vino peleando durante a&#241;os, exigiendo que la Legislatura votara la estatizaci&#243;n sin pago, no s&#243;lo con administraci&#243;n obrera, sino que el propio Estado se hiciera cargo de la inversi&#243;n en nueva maquinaria. En 2009 el MPN se vio obligado, por la tenaz lucha ceramista, a votar la expropiaci&#243;n pero se negaron al proyecto de los ceramistas de estatizaci&#243;n. &#191;Qu&#233; hubiera hecho el PSTU si hubiese tenido un diputado provincial?, &#191;votado en contra? Como ya dijimos, para nosotros fue acertado haberla aceptado, sin haber bajado no s&#243;lo las banderas de la estatizaci&#243;n sino la de la independencia de todos los gobiernos, que son las banderas que seguimos defendiendo desde el PTS en Zanon. Arrancar un cr&#233;dito para renovaci&#243;n tecnol&#243;gica ser&#225; un peque&#241;o paso para que la gesti&#243;n obrera ceramista, rodeada de un mundo capitalista como reconocen los compa&#241;eros de los PSTUs, pueda seguir produciendo y defender los puestos de trabajo y una forma concreta de que el estado se haga cargo, que es en &#250;ltima instancia parte del reclamo de estatizaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;Por qu&#233; ahora este debate con el PTS y la LER-QI? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para comenzar digamos que el PSTU de Argentina es un grupo peque&#241;o que no tiene inserci&#243;n en el movimiento obrero, a diferencia del PSTU de Brasil que s&#237; logr&#243; una importante estructuraci&#243;n conquistando puestos de direcci&#243;n en sindicatos a nivel nacional y hasta puso en pie una coordinadora nacional de trabajadores: Conlutas. Sin embargo como hemos se&#241;alado desde la LER-QI (Brasil) todo ese peso dirigente conquistado lamentablemente no han servido para dejar alguna ense&#241;anza en la lucha de clases para la vanguardia obrera de su pa&#237;s y menos a&#250;n de Am&#233;rica Latina. Su pr&#225;ctica es la de una corriente que no se diferencia del sindicalismo brasilero y de lo que se llama en Brasil el &#8220;modo petista de militar&#8221; limitado a luchas reivindicativas y de presi&#243;n, marchas testimoniales y festivas, exigencias al gobierno del PT con un poco de propaganda de la clase obrera y el socialismo. Lamentablemente no han contribuido a la educaci&#243;n de la vanguardia, ni a desarrollar la conciencia obrera en donde tienen peso dirigente y lugares claves como la f&#225;brica General Motors o la f&#225;brica de aviones Embraer ambas en Sao Jos&#233; dos Campos donde dirigen el sindicato y aceptaron miles de despidos como producto de derrotas sin lucha. Siempre planteando que no hab&#237;a condiciones de resistir, lanzando la responsabilidad sobre los mismos obreros, sin relacionar ni tomar ninguna responsabilidad de su responsabilidad por la pol&#237;tica que vienen sosteniendo como dirigentes desde hace a&#241;os y que, obviamente ayud&#243; a construir ese estado de &#225;nimo. Mismo con un layoff anunciado en la General Motors no prepararon ninguna lucha seria, limitando su pol&#237;tica a pedirle a Dilma (la presidenta) que no permitiera los despidos. Nunca busc&#243; hacerlo trascender, ni transformarla en una gesta popular de la regi&#243;n con una demanda tan popular, como es la defensa de los puestos de trabajo, ni menos a&#250;n proyectarla a nivel nacional, manteniendo una perspectiva corporativa, es decir meramente sindicalista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras tanto el PTS de Argentina y la LER-QI de Brasil se prueban en la lucha de clases, avanzan en la inserci&#243;n en la clase trabajadora, buscan desarrollar la alianza obrera y popular y utilizar las brechas en el r&#233;gimen para nacionalizar y hacer conocida sus experiencias, como estamos haciendo en las luchas de Lear y Donnelley en Argentina, o la lucha de la Universidad de San Pablo en Brasil, donde tenemos peso dirigente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque el PTS conquist&#243; diputados nacionales y provinciales, senadora, concejales, logr&#243; con el FIT obtener 1.200.000 votos a nivel nacional y lleg&#243; en algunas provincias como Mendoza el 15% de los votos para sus candidatos. Pero sobre todo nuestros avances no se limitan a la conquista superestructural, sino que adem&#225;s se prueban en los conflictos m&#225;s emblem&#225;ticos como el de los mec&#225;nicos de Lear -que despierta una enorme simpat&#237;a nacional con su demanda &#8220;familias en la calle nunca m&#225;s&#8221; y ahora tambi&#233;n con la nueva experiencia de los obreros gr&#225;ficos de Donnelley una nueva f&#225;brica sin patrones. O la LER-QI de Brasil dirigiendo la gloriosa huelga de la Universidad de San Pablo, como parte de la direcci&#243;n del sindicato de los trabajadores de la universidad (SINTUSP) que lleva m&#225;s de tres meses y se proyect&#243; a nivel nacional en defensa de la educaci&#243;n p&#250;blica de calidad, resistiendo la represi&#243;n, con piquetes combativos, comit&#233;s de lucha, asambleas y apoyo de intelectuales y estudiantes que, m&#225;s all&#225; de los resultados, est&#225; mostrando una experiencia de calidad en la lucha de clases.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Probablemente nos combaten cambiando incluso nuestras verdaderas posiciones, por los avances que estamos obteniendo que nos ubican en un lugar de destaque desde el trotskismo.&lt;br class='autobr' /&gt;
Nosotros con esta respuesta a los compa&#241;eros de los PSTUs, esperamos contribuir tambi&#233;n al debate de cara a la vanguardia obrera y la juventud que busca orientarse en hacia una pol&#237;tica de clase y revolucionaria. Y afirmamos junto con Gramsci que un partido se tiene que medir por lo que aporta a su clase.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;-----------------------------------------------------------------------&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cooperativas y &#8220;autogestiones&#8221; &#191;Un debate contra qui&#233;n?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aunque sin mencionar al PTS, en el mismo art&#237;culo los PSTUs de Argentina y Brasil discuten contra los l&#237;mites de los proyectos de &#8220;autogesti&#243;n y cooperativos&#8221;. Hablando de c&#243;mo funciona el mercado capitalista, pasando por los anarquistas de los Siglos XIX y XX y llegando a hacer decir a Trotsky que &#8220;la lucha por la estatizaci&#243;n, como parte integrante y como puente, hacia la lucha de los trabajadores por el poder&#8221; (&#161;?), quieren insinuar que el PTS tiene como estrategia las cooperativas o la &#8220;autogesti&#243;n&#8221; (que nunca se sabe bien qu&#233; significa).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No se entiende realmente contra qui&#233;n o quienes debaten, ya que como ellos mismos deben reconocer por omisi&#243;n (no existe una sola cita del PTS al respecto), es conocido (parece que para los compa&#241;eros no) que el PTS nunca tuvo el &#8220;cooperativismo&#8221; como estrategia, por el contrario siempre lo cuestionamos -aunque no tuvimos una posici&#243;n sectaria con las experiencias de f&#225;bricas recuperadas que optaron por las cooperativas&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En el Segundo Encuentro de F&#225;bricas Ocupadas. &#8220;Surgi&#243; la necesidad de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; Como dijimos siempre, y repetimos ahora para los reci&#233;n informados, s&#243;lo aceptamos la expropiaci&#243;n (con pago) que hizo el MPN y la &#8220;cesi&#243;n&#8221; de la f&#225;brica a la cooperativa FaSinPat como un paso t&#225;ctico cuando, despu&#233;s de ocho (&#161;8!) a&#241;os de lucha y producci&#243;n en total &#8220;ilegalidad&#8221;, no se pudo imponer por la relaci&#243;n de fuerzas la estatizaci&#243;n sin pago bajo administraci&#243;n obrera y se busc&#243; alg&#250;n elemental marco de &#8220;legalidad&#8221; para sacar del medio cualquier nuevo intento de desalojo y poder pelear por la renovaci&#243;n tecnol&#243;gica para sostener los 480 puestos de trabajo, pero mucho antes tomamos el recaudo de hacer unos estatutos especiales porque no reconoc&#237;amos las reglas burguesas que rigen a las cooperativas. Tal vez tampoco sepan, pero el reclamo de renovaci&#243;n tecnol&#243;gica ya era parte de la pelea en el 2009 cuando se vot&#243; la expropiaci&#243;n, pero el MPN se neg&#243; a incluirlo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La verdad sobre el cooperativismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le contamos a los compa&#241;eros de los PSTUs que desde el 2001 se desarroll&#243; un debate al interior del movimiento de ocupaci&#243;n de f&#225;bricas, que se extendi&#243; a todos los movimientos militantes surgidos en la &#233;poca, entre la perspectiva se&#241;alada por Zanon y Brukman (cuyo programa planteaba &#8220;estatizaci&#243;n bajo gesti&#243;n obrera&#8221;, coordinaci&#243;n para la lucha entre ocupados, desocupados y asambleas populares, perspectiva nacional, etc.) y la del cooperativismo, cuyos principales exponentes eran el MNER (Movimiento Nacional de Empresas Recuperadas, dirigida por Mur&#250;a y el abogado peronista Luis Caro). Para nosotros siempre, desde el punto de vista pol&#237;tico, el cooperativismo intenta bloquear la lucha de los trabajadores evitando el terreno de la lucha de clases, promoviendo la &#8220;autogesti&#243;n&#8221;. Intenta que el norte de los trabajadores est&#233; puesto en &#8220;la producci&#243;n&#8221;, en sacar adelante &#8220;nuestra empresa&#8221;, etc. y no en la solidaridad de clase, la lucha conjunta con ocupados y desocupados, etc. es decir en desarrollar una perspectiva de clase anticapitalista. Esos movimientos alimentan las ilusiones de los trabajadores en que su futuro depende de sus sacrificios y de la buena voluntad de los jueces y los pol&#237;ticos del r&#233;gimen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As&#237;, legitiman el r&#233;gimen de explotaci&#243;n ante los ojos de los propios trabajadores. El discurso permanente de los l&#237;deres de estos movimientos no es de clase, no es contra los explotadores en general, sino contra los malos patrones, contra los que llevaron sus empresas a la quiebra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En nuestros reiterados debates nosotros sosten&#237;amos contra el cooperativismo que llevaba a la auto-explotaci&#243;n. Un funcionario del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires hab&#237;a dado una buena explicaci&#243;n de las &#8220;bondades&#8221; de las cooperativas desde un punto de vista capitalista, en pol&#233;mica con la perspectiva se&#241;alada por las obreras de Brukman. Y su razonamiento que part&#237;a nada menos que de consideraciones sobre las cooperativas de Rosa Luxemburgo, hablaba de &#8220;regular la utilizaci&#243;n de la fuerza de trabajo&#8221; y llegaba a la conclusi&#243;n que: &#8220;el objetivo del Gobierno es evitar cualquier tipo de subterfugio y que estas empresas establezcan, consoliden, desarrollen y profundicen v&#237;nculos comerciales con otras firmas y sean capaces de desenvolverse en un entorno de negocios capitalista&#8221;. Nosotros le respondimos que ese &#8220;regular la utilizaci&#243;n de la fuerza de trabajo&#8221;, en concreto se traduc&#237;a en el enorme sacrificio que se ven obligados a hacer los obreros de numerosas cooperativas que durante meses o a&#241;os obtienen &#8220;retiros&#8221; (pues as&#237; se llaman los salarios de los &#8220;socios&#8221;) de hambre, trabajan extensas jornadas, no tienen obra social, etc. Es una forma elegante de hablar de &#8220;flexibilidad laboral&#8221; auto-impuesta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La estatizaci&#243;n que defendemos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Debemos aclarar aqu&#237; para los compa&#241;eros del PSTU (de Brasil y Argentina) que no conocen la historia, aunque sea reiterativo, que el planteo de &#8220;estatizaci&#243;n bajo administraci&#243;n obrera&#8221; siempre fue concebido por quienes lo impulsamos haciendo hincapi&#233; en la expropiaci&#243;n sin pago y la gesti&#243;n obrera y como parte de un programa de conjunto, que apunte a poner en cuesti&#243;n la rapacidad de los capitalistas nativos y extranjeros, y que pueda se&#241;alar la necesidad de planificar y organizar la econom&#237;a nacional en funci&#243;n de las necesidades de las explotados, es decir, como parte de un programa revolucionario. As&#237;, el planteo de estatizaci&#243;n es inseparable de la gesti&#243;n obrera, y lejos de buscar fortalecer este estado burgu&#233;s, pretende fortalecer a la &#250;nica clase capaz de derribarlo para establecer un estado de los trabajadores en lucha por el socialismo. Por esto, es equivocado sostener que con la estatizaci&#243;n de una f&#225;brica se puede &#8220;sustraer de los mecanismos de mercado la producci&#243;n de la empresa&#8221;. Las f&#225;bricas estatizadas no se sustraen de los &#8220;mecanismos de mercado&#8221; mientras los capitalistas sigan dominando la sociedad, y porque el comando del estado est&#225; en manos de una casta de pol&#237;ticos al servicio de los patrones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ahora bien, si la estatizaci&#243;n de una f&#225;brica aislada abandonada por sus patrones se consiguiera, manteniendo la gesti&#243;n obrera, significar&#237;a un paso progresivo. Esto se debe a que, en muchas ocasiones, el estado burgu&#233;s se puede ver obligado, como medida pol&#237;tica frente a la lucha de los trabajadores o como medida econ&#243;mica para garantizar servicios baratos a los capitalistas privados, a limitar el accionar de la ley del valor al interior de las empresas bajo su &#243;rbita. En el primer caso, permite condiciones de trabajo m&#225;s estables y con mayores beneficios sociales. En el segundo caso, subsidia a las empresas estatales para que &#233;stas a su vez subsidien mediante precios bajos de sus servicios a los grandes capitalistas privados. Casi siempre, una cuesti&#243;n va ligada a la otra. Pero es posible que, como respuesta a la lucha de clases, el estado se vea obligado a mantener los puestos de trabajo y todas las conquistas salariales y de seguridad social. Por los efectos en la defensa de las conquistas obreras que puede significar el limitar el accionar de la ley del valor en las empresas del estado, es que muchos trabajadores demandan la re-estatizaci&#243;n de los servicios p&#250;blicos privatizados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los marxistas levantamos un programa para que los trabajadores, mediante su experiencia, lleguen a la comprensi&#243;n de que es necesaria una lucha revolucionaria de conjunto, no s&#243;lo contra los patrones sino contra el mismo estado. La demanda de estatizaci&#243;n bajo gesti&#243;n obrera que levantaron las obreras de Brukman y los obreros de Zanon apunta en este sentido: denunciar no s&#243;lo a las patronales vaciadoras sino desnudar al estado mismo que dice defender los intereses de los &#8220;ciudadanos&#8221; pero se niega a tomar la m&#225;s m&#237;nima medida tendiente a organizar la econom&#237;a en funci&#243;n de las necesidades sociales. La administraci&#243;n obrera para definir &#191;qu&#233; se produce? &#191;En qu&#233; condiciones? &#191;A qui&#233;nes benefician? Por eso nuestro planteo desde los inicios estaba vinculado a plan de obras p&#250;blicas empezando por viviendas populares. En la experiencia del movimiento obrero una escuela de administraci&#243;n, como aprendizaje para un futuro estado obrero. La &#8220;escuela&#8221; de Zanon y Brukman lleg&#243; a popularizar la frase, sentida profundamente por sus obreros/as, que &#8220;si los obreros podemos manejar una f&#225;brica, tambi&#233;n podemos manejar un pa&#237;s&#8221;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb2-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En el Segundo Encuentro de F&#225;bricas Ocupadas. &#8220;Surgi&#243; la necesidad de profundizar la unidad que logramos entre Brukman y Zanon con el Primer encuentro y vimos la necesidad de hacer todos los esfuerzos por unirnos con los trabajadores de otras f&#225;bricas que estaban ocupadas, muchas de las cuales hab&#237;an decidido transformarse en cooperativas [&#8230;] Nos sentimos orgullosos cuando las compa&#241;eras de Brukman y los compa&#241;eros de Cl&#237;nica Jun&#237;n de C&#243;rdoba decidieron ser parte de la convocatoria. Las tres f&#225;bricas que luch&#225;bamos por la estatizaci&#243;n bajo control obrero est&#225;bamos unidas [&#8230;] Se plasm&#243; la uni&#243;n entre dos formas de gesti&#243;n, las empresas &#8220;bajo control obrero&#8221; y las que hab&#237;an decidido transformarse en cooperativas [&#8230;]&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>A LIT-QI se afunda no complexo cen&#225;rio s&#237;rio</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/A-LIT-QI-se-afunda-no-complexo-cenario-sirio</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/A-LIT-QI-se-afunda-no-complexo-cenario-sirio</guid>
		<dc:date>2013-11-14T11:25:30Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Diego Dalai, Graciela L&#243;pez Egu&#237;a</dc:creator>


		<dc:subject>Asia</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
		<dc:subject>Siria</dc:subject>
		<dc:subject>Simone Ishibashi</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O processo revolucion&#225;rio que come&#231;ou na Tun&#237;sia e se estendeu pelo norte da &#193;frica a L&#237;bia e Egito chegando ao I&#234;men e S&#237;ria se encontra estancado e em retrocesso, inclusive nos pa&#237;ses que havia conseguido derrubar os ditadores, ainda que de nenhum modo se fechou pois sua profundidade se assenta sobre um estancamento econ&#244;mico da regi&#227;o, express&#227;o da crise financeira internacional, que alenta o desenvolvimento do movimento de massas impulsionado por uma combina&#231;&#227;o de demandas democr&#225;ticas e sociais. Disso deriva a import&#226;ncia dos debates que se desenvolvem entre as correntes de esquerda na hora de estabelecer uma estrat&#233;gia revolucion&#225;ria da classe trabalhadora.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Asia" rel="tag"&gt;Asia&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Polemica" rel="tag"&gt;Pol&#233;mica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Politica-Internacional" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica Internacional&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/La-Primavera-Arabe" rel="tag"&gt;La Primavera &#193;rabe&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/PTS-Partido-de-los-Trabajadores-Socialistas-Socialist-Workers-Party-from" rel="tag"&gt; PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas/ Partido dos Trabalhadores Socialistas) da Argentina &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Estados-Unidos-184" rel="tag"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Siria" rel="tag"&gt;Siria&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Simone-Ishibashi-263" rel="tag"&gt;Simone Ishibashi&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7250-f8dd1.jpg?1694708116' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O processo revolucion&#225;rio que come&#231;ou na Tun&#237;sia e se estendeu pelo norte da &#193;frica a L&#237;bia e Egito chegando ao I&#234;men e S&#237;ria se encontra estancado e em retrocesso, inclusive nos pa&#237;ses que havia conseguido derrubar os ditadores, ainda que de nenhum modo se fechou pois sua profundidade se assenta sobre um estancamento econ&#244;mico da regi&#227;o, express&#227;o da crise financeira internacional&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Como observado por Gilbert Achcar &#034;A S&#237;ria &#233; um pa&#237;s que tem sido (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, que alenta o desenvolvimento do movimento de massas impulsionado por uma combina&#231;&#227;o de demandas democr&#225;ticas e sociais. Disso deriva a import&#226;ncia dos debates que se desenvolvem entre as correntes de esquerda na hora de estabelecer uma estrat&#233;gia revolucion&#225;ria da classe trabalhadora. A LIT-QI publicou em sua p&#225;gina no dia 14/10 um extenso debate assinado por Ronald Le&#243;n Nu&#241;ez contra as posi&#231;&#245;es sustentadas pela FT-QI, em que tentam nos colocar como supostos portadores de um &#8220;abstencionismo sect&#225;rio&#8221;. Sua nota pretende centrar a pol&#234;mica no problema de se exigir armar ou n&#227;o ao imperialismo para os rebeldes, para escapar da discuss&#227;o de fundo que desde a FT-QI viemos colocando para a LIT-QI em torno &#225;s desastrosas consequ&#234;ncias de sua concep&#231;&#227;o semi-etapista de &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221;, que rompe com a teoria da revolu&#231;&#227;o permanente &#224; luz do processo revolucion&#225;rio &#225;rabe, e em particular hoje, e em particular hoje da S&#237;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LIT-QI reconhece que &#8220;O Velho Trotsky algu&#233;m que sabia o suficiente de guerras e de temas militares, fundador e dirigente do Ex&#233;rcito Vermelho, se referindo &#227; revolu&#231;&#227;o espanhola e &#227; guerra dizia: Numa guerra o resultado depende uma quarta parte ou menos do militar, e umas tr&#234;s quartas partes ou mais, da pol&#237;tica&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-QI. &#8220;Siria: Estados Unidos pas&#243; de la amenaza de intervenci&#243;n al recule (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Mas se refugiando detr&#225;s da reivindica&#231;&#227;o de &#8220;armas&#8221;...quer evitar precisamente a discuss&#227;o da pol&#237;tica de conjunto que os trotskistas devem impulsionar. Por isso, &#233; falsa sua afirma&#231;&#227;o de que a &#8220;verdadeira cr&#237;tica da FT que se mant&#233;m &#233; que exigimos &#8216;armas para os rebeldes'. Esta &#233; a verdadeira discuss&#227;o&#8221;. N&#227;o, o que lhe discutimos &#227; LIT-QI &#233; que reivindica &#8220;armas&#8221;...para sua pol&#237;tica de &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221;, adaptando-se ao campo burgu&#234;s anti-Assad e seu setor &#8220;n&#227;o fundamentalista&#8221;. Ou seja: defendem uma vers&#227;o semi-etapista da revolu&#231;&#227;o (aproximando-se das concep&#231;&#245;es mencheviques) em lugar de impulsionar uma estrat&#233;gia independente de classe, fundada na concep&#231;&#227;o trotskista da revolu&#231;&#227;o permanente, defendida pela FT-QI.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#8220;Tremendas&#8221; e &#8220;impressionantes vitorias&#8221; o fiasco da &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221;?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comecemos lembrando o posicionamento da LIT-QI no processo da primavera &#225;rabe. Na L&#237;bia primeiro festejaram a derrubada de Kadafi dizendo que &#8220;...saudamos efusivamente estes fatos que constituem sem lugar a d&#250;vidas, uma tremenda vit&#243;ria pol&#237;tica e militar do povo l&#237;bio e de todo o processo revolucion&#225;rio que sacode o mundo &#225;rabe...estamos diante de uma impressionante vit&#243;ria de um povo que tomou as armas&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-QI &#8220;El pueblo en armas est&#225; destruyendo el r&#233;gimen de Kadafi&#8221;, 25/08/2011.&#034; id=&#034;nh3-3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, ignorando a import&#226;ncia da interven&#231;&#227;o da OTAN que terminou dirigindo pol&#237;tica e militarmente ao campo rebelde, posi&#231;&#227;o capituladora com a qual debatemos em diferentes notas&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;La situaci&#243;n libia y la pol&#237;tica de los revolucionarios (La Verdad Obrera, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, lavam as m&#227;os desta incr&#237;vel reivindica&#231;&#227;o do &#8220;triunfo&#8221; na L&#237;bia com interven&#231;&#227;o do imperialismo, defendendo em sua Declara&#231;&#227;o de 27/9/13 que: &#8220;a LIT (na S&#237;ria) estivemos sempre contra a interven&#231;&#227;o imperialista porque essa interven&#231;&#227;o tinha o objetivo de tentar controlar e derrotar a revolu&#231;&#227;o desde dentro, para estabilizar sob seu controle o pa&#237;s e a regi&#227;o&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-QI, Declara&#231;&#227;o do Comit&#234; Executivo Internacional, 27/09/13.&#034; id=&#034;nh3-5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Mas o certo &#233; que em seu momento definiram que haveria uma &#8220;unidade de a&#231;&#227;o&#8221; com o que ficava embelezado no papel do imperialismo &#8220;democr&#225;tico&#8221;. A LIT-QI deveria se perguntar como &#233; poss&#237;vel que se sucedam, segunda ela mesma, os &#8220;tremendos&#8221;, &#8220;enormes&#8221; triunfos das massas, sob as m&#227;os do imperialismo justamente nos pa&#237;ses semicoloniais como a L&#237;bia, onde a resolu&#231;&#227;o das demandas democr&#225;ticas e sociais das massas est&#227;o indissoluvelmente ligadas &#227; tarefa democr&#225;tica por excel&#234;ncia que &#233; a liberta&#231;&#227;o do imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais tarde no Egito saudaram tamb&#233;m como um &#8220;grande triunfo das massas&#8221; a queda do governo de Morsi, sem dizer que come&#231;ou como uma importante mobiliza&#231;&#227;o popular pedindo a destitui&#231;&#227;o do presidente eleito, mas que finalmente foi expropriada e se imp&#244;s com a interven&#231;&#227;o militar que terminou restaurando o poder do ex&#233;rcito. Com uma m&#225;scara de governo civil os militares de al-Sisi (alto oficial do ex&#233;rcito mubakharista) desataram uma selvagem repress&#227;o contra a Irmandade Mu&#231;ulmana e os setores populares que a apoiam; estabeleceram o Estado de S&#237;tio endurecendo as condi&#231;&#245;es de repress&#227;o contra os setores mais combativos dos oper&#225;rios, como as greves em Suez, e mais recentemente at&#233; deixaram em liberdade o ditador Mubarak pondo a n&#250; o car&#225;ter reacion&#225;rio do novo governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LIT-QI n&#227;o distingue que uma coisa s&#227;o as massas com suas organiza&#231;&#245;es e seus m&#233;todos derrotando o governo de Morsi, e outra muito diferente &#233; que o fa&#231;a o ex&#233;rcito expropriando-lhe o triunfo da mobiliza&#231;&#227;o com o objetivo de avan&#231;ar em dire&#231;&#227;o &#224; liquida&#231;&#227;o do processo revolucion&#225;rio de conjunto. Como se fosse pouco, defenderam a consigna de lutar por uma &#8220;Assembleia Constituinte livre e soberana, sem a participa&#231;&#227;o de militares nem da Irmandade&#8221; e at&#233; levantaram a de &#8220;Nenhum direito democr&#225;tico nem de express&#227;o para a Irmandade e seus l&#237;deres pol&#237;ticos, enquanto se mobilizem pelo retorno de Morsi!&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Vergonhosa capitula&#231;&#227;o da LIT-CI no Egito (La Verdad Obrera, 22/08/2013).&#034; id=&#034;nh3-6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, quando os militares j&#225; no governo desatavam a repress&#227;o sobre a Irmandade. Uma clara adapta&#231;&#227;o ao campo burgu&#234;s que &#233; integrada pelos burgueses civis laicos, liberais, nacionalistas e a opini&#227;o p&#250;blica influenciada pelos meios de comunica&#231;&#227;o que colaboram com os militares que tenta negar os direitos democr&#225;ticos m&#237;nimos de express&#227;o e mobiliza&#231;&#227;o a um setor que representa a uma enorme porcentagem da popula&#231;&#227;o do Egito, e que havia ganhado as elei&#231;&#245;es de maior e junho de 2012. O que diz a LIT-QI do &#8220;grande triunfo das massas&#8221; depois do massacre de centenas de militantes da Irmandade Mu&#231;ulmana que se manifestaram pacificamente pela volta de Morsi, ap&#243;s a ilegaliza&#231;&#227;o de tal organiza&#231;&#227;o e mais de 50 manifestantes perderam a vida durante a repress&#227;o nos atos de 40 anos da guerra de Yom Kippur?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LIT-QI rompeu com a concep&#231;&#227;o permanentista de Trotsky e como temos discutido em v&#225;rias ocasi&#245;es, continua aferrada a uma teoria da &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221; onde n&#227;o seria necess&#225;ria a interven&#231;&#227;o do proletariado como classe e sua vanguarda mais consciente organizada num partido revolucion&#225;rio para a tomada do poder pol&#237;tico, mas que &#233; suficiente derrubar o &#8220;tirano&#8221; e conquistar os direitos pol&#237;ticos civis de uma democracia parlamentar (burguesa) como primeiro passo para uma futura revolu&#231;&#227;o socialista (que nunca chega). Partindo de sua concep&#231;&#227;o objetivista em que o &#250;nico que importa &#233; a mobiliza&#231;&#227;o em si, sem importar quem a dirige e com qual programa, para a LIT-QI as transforma&#231;&#245;es nos regimes ditatoriais ao longo do processo da primavera &#225;rabe s&#227;o todas &#8220;vit&#243;rias&#8221; que v&#227;o se acumulando sem nenhum por&#233;m, a favor das massas. Ainda que esta vis&#227;o v&#225; contra os fatos, a LIT-QI sustenta para que n&#227;o se derrube a base de sua concep&#231;&#227;o de revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica. Para a LIT-QI nem sequer &#233; decisivo o n&#237;vel de irrup&#231;&#227;o das massas no &#8220;governo de seus pr&#243;prios destinos&#8221;, crit&#233;rio fundamental de Trotsky em uma revolu&#231;&#227;o: basta com que algum tipo de levantamento, crise pol&#237;tica, ou enfrentamento armado. &#201; por isso que para a LIT-QI o mesmo vale para a queda de Mubarak pela mobiliza&#231;&#227;o das massas, que se enfrentaram durante dias contra as for&#231;as repressivas com mais de mil mortos e onde a classe oper&#225;ria teve um papel decisivo no &#250;ltimo momento, abrindo-se um profundo processo revolucion&#225;rio que a queda de Kadafi onde o imperialismo cooptou as mil&#237;cias rebeldes e definiu a situa&#231;&#227;o com as bombas da OTAN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A verdadeira din&#226;mica do levantamento popular na S&#237;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As manifesta&#231;&#245;es das massas s&#237;rias de 2011 foram parte do levantamento revolucion&#225;rio da primavera &#225;rabe. O levantamento na S&#237;ria come&#231;ou ap&#243;s o governo ter prendido a 15 estudantes por pintar grafites contra Assad, o que desatou a mobiliza&#231;&#227;o que teve seus in&#237;cios com uma forte composi&#231;&#227;o de juventude organizada atrav&#233;s das redes sociais. As for&#231;as de seguran&#231;a assassinaram quatro manifestantes e a partir deste momento, os protestos que se iniciaram com exig&#234;ncias de reformas democr&#225;ticas ao governo, foram aumentando, chamando agora sim &#227; queda do conjunto do regime. Mas o regime conseguiu resistir, se manteve em p&#233; e contra-atacou com uma feroz repress&#227;o fo&#231;ando o enfrentamento armado, a guerra civil. O levantamento n&#227;o conseguiu dar um salto qualitativo, e a classe oper&#225;ria n&#227;o participou ou o fez de forma totalmente dilu&#237;da, enquanto que as duas greves gerais chamadas n&#227;o tiveram continuidade, nem conseguiram imprimir um car&#225;ter prolet&#225;rio ao movimento de conjunto. A situa&#231;&#227;o foi retrocedendo e tomou a forma de uma guerra civil na que os elementos de irrup&#231;&#227;o espont&#226;nea das massas se foram diluindo, enquanto no campo rebelde passaram a primar distintas fac&#231;&#245;es burguesas, imprimindo tra&#231;os de divis&#245;es &#233;tnicas e confessionais ao heterog&#234;neo e fracionado movimento. A sangria causada pela repress&#227;o, a ru&#237;na da economia, com inumer&#225;veis centros de trabalho destru&#237;dos ou inutilizados, o &#234;xodo de quase dois milh&#245;es de refugiados, a destrui&#231;&#227;o dos servi&#231;os p&#250;blicos essenciais ap&#243;s dois anos de guerra civil tiveram efeitos depressivos sobre o movimento de massas, unido ao nefasto papel das dire&#231;&#245;es burguesas e islamistas. O peso sunita na rebeli&#227;o, agitando o fantasma da &#8220;islamiza&#231;&#227;o&#8221; da S&#237;ria, que sob o regime ditatorial do Baath &#233; um Estado laico, empurra ao apoio a Al Assad &#227; minoria alawita, assim como os crist&#227;os e setores kurdos. Ao mesmo tempo, a ditadura tem o apoio do Ira e seus aliados, como o Hezbollah. Neste marco, refletindo a import&#226;ncia geopol&#237;tico da S&#237;ria na regi&#227;o, o imperialismo e distintas pot&#234;ncias enfrentadas ao regime de Al Assad, temem que se estenda a influ&#234;ncia iraniana e apoiam a diversas fac&#231;&#245;es rebeldes, buscando fazer valer seus pr&#243;prios interesses. A Turquia, uma pot&#234;ncia aliada aos EUA, interessada em evitar que a crise s&#237;ria detone um processo incontrol&#225;vel entre os curdos em sua fronteira, sustenta ao ELS, permitindo usar seu territ&#243;rio como santu&#225;rio e apoiando-o com armas e ajuda de todo tipo. Os Estados Unidos e a Europa preferem uma unifica&#231;&#227;o da resist&#234;ncia que ponha limites &#225;s fra&#231;&#245;es islamistas salafistas, ainda que incluindo os mu&#231;ulmanos moderados (Irmandade Mu&#231;ulmana). Por isso, n&#227;o &#233; casual que Al Assad tenha festejado a derrubada de Morsi pelos militares no Egito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A viol&#234;ncia da crise s&#237;ria faz com que o imperialismo e Israel temam que um colapso do regime e suas For&#231;as Armadas leve &#227; desintegra&#231;&#227;o do pa&#237;s, com imprevis&#237;veis resultados desestabilizadores para o L&#237;bano e toda a regi&#227;o. Isso levou ao imperialismo a n&#227;o se arriscar a uma interven&#231;&#227;o direta, mas buscar outras variantes que possam evitar cen&#225;rios de colapso como o do Iraque ou o da L&#237;bia, de desintegra&#231;&#227;o do regime tendo em conta ademais, a firme oposi&#231;&#227;o da R&#250;ssia e da China (que apoiam Al Assad) a uma agress&#227;o militar aberta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O acordo entre os Estados Unidos e a R&#250;ssia busca preparar o terreno para abrir negocia&#231;&#245;es, &#8220;convencendo&#8221; Al Assad de permitir o ingresso de enviados da ONU e destruir seu arsenal qu&#237;mico. Ainda que isso seja dif&#237;cil, no imediato modificou o cen&#225;rio da guerra civil, permitindo ao regime recuperar terreno e obter um importante respiro. A pr&#243;pria LIT reconhece que a situa&#231;&#227;o de guerra civil est&#225; &#8220;num impasse que pode se prolongar&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-QI, Declara&#231;&#227;o de 29/09/13.&#034; id=&#034;nh3-7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Mesmo assim, insiste em que h&#225; uma grande revolu&#231;&#227;o desenvolvendo-se na qual as massas s&#227;o as grandes protagonistas da guerra civil. For&#231;a a esquerda, exagerando enormemente a verdadeira situa&#231;&#227;o e rela&#231;&#245;es de for&#231;a, para justificar sua posi&#231;&#227;o e em nome desta an&#225;lise nos recomenda que sigamos ao marxismo que &#8220;sempre nos ensinou que nunca se pode confundir, como faz a FT o car&#225;ter objetivo dos processos com sua dire&#231;&#227;o. Da mesma forma que n&#227;o confundir a justeza de uma greve oper&#225;ria com sua dire&#231;&#227;o burocr&#225;tica, n&#227;o devemos confundir a justa causa pela qual luta o povo s&#237;rio com suas dire&#231;&#245;es traidoras&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-QI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh3-8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Mas os que confundem s&#227;o eles falsificando o verdadeiro processo s&#237;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje na S&#237;ria n&#227;o avan&#231;a uma grande revolu&#231;&#227;o (no sentido marxista), como por exemplo sim foi, apesar da dire&#231;&#227;o reacion&#225;ria dos aiatol&#225;s, a revolu&#231;&#227;o iraniana de 1979, na que a classe trabalhadora com a greve geral teve um papel decisivo na derrota do X&#225; e construiu shoras (conselhos) oper&#225;rios, que surgiram inclusive em setores das fragmentadas for&#231;as armadas. Estes organismos n&#227;o guardam nenhuma semelhan&#231;a com os Comit&#234;s Locais que h&#225; em certas zonas da S&#237;ria, e que a LIT-QI esgrime como uma express&#227;o da &#8220;revolu&#231;&#227;o s&#237;ria&#8221;, mas que est&#227;o subordinados &#225;s dire&#231;&#245;es dos aparatos rebeldes. Na S&#237;ria, sob a forma de guerra civil n&#227;o se est&#225; desenvolvendo um grande auge revolucion&#225;rio de massas, que bate e decomp&#245;e as For&#231;as Armadas, tomando em suas pr&#243;prias m&#227;os o enfrentamento armado no sentido de poder oper&#225;rio e popular; mas que o inicial levante popular retrocedeu. O que prima amplamente no cen&#225;rio &#233; uma guerra civil de &#8220;aparatos&#8221; onde de um lado est&#225; o ditador Assad que conserva o essencial do poder estatal e da maior parte do ex&#233;rcito, e de outro uma s&#233;rie de mil&#237;cias irregulares, financiadas e organizadas pelos principais pa&#237;ses da regi&#227;o (Turquia, Ar&#225;bia Saudita, Qatar) que at&#233; chegaram a se enfrentar entre si&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-9&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;No norte, na prov&#237;ncia de Hasakah, confrontos entre mil&#237;cias isl&#224;&#162;micas e (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-9&#034;&gt;9&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; e se atomizaram ao movimento de massas disciplinando-o em suas diversas fra&#231;&#245;es&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-10&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Las fricciones dentro de la oposici&#243;n complicaron el curso de la revoluci&#243;n (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-10&#034;&gt;10&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, segundo divis&#245;es locais, &#233;tnicas e confessionais, relegando (salvo a consigna de derrubar Assad) as profundas reivindica&#231;&#245;es das massas e impedindo uma a&#231;&#227;o unificada contra a repress&#227;o do regime.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o h&#225; uma participa&#231;&#227;o central da classe trabalhadora com suas organiza&#231;&#245;es e seus m&#233;todos de luta (incluindo verdadeiras mil&#237;cias oper&#225;rias e populares); nem um movimento de massas atuando como sujeitos centrais, como poderia ser uma guerra de liberta&#231;&#227;o nacional. N&#227;o negamos que h&#225; setores de massas na resist&#234;ncia ao ditador e fazem parte tamb&#233;m da guerra civil, mas n&#227;o se pode desconhecer que carecem de poder pol&#237;tico e militar independente e se encontram subordinados aos aparatos armados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Espanha e S&#237;ria, diferen&#231;as fundamentais que a LIT-QI desdenha&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Baseando-se em sua err&#244;nea caracteriza&#231;&#227;o de grande revolu&#231;&#227;o em marcha&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-11&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;N&#227;o podemos nos deter no aspecto metodol&#243;gico aqui, mas deve-se notar que a (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-11&#034;&gt;11&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;,a LIT pretende equiparar a atual situa&#231;&#227;o s&#237;ria &#227; da revolu&#231;&#227;o e guerra civil na Espanha (1936-1939)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-12&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;A revolu&#231;&#227;o espanhola foi uma das maiores revolu&#231;&#245;es da classe trabalhadora (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-12&#034;&gt;12&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.Este seria o fundamento para sustentar sua pol&#237;tica de se localizar no campo progressista e desde a&#237;, fazer eixo na demanda de &#8220;armas e apoio material para a resist&#234;ncia&#8221; dirigida ao imperialismo. Por isso, afirma que &#8220;Trotsky foi o primeiro em condenar energicamente a negativa dos governos da Inglaterra e Fran&#231;a (de enviar armas) durante a guerra civil espanhola, como uma atitude que s&#243; fortalecia ao fascismo e al&#233;m disso, sempre colocou que os revolucion&#225;rios deveriam utilizar as contradi&#231;&#245;es do imperialismo e poderiam aceitar armas para continuar sua luta&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-13&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-QI, Declara&#231;&#227;o de 29/09/13.&#034; id=&#034;nh3-13&#034;&gt;13&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos de acordo com o conte&#250;do geral. N&#243;s nunca nos opusemos por princ&#237;pio a exigir e receber alimentos ou ajuda de qualquer tipo, inclusive armas, a favor das massas oper&#225;rias e populares, no marco de desenvolver um processo revolucion&#225;rio aproveitando as contradi&#231;&#245;es burguesas-imperialistas. O que recha&#231;amos &#233; que a quest&#227;o militar se constitua como um fim em si mesmo, como faz a LIT-QI, ocultando o conte&#250;do oportunista de sua pol&#237;tica sob esta pretens&#227;o. Por isso do que se trata &#233; de definir &#8220;armas para qual pol&#237;tica?&#8221;, pois a quest&#227;o militar para os marxistas est&#225; subordinada &#227; pol&#237;tica, express&#227;o de uma estrat&#233;gia de classe. Para come&#231;ar &#233; preciso demonstra a fant&#225;stica identidade que a LIT-QI estabelece entre a S&#237;ria e a Espanha de 1936/39. A LIT-QI se nega a reconhecer a import&#226;ncia das grandes diferen&#231;as entre ambas as situa&#231;&#245;es e tratando de prevenir-se colocam que: &#8220;Nos dir&#227;o: A Espanha &#233; diferente da S&#237;ria! Pois existiam fortes organiza&#231;&#245;es da classe trabalhadora. Isso &#233; verdade. Existem muitas diferen&#231;as entre a revolu&#231;&#227;o espanhola e a atual revolu&#231;&#227;o s&#237;ria. Mas existem duas coincid&#234;ncias fundamentais: as duas revolu&#231;&#245;es se expressam em guerras civis e nenhuma foi dirigida por um partido revolucion&#225;rio, nem a classe trabalhadora atuou como um &#8220;sujeito pol&#237;tico independente&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-14&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-QI,&#8221;Exigir ou n&#227;o armas ao imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh3-14&#034;&gt;14&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. N&#227;o, a diferen&#231;a decisiva &#233; que na Espanha se desenvolvia uma grande revolu&#231;&#227;o oper&#225;ria e camponesa. O ascenso oper&#225;rio e popular contra o golpe fascista abriu um grande auge revolucion&#225;rio e uma situa&#231;&#227;o de amplo duplo poder no territ&#243;rio republicano. &#201; certo que na guerra civil subsequente se enfrentavam dois campos burgueses definidos: o fascismo e a rep&#250;blica&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-15&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Disse Trotsky: &#8220;Na Guerra Civil Espanhola, a pergunta &#233;: democracia ou (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-15&#034;&gt;15&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, mas nesta &#250;ltima se encontravam os oper&#225;rios al&#231;ados em armas que tomavam as f&#225;bricas sob seu controle, como em Barcelona, enquanto os camponeses expropriavam aos latifundi&#225;rios em regi&#245;es inteiras e coletivizavam a terra (Aragon). O faziam como sujeitos centrais, social e politicamente diferenciados como classe, atrav&#233;s de suas organiza&#231;&#245;es de classe, principalmente os sindicatos e as mil&#237;cias, enquanto que os republicanos burgueses consistiam apenas de uma &#8220;sombra&#8221; da burguesia sustentada pelos partidos reformistas (PSOE e PCE) e os dirigentes anarquistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A guerra civil espanhola foi consequ&#234;ncia da imensa e mais importante e heroica revolu&#231;&#227;o oper&#225;ria do per&#237;odo do entre-guerras que se iniciou em 1931 e se estendeu durante quase uma d&#233;cada, onde a classe trabalhadora sim atuou como um &#8220;sujeito pol&#237;tico independente&#8221; ainda que sob dire&#231;&#245;es reformistas. &#201; por isso que Trotsky conclui que, como mostraram as heroicas a&#231;&#245;es do proletariado espanhol basta recordar as jornadas de maio de 1937 em Barcelona!.. a classe trabalhadora n&#227;o deu, frente a suas dire&#231;&#245;es reformistas, &#8220;o menor sinal de tal submiss&#227;o. O caminho da luta seguido pelos oper&#225;rios cortava em todo o momento sob um determinado &#226;ngulo o das dire&#231;&#245;es e, nos momentos mais cr&#237;ticos, este &#226;ngulo era de 180 &#176;. A dire&#231;&#227;o ent&#227;o, direta ou indiretamente ajudava a submeter os oper&#225;rios pela for&#231;a das armas.&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-16&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Trotsky, Le&#243;n. &#8220;Classe, partido e dire&#231;&#227;o&#8221;.&#034; id=&#034;nh3-16&#034;&gt;16&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelo contr&#225;rio, a guerra civil s&#237;ria &#233; consequ&#234;ncia do aborto e desvio das mobiliza&#231;&#245;es de massas produzidas no come&#231;o de 2011. Na Espanha o proletariado p&#244;s em p&#233; em 1934 a Comuna de Ast&#250;rias (um governo de duplo poder regional). J&#225; em 1936, enfrentou e derrotou em grande parte do territ&#243;rio ao golpe franquista e em seguida organizou suas pr&#243;prias mil&#237;cias, tomou as f&#225;bricas e imp&#244;s o controle oper&#225;rio na Catalunha, enquanto no campo se expropriava os latifundi&#225;rios ao calor da guerra civil contra o fascismo. N&#227;o h&#225; nada compar&#225;vel na S&#237;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, a LIT incorre numa insustent&#225;vel analogia entre as dire&#231;&#245;es rebeldes s&#237;rias de car&#225;ter burgu&#234;s e pequeno-burgu&#234;s e sem peso de organiza&#231;&#245;es oper&#225;rias, como &#233; o caso do ELS, a Frente Popular espanhola, na qual figuravam correntes reformistas com peso de massas e que se apoiava nas grandes centrais sindicais. Por isso, n&#227;o compreende o sentido da cita&#231;&#227;o de Trotsky que temos usado na nota anterior: &#8220;...Defenderemos a ideia de que os sindicatos devem coletar dinheiro, n&#227;o para o governo, mas para os sindicatos espanh&#243;is, para as organiza&#231;&#245;es oper&#225;rias&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-17&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Idem.&#034; id=&#034;nh3-17&#034;&gt;17&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Ronald Leon usa a seguinte frase: &#034;Se nos objetam que sindicatos espanhois est&#227;o ligados ao governo, e, portanto, enviar dinheiro seria inadmiss&#237;vel, responderemos citando um exemplo: durante a greve dos mineiros na Gr&#227;-Bretanha em 1926, enviamos dinheiro para os sindicatos dos mineiros, cujos l&#237;deres estavam intimamente ligados ao governo brit&#226;nico ... &#034;, nem percebem que Trotsky est&#225; falando de organiza&#231;&#245;es prolet&#225;rias com dire&#231;&#245;es reformistas, e n&#227;o um aparato alheio a classe trabalhadora como &#233; o ELS , cuja dire&#231;&#227;o &#233; exercida pelo general Idris, ex-oficial do Ex&#233;rcito Al Assad, e &#233; composto de numerosos oficiais e ex-soldados que desertaram, financiado e protegido pelo apoio turco e imperialista.O ELS surge em julho de 2011, quando um grupo de oficiais militares s&#237;rios anunciou sua ren&#250;ncia, denominando-se &#034;Ex&#233;rcito S&#237;rio Livre&#034; e prometendo uma guerra de guerrilha contra a Al Asad. Atualmente, o ESL &#233; a principal refer&#234;ncia das mil&#237;cias e consiste de v&#225;rios grupos rebeldes, incluindo setores mu&#231;ulmanos sunitas que lutam contra os alau&#237;tas (seita minorit&#225;ria, perto do Isl&#224; xiita de Al Assad) e alguns pr&#243;ximos aos salafistas. Ainda que o &#034;Jabhat Al-Nusra&#034; (Frente Victory, ligado &#227; Al-Qaeda) &#233; organizado de forma independente, tamb&#233;m h&#225; as mil&#237;cias locais, que s&#227;o compostas em grande parte de oficiais e desertores e civis em geral, incluindo os comerciantes e at&#233; mesmo membros do partido Baath de Al Assad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como eles mesmos admitem: &#034;N&#243;s todos sabemos que a grande maioria das mil&#237;cias rebeldes s&#227;o liderados por lideran&#231;as burguesas, como o Conselho Nacional S&#237;rio (CNS), ou a c&#250;pula dos ELS, que tamb&#233;m s&#227;o profundamente pr&#243;-imperialista. Tamb&#233;m &#233; ineg&#225;vel que a classe trabalhadora como um sujeito social, n&#227;o s&#243; n&#227;o &#233; o l&#237;der da revolu&#231;&#227;o, mas atua na resist&#234;ncia &#227; ditadura em forma dilu&#237;da &#034;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-18&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-QI, &#8220;Exigir ou n&#227;o armas ao imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh3-18&#034;&gt;18&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.. No entanto, n&#227;o d&#225; qualquer import&#226;ncia a isso na formula&#231;&#227;o da sua pol&#237;tica. A LIT-QI nem sequer tentar definir quais s&#227;o especificamente os setores que devem ser apoiadas por ser progressiva e independente, qual o programa tem ou o que s&#227;o suas organiza&#231;&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&#225; que lembrar que o ELS &#233; representado na Coaliz&#227;o Nacional para as For&#231;as da Revolu&#231;&#227;o e a Oposi&#231;&#227;o S&#237;ria (CNFROS), &#227; qual tamb&#233;m aderiu o Conselho Nacional S&#237;rio (CNS), tentando unificar a oposi&#231;&#227;o com um programa de colabora&#231;&#227;o com o imperialismo, e pedindo a interven&#231;&#227;o deste (por exemplo, pedindo a Obama para instalar m&#237;sseis Patriot na fronteira turca &#034;para proteger os civis&#034;). Nas CNFROS, reconhecido pela Liga &#193;rabe, e v&#225;rios pa&#237;ses imperialistas (como a Fran&#231;a) t&#234;m peso da Irmandade Mu&#231;ulmana, e uma variedade de figuras da oposi&#231;&#227;o burguesa. A CNFROS recentemente nomeou como &#034;primeiro-ministro do governo interino&#034;, o mu&#231;ulmano moderado Ahmad Yarba. Enquanto isso, os setores fundamentalistas, como a Frente Al Nusra e outros que querem um Estado isl&#224;&#162;mico baseado na sharia, s&#227;o mantidos separados&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-19&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Varias destas correntes impulsionam uma frente islamista e recha&#231;am a CNFROS.&#034; id=&#034;nh3-19&#034;&gt;19&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;For&#231;ando os fatos, a LIT coloca uma enorme &#234;nfase na compara&#231;&#227;o entre a S&#237;ria e Espanha, mas n&#227;o implementa as estrat&#233;gicas recomenda&#231;&#245;es Trotsky: a pol&#237;tica e, claro, as armas, devem servir para fortalecer as posi&#231;&#245;es de classe, para garantir &#034;a vit&#243;ria de uma classe sobre a outra&#034;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-20&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Le&#243;n Trotsky, &#191;Es posible la victoria?&#034; id=&#034;nh3-20&#034;&gt;20&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. A LIT-CI acredita que a tarefa atual &#233; a de derrotar o ditador n&#227;o importa com que a pol&#237;tica e m&#233;todos, pelo que deve ser localizado sem mais no campo rebelde, e s&#243; precisa de armas, n&#227;o importa quem as empunha, sem perguntar-se se massas e o proletariado podem us&#225;-los para seu proveito. Na realidade, a rela&#231;&#227;o que Trotsky colocava se inverteu para a LIT, os problemas de estrat&#233;gia e pol&#237;tica independente s&#227;o secund&#225;rios e em nada compartilham sua perspectiva de classe, as armas &#233; que s&#227;o essenciais j&#225; que a tarefa &#233; &#034;ser os melhores soldados&#034; contra Al Assad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LIT convenientemente esquece outra diferen&#231;a fundamental entre a Espanha e a S&#237;ria: a Espanha foi e &#233; um pa&#237;s imperialista, opressor de nacionalidades em tempo de guerra civil, com col&#243;nias em &#193;frica. Em vez disso, a S&#237;ria &#233; uma semicolonia, um pa&#237;s oprimido pelo imperialismo. Portanto, consideramos que para caracterizar rebeldes o crit&#233;rio de sua atitude para com o imperialismo &#233; essencial. Os dirigentes da LIT poderiam recordar, por exemplo, que Nahuel Moreno colocou este problema t&#227;o crucial para definir a posi&#231;&#227;o ante as diferentes for&#231;as na revolu&#231;&#227;o angolana e na guerra civil, quando os guerrilheiros da FNLA- UNITA, que tinham sido parte da luta contra o colonialismo portugu&#234;s vieram a colaborar com a agress&#227;o imperialista e sul-africana contra o triunfante MPLA&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-21&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Nahuel Moreno. Angola: la revoluci&#243;n negra en marcha. Editorial Pluma. (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-21&#034;&gt;21&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Em contraste, na S&#237;ria, na L&#237;bia, a LIT s&#243; os mede com a marca democr&#225;tica se sua oposi&#231;&#227;o &#227; ditadura, sem atribuir import&#226;ncia qualitativa de sua rela&#231;&#227;o com o imperialismo &#034;democr&#225;tico&#034;. Por isso chamam a &#034;incentivar a mobiliza&#231;&#227;o mais ampla para exigir de nossos pa&#237;ses e governos de todo o mundo, inclusive nos pa&#237;ses imperialistas a expedi&#231;&#227;o imediata de armas pesadas, medicamentos e todo material de apoio para as mil&#237;cias rebeldes do ESL e comit&#234;s Coordena&#231;&#227;o Local, sem condi&#231;&#245;es de qualquer tipo&#034;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-22&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-QI, &#8220;Exigir ou n&#227;o armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh3-22&#034;&gt;22&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, insistimos, o debate central n&#227;o &#233; se deve-se ou n&#227;o pedir armas do imperialismo como quer acreditar a LIT, mas para que pol&#237;tica e qual o programa. No desenvolvimento da Guerra Civil Espanhola, contra o fascismo, Trotsky discute o programa para o triunfo do campo republicano como parte da estrat&#233;gia da classe oper&#225;ria no caminho para alcan&#231;ar a ditadura do proletariado &#034;...a &#250;nica maneira de garantir a vit&#243;ria na Espanha &#233; dizer aos camponeses: &#034;A Terra espanhola &#233; sua &#034;; dizer aos trabalhadores: &#034; as f&#225;bricas espanholas s&#227;o suas. Esta &#233; a &#250;nica maneira de garantir a vit&#243;ria ... &#034; (Os revolucion&#225;rios na guerra civil). E continua, &#034;o que nos interessa n&#227;o &#233; a vit&#243;ria militar em si, mas a vit&#243;ria da revolu&#231;&#227;o, ou seja, a vit&#243;ria de uma classe sobre a outra . &#034; O revolucion&#225;rio russo afirmou categoricamente que &#034; as condi&#231;&#245;es de vit&#243;ria &#034;, estavam asseguradas no marco da revolu&#231;&#227;o social, programa ao qual estava subordinado e do qual dependiam as quest&#245;es militares e do armamento. Seria bom que os companheiros da LIT lessem os textos de Trotsky como &#034; Espanha, &#250;ltima advert&#234;ncia &#034; entre outros, onde &#233; claramente estabelecida rela&#231;&#227;o entre o armamento e o programa pol&#237;tico. Lembremos de alguns trechos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;[...] Os combatentes revolucion&#225;rios do ex&#233;rcito devem estar plenamente cientes de que est&#227;o lutando por sua emancipa&#231;&#227;o completa, e n&#227;o pela restaura&#231;&#227;o da velha forma (democr&#225;tica) de funcionamento [...] A vit&#243;ria &#233; determinada pelas classes e camadas envolvidos na luta [...] o ex&#233;rcito revolucion&#225;rio deve n&#227;o apenas proclamar, mas realizar imediatamente, nas prov&#237;ncias conquistadas, as medidas mais urgentes da revolu&#231;&#227;o social [...] devem ser expulsos do ex&#233;rcito revolucion&#225;rio impiedosamente os inimigos da revolu&#231;&#227;o socialista ou seja, os exploradores e seus agentes, mesmo se eles est&#227;o cobertos com a m&#225;scara do &#034;democrata&#034;, &#034;republicano&#034; &#034;socialista&#8221; ou &#034;anarquista&#034; [...] A estrat&#233;gia de guerra civil deve combinar as regras da arte militar com as tarefas da revolu&#231;&#227;o social [...] Em outras palavras, a pol&#237;tica revolucion&#225;ria domina a estrat&#233;gia&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#8220;Armas e apoio material para a resist&#234;ncia&#8221;...a servi&#231;o da &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LIT omite o detalhe de que o imperialismo e v&#225;rias pot&#234;ncias regionais j&#225; est&#227;o prestando apoio financeiro, forma&#231;&#227;o, provis&#245;es, armas e at&#233; mesmo volunt&#225;rios para diferentes fra&#231;&#245;es da resist&#234;ncia. N&#227;o s&#243; os sauditas e Qatar para diversas mil&#237;cias fundamentalistas, mas em especial Turquia ao ELS, - enquanto que Obama j&#225; decidiu fornecer ajuda &#034;n&#227;o-letal&#034; para a oposi&#231;&#227;o s&#237;ria. Em mar&#231;o, os Chefes de Estado e de Governo da Liga &#193;rabe, reunidos em Doha, tinha reafirmado a sua posi&#231;&#227;o de &#034;fornecer os meios de autodefesa, incluindo a militar, para apoiar o povo s&#237;rio e do Ex&#233;rcito Livre da S&#237;ria (ESL)&#034; .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por sua parte, a Uni&#227;o Europeia decidiu acabar com o embargo de armas &#227; oposi&#231;&#227;o s&#237;ria em 27 de maio. Tampouco s&#227;o escassas as medidas de press&#227;o econ&#244;mica tomadas pelo imperialismo. Por agora, o imperialismo n&#227;o fornece armas pesadas, como parte de seu c&#225;lculo para manipular guerra civil dentro de certos limites, para desgastar Al Assad e buscar uma solu&#231;&#227;o negociada, mas impedindo de atingir um colapso do Ex&#233;rcito e da desintegra&#231;&#227;o do Estado s&#237;rio (o medo de um cen&#225;rio iraquiano). Mais uma vez, nada a ver com o embargo de armas imposto pelas pot&#234;ncias &#034;democr&#225;ticas&#034; na Espanha que s&#243; afetou a Rep&#250;blica, pois se tratava de afogar as massas em armas para impedir o triunfo da revolu&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acumulando cita&#231;&#245;es sobre pol&#237;tica militar e sua implementa&#231;&#227;o na guerra civil espanhola, a LIT-QI tenta encontrar um ponto de apoio na tradi&#231;&#227;o do trotskismo, mas sem alterar o conte&#250;do do oportunismo pol&#237;tico de sua oposi&#231;&#227;o. Em sua extensa nota de 14/10 colocam que: &#034;Como em qualquer guerra, e, especialmente, nestas condi&#231;&#245;es, o problema das aramas torna-se vital, para ganhar ou perder a guerra, ou o que &#233; o mesmo para a vit&#243;ria ou derrota da revolu&#231;&#227;o s&#237;ria &#034;. Mas o programa que defendem para a guerra civil &#233; puramente democr&#225;tica, alinhada com sua vis&#227;o semi-etapista de que a primeira tarefa corresponde a derrubar a ditadura para conseguir uma &#034;revolu&#231;&#227;o pol&#237;tica&#034; no regime.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em sua declara&#231;&#227;o do dia 27/09 resumem como segue: autodetermina&#231;&#227;o para os curdos, &#034;o princ&#237;pio da soberania nacional, sem entregar seus recursos para as multinacionais imperialistas para continuar o saque da S&#237;ria&#034;, &#034;um lugar em p&#233; de igualdade com os homens para as mulheres&#8221;, e que seja &#034;uma Assembleia Constituinte, livre e soberana para decidir o futuro da S&#237;ria?&#034;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-23&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, Declara&#231;&#227;o 27/09/13.&#034; id=&#034;nh3-23&#034;&gt;23&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; Desta forma, separam consignas democr&#225;ticas destinadas a derrubar a ditadura, das tarefas sociais, sem as quais n&#227;o se pode falar do triunfo revolucion&#225;rio. Tanto &#233; assim, que nem se preocupam com que programa econ&#244;mico, social, pol&#237;tico a oposi&#231;&#227;o armada deve aplicar nas &#034;zonas libertadas&#034;. O programa n&#227;o precisa ser defendido nem sequer nas zonas que est&#227;o fora do controle da ditadura!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O programa e a estrat&#233;gia dos trotskistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse corte do programa estritamente democr&#225;tico, separando mecanicamente as tarefas da revolu&#231;&#227;o social (e, assim, fazendo uma concess&#227;o s&#233;ria &#224; l&#243;gica reformista de &#034;ganhar a guerra em primeiro lugar, e em seguida, fazer as mudan&#231;as econ&#244;micas e sociais&#034;), rompe com os ensinamentos fundamentais da Trotsky.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#243;s sempre fomos, desde o in&#237;cio do processo, e estamos a favor da queda de ditadores e governos odiados pelas massas (ver &lt;a href=&#034;http://www.ft-ci.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ft-ci.org&lt;/a&gt; todas as nossas declara&#231;&#245;es), embora a LIT-QI para se localizar queira nos emparentar com o chavismo e seus amigos ditadores stalinistas. Nossas diferen&#231;as n&#227;o est&#227;o l&#225;, mas no que n&#227;o vamos nos cansamos de apontar para LIT: lutar e apoiar a luta contra os ditadores, mas com uma pol&#237;tica independente da classe trabalhadora. Novamente, a LIT-QI reduz e limita a luta para conseguir o colapso desses regimes sob qualquer dire&#231;&#227;o e por tr&#225;s de uma consigna de mobiliza&#231;&#227;o de &#034;Abaixo o ditador&#034;, desvinculada de um programa de transi&#231;&#227;o para aprofundar a din&#226;mica da revolu&#231;&#227;o social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na S&#237;ria, um programa de a&#231;&#227;o para a derrubada revolucion&#225;ria da ditadura de Al Assad deve combinar as demandas imediatas das massas, para atender a ru&#237;na econ&#244;mica urgente e cat&#225;strofe social, com as medidas transit&#243;rias, como a expropria&#231;&#227;o sob controle trabalhadores das f&#225;bricas, bancos e grandes corpora&#231;&#245;es, a revers&#227;o das privatiza&#231;&#245;es feitas pelo regime, a distribui&#231;&#227;o de terras entre os camponeses pobres, e a ruptura com o imperialismo. As tarefas da guerra devem ser articuladas na mesma l&#243;gica de transi&#231;&#227;o para desenvolver o levantamento das massas, em contraste com a l&#243;gica do aparato de militariza&#231;&#227;o burguesa das fac&#231;&#245;es do ESL e v&#225;rios setores isl&#224;&#162;micos. Especificamente aspectos militares do programa deve ser estreitamente ligados &#227; grande tarefa estrat&#233;gica de por em p&#233; organismos de auto-organiza&#231;&#227;o das massas em luta, na perspectiva do poder dos trabalhadores e do povo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Consignas democr&#225;ticas radicais como pode ser a de impor uma Assembleia Constituinte revolucion&#225;ria em a base da derrota de Al Assad e a demoli&#231;&#227;o do regime e suas institui&#231;&#245;es, t&#234;m de ligar-se a resposta de quem poderia garantir uma Assembleia assim. Para n&#243;s, s&#243; um governo oper&#225;rio e campon&#234;s e das organiza&#231;&#245;es de massas constru&#237;das na luta. Colocar hoje aos trabalhadores essa perspectiva tamb&#233;m &#233; essencial para combater a tentativa da c&#250;pula dos ELS de apresentar-se como representante natural e leg&#237;timo das massas s&#237;rias, ou ent&#227;o os islamitas duros, ou ainda os CNFORS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalmente, as tarefas na S&#237;ria n&#227;o podem ser separados das tarefas internacionais contra o imperialismo e o seu agente israelense, pela unidade das massas &#225;rabes contra os governos que desejam sufocar o processo aberto pela &#034;Primavera &#193;rabe&#034;, e uma Federa&#231;&#227;o Rep&#250;blicas Socialistas do Oriente M&#233;dio. &#201; baseado em um programa, especificados de acordo com os termos precisos da situa&#231;&#227;o, que a vanguarda da S&#237;ria poderia avan&#231;ar para a constru&#231;&#227;o de uma dire&#231;&#227;o revolucion&#225;ria.&lt;br class='autobr' /&gt;
Conclus&#245;es&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As verdadeiras conclus&#245;es s&#227;o opostas &#225;s extra&#237;das oir Ronald Leon:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1 - &#034;Trotsky estava pela vit&#243;ria militar dos republicanos contra o fascismo&#034;, mas n&#227;o por usar a necessidade de vencer o Franco para contrabandear pol&#237;tica semietapista da revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica, com um programa m&#237;nimo democr&#225;tico, mas sim com um programa de a&#231;&#227;o revolucion&#225;ria, que inclu&#237;a partir de demandas democr&#225;ticas contra o fascismo, as tarefas democr&#225;ticas estruturais no chamado aos camponeses para tomar a terra, com as demandas sociais, como a expropria&#231;&#227;o de f&#225;bricas sob controle dos trabalhadores, mas tamb&#233;m por uma organiza&#231;&#227;o independente, os soviets na vers&#227;o espanhola, as juntas para incentivar o desenvolvimento da dualidade de poder, que, em seguida, formam a base do futuro Estado dos trabalhadores, na perspectiva do poder dos trabalhadores e dos camponeses, sem o qual n&#227;o se poderia ganhar a guerra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 - Trotsky estava a favor do envio de armas e ajuda aos sindicatos espanh&#243;is, porque eram organiza&#231;&#245;es da classe, mesmo as de lideran&#231;a reformista. Trotsky subordina o problema das armas, outros assuntos da t&#225;tica &#227; pol&#237;tica de classe, revolucion&#225;ria. A LIT-QI que em nada considera o car&#225;ter de classe do ELS, utiliza a consiga de armas para embelezar e &#034;esquerdizar&#034; sua pol&#237;tica de revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica na S&#237;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3 - A LIT-QI quer casar a FT, em primeiro lugar, com Castro e Ch&#225;vez, pelo suposto apoio a Assad, e depois com a ultra-esquerda porque ter&#237;amos uma pol&#237;tica de absten&#231;&#227;o. Na realidade, o contraste entre a nossa pol&#237;tica e a deles mostra que tudo o que envolve a interven&#231;&#227;o de uma estrat&#233;gia de classe independente &#233;, para a LIT-QI, um pecado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &#250;ltimo, n&#227;o queremos deixar de responder ao ataque nos fazem tratando-nos de caluniadores, covardes e traidores. Dizem: &#8220;A discuss&#227;o com a FT sobre este assunto come&#231;a necessariamente por responder uma cal&#250;nia&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-24&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, &#8220;Exigir ou no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh3-24&#034;&gt;24&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; a qual seria que criticamos que sua &#8220;pol&#237;tica para S&#237;ria apaga qualquer delimita&#231;&#227;o de classe, ao se limitar a adaptar-se acriticamente ao setor opositor hegemonizado pela burguesia&#8221;. Temos caracterizado politicamente a linha da LIT-QI na L&#237;bia, Egito e agora S&#237;ria, baseando-nos em cita&#231;&#245;es textuais e argumentando nossa caracteriza&#231;&#227;o de que segue uma adapta&#231;&#227;o oportunista e sem delimita&#231;&#227;o de classe. A LIT-QI em sua pol&#234;mica n&#227;o respondeu essa caracteriza&#231;&#227;o sen&#227;o que a tem aprofundado por seus pr&#243;prios m&#233;ritos. O que sim, &#233; uma absurdidade &#233; tentar colocar para n&#243;s o mote que &#8220;Trotsky atribu&#237;a apenas aos covardes e traidores&#8221;, tentativa que recorda os m&#233;todos stalinistas para afogar a cr&#237;tica trotskista, desqualificar a FT e cortar a discuss&#227;o junto aos seus militantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#243;s seguiremos insistindo: n&#227;o h&#225; outra forma de satisfazer as demandas profundas das massas e resolver &#237;ntegra e efetivamente as tarefas democr&#225;ticas e de liberta&#231;&#227;o nacional sem a tomada do poder pela classe trabalhadora, com a alian&#231;a camponesa e popular. Pelo contr&#225;rio, a pol&#237;tica da LIT-QI na S&#237;ria e no processo da primavera &#225;rabe a localiza como seguidista da oposi&#231;&#227;o burguesa, e no intrincado cen&#225;rio s&#237;rio, se enrola cada dia mais.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb3-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Como observado por Gilbert Achcar &#034;A S&#237;ria &#233; um pa&#237;s que tem sido maci&#231;amente empobrecida nas &#250;ltimas d&#233;cadas, especialmente em &#225;reas rurais: a pobreza aumentou e chegou a uma situa&#231;&#227;o em que quase um ter&#231;o da popula&#231;&#227;o estava abaixo limiar da pobreza, com o aumento do desemprego. Na v&#233;spera da insurrei&#231;&#227;o, o oficial de desemprego os pr&#243;prios dados oficiais era de 15%, e mais de um ter&#231;o dos jovens com idade entre 15-24 anos. &#034;Kaos en la Red, 2013/10/10, S&#237;ria. Entrevista com Gilbert Achcar: entre a revolu&#231;&#227;o e a contra-revolu&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-QI. &#8220;Siria: Estados Unidos pas&#243; de la amenaza de intervenci&#243;n al recule estrepitoso&#8221;. Declara&#231;&#227;o de 29/09/2013.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-QI &#8220;El pueblo en armas est&#225; destruyendo el r&#233;gimen de Kadafi&#8221;, 25/08/2011.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;La situaci&#243;n libia y la pol&#237;tica de los revolucionarios (La Verdad Obrera, 29/12/2011); Revista Estrat&#233;gia Internacional Brasil n&#176; 6 &#8220;A um ano e meio da Primavera &#193;rabe&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-QI, Declara&#231;&#227;o do Comit&#234; Executivo Internacional, 27/09/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Vergonhosa capitula&#231;&#227;o da LIT-CI no Egito (La Verdad Obrera, 22/08/2013).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-QI, Declara&#231;&#227;o de 29/09/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-QI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-9&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-9&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-9&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;9&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;No norte, na prov&#237;ncia de Hasakah, confrontos entre mil&#237;cias isl&#224;&#162;micas e grupos curdos resultaram em 41 mortes. Entre os mortos, 29 eram filiados grupos jihadistas, como Al Nusra frontal e do Estado Isl&#224;&#162;mico do Iraque e da S&#237;ria &#034;El Pa&#237;s, 16/10/2013.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-10&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-10&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-10&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;10&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Las fricciones dentro de la oposici&#243;n complicaron el curso de la revoluci&#243;n en los &#250;ltimos meses, yendo en contra del intento de unificar las fuerzas que combat&#237;an al r&#233;gimen&#8221;, El Universal, 20/10/2013.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-11&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-11&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-11&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;11&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;N&#227;o podemos nos deter no aspecto metodol&#243;gico aqui, mas deve-se notar que a LIT-QI longe do m&#233;todo marxista cai em uma variante do m&#233;todo dedutivo: estabelece primeiro que h&#225; uma colossal revolu&#231;&#227;o na S&#237;ria, a ser seguido pelo esquema mecanicista sua &#034;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#034; na chave semietapista. Isto a priori, segue toda a sua pol&#237;tica, sem fazer qualquer an&#225;lise s&#233;ria da rela&#231;&#227;o de for&#231;as entre as din&#226;micas de mudan&#231;a ou combina&#231;&#245;es contradit&#243;rias entre os aspectos objetivos e subjetivos do processo. O concreto realmente n&#227;o importa muito.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-12&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-12&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-12&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;12&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;A revolu&#231;&#227;o espanhola foi uma das maiores revolu&#231;&#245;es da classe trabalhadora internacional no per&#237;odo entre as duas guerras em que &#034;a hist&#243;ria &#233; novamente um desses momentos privilegiados em que a a&#231;&#227;o consciente do movimento oper&#225;rio pode transformar o situa&#231;&#227;o, parando a marcha em dire&#231;&#227;o &#227; guerra mundial, prevenir os preparativos de guerra imperialistas para uma redivis&#227;o do mundo, andando em esp&#237;rito de 1917 para a revolu&#231;&#227;o mundial &#034;. (Pierre Bru&#233;, Trotsky y la guerra civil en Espa&#241;a).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-13&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-13&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-13&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;13&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-QI, Declara&#231;&#227;o de 29/09/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-14&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-14&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-14&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;14&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-QI,&#8221;Exigir ou n&#227;o armas ao imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-15&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-15&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-15&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;15&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Disse Trotsky: &#8220;Na Guerra Civil Espanhola, a pergunta &#233;: democracia ou fascismo ... O proletariado revolucion&#225;rio n&#227;o pode colocar os dois campos em luta no mesmo saco: se deve usar esta luta por seus pr&#243;prios interesses&#034; (Contra el &#8220;derrotismo&#8221; en Espa&#241;a).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-16&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-16&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-16&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;16&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Trotsky, Le&#243;n. &#8220;Classe, partido e dire&#231;&#227;o&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-17&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-17&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-17&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;17&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Idem.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-18&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-18&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-18&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;18&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-QI, &#8220;Exigir ou n&#227;o armas ao imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-19&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-19&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-19&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;19&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Varias destas correntes impulsionam uma frente islamista e recha&#231;am a CNFROS.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-20&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-20&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-20&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;20&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Le&#243;n Trotsky, &#191;Es posible la victoria?&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-21&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-21&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-21&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;21&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Nahuel Moreno. Angola: la revoluci&#243;n negra en marcha. Editorial Pluma. Bogot&#225;, 1977.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-22&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-22&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-22&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;22&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-QI, &#8220;Exigir ou n&#227;o armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-23&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-23&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-23&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;23&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, Declara&#231;&#227;o 27/09/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-24&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-24&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3-24&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;24&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, &#8220;Exigir ou no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>La LIT-CI se empantana en el complejo escenario sirio</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/La-LIT-CI-se-empantana-en-el-complejo-escenario-sirio</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/La-LIT-CI-se-empantana-en-el-complejo-escenario-sirio</guid>
		<dc:date>2013-11-13T23:00:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Diego Dalai, Graciela L&#243;pez Egu&#237;a</dc:creator>


		<dc:subject>Asia</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject> PTS (Partido de los Trabajadores Socialistas) de Argentina </dc:subject>
		<dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
		<dc:subject>Siria</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El proceso revolucionario que comenz&#243; en T&#250;nez y se extendi&#243; por el norte de &#193;frica a Libia y Egipto llegando a Yemen y Siria se encuentra estancado y en retroceso, incluso en los pa&#237;ses que hab&#237;a logrado derribar a los dictadores, aunque de ning&#250;n modo se ha cerrado pues su profundidad se asienta sobre un gran estancamiento econ&#243;mico de la regi&#243;n, expresi&#243;n de la crisis financiera internacional , que alienta el desarrollo del movimiento de las masas impulsado por una combinaci&#243;n de demandas democr&#225;ticas y sociales. De ah&#237; la importancia de los debates que se desarrollan entre las corrientes de izquierda, a la hora de establecer la estrategia revolucionaria de la clase obrera.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Siria" rel="tag"&gt;Siria&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH82/arton7231-19350.jpg?1694708116' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='82' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;El proceso revolucionario que comenz&#243; en T&#250;nez y se extendi&#243; por el norte de &#193;frica a Libia y Egipto llegando a Yemen y Siria se encuentra estancado y en retroceso, incluso en los pa&#237;ses que hab&#237;a logrado derribar a los dictadores, aunque de ning&#250;n modo se ha cerrado pues su profundidad se asienta sobre un gran estancamiento econ&#243;mico de la regi&#243;n, expresi&#243;n de la crisis financiera internacional&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Como se&#241;ala Gilbert Achcar &#8220;Siria es un pa&#237;s que se ha visto masivamente (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, que alienta el desarrollo del movimiento de las masas impulsado por una combinaci&#243;n de demandas democr&#225;ticas y sociales. De ah&#237; la importancia de los debates que se desarrollan entre las corrientes de izquierda, a la hora de establecer la estrategia revolucionaria de la clase obrera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI public&#243; en su p&#225;gina web con fecha 14/10, un extenso debate firmado por Ronald Le&#243;n N&#250;&#241;ez contra las posiciones sostenidas por la FT-CI, en el que intentan endilgarnos un supuesto &#8220;abstencionismo sectario&#8221;. Su nota pretende centrar la pol&#233;mica en el problema de si exigir o no armas al imperialismo para los rebeldes, para escabullir la discusi&#243;n de fondo que desde la FT-CI le venimos planteando a la LIT-CI en torno a las desastrosas consecuencias que tiene su concepci&#243;n semietapista de &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221;, que rompe con la teor&#237;a de la revoluci&#243;n permanente, a la luz del proceso revolucionario &#225;rabe y, en particular, hoy, de Siria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI reconoce que &#8220;&lt;i&gt;El viejo Trotsky, alguien que sab&#237;a lo suficiente de guerras y de temas militares, fundador y dirigente del Ej&#233;rcito Rojo, refiri&#233;ndose a la revoluci&#243;n espa&#241;ola y la guerra en ella dec&#237;a: En una guerra el resultado depende en una cuarta parte, o menos, de lo militar y en tres cuartas partes, o m&#225;s, de la pol&#237;tica&lt;/i&gt;.&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI. &#8220;Siria: Estados Unidos pas&#243; de la amenaza de intervenci&#243;n al recule (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; Pero refugi&#225;ndose detr&#225;s del planteo de &#8220;armas...&#8221;, quiere evitar precisamente la discusi&#243;n de la pol&#237;tica de conjunto que los trotskistas deben impulsar. Por eso, es falsa su afirmaci&#243;n de que &#8220;l&lt;i&gt;a verdadera cr&#237;tica de la FT que se mantiene es que exigimos &#8216;armas para los rebeldes&lt;/i&gt;'. &lt;i&gt;Esta es la verdadera discusi&#243;n&lt;/i&gt;&#8221;. No, lo que le discutimos a la LIT-CI es que reclama &#8220;armas...&#8221; para su pol&#237;tica de &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221;, adapt&#225;ndose al campo burgu&#233;s &#8220;antiAssad&#8221; y su sector &#8220;no fundamentalista&#8221;. O sea: levantan una versi&#243;n semietapista de la revoluci&#243;n (acerc&#225;ndose a las concepciones mencheviques) en lugar de impulsar una estrategia independiente, de clase, fundada en la concepci&#243;n trotskista de la revoluci&#243;n permanente, que es la que defendemos desde la FT-CI.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;&#8220;Tremendas&#8221; e &#8220;impresionantes victorias&#8221; o fiasco de la &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221;?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comencemos recordando el posicionamiento de la LIT-CI en el proceso de la Primavera &#193;rabe.&lt;br class='autobr' /&gt;
En Libia primero festejaron el derrumbe de Kadafi diciendo que &#8220;&lt;i&gt;&#8230;saludamos efusivamente estos hechos que constituyen, sin lugar a dudas, una tremenda victoria pol&#237;tica y militar del pueblo libio y de todo el proceso revolucionario que sacude al mundo &#225;rabe&#8230; estamos delante de una impresionante victoria de un pueblo que tom&#243; las armas&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI &#8220;El pueblo en armas est&#225; destruyendo el r&#233;gimen de Kadafi&#8221;, 25/08/2011.&#034; id=&#034;nh4-3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, rest&#225;ndole toda importancia a la intervenci&#243;n de la OTAN que termin&#243; dirigiendo pol&#237;tica y militarmente al campo rebelde, posici&#243;n claudicante con la que debatimos en diferentes notas&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;La situaci&#243;n libia y la pol&#237;tica de los revolucionarios (La Verdad Obrera, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ahora se lavan la cara de esa incre&#237;ble reivindicaci&#243;n del &#8220;triunfo&#8221; en Libia con intervenci&#243;n del imperialismo, planteando en su Declaraci&#243;n del 27/9/13 que: &#8220;&lt;i&gt;La LIT-CI (en Siria) estuvimos siempre contra la intervenci&#243;n imperialista porque esa intervenci&#243;n ten&#237;a el objetivo de intentar controlar y derrotar la revoluci&#243;n desde adentro, para estabilizar bajo su control el pa&#237;s y la regi&#243;n&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, Declaraci&#243;n del Comit&#233; Ejecutivo Internacional, 27/09/13.&#034; id=&#034;nh4-5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Pero lo cierto es que en su momento definieron que hab&#237;a una &#8220;unidad de acci&#243;n&#8221; con lo que quedaba embellecido el rol del imperialismo &#8220;democr&#225;tico&#8221;. La LIT-CI deber&#237;a preguntarse c&#243;mo es posible que se sucedan, seg&#250;n ella, los &#8220;tremendos&#8221;, &#8220;enormes triunfos de las masas&#8221;, de la mano del imperialismo justamente en pa&#237;ses semicoloniales como Libia donde la resoluci&#243;n de las demandas democr&#225;ticas y sociales de las masas est&#225;n indisolublemente ligadas a la tarea democr&#225;tica por excelencia, que es la liberaci&#243;n del imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M&#225;s tarde en Egipto saludaron tambi&#233;n como un &#034;&lt;i&gt;gran triunfo de las masas&lt;/i&gt;&#034; la ca&#237;da del gobierno de Mursi, sin destacar que comenz&#243; con una importante movilizaci&#243;n popular pidiendo la destituci&#243;n del presidente electo, pero que finalmente fue expropiada y se impuso con la intervenci&#243;n militar que termin&#243; restaurando el poder del ej&#233;rcito. Con una m&#225;scara de gobierno civil los militares de al-Sisi (alto oficial del ej&#233;rcito mubarakista) desataron una salvaje represi&#243;n contra la Hermandad Musulmana y los sectores populares que la apoyan; establecieron el estado de sitio endureciendo las condiciones de hostigamiento contra los sectores m&#225;s combativos de los obreros, como las huelgas en Suez, y m&#225;s recientemente hasta dejaron en libertad al dictador Mubarak poniendo al desnudo el car&#225;cter reaccionario del nuevo gobierno. La LIT-CI no distingue que una cosa es que las masas con sus organizaciones y sus m&#233;todos derroten al gobierno de Mursi, y otra muy distinta que lo haga el ej&#233;rcito expropi&#225;ndole el triunfo a la movilizaci&#243;n con el objetivo de avanzar hacia la liquidaci&#243;n del proceso revolucionario de conjunto. Por si fuera poco levantaron la consigna de luchar por una &#8220;&lt;i&gt;Asamblea Constituyente libre y Soberana, sin participaci&#243;n de militares ni de la Hermandad&#8221;&lt;/i&gt; y hasta levantaron la de &#8220;&lt;i&gt;&#161;Ning&#250;n derecho democr&#225;tico ni de expresi&#243;n para la Hermandad y sus l&#237;deres pol&#237;ticos mientras se movilicen por el retorno de Morsi!&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Ver Vergonzosa capitulaci&#243;n de la LIT-CI en Egipto (La Verdad Obrera, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, cuando los militares ya en el gobierno desataban la represi&#243;n sobre los HM. Una clara adaptaci&#243;n al campo burgu&#233;s que integran los burgueses civiles laicos, liberales y nacionalistas y a la opini&#243;n p&#250;blica influenciada por los medios de comunicaci&#243;n, que colaboraron con los militares, que intenta negar los derechos democr&#225;ticos m&#237;nimos de expresi&#243;n y movilizaci&#243;n a un sector que representa a un enorme porcentaje de la poblaci&#243;n de Egipto y que hab&#237;a ganado las elecciones de mayo y junio de 2012. &#191;Qu&#233; dice la LIT-CI del &#8220;gran triunfo de las masas&#8221; que tras la masacre de cientos de militantes de la Hermandad Musulmana que se manifestaban pac&#237;ficamente por la vuelta de Mursi, luego ilegaliz&#243; a dicha organizaci&#243;n y m&#225;s de 50 manifestantes perdieron la vida durante la represi&#243;n en los actos a 40 a&#241;os de la guerra de Yom Kippur?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI ha roto con la concepci&#243;n permanentista de Trotsky y como hemos discutido en varias ocasiones, contin&#250;a aferrada a una teor&#237;a de la &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221; donde no ser&#237;a necesaria la intervenci&#243;n del proletariado como clase y su vanguardia m&#225;s consciente organizada en un partido revolucionario para la toma del poder pol&#237;tico, sino que es suficiente con derrocar al &#8220;tirano&#8221; y conquistar los derechos pol&#237;ticos y civiles de una democracia parlamentaria (burguesa) como primer paso hacia una futura revoluci&#243;n socialista (que nunca llega). Partiendo de su concepci&#243;n objetivista donde lo &#250;nico que importa es la movilizaci&#243;n en s&#237;, sin importar qui&#233;n la dirige y con qu&#233; programa, para la LIT-CI los cambios en los reg&#237;menes dictatoriales a lo largo del proceso de la Primavera &#193;rabe son todas &lt;i&gt;victorias&lt;/i&gt; que se van acumulando sin m&#225;s a favor de las masas. Aunque esta visi&#243;n va a contramano de los hechos, la LIT-CI la sostiene para que no se derrumbe el andamiaje de su concepci&#243;n de revoluci&#243;n democr&#225;tica. Para la LIT-CI ni siquiera es decisivo el nivel de irrupci&#243;n de las masas en &#8220;el gobierno de sus propios destinos&#8221; criterio fundamental de Trotsky en una revoluci&#243;n; basta con que haya alg&#250;n tipo de levantamiento, crisis pol&#237;tica o enfrentamiento armado. Es por eso que para la LIT-CI lo mismo vale la ca&#237;da de Mubarak por la movilizaci&#243;n de las masas que se enfrentaron durante d&#237;as contra las fuerzas represivas con m&#225;s de mil muertos y donde la clase obrera jug&#243; un rol decisivo en el &#250;ltimo momento, abri&#233;ndose un profundo proceso revolucionario, que la ca&#237;da de Kadafi donde el imperialismo coopt&#243; a las milicias rebeldes y defini&#243; la situaci&#243;n con las bombas de la OTAN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La verdadera din&#225;mica del levantamiento popular en Siria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las manifestaciones de las masas sirias del 2011 fueron parte del levantamiento revolucionario de la Primavera &#193;rabe. El levantamiento en Siria comenz&#243; luego que el gobierno arrest&#243; a 15 estudiantes por pintar grafitis en su contra, lo que desat&#243; la movilizaci&#243;n que tuvo en sus inicios una fuerte composici&#243;n juvenil organizada a trav&#233;s de las redes sociales. Las fuerzas de seguridad asesinaron a cuatro manifestantes y a partir de ese momento, las protestas que se iniciaron con exigencias de reformas democr&#225;ticas al gobierno, fueron escalonando llamando, ahora s&#237;, a la ca&#237;da del conjunto del r&#233;gimen. Pero el r&#233;gimen logr&#243; resistir, se mantuvo en pie y contraatac&#243; con una feroz represi&#243;n forzando el enfrentamiento armado, la guerra civil. El levantamiento no logr&#243; dar un salto cualitativo, y la clase obrera no particip&#243; o lo hizo en forma totalmente diluida, mientras que las dos huelgas generales llamadas, no tuvieron continuidad ni lograron imprimir un car&#225;cter proletario al movimiento de conjunto. La situaci&#243;n fue retrocediendo y tom&#243; la forma de una guerra civil en la que los elementos de irrupci&#243;n espont&#225;nea de las masas se fueron diluyendo mientras en el campo rebelde pasaron a primar distintas facciones burguesas, imprimiendo rasgos de divisiones &#233;tnicas y confesionales al heterog&#233;neo y fraccionado movimiento. La sangr&#237;a causada por la represi&#243;n, la ruina de la econom&#237;a, con innumerables centros de trabajo da&#241;ados o paralizados, el &#233;xodo de casi dos millones de refugiados, la destrucci&#243;n de los servicios p&#250;blicos esenciales, tras dos a&#241;os de guerra civil han tenido efectos depresivos sobre el movimiento de masas, unido al nefasto rol de las direcciones burguesas e islamistas. El peso sunn&#237; en la rebeli&#243;n, agitando el fantasma de la &#8220;islamizaci&#243;n&#8221; de Siria, que bajo el r&#233;gimen dictatorial del Baath es un Estado laico, empuja al apoyo a Al Assad a la minor&#237;a alawita, as&#237; como a los cristianos y sectores kurdos. Al mismo tiempo, la dictadura tiene el apoyo de Ir&#225;n y sus aliados, como Hezbollah.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En este marco, reflejando la importancia geopol&#237;tica de Siria en la regi&#243;n, el imperialismo y distintas potencias enfrentadas al r&#233;gimen de Al Assad, temen que se extienda la influencia iran&#237; y apoyan a diversas facciones rebeldes, buscando hacer valer propios sus intereses. Las monarqu&#237;as de Arabia saudita y Qatar, viejos aliados del imperialismo, apoyan a las fracciones islamistas. Turqu&#237;a, una potencia regional aliada a EEUU, interesada en evitar que la crisis siria detone un proceso incontrolable entre los kurdos en su frontera, sostiene al ELS, permiti&#233;ndole usar su territorio como santuario y apoy&#225;ndolo con armas y ayuda de todo tipo. Estados Unidos y Europa prefieren una unificaci&#243;n de la resistencia que ponga l&#237;mites a las fracciones islamistas salafistas, aunque incluyendo a los musulmanes moderados (Hermandad Musulmana). Por ello, no es casual que Al Assad haya festejado el derrocamiento de Mursi por los militares en Egipto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La explosividad de la crisis siria hace que el imperialismo e Israel teman que un colapso del r&#233;gimen y sus FF.AA. lleve a la desintegraci&#243;n del pa&#237;s, con imprevisibles resultados desestabilizadores para el L&#237;bano y toda la regi&#243;n. Esto llev&#243; al imperialismo a no arriesgarse a una intervenci&#243;n directa, sino buscar otras variantes que puedan evitar escenarios de colapso como en Irak o en Libia, de desintegraci&#243;n del r&#233;gimen, teniendo en cuenta adem&#225;s, la firme oposici&#243;n de Rusia y China (que apoyan a Al Assad) a una agresi&#243;n militar abierta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El acuerdo entre Estados Unidos y Rusia busca preparar el terreno para abrir negociaciones, &#8220;convenciendo&#8221; a Al Assad de permitir el ingreso de enviados de la ONU y destruir su arsenal qu&#237;mico. Si bien la misma es dif&#237;cil y est&#225; por verse, por lo pronto ha modificado el escenario de la guerra civil, permitiendo al r&#233;gimen recuperar terreno y lograr un importante respiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La propia LIT-CI reconoce que la situaci&#243;n de guerra civil est&#225; &#8220;&lt;i&gt;en un impasse y que puede prolongarse&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, Declaraci&#243;n del 29/09/13.&#034; id=&#034;nh4-7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. A&#250;n as&#237; insiste en que hay una gran revoluci&#243;n desarroll&#225;ndose, en la cual las masas son las grandes protagonistas de la guerra civil. Fuerza a izquierda, exagerando enormemente, la verdadera situaci&#243;n y relaciones de fuerza, para justificar su posici&#243;n. Y en nombre de ese an&#225;lisis, nos recomienda que sigamos al marxismo que &#8220;&lt;i&gt;siempre nos ense&#241;&#243; que nunca se puede confundir, como hace la FT, el car&#225;cter objetivo de los procesos con su direcci&#243;n. De la misma forma que no confundir la justeza de una huelga obrera con su direcci&#243;n burocr&#225;tica, no debemos confundir la justa causa por la cual lucha el pueblo sirio con sus direcciones traidoras&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh4-8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Pero los que confunden son ellos, falseando el verdadero escenario sirio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoy en Siria no avanza una gran revoluci&#243;n (en sentido marxista), como por ejemplo s&#237; fue, pese a la direcci&#243;n reaccionaria de los &lt;i&gt;ayatolas&lt;/i&gt; islamistas la revoluci&#243;n iran&#237; de 1979, en la que la clase trabajadora con la huelga general jug&#243; un papel decisivo en la derrota del Sah y construy&#243; &lt;i&gt;shoras&lt;/i&gt; (consejos) obreros, que surgieron incluso en sectores de las fragmentadas fuerzas armadas. Estos organismos no guardan ninguna similitud con los Comit&#233;s Locales que hay en ciertas zonas de Siria y que la LIT-CI esgrime como una expresi&#243;n de la &#8220;revoluci&#243;n siria&#8221;, pero que est&#225;n subordinados a las direcciones de los aparatos rebeldes. En Siria, bajo la forma de guerra civil no se est&#225; desarrollando un gran auge revolucionario de masas que bate y descompone al r&#233;gimen y sus FF.AA., tomando en sus propias manos el enfrentamiento armado en grandes acciones hist&#243;ricamente independientes y desarrollando su autoorganizaci&#243;n en el sentido del poder obrero y popular; sino que el inicial levantamiento popular ha retrocedido. Lo que prima ampliamente en el escenario es una guerra civil &#8220;de aparatos&#8221; donde de un lado est&#225; el dictador Al Assad que conserva lo esencial del poder estatal y de la mayor parte del ej&#233;rcito, y del otro una serie de milicias irregulares, alentadas, financiadas y organizadas por los principales pa&#237;ses de la regi&#243;n (Turqu&#237;a, Arabia Saudita, Qatar), que hasta llegan a enfrentarse entre s&#237;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-9&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;En el norte, en la provincia de Hasaka, los enfrentamientos entre milicias (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-9&#034;&gt;9&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; y han atomizado al movimiento de masas disciplin&#225;ndolo en sus diversas fracciones&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-10&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#8220;Las fricciones dentro de la oposici&#243;n complicaron el curso de la revoluci&#243;n (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-10&#034;&gt;10&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, seg&#250;n divisiones locales, &#233;tnicas y confesionales, relegando (salvo la consigna de derribar a Al Assad) las profundas reivindicaciones de las masas, e impidiendo una acci&#243;n unificada contra la salvaje represi&#243;n del r&#233;gimen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No hay ni una participaci&#243;n central de la clase obrera con sus organizaciones y sus m&#233;todos de lucha (incluyendo verdaderas milicias obreras y populares); ni un movimiento de masas actuando como sujetos centrales, como podr&#237;a ser en una guerra de liberaci&#243;n nacional. No negamos que hay sectores de masas en la resistencia al dictador y hacen parte tambi&#233;n de la guerra civil, pero no se puede desconocer que carecen de poder pol&#237;tico y militar independiente y se encuentran subordinados a los aparatos armados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Espa&#241;a y Siria, diferencias fundamentales que la LIT-CI desde&#241;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bas&#225;ndose en su err&#243;nea caracterizaci&#243;n de gran revoluci&#243;n en marcha&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-11&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;No podemos detenernos en el aspecto metodol&#243;gico aqu&#237;, pero hay que se&#241;alar (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-11&#034;&gt;11&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, la LIT-CI pretende equiparar la actual situaci&#243;n siria a la de la revoluci&#243;n y guerra civil en Espa&#241;a (1936-1939)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-12&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;La revoluci&#243;n espa&#241;ola fue una de las m&#225;s grandes revoluciones de la clase (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-12&#034;&gt;12&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Ese ser&#237;a el fundamento para sostener su pol&#237;tica de ubicarse en el campo progresivo y desde all&#237;, hacer eje en la demanda de &#034;&lt;i&gt;armas y apoyo material para la resistencia&lt;/i&gt;&#034; dirigida al imperialismo. Por ello, afirma que &#8220;&lt;i&gt;Trotsky fue el primero en condenar en&#233;rgicamente la negativa de los gobiernos de Inglaterra y Francia (de enviar armas), durante la guerra civil espa&#241;ola, como una actitud que s&#243;lo fortalec&#237;a al fascismo y adem&#225;s siempre plante&#243; que los revolucionarios deb&#237;an utilizar las contradicciones del imperialismo y pod&#237;an aceptar armas para continuar su lucha&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-13&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, Declaraci&#243;n del 29/09/13.&#034; id=&#034;nh4-13&#034;&gt;13&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos de acuerdo con el contenido general. Nosotros nunca nos opusimos por principio a exigir y recibir alimentos o ayuda de cualquier tipo, incluso armas, a favor de las masas obreras y populares, en el marco de desarrollar un proceso revolucionario aprovechando las contradicciones burguesas-imperialistas. Lo que rechazamos es que la cuesti&#243;n militar se constituya en un fin en s&#237; mismo, como hace la LIT-CI, ocultando el contenido oportunista de su pol&#237;tica bajo esa pretensi&#243;n. Por eso, de lo que se trata es de definir &#034;armas &#191;para qu&#233; pol&#237;tica?&#8221; pues la cuesti&#243;n militar para los marxistas est&#225; subordinada a la pol&#237;tica, expresi&#243;n de una estrategia de clase.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para empezar, es necesario desmontar la fant&#225;stica identidad que la LIT-CI establece entre Siria y Espa&#241;a de 1936/39. La LIT-CI se niega a reconocer la importancia de las grandes diferencias entre ambas situaciones y tratando de atajarse de antemano plantean que: &#8220;&lt;i&gt;Nos dir&#225;n: &#161;Espa&#241;a es diferente a Siria! pues exist&#237;an fuertes organizaciones de la clase trabajadora. Eso es verdad. Existen muchas diferencias entre la revoluci&#243;n espa&#241;ola y la actual revoluci&#243;n siria. Pero existen dos coincidencias fundamentales: las dos revoluciones se expresan en guerras civiles y ninguna fue dirigida por un partido revolucionario ni la clase obrera actu&#243; como un &#8216;sujeto pol&#237;tico independiente&lt;/i&gt;'&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-14&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI,&#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh4-14&#034;&gt;14&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No, la diferencia decisiva es que en Espa&#241;a se desarrollaba una gran revoluci&#243;n obrera y campesina. El alzamiento obrero y popular contra el golpe fascista deton&#243; un gran auge revolucionario y abri&#243; una situaci&#243;n de amplio doble poder en el territorio republicano. Es cierto que en la guerra civil subsecuente se enfrentaban dos campos burgueses definidos: el fascismo y la rep&#250;blica&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-15&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Dice Trotsky: &#8220;En la guerra civil espa&#241;ola la cuesti&#243;n es: democracia o (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-15&#034;&gt;15&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; pero en este &#250;ltimo se encontraban los obreros alzados en armas que tomaban las f&#225;bricas bajo su control, como en Barcelona, mientras los campesinos expropiaban a los terratenientes en regiones enteras y colectivizaban la tierra (Arag&#243;n). Lo hac&#237;an como sujetos centrales, social y pol&#237;ticamente diferenciados como clase, a trav&#233;s de sus organizaciones de clase, principalmente los sindicatos y las milicias, mientras que los republicanos burgueses consist&#237;an apenas en una &#8220;sombra de la burgues&#237;a&#8221; sostenida por los partidos reformistas (PSOE y PCE) y los dirigentes anarquistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La guerra civil espa&#241;ola fue consecuencia de la inmensa y m&#225;s importante y heroica revoluci&#243;n obrera del per&#237;odo de entre guerras que se inici&#243; en 1931 y se extendi&#243; durante casi una d&#233;cada, donde la clase obrera s&#237; actu&#243; como un &#8220;sujeto pol&#237;tico independiente&#8221; aunque bajo direcciones reformistas. Es por eso que Trotsky concluye que, como mostraron las heroicas acciones del proletariado espa&#241;ol &#161;basta recordar las jornadas de mayo de 1937 en Barcelona!, la clase obrera no dio, frente a sus direcciones reformistas, &#8220;&lt;i&gt;la m&#225;s m&#237;nima se&#241;al de tal sumisi&#243;n. El camino de lucha seguido por los obreros cortaba en todo momento bajo un determinado &#225;ngulo el de las direcciones y, en los momentos m&#225;s cr&#237;ticos, este &#225;ngulo era de 180&#176;. La direcci&#243;n entonces, directa o indirectamente, ayudaba a someter a los obreros por la fuerza de las armas&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-16&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Trotsky, Le&#243;n. &#8220;Clase, partido y direcci&#243;n&#8221;.&#034; id=&#034;nh4-16&#034;&gt;16&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por el contrario, la guerra civil siria es consecuencia del aborto y desv&#237;o de las movilizaciones de masas producidas a principios de 2011. En Espa&#241;a el proletariado puso en pie en 1934 la Comuna de Asturias (un gobierno de doble poder regional). Ya en 1936, enfrent&#243; y derrot&#243; en gran parte del territorio al golpe franquista y luego organiz&#243; sus propias milicias, tom&#243; las f&#225;bricas e impuso el control obrero en Catalu&#241;a, mientras en el campo se expropiaba a los terratenientes al calor de la guerra civil contra el fascismo. No hay nada comparable en Siria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&#250;n as&#237;, la LIT-CI incurre en una insostenible analog&#237;a entre las direcciones rebeldes sirias, de car&#225;cter burgu&#233;s y peque&#241;oburgu&#233;s y sin peso de organizaciones obreras, como es el caso del ELS, y el Frente Popular espa&#241;ol, en el cual figuraban corrientes reformistas con peso de masas y que se apoyaba en las grandes centrales sindicales. Por eso, no comprende el sentido de la cita de Trotsky que hemos empleado en una nota anterior: &#8220;&lt;i&gt;...Defenderemos la idea de que los sindicatos deben colectar dinero, no para el gobierno, sino para los sindicatos espa&#241;oles, para las organizaciones obrera&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-17&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#237;dem.&#034; id=&#034;nh4-17&#034;&gt;17&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Ronald Le&#243;n recurre a la frase siguiente: &#8220;&lt;i&gt;Si se nos objeta que los sindicatos espa&#241;oles est&#225;n ligados al gobierno, y que por lo tanto ser&#237;a inadmisible mandarles dinero, responderemos mencionando un &#250;nico ejemplo: durante la huelga de los mineros de Gran Breta&#241;a en 1926, enviamos dinero a los sindicatos de mineros, cuyos dirigentes estaban estrechamente ligados al gobierno brit&#225;nico...&lt;/i&gt;&#8221; sin darse cuenta siquiera de que Trotsky est&#225; hablando de organizaciones del proletariado con direcci&#243;n reformista, no de un aparato ajeno a la clase obrera como es el ELS, cuya direcci&#243;n la ejerce el general Idris, antiguo oficial del Ej&#233;rcito de Al Assad, y est&#225; integrado por numerosos oficiales y ex soldados que desertaron, y financiado y protegido por la ayuda turca e imperialista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El ELS surge en julio de 2011, cuando un grupo de oficiales militares sirios anunciaron su renuncia, denomin&#225;ndose &#034;Ej&#233;rcito Libre Sirio&#034; y prometiendo una guerra de guerrillas contra Al Asad. Actualmente el ELS es la principal referencia de las milicias y est&#225; compuesto por distintos grupos rebeldes, entre ellos, sectores musulmanes sunnitas que luchan contra los alawitas (la secta minoritaria, cercana al islam chi&#237;, de Al Assad) y algunos cercanos a los salafistas. Si bien &#8220;Jabhat Al-Nusra&#8221; (Frente de la Victoria, ligado a Al-Qaeda) se organiza independientemente, tambi&#233;n hay milicias locales que se componen en gran parte de oficiales y soldados desertores, y de civiles en general, incluyendo comerciantes y hasta miembros del partido gobernante Baath de Al Assad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como ellos mismos reconocen, &#8220;&lt;i&gt;todos sabemos que la inmensa mayor&#237;a de las milicias rebeldes est&#225;n comandadas por direcciones burguesas, como el Consejo Nacional Sirio (CNS) o la c&#250;pula del ELS, que adem&#225;s son profundamente pro imperialistas. Tambi&#233;n es innegable, que la clase obrera como sujeto social, no s&#243;lo no es el caudillo de la revoluci&#243;n, sino que act&#250;a en la resistencia a la dictadura en forma diluida&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-18&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh4-18&#034;&gt;18&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Sin embargo, no le otorgan ninguna importancia a esto en la formulaci&#243;n de su pol&#237;tica. La LIT-CI ni siquiera intenta definir cu&#225;les concretamente son los sectores que habr&#237;a que apoyar por ser progresivos e independientes, qu&#233; programa tienen ni cu&#225;les son sus organizaciones.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hay que recordar que el ELS est&#225; representado en la Coalici&#243;n Nacional para las Fuerzas de la Revoluci&#243;n y la Oposici&#243;n Siria (CNFROS), al que tambi&#233;n se sum&#243; el Consejo Nacional Sirio (CNS), tratando de unificar a la oposici&#243;n con un programa de colaboraci&#243;n con el imperialismo, y llegando a pedir la intervenci&#243;n de &#233;ste (por ejemplo, solicit&#225;ndole a Obama que instale misiles Patriot en la frontera turca &#8220;para proteger a los civiles&#8221;). En la CNFROS, reconocida por la Liga &#193;rabe, y varios pa&#237;ses imperialistas (como Francia), tienen peso los Hermanos Musulmanes, adem&#225;s de una variedad de figurones de la oposici&#243;n burguesa. Recientemente la CNFROS nombr&#243; como &#8220;primer ministro del gobierno interino&#8221; al musulm&#225;n moderado Ahmad Yarba. Entre tanto, sectores fundamentalistas, como el frente Al Nusra y otros que quieren un Estado isl&#225;mico fundado en la &lt;i&gt;sharia&lt;/i&gt;, se mantienen separados&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-19&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Varias de estas corrientes impulsan un frente islamista y rechazan a la CNFROS.&#034; id=&#034;nh4-19&#034;&gt;19&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Forzando los hechos, la LIT-CI pone enorme &#233;nfasis en la comparaci&#243;n entre Siria y Espa&#241;a, pero no aplica las recomendaciones estrat&#233;gicas de Trotsky: la pol&#237;tica y por supuesto, las armas, deben estar al servicio de fortalecer las posiciones de clase, de asegurar &#8220;&lt;i&gt;la victoria de una clase sobre la otra&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-20&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Le&#243;n Trotsky, &#191;Es posible la victoria?&#034; id=&#034;nh4-20&#034;&gt;20&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. La LIT-CI considera que la tarea actual es derrotar al dictador sin importar con qu&#233; pol&#237;tica y m&#233;todos, por lo cual hay que ubicarse sin m&#225;s en el campo rebelde, y que s&#243;lo se necesitan armas sin importar qui&#233;n las empu&#241;a y sin preguntarse si las masas y el proletariado las pueden utilizar a su favor. En realidad, invierten la relaci&#243;n que Trotsky planteaba: para la LIT-CI, los problemas de estrategia y pol&#237;tica independiente son secundarios y en nada comparten su perspectiva de clase, lo fundamental son las armas y la tarea es: &#8220;&lt;i&gt;ser los mejores soldados&lt;/i&gt;&#8221; contra Al Assad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI olvida convenientemente otra diferencia fundamental entre Espa&#241;a y Siria: Espa&#241;a era y es un imperialismo, opresor de las nacionalidades y, en tiempos de la guerra civil, con colonias en &#193;frica. En cambio, Siria, es parte del mundo dependiente y semicolonial, un pa&#237;s oprimido por el imperialismo. Por tanto, consideramos que para caracterizar a las direcciones rebeldes, el criterio de su actitud frente al imperialismo es fundamental. Los dirigentes de la LIT-CI podr&#237;an recordar, por ejemplo, que Nahuel Moreno planteaba ese problema como crucial para definir la posici&#243;n ante las distintas fuerzas en la revoluci&#243;n y guerra civil angole&#241;a, cuando las guerrillas de FNLA-UNITA que hab&#237;an sido parte de la lucha contra el colonialismo portugu&#233;s pasaron a colaborar con la agresi&#243;n imperialista y sudafricana contra el triunfante MPLA.&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-21&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Nahuel Moreno. Angola: la revoluci&#243;n negra en marcha. Editorial Pluma. (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4-21&#034;&gt;21&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; En cambio, en Siria, como en Libia, la LIT-CI s&#243;lo los mide con la vara democr&#225;tica de su oposici&#243;n a la dictadura, sin asignarle importancia cualitativa a su relaci&#243;n con el imperialismo &#8220;democr&#225;tico&#8221;. Por eso llaman a &#8220;&lt;i&gt;impulsar la m&#225;s amplia movilizaci&#243;n para exigir en nuestros pa&#237;ses y a todos los gobiernos del mundo, incluidos los de los pa&#237;ses imperialistas, el env&#237;o inmediato de armas pesadas, medicamentos y toda ayuda material para las milicias rebeldes del ELS y los Comit&#233;s de Coordinaci&#243;n locales, sin condiciones de ninguna naturaleza&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-22&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh4-22&#034;&gt;22&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por todo ello, insistimos, la discusi&#243;n central no es si pedir armas o no al imperialismo como quiere hacer creer la LIT-CI, sino para qu&#233; pol&#237;tica y con qu&#233; programa. En el desarrollo de la guerra civil espa&#241;ola contra el fascismo, Trotsky discute el programa para el triunfo del campo republicano como parte de la estrategia de la clase obrera en el camino de conquistar la dictadura del proletariado: &#8220;&lt;i&gt;la &#250;nica v&#237;a para asegurar la victoria en Espa&#241;a consiste en decir a los campesinos: &#171;La tierra espa&#241;ola es vuestra&#187;; decir a los obreros: &#171;Las f&#225;bricas espa&#241;olas son vuestras.&#187; &#201;sta es la &#250;nica posibilidad de asegurar la victoria&#8230;&lt;/i&gt;&#8221; (Los revolucionarios en la guerra civil). Y contin&#250;a, &#8220;&lt;i&gt;lo que nos interesa no es la victoria militar en s&#237; misma, sino la victoria de la revoluci&#243;n, es decir, la victoria de una clase sobre la otra&lt;/i&gt;&#8221;. El revolucionario ruso afirmaba categ&#243;ricamente que en Espa&#241;a &#8220;las condiciones de la victoria&#8221; estaban entradas en el impulso permanente de la revoluci&#243;n social, programa al cual quedaban subordinadas y del cual depend&#237;an las cuestiones militares y del armamento. Ser&#237;a bueno que los compa&#241;eros de la LIT-CI lean los textos de Trotsky como &#8220;Espa&#241;a &#250;ltima advertencia&#8221;, entre otros, donde queda establecida claramente la relaci&#243;n que existe entre el armamento y el programa pol&#237;tico. Recordemos algunos trechos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;[&#8230;] &lt;i&gt;Los combatientes del ej&#233;rcito revolucionario deben tener plena conciencia de que est&#225;n luchando por su completa emancipaci&#243;n, y no por el restablecimiento de la antigua forma (democr&#225;tica) de explotaci&#243;n [&#8230;] La victoria viene determinada por las clases y las capas que intervienen en la lucha [&#8230;] El ej&#233;rcito revolucionario debe, no s&#243;lo proclamar, sino realizar inmediatamente, en las provincias conquistadas, las m&#225;s urgentes medidas de la revoluci&#243;n social [&#8230;] Deben ser expulsados sin piedad del ej&#233;rcito revolucionario los enemigos de la revoluci&#243;n socialista, es decir, los explotadores y sus agentes, incluso si se cubren con la m&#225;scara de &#171;dem&#243;crata&#187;, &#171;republicano&#187; &#171;socialista&#187; o &#171;anarquista&#187; [&#8230;] La estrategia de la guerra civil debe combinar las reglas del arte militar con las tareas de la revoluci&#243;n social [&#8230;] En otras palabras: la pol&#237;tica revolucionaria domina a la estrategia&lt;/i&gt;&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#8220;Armas y apoyo material para la resistencia&#8221;... al servicio de la &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI omite mencionar el detalle de que el imperialismo y diversas potencias regionales ya est&#225;n brindando apoyo financiero, entrenamiento, vituallas, armas y a&#250;n voluntarios a distintas fracciones de la resistencia. No s&#243;lo los saud&#237;es y Qatar a distintas milicias fundamentalistas, sino Turqu&#237;a -en especial al ELS-, mientras que Obama ya dispuso aportar &#8220;ayuda no letal&#8221; a la oposici&#243;n siria. En marzo, los jefes de Estado y de Gobierno de la Liga &#193;rabe, reunidos en Doha, ya hab&#237;an reafirmado su posici&#243;n de &#8220;&lt;i&gt;prestar los medios de autodefensa, incluido el militar, para apoyar al pueblo sirio y al Ej&#233;rcito Libre Sirio (ELS)&lt;/i&gt;&#8221;. Por su parte, la Uni&#243;n Europea decidi&#243; poner fin al embargo de armas para la oposici&#243;n siria el pasado 27 de mayo. Tampoco son escasas las medidas de presi&#243;n econ&#243;mica adoptadas por el imperialismo. Por ahora el imperialismo no proporciona armamento pesado, como parte de su c&#225;lculo para manipular la guerra civil dentro de ciertos l&#237;mites, para desgastar a Al Assad y procurar una salida negociada, pero evitando que se llegue a un colapso del Ej&#233;rcito y a una desintegraci&#243;n del Estado sirio (el temor a un escenario iraqu&#237;). Nuevamente, nada que ver con el embargo de armas dictado por las potencias &#8220;democr&#225;ticas&#8221; en Espa&#241;a y que s&#243;lo afectaba a la Rep&#250;blica, pues se trataba de ahogar a las masas en armas para impedir el triunfo de la revoluci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acumulando citas sobre la pol&#237;tica militar y su aplicaci&#243;n en la guerra civil espa&#241;ola, la LIT-CI trata de encontrar un punto de apoyo en la tradici&#243;n del trotskismo, pero sin cambiar el contenido oportunista de su pol&#237;tica. En su extensa nota del 14/10 plantean que: &#8220;&lt;i&gt;Como en cualquier guerra, y m&#225;s a&#250;n en estas condiciones, el problema del armamento se transforma en vital, para ganar o perder la guerra, o lo que es lo mismo para la victoria o derrota de la revoluci&#243;n siria&lt;/i&gt;&#8221;. Pero el programa que plantean para la guerra civil es puramente democr&#225;tico, en consonancia con su visi&#243;n semietapista de que primero corresponde derribar la dictadura para lograr una &#8220;revoluci&#243;n pol&#237;tica&#8221;, en el r&#233;gimen. En su declaraci&#243;n del 27/09 los sintetizan as&#237;: autodeterminaci&#243;n para los kurdos; &#8220;&lt;i&gt;el principio de soberan&#237;a nacional sin entregar sus recursos a las multinacionales imperialistas para que contin&#250;en el expolio de Siria&lt;/i&gt;&#8221;; &#8220;&lt;i&gt;un lugar en pie de igualdad con los hombres&#8221; para las mujeres; y que sea &#8220;una asamblea constituyente, libre y soberana quien decida el futuro de Siria?&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-23&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, Declaraci&#243;n 27/09/13.&#034; id=&#034;nh4-23&#034;&gt;23&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; De esta forma, separan las consignas democr&#225;ticas dirigidas a derribar a la dictadura de las tareas sociales sin las cuales no se puede hablar de verdadero triunfo revolucionario. Tan es as&#237; que ni se preocupan en analizar qu&#233; programa econ&#243;mico, social y pol&#237;tico aplica la oposici&#243;n armada en las &#8220;zonas liberadas&#8221;. &#161;Ni siquiera plantean qu&#233; programa llevar adelante en esas &#225;reas que han quedado fuera del control de la dictadura!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El programa y la estrategia de los trotskistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ese recorte limitadamente democr&#225;tico del programa, separando mec&#225;nicamente las tareas de la revoluci&#243;n social (con lo que hacen una grav&#237;sima concesi&#243;n a la l&#243;gica reformista de &#8220;primero ganar la guerra, luego hacer los cambios econ&#243;micos y sociales&#8221;), rompe con las ense&#241;anzas fundamentales de Trotsky.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Siempre estuvimos -desde el inicio del proceso- y estamos por la ca&#237;da de los dictadores y los gobiernos odiados por las masas (ver en &lt;a href=&#034;http://www.ft-ci.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ft-ci.org&lt;/a&gt; todas nuestras declaraciones) -aunque la LIT-CI para ubicarse a la izquierda nos quiera emparentar con el chavismo y los amigos stalinistas de los dictadores-. Nuestras diferencias no est&#225;n ah&#237; sino en lo que no nos cansaremos de se&#241;alarle a la LIT-CI: luchamos y apoyamos la lucha contra los dictadores pero con una pol&#237;tica independiente de la clase obrera. Nuevamente, la LIT-CI reduce y limita la lucha a lograr el derrumbe de este tipo de reg&#237;menes, bajo una direcci&#243;n cualquiera y detr&#225;s de una consigna movilizadora (&#8220;Abajo el dictador&#8221;) desligada de un programa transicional para profundizar la din&#225;mica de revoluci&#243;n social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En Siria, un programa de acci&#243;n para el derrocamiento revolucionario de la dictadura de Al Assad debe combinar las reivindicaciones inmediatas de las masas, urgentes para responder a la ruina econ&#243;mica y la cat&#225;strofe social, con las tareas, con medidas transicionales como la expropiaci&#243;n bajo control obrero de f&#225;bricas, bancos y grandes empresas, la reversi&#243;n de las empresas privatizadas por el r&#233;gimen, el reparto de tierras entre los campesinos pobres, y la ruptura con el imperialismo. Las tareas de la guerra deben ser articuladas en esa misma l&#243;gica transicional, para desarrollar el armamento de masas y su centralizaci&#243;n en milicias en contraste con la l&#243;gica de aparatos faccionales y de militarizaci&#243;n burguesa del ELS y las diversas direcciones islamistas. Los aspectos espec&#237;ficamente militares del programa deben estar ligados estrechamente a la gran tarea estrat&#233;gica de la autoorganizaci&#243;n sovi&#233;tica de las masas en lucha, en la perspectiva del poder obrero y popular. Consignas democr&#225;tico-radicales como puede ser la de imponer una Asamblea Constituyente revolucionaria, sobre la base de la derrota de Al Assad y la demolici&#243;n del r&#233;gimen y sus instituciones, tienen que ligarse a la respuesta de qui&#233;n podr&#237;a garantizar una Asamblea as&#237;. Para nosotros, s&#243;lo un gobierno de las organizaciones obreras y de masas que se construyan en la lucha. Plantear hoy una perspectiva de gobierno obrero y campesino es, adem&#225;s, imprescindible para combatir el intento de presentarse como representaci&#243;n natural y leg&#237;tima de las masas sirias por parte de la c&#250;pula del ELS, la CNFORS o los islamistas &#8220;duros&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalmente, las tareas en Siria no pueden ser separadas de las tareas internacionales, contra el imperialismo y su agente israel&#237;, por la unidad de las masas &#225;rabes contra los gobiernos que quieren ahogar el proceso abierto por la &#8220;Primavera &#193;rabe&#8221;, y por una Federaci&#243;n de Rep&#250;blicas Socialistas del Medio Oriente. Es sobre la base de un programa as&#237;, concretado de acuerdo a las condiciones precisas de la situaci&#243;n, que la vanguardia siria podr&#237;a avanzar hacia la construcci&#243;n de una direcci&#243;n revolucionaria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conclusiones&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las verdaderas conclusiones son opuestas a las que extrae Ronald Le&#243;n:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1- &#8220;&lt;i&gt;Trotsky estaba por la victoria militar de los republicanos contra el fascismo&lt;/i&gt;&#8221; pero no usaba la necesidad de batir a los franquistas para contrabandear una pol&#237;tica semietapista de revoluci&#243;n democr&#225;tica, con un programa m&#237;nimo democr&#225;tico primero, sino un programa de acci&#243;n revolucionario que inclu&#237;a desde las demandas democr&#225;ticas contra el fascismo, las tareas democr&#225;ticas estructurales en el llamado a los campesinos a tomar las tierras, junto a las demandas sociales como la expropiaci&#243;n de las f&#225;bricas y el control obrero, pero tambi&#233;n las de la organizaci&#243;n independiente, los soviets en la versi&#243;n espa&#241;ola, las juntas para favorecer el desarrollo del doble poder, que luego constituyen la base del futuro estado obrero, en la perspectiva del poder obrero y campesino, sin las cuales no se pod&#237;a ganar la guerra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2- Trotsky est&#225; a favor de enviar armas y ayuda a los sindicatos espa&#241;oles porque son organizaciones de clase aunque tengan direcciones reformistas. Trotsky subordina el problema de las armas como cualquier otra cuesti&#243;n t&#225;ctica, a la pol&#237;tica de clase, revolucionaria. La LIT-CI, a la que en nada le importa el car&#225;cter de clase del ELS, utiliza la consigna de armas para embellecer e &#8220;izquierdizar&#8221; su pol&#237;tica de revoluci&#243;n democr&#225;tica en Siria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3- La LIT-CI quiso emparentar a la FT, primero, con los castristas y chavistas que apoyan a Al Assad, y luego con los ultraizquierdistas que tendr&#237;an una pol&#237;tica abstencionista. En realidad, la contraposici&#243;n entre su pol&#237;tica y la nuestra demuestra que todo lo que implique intervenir desde una estrategia de independencia de clase es, para la LIT-CI, pecado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &#250;ltimo, no queremos dejar de responder al ataque que nos hacen trat&#225;ndonos de calumniadores, cobardes y traidores. Dicen: &#8220;&lt;i&gt;La discusi&#243;n con la FT sobre este asunto comienza necesariamente por salir al paso de una calumnia&lt;/i&gt;&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4-24&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;LIT-CI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&#034; id=&#034;nh4-24&#034;&gt;24&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; la cual ser&#237;a que criticamos que su &#8220;&lt;i&gt;pol&#237;tica para Siria borra cualquier delimitaci&#243;n de clase, al limitarse a adaptarse acr&#237;ticamente al sector opositor hegemonizado por la burgues&#237;a&lt;/i&gt;&#8221;. Hemos caracterizado pol&#237;ticamente la l&#237;nea de la LIT-CI en Libia, Egipto y ahora Siria, bas&#225;ndonos en citas textuales y argumentando nuestra caracterizaci&#243;n de que sigue una adaptaci&#243;n oportunista y sin delimitaci&#243;n de clase. La LIT-CI en su pol&#233;mica no ha rebatido esa caracterizaci&#243;n sino que la ha &#8220;profundizado&#8221; por sus propios m&#233;ritos. Lo que s&#237; es una solapada calumnia es el adjudicarnos el mote que &#8220;&lt;i&gt;Trotsky atribu&#237;a solo a los &#8216;cobardes' y &#8216;traidores&lt;/i&gt;'&#8221;, burdo intento que recuerda los m&#233;todos stalinistas para ahogar la cr&#237;tica trotskista, descalificar a la FT y cortar la discusi&#243;n de cara a sus militantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nosotros seguiremos insistiendo: no hay otra forma de satisfacer las demandas profundas de las masas y resolver &#237;ntegra y efectivamente las tareas democr&#225;ticas y de liberaci&#243;n nacional sin la toma del poder por la clase obrera, al frente de la alianza campesina y popular. Por el contrario la pol&#237;tica de la LIT-CI en Siria y en el proceso de la Primavera &#193;rabe la ubica como furg&#243;n de cola de la oposici&#243;n burguesa y, en el intrincado escenario sirio, se empantana cada d&#237;a m&#225;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;11/11/2013&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb4-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Como se&#241;ala Gilbert Achcar &#8220;&lt;i&gt;Siria es un pa&#237;s que se ha visto masivamente empobrecido en las &#250;ltimas d&#233;cadas, especialmente en las &#225;reas rurales: el nivel de pobreza ha ido en aumento y lleg&#243; a una situaci&#243;n en que casi un tercio de la poblaci&#243;n estaba por debajo del umbral de la pobreza, con un desempleo creciente. En v&#237;speras de la insurrecci&#243;n, las propias cifras oficiales de desempleo lo cifraban globalmente en un 15%, y en m&#225;s de un tercio el de los j&#243;venes entre 15-24 a&#241;os&lt;/i&gt;&#8221;. Kaos en la Red, 10/10/2013, Siria. Entrevista a Gilbert Achcar: Entre la revoluci&#243;n y las contrarrevoluciones.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI. &#8220;Siria: Estados Unidos pas&#243; de la amenaza de intervenci&#243;n al recule estrepitoso&#8221;. Declaraci&#243;n del 29/09/2013.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI &#8220;El pueblo en armas est&#225; destruyendo el r&#233;gimen de Kadafi&#8221;, 25/08/2011.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;La situaci&#243;n libia y la pol&#237;tica de los revolucionarios (La Verdad Obrera, 29/12/2011); Revista Estrategia Internacional n&#176; 28 &#8220;A un a&#241;o y medio de la Primavera &#193;rabe&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, Declaraci&#243;n del Comit&#233; Ejecutivo Internacional, 27/09/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Ver Vergonzosa capitulaci&#243;n de la LIT-CI en Egipto (La Verdad Obrera, 22/08/2013).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, Declaraci&#243;n del 29/09/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-9&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-9&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-9&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;9&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;En el norte, en la provincia de Hasaka, los enfrentamientos entre milicias islamistas y grupos kurdos se han saldado con 41 bajas. Entre los fallecidos, 29 eran yihadistas afiliados a grupos como el Frente Al Nusra y el Estado Isl&#225;mico de Irak y Siria&#8221;, El Pa&#237;s, 16/10/2013.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-10&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-10&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-10&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;10&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#8220;Las fricciones dentro de la oposici&#243;n complicaron el curso de la revoluci&#243;n en los &#250;ltimos meses, yendo en contra del intento de unificar las fuerzas que combat&#237;an al r&#233;gimen&#8221;, El Universal, 20/10/2013.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-11&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-11&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-11&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;11&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;No podemos detenernos en el aspecto metodol&#243;gico aqu&#237;, pero hay que se&#241;alar que la LIT-CI se aleja del m&#233;todo marxista para caer en una variante del m&#233;todo deductivo: establece primero que hay en Siria una colosal revoluci&#243;n, que habr&#225; de seguir el esquema mecanicista de su &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221; en clave semietapista. De este a priori, deduce toda su pol&#237;tica, sin hacer ning&#250;n an&#225;lisis serio de la relaci&#243;n de fuerzas, de la cambiante din&#225;mica o de las combinaciones contradictorias entre los aspectos objetivos y subjetivos del proceso. La concreta realidad no importa demasiado.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-12&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-12&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-12&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;12&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;La revoluci&#243;n espa&#241;ola fue una de las m&#225;s grandes revoluciones de la clase obrera internacional en el per&#237;odo de entre guerras donde &#8220;La historia se encuentra de nuevo en uno de estos momentos privilegiados en los que la acci&#243;n consciente del movimiento obrero puede dar la vuelta a la situaci&#243;n, parar la marcha hacia la guerra mundial, impedir los preparativos de guerra imperialista para un nuevo reparto del mundo, caminar con el esp&#237;ritu de 1917 hacia la revoluci&#243;n mundial&#8221;. (Pierre Bru&#233;, Trotsky y la guerra civil en Espa&#241;a).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-13&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-13&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-13&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;13&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, Declaraci&#243;n del 29/09/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-14&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-14&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-14&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;14&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI,&#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-15&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-15&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-15&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;15&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Dice Trotsky: &#8220;En la guerra civil espa&#241;ola la cuesti&#243;n es: democracia o fascismo&#8230; El proletariado revolucionario no puede colocar los dos campos en lucha en un mismo saco: debe utilizar este combate para sus propios intereses&#8221; (Contra el &#8220;derrotismo&#8221; en Espa&#241;a).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-16&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-16&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-16&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;16&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Trotsky, Le&#243;n. &#8220;Clase, partido y direcci&#243;n&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-17&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-17&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-17&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;17&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#237;dem.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-18&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-18&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-18&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;18&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-19&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-19&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-19&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;19&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Varias de estas corrientes impulsan un frente islamista y rechazan a la CNFROS.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-20&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-20&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-20&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;20&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Le&#243;n Trotsky, &#191;Es posible la victoria?&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-21&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-21&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-21&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;21&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Nahuel Moreno. Angola: la revoluci&#243;n negra en marcha. Editorial Pluma. Bogot&#225;, 1977.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-22&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-22&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-22&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;22&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-23&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-23&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-23&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;23&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, Declaraci&#243;n 27/09/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4-24&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4-24&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 4-24&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;24&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;LIT-CI, &#8220;&#191;Exigir o no armas al imperialismo?&#8221;, 14/10/13.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Por uma estrat&#233;gia revolucion&#225;ria para a autodetermina&#231;&#227;o palestina</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Por-uma-estrategia-revolucionaria-para-a-autodeterminacao-palestina</link>
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		<dc:date>2012-12-14T19:17:07Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Eduardo Molina, Graciela L&#243;pez Egu&#237;a</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Ataque del estado terrorista de Israel contra el pueblo palestino</dc:subject>
		<dc:subject>Palestina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Por 131 a favor, 9 contra e 41 absten&#231;&#245;es a Assembl&#233;ia Geral da ONU admitiu em 23/11 a Palestina como &#8220;estado observador&#8221;.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Medio-Oriente" rel="tag"&gt;Medio Oriente&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Polemica" rel="tag"&gt;Pol&#233;mica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/La-Primavera-Arabe" rel="tag"&gt;La Primavera &#193;rabe&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Nuevo-ataque-del-estado-terrorista-de-Israel-contra-el-pueblo-palestino" rel="tag"&gt;Ataque del estado terrorista de Israel contra el pueblo palestino&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Palestina" rel="tag"&gt;Palestina&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;por Eduardo Molina , Graciela L&#243;pez Egu&#237;a 6 de dezembro de 2012&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por 131 a favor, 9 contra e 41 absten&#231;&#245;es a Assembl&#233;ia Geral da ONU admitiu em 23/11 a Palestina como &#8220;estado observador&#8221;. Essa vota&#231;&#227;o foi uma derrota diplom&#225;tica para Israel e EUA, que reflete o descr&#233;dito do Estado sionista e o debilitamento da hegemonia dos EUA. As mudan&#231;as no oriente m&#233;dio ap&#243;s a Primavera &#193;rabe, s&#227;o sentidas inclusive na rarefeita atmosfera das alturas diplom&#225;ticas da ONU. Desta forma, enquanto Espanha, Fran&#231;a, It&#225;lia e R&#250;ssia votam a favor, estreitos aliados de Israel como Alemanha preferiram abster-se e n&#227;o acompanhar Obama e Netanyahu na sua campanha contra a admiss&#227;o da Palestina, pois buscam melhorar sua imagem no mundo &#193;rabe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os palestinos t&#234;m comemorado o estatuto outorgado &#227; Autoridade Palestina como um &#234;xito e um passo at&#233; o reconhecimento internacional do direito de ter seu pr&#243;prio Estado. Esse reconhecimento &#8220;plat&#244;nico&#8221; &#233; sobre as bases das fronteira de 1967 (consagrando o Estado de Israel e suas conquistas militares at&#233; este ano); n&#227;o implica em seu reconhecimento como membro pleno da ONU, s&#243; habilita o acesso a algumas institui&#231;&#245;es internacionais (Israel quer evitar que possa apresentar demandas &#227; Corte Internacional de Justi&#231;a) e tamb&#233;m n&#227;o significa passos concretos at&#233; a constitui&#231;&#227;o como Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo de Netanyahu, que est&#225; sofrendo uma derrota pol&#237;tica de ter que negociar uma tr&#233;gua com o Hamas depois dos bombardeios em Gaza, contestou ratificando que n&#227;o vai ceder na sua pol&#237;tica de opress&#227;o sobre os palestinos. Em repres&#225;lia, habilitou a constru&#231;&#227;o de 3 mil casas para colonos judeus na Jerusal&#233;m do Leste(de popula&#231;&#227;o palestina) que vai cercear a continuidade territorial com a Cisjord&#226;nia, e a reten&#231;&#227;o de impostos para a Autoridade Palestina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nem &#8220;dois estados&#8221;, nem &#8220;um estado&#8221;...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Estado de Israel &#233; um estado artificial, cria&#231;&#227;o do imperialismo em 1948 como ponta de lan&#231;a contra os povos &#225;rabes. Desde sua funda&#231;&#227;o tem se baseado na &#8220;limpeza &#233;tnica&#8221; para fabricar uma &#8220;maioria judia&#8221;, expulsando milh&#245;es de palestinos de suas terras, condenados em sua grande maioria a viver como parias nos campos de refugiados em Gaza, S&#237;ria, Jord&#226;nia, L&#237;bano, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com as sucessivas guerras, como a &#8220;Guerra dos seis dias&#8221; em 1967, o Estado sionista ampliou suas fronteiras isolando ainda mais os palestinos na faixa de Gaza e Cisjord&#226;nia, submetidas a um estreito controle fronteiri&#231;o, a&#233;reo e mar&#237;timo onde Israel se d&#225; o &#8220;direito&#8221; de fazer incurs&#245;es militares quando cr&#234; conveniente como a opera&#231;&#227;o &#8220;chumbo fundido&#8221; (2009) e o recente &#8220;Muralha defensiva&#8221; contra Gaza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A estrat&#233;gia de Tel Aviv &#233; absorver o quanto for poss&#237;vel destes territ&#243;rios, instalando col&#244;nias e ocupando suas melhores terras agr&#237;colas e recursos h&#237;dricos, para deixar os palestinos isolados em pequenos &#8220;bantust&#245;es&#8221; (&#225;reas em que o regime racista sulafricano queria enquadrar os povos negros &#8211;algo parecido a &#8220;reservas ind&#237;genas&#8221;). O plano reacion&#225;rio dos &#8220;acordos de Oslo&#8221; de negociar uma caricatura de Estado palestino (sem continuidade territorial entre a pequena faixa de Gaza e a Cisjord&#226;nia) subordinando o Estado de Israel e sob sua amea&#231;a militar tem se perdido porque Israel avan&#231;ou muito mais na coloniza&#231;&#227;o dos territ&#243;rios nestes anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso o recha&#231;o a Tel Aviv aos velhos acordos e as insinua&#231;&#245;es de Obama de tomar as fronteiras de 1967 como base para negociar entre o Estado de Israel e a Autoridade Palestina. Se era uma utopia reacion&#225;ria imaginar que esse plano imperialista de &#8220;dois estados&#8221; permitiria aos palestinos alcan&#231;ar sua autodetermina&#231;&#227;o nacional, hoje &#233; praticamente invi&#225;vel, salvo como um pequeno arquip&#233;lago de &#8220;bantust&#245;es&#8221; palestinos submetidos ao apartheid sionista. Para o governo israelense, a constata&#231;&#227;o de que a her&#243;ica resist&#234;ncia n&#227;o poderia estar disposta a este &#8220;pseudo-estado&#8221; levou a uma radicaliza&#231;&#227;o da opress&#227;o e avan&#231;ar ainda mais no processo de coloniza&#231;&#227;o. Por&#233;m este curso, ap&#243;s a Primavera &#193;rabe e a queda revolucion&#225;ria de agentes diretos do imperialismo e aliados a Israel como Mubarak no Egito, vai na contram&#227;o da correla&#231;&#227;o de for&#231;as regional, onde as mobiliza&#231;&#245;es no mundo &#225;rabe d&#227;o um novo alento a resist&#234;ncia palestina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os planos de resolver o problema hist&#243;rico palestino em &#8220;um estado&#8221;, &#8220;democratizando&#8221; o Estado de Israel, tamb&#233;m s&#227;o invi&#225;veis e ut&#243;picos. O Estado sionista &#233; um enclave colonial que est&#225; fundado sobre a unidade entre Estado e regi&#227;o. Este aspecto teocr&#225;tico est&#225; sistetizado na institui&#231;&#227;o do Rabinato para reger as pautas culturais e sociais da vida civil, o financiamento de 1,5 milh&#227;o de judeus ortodoxos, um or&#231;amento oneroso (juntamente ao militar e colonial) contra o que protestava o movimento de indignados que pedia &#8220;justi&#231;a social&#8221; em 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; impens&#225;vel reformar um regime colonial sustentado sobre a For&#231;a de &#8220;Defesa&#8221; de Israel, armada pelo imperialismo e que conta com capacidade nuclear). Este ex&#233;rcito de ocupa&#231;&#227;o de cidad&#227;os-soldados formado sobre a base das velhas mil&#237;cias sionistas que faziam atentados contra os camponeses palestinos antes da funda&#231;&#227;o do Estado, &#233; a garantia do salto da quantidade de col&#244;nias e ocupa&#231;&#245;es de terra em Jerusal&#233;m oriental e Cisjord&#226;nia. &#201; imposs&#237;vel transformar o Estado sionista e essa monstruosa maquinaria militar em uma &#8220;democracia&#8221; que inclua o povo palestino em p&#233; de igualdade, permita o retorno dos milh&#245;es de expulsos e lhes devolva suas terras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual &#233; a estrat&#233;gia para a liberta&#231;&#227;o nacional palestina?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A justa causa nacional palestina e o pleno respeito a seu direito a autodetermina&#231;&#227;o n&#227;o podem ser alcan&#231;ados nem pela via de colabora&#231;&#227;o direta com o imperialismo que prop&#245;e Mahmud Abbas e sua organiza&#231;&#227;o Al Fatah que governam a Cisjord&#226;nia, nem pela via da resist&#234;ncia islamista do Hamas que governa a Faixa de Gaza e outros grupos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A via da colabora&#231;&#227;o com o imperialismo e com as autoridades sionistas, reconhecendo o Estado de Israel e as fronteiras de 1967, que &#233; a estrat&#233;gia capituladora do governo de Al Fatah, tem facilitado aos governantes israelenses a impor esta atual situa&#231;&#227;o. O reconhecimento simb&#243;lico na ONU com o que Mahmud Abbas espera reconquistar sua popularidade ao mesmo tempo em que busca acalmar e seguir negociando com Israel, n&#227;o vai obrigar Tel Aviv a retroceder em suas conquistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nem oferece uma sa&#237;da a pol&#237;tica do Hamas, que por mais que se oponha &#227; ocupa&#231;&#227;o sionista, confia na alian&#231;a com os governos burgueses mu&#231;ulmanos, como faz com Ir&#227; e agora com o Egito de Mursi (que est&#225; reprimindo os protestos contra sua tentativa de concentrar poderes para consolidar os desvio do processo revolucion&#225;rio) e o regime do Qatar (um dos emirados petroleiros associados &#227; Ar&#225;bia Saudita, que constituem a vanguarda contrarrevolucion&#225;ria contra a Primavera &#193;rabe), para os quais o movimento palestino &#233; moeda de troca em seus neg&#243;cios com o imperialismo. O programa do Hamas pretende erigir um estado islamista (um projeto pol&#237;tico reacion&#225;rio) n&#227;o chama a unidade com a classe oper&#225;ria e as massas &#225;rabes, n&#227;o confia na mobiliza&#231;&#227;o de massas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O car&#225;ter e programa dessas dire&#231;&#245;es imp&#245;e seus limites e divis&#245;es tanto no terreno pol&#237;tico como no terreno militar para a resist&#234;ncia palestina. Esta tem uma longa tradi&#231;&#227;o de autodefesa armada diante da opress&#227;o israelense, direito que defendemos incondicionalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar da enorme disparidade de for&#231;as, suas distintas organiza&#231;&#245;es se enfrenta ocasionalmente ao ex&#233;rcito de Israel, como temos visto na recente crise em Gaza. Mas cada corrente mant&#234;m sua pr&#243;pria estrutura militar como instrumento de sua pr&#243;pria pol&#237;tica e &#225;s vezes segundo crit&#233;rios confessionais, impedindo o armamento das massas e o desenvolvimento das mil&#237;cias oper&#225;rias e camponesas auto-organizadas e centralizadas. Assim, Al Fatah converteu a suas pr&#243;prias mil&#237;cias em for&#231;a repressiva na Cisjord&#226;nia, com a ajuda dos servi&#231;os de intelig&#234;ncia eg&#237;pcios e para colaborar com a &#8220;seguran&#231;a&#8221; de Israel. Hamas mant&#234;m seu pr&#243;prio aparato militar em Gaza, utilizando tamb&#233;m para reprimir setores que escapam de seu controle. Outros grupos da resist&#234;ncia como a Yijad Isl&#224;&#162;mica recorrem as vezes a a&#231;&#245;es de terror inconsultas e contraproducentes (concedendo pretextos para que Israel tente disfar&#231;ar sua brutal opress&#227;o como &#8220;defesa contra o terrorismo isl&#224;&#162;mico&#8221;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao contr&#225;rio, o m&#233;todo de mobiliza&#231;&#227;o revolucion&#225;ria, oper&#225;ria e popular, baseado na autodetermina&#231;&#227;o e independente dos projetos de concilia&#231;&#227;o burgueses, &#233; o caminho para encarar as tarefas pol&#237;ticas e militares da luta palestina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Distintos marcos da her&#243;ica resist&#234;ncia palestina, como as longas lutas das &#8220;intifadas&#8221; mostraram essa via, por&#233;m as caracter&#237;sticas do Estado colonialista e a extrema condensa&#231;&#227;o de interesses e contradi&#231;&#245;es de todo tipo no Oriente M&#233;dio, n&#227;o &#233; um caminho que as massas palestinas possam recorrer sozinhas. Necessitam impiedosamente a mais estreita alian&#231;a com a classe oper&#225;ria &#225;rabe em seu conjunto, que tem o Egito a sua mais poderosa express&#227;o: um proletariado industrial e de servi&#231;os de milh&#245;es. Nos pa&#237;ses &#225;rabes h&#225; uma ampla simpatia pela causa palestina e grande rep&#250;dio ao Estado sionista. Sua pr&#243;pria luta pela liberta&#231;&#227;o nacional e a resolu&#231;&#227;o de suas demandas &#233; insepar&#225;vel da luta contra o enclave imperialista do Estado de Israel. A luta nacional palestina est&#225; no cora&#231;&#227;o da pr&#243;pria revolu&#231;&#227;o &#225;rabe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Abaixo o Estado sionista!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os socialistas revolucion&#225;rios partem do apoio irrestrito e incondicional a resist&#234;ncia palestina e ao pleno direito de autodetermina&#231;&#227;o do povo palestino, isto &#233;, o direito do povo palestino ter seu pr&#243;prio Estado no territ&#243;rio hist&#243;rico do que foi despejado em 1948. Isto exige o desmantelamento at&#233; os escombros do Estado sionista de Israel, e sua m&#225;quina militar. Os trabalhadores e jovens judeus que rechacem o plano colonialista e belicista dos Netanyahu e cia. devem romper com o bloco sionista e estender sua m&#227;o &#227; justa luta do povo palestino, pois como dizia Marx, apelando ao apoio dos oper&#225;rios ingleses a rebeli&#227;o da ent&#227;o col&#244;nia da Irlanda: &#8220;nenhum povo que oprime outro pode ser livre&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A leg&#237;tima aspira&#231;&#227;o nacional palestina s&#243; pode ser garantida efetiva e integralmente mediante a instaura&#231;&#227;o por via revolucion&#225;ria de uma Palestina oper&#225;ria e socialista sobre o conjunto do territ&#243;rio hist&#243;rico, em que poder&#227;o conviver em paz e com plenos direitos &#225;rabes e judeus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto &#233;, como produto de uma revolu&#231;&#227;o dirigida pela classe oper&#225;ria e as massas palestinas, que devem combater contra um poderoso opress&#245;es em condi&#231;&#245;es muito dif&#237;ceis, entre ela a dispers&#227;o imposta &#225;s suas for&#231;as (uma parte dos palestinos trabalham sob ordens de patr&#245;es israelenses). Esta tarefa &#233; parte insepar&#225;vel da luta do proletariado e das massas &#225;rabes, e a que tamb&#233;m dever&#225; ser incorporada aquela fra&#231;&#227;o da classe oper&#225;ria israelense que rompa com o sionismo e se some a luta por acabar com o imperialismo na regi&#227;o. O retorno das mobiliza&#231;&#245;es no Egito da poderosa classe oper&#225;ria e de setores populares, em meio ao novo enfrentamento palestino-israelense, abre uma nova perspectiva para a causa palestina.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Por una estrategia revolucionaria para la autodeterminaci&#243;n palestina</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Por-una-estrategia-revolucionaria-para-la-autodeterminacion-palestina</link>
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		<dc:date>2012-12-06T06:21:30Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Eduardo Molina, Graciela L&#243;pez Egu&#237;a</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica Internacional</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Ataque del estado terrorista de Israel contra el pueblo palestino</dc:subject>
		<dc:subject>Palestina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Por 131 votos a favor, 9 en contra y 41 abstenciones la Asamblea General de las Naciones Unidas admiti&#243; el 29/11 a Palestina como &#8220;Estado observador&#8221;.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Libertades-Democraticas" rel="tag"&gt;Libertades Democr&#225;ticas&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Politica-Internacional" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica Internacional&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/La-Primavera-Arabe" rel="tag"&gt;La Primavera &#193;rabe&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Nuevo-ataque-del-estado-terrorista-de-Israel-contra-el-pueblo-palestino" rel="tag"&gt;Ataque del estado terrorista de Israel contra el pueblo palestino&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Palestina" rel="tag"&gt;Palestina&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Por 131 votos a favor, 9 en contra y 41 abstenciones la Asamblea General de las Naciones Unidas admiti&#243; el 29/11 a Palestina como &#8220;Estado observador&#8221;. Esta votaci&#243;n fue una derrota diplom&#225;tica para Israel y Estados Unidos, que refleja el descr&#233;dito del Estado sionista y el debilitamiento de la hegemon&#237;a norteamericana. Los cambios en la situaci&#243;n del Medio Oriente tras la &#8220;Primavera &#193;rabe&#8221;, se hacen sentir incluso en la enrarecida atm&#243;sfera de las alturas diplom&#225;ticas de la ONU. As&#237;, mientras Espa&#241;a, Francia, Italia y Rusia votaban a favor, estrechos aliados de Israel como Alemania prefirieron abstenerse y no acompa&#241;ar a Obama y Netanyahu en su campa&#241;a contra la admisi&#243;n de Palestina, pues buscan mejorar su imagen en el mundo &#225;rabe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los palestinos han celebrado el estatuto otorgado a la Autoridad Palestina como un &#233;xito y un paso hacia el reconocimiento internacional del derecho a tener su propio Estado. Sin embargo, ese reconocimiento &#8220;plat&#243;nico&#8221; es sobre la base de las fronteras de 1967 (consagrando al estado de Israel y sus conquistas militares hasta ese a&#241;o); no implica su reconocimiento como miembro pleno de la ONU, s&#243;lo habilita el acceso a algunas instituciones internacionales (Israel quiere evitar que pueda presentar demandas ante la Corte Internacional de Justicia) y tampoco significa pasos concretos hacia la constituci&#243;n como Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El gobierno de Netanyahu, que viene de sufrir el traspi&#233; pol&#237;tico de tener que negociar una tregua con HAMAS tras los bombardeos de Gaza, contest&#243; ratificando que no va a ceder en su pol&#237;tica de opresi&#243;n sobre los palestinos. En represalia, habilit&#243; la construcci&#243;n de 3.000 viviendas para colonos jud&#237;os en Jerusal&#233;n Este (de poblaci&#243;n palestina) que van a cercenar la continuidad territorial con Cisjordania, y la retenci&#243;n de impuestos a la Autoridad Palestina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ni &#8220;dos Estados&#8221; ni &#8220;un Estado&#8221;...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Estado de Israel es un estado artificial, creaci&#243;n del imperialismo en 1948 como punta de lanza contra los pueblos &#225;rabes. Desde su fundaci&#243;n se ha basado en la &#8220;limpieza &#233;tnica&#8221; para fabricar una &#8220;mayor&#237;a jud&#237;a&#8221;, expulsando a millones de palestinos de sus tierras, condenados en su gran mayor&#237;a a vivir como parias en campos de refugiados en Gaza, Siria, Jordania, L&#237;bano, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con sucesivas guerras, como la &#8220;Guerra de los seis d&#237;as&#8221; en 1967, el Estado sionista ampli&#243; sus fronteras arrinconando a&#250;n m&#225;s a los palestinos en la franja de Gaza y Cisjordania, sometidas a un estrecho control fronterizo, a&#233;reo y mar&#237;timo y donde Israel se arroga el &#034;derecho&#034; de hacer incursiones militares cuando lo crea conveniente como con el operativo &#8220;Plomo Fundido&#8221; (2009) y el reciente &#8220;Pilar de Defensa&#8221; contra Gaza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La estrategia de Tel Aviv es absorber cuanto sea posible de esos territorios, instalando colonias y ocupando sus mejores tierras agr&#237;colas y recursos h&#237;dricos, para dejar a los palestinos hacinados en peque&#241;os &#8220;bantustanes&#8221; (&#225;reas donde el r&#233;gimen racista sudafricano quer&#237;a encuadrar a los pueblos negros -algo parecido a &#8220;reservaciones ind&#237;genas&#8221;). El planteo reaccionario de los &#8220;Acuerdos de Oslo&#8221; de negociar una caricatura de Estado palestino (sin continuidad territorial entre la peque&#241;a franja de Gaza y Cisjordania) subordinado al Estado de Israel y bajo su amenaza militar, se ha hundido porque Israel avanz&#243; mucho m&#225;s en la colonizaci&#243;n de los territorios en estos a&#241;os.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por eso el rechazo en Tel Aviv a los viejos acuerdos y a las insinuaciones de Obama de tomar las fronteras de 1967 como base para negociar entre el Estado de Israel y la Autoridad Palestina. Si era una utop&#237;a reaccionaria imaginar que ese plan imperialista de &#8220;dos estados&#8221; permitir&#237;a a los palestinos alcanzar su autodeterminaci&#243;n nacional, hoy es pr&#225;cticamente inviable, salvo, como se ha dicho, como un peque&#241;o archipi&#233;lago de &#8220;bantustanes&#8221; palestinos sometidos al &#8220;apartheid&#8221; sionista. Para el gobierno israel&#237;, la constataci&#243;n de que la heroica resistencia palestina no podr&#237;a ser disuelta con la concesi&#243;n de ese &#8220;pseudo-estado&#8221; llev&#243; a radicalizar la opresi&#243;n y avanzar a&#250;n m&#225;s en el proceso de colonizaci&#243;n. Pero este curso, luego de la Primavera &#193;rabe y la ca&#237;da revolucionaria de agentes dilectos del imperialismo y aliados a Israel como Mubarak en Egipto, va a contramano de la relaci&#243;n de fuerzas regional, donde las movilizaciones en el mundo &#225;rabe dan nuevo aliento a la resistencia palestina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los planteos de resolver el problema hist&#243;rico palestino en &#8220;un Estado&#8221;, &#8220;democratizando&#8221; al Estado de Israel, tambi&#233;n son inviables y ut&#243;picos. El Estado sionista es un enclave colonial que est&#225; fundado sobre la unidad entre Estado y religi&#243;n. Este aspecto teocr&#225;tico est&#225; sintetizado en la instituci&#243;n del Rabinato para regir la pautas culturales y sociales de la vida civil, el financiamiento de 1,5 mill&#243;n de jud&#237;os ortodoxos, un oneroso presupuesto (junto al militar y las colonias) contra el que protestaba el movimiento de indignados que ped&#237;a &#034;justicia social&#034; en 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es impensable reformar un r&#233;gimen colonial sostenido sobre la Fuerza de &#034;Defensa&#034; de Israel, armada por el imperialismo y que cuenta con capacidad nuclear). Este ej&#233;rcito de ocupaci&#243;n de ciudadanos-soldados formado sobre la base de las viejas milicias sionistas que hac&#237;an atentados contra los campesinos palestinos antes de la fundaci&#243;n del Estado, es la garant&#237;a del salto en la cantidad de colonias u ocupaciones de tierra en Jerusal&#233;n oriental y Cisjordania. Es imposible transformar al Estado sionista y esa monstruosa maquinaria militar en una &#8220;democracia&#8221; que incluya al pueblo palestino en pie de igualdad, permita el retorno de los millones de expulsados y les devuelva sus tierras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#191;Qu&#233; estrategia para la liberaci&#243;n nacional palestina?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La justa causa nacional palestina y el pleno respeto a su derecho a la autodeterminaci&#243;n no pueden alcanzarse ni por la v&#237;a de colaboraci&#243;n directa con el Imperialismo que proponen Mahmoud Abbas y su organizaci&#243;n Al Fatah que gobiernan Cisjordania, ni por la v&#237;a de la resistencia islamista de HAMAS que gobierna la Franja de Gaza y otros grupos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La v&#237;a de la colaboraci&#243;n con el imperialismo y con las autoridades sionistas, reconociendo al Estado de Israel y las fronteras de 1967, que es la estrategia capituladora del gobierno de Al fatah, ha facilitado a los gobernantes israel&#237;es el imponer la actual situaci&#243;n. El reconocimiento simb&#243;lico en la ONU con el que Mahmoud Abbas espera reverdecer su popularidad al mismo tiempo que busca calmar y seguir negociando con Israel, no va a obligar a Tel Aviv a retroceder en sus conquistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tampoco ofrece una salida la pol&#237;tica de HAMAS, que si bien se opone a la ocupaci&#243;n sionista, conf&#237;a en la alianza con gobiernos burgueses musulmanes, como hasta hace poco Ir&#225;n y ahora el Egipto de Morsi (que est&#225; reprimiendo las protestas contra su intento de concentrar poderes para consolidar el desv&#237;o del proceso revolucionario) y el r&#233;gimen de Qattar (uno de los emiratos petroleros asociados a Arabia Saudita, que constituyen la vanguardia contrarrevolucionaria contra la Primavera &#193;rabe), para los cuales el movimiento palestino es moneda de cambio en sus forcejeos con el imperialismo. El programa de HAMAS pretende erigir un Estado islamista (un proyecto pol&#237;tico reaccionario), no llama a la unidad con la clase obrera y las masas &#225;rabes, no conf&#237;a en la movilizaci&#243;n de las masas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El car&#225;cter y programa de esas direcciones impone sus l&#237;mites y divisiones tanto en el terreno pol&#237;tico como militar a la resistencia palestina. Esta tiene una larga tradici&#243;n de autodefensa armada frente a la opresi&#243;n israel&#237;, derecho que defendemos incondicionalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesar de la enorme disparidad de fuerzas, sus distintas organizaciones se enfrentan en ocasiones al Ej&#233;rcito israel&#237;, como hemos visto en la reciente crisis de Gaza. Sin embargo, cada corriente mantiene su propia estructura militar como instrumento de su propia pol&#237;tica y a veces seg&#250;n criterios confesionales, impidiendo el armamento de masas y el desarrollo de milicias obreras y campesinas autoorganizadas y centralizadas. As&#237;, Al Fatah convirti&#243; a sus propias milicias en fuerza represiva en Cisjordania, con la ayuda de los servicios de inteligencia egipcios y para colaborar con la &#8220;seguridad&#8221; de Israel. HAMAS mantiene su propio aparato militar en Gaza, utiliz&#225;ndolo tambi&#233;n para reprimir a sectores que escapan a su control. Otros grupos de la resistencia como la Yijad isl&#225;mica recurren a veces a acciones de terror inconsultas y contraproducentes (concediendo pretextos para que Israel intente disfrazar su brutal opresi&#243;n como &#8220;defensa contra el terrorismo isl&#225;mico&#8221;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por el contrario, el m&#233;todo de la movilizaci&#243;n revolucionaria, obrera y popular, basado en la autoorganizaci&#243;n, e independiente de los proyectos de conciliaci&#243;n burgueses, es el camino para encarar las tareas pol&#237;ticas y militares de la lucha palestina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Distintos jalones de la heroica resistencia palestina, como las largas luchas de las &#8220;intifadas&#8221; mostraron esa v&#237;a, pero dadas las caracter&#237;sticas del Estado colonialista y la extrema condensaci&#243;n de intereses y contradicciones de todo tipo en Medio Oriente, no es un camino que las masas palestinas puedan recorrer solas. Necesitan imperiosamente la m&#225;s estrecha alianza con la clase obrera &#225;rabe en su conjunto, que tiene en Egipto a su m&#225;s poderosa expresi&#243;n: un proletariado industrial y de servicios de millones. En los pa&#237;ses &#225;rabes hay una amplia simpat&#237;a por la causa palestina y gran repudio al Estado sionista. Su propia lucha por la liberaci&#243;n nacional y la resoluci&#243;n de sus demandas es inseparable de la lucha contra enclave imperialista del Estado de Israel. La lucha nacional palestina est&#225; en el coraz&#243;n mismo de la revoluci&#243;n &#225;rabe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#161;Abajo el Estado sionista!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los socialistas revolucionarios partimos del apoyo irrestricto e incondicional a la resistencia palestina y al pleno derecho de autodeterminaci&#243;n del pueblo palestino, esto es, el derecho del pueblo palestino a tener su propio Estado en el territorio hist&#243;rico del que fuera despojado en 1948. Esto exige el desmantelamiento hasta los cimientos, es decir la destrucci&#243;n, del Estado sionista de Israel, racista y colonialista y su maquinaria militar. Los trabajadores y j&#243;venes jud&#237;os que rechacen el plan colonialista y belicista de los Netanjahu y c&#237;a., deben romper con el bloque sionista y tender su mano a la justa lucha del pueblo palestino, pues como dec&#237;a Marx, apelando al apoyo de los obreros ingleses a la rebeli&#243;n de la entonces colonia de Irlanda: ning&#250;n pueblo que oprime a otro puede ser libre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La leg&#237;tima aspiraci&#243;n nacional palestina s&#243;lo puede ser garantizada efectiva e &#237;ntegramente mediante la instauraci&#243;n por v&#237;a revolucionaria de una Palestina obrera y socialista sobre el conjunto de su territorio hist&#243;rico, en el que podr&#225;n convivir en paz y con plenos derechos &#225;rabes y jud&#237;os. Esto es, como producto de una revoluci&#243;n acaudillada por la clase obrera que conquiste el poder en el marco de la lucha por una Federaci&#243;n Socialista de Medio Oriente. Esa tarea no es exclusiva de la clase obrera y las masas palestinas, que deben combatir contra un poderoso opresor en muy dif&#237;ciles condiciones, entre ellas, la dispersi&#243;n impuesta a sus fuerzas (una parte de los palestinos deben trabajar bajo patrones israel&#237;es). Esa tarea es parte inseparable de la lucha del proletariado y las masas &#225;rabes, y a la que tambi&#233;n deber&#225; incorporarse aquella fracci&#243;n de la clase obrera y la juventud en Israel que rompa con el sionismo y se sume a la lucha por echar al imperialismo de la regi&#243;n. La vuelta a escena en Egipto de la movilizaci&#243;n de la poderosa clase obrera y de sectores populares, en medio del nuevo enfrentamiento palestino-israel&#237;, abre una nueva perspectiva para la causa palestina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; 5-11-2012&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lea tambi&#233;n:&lt;br&gt;
&lt;i&gt;Debate con Izquierda Socialista&lt;/i&gt;&lt;br&gt;
&lt;a href=&#034;http://www.ft-ci.org/article.php3?id_article=6001&#034; class=&#034;spip_out&#034; rel=&#034;external&#034;&gt;&lt;strong&gt;Una consigna etapista para la lucha palestina&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title> Una consigna etapista para la lucha palestina</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Una-consigna-etapista-para-la-lucha-palestina</link>
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		<dc:date>2012-12-06T05:20:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Eduardo Molina, Graciela L&#243;pez Egu&#237;a</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>Libertades Democr&#225;ticas</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>Ataque del estado terrorista de Israel contra el pueblo palestino</dc:subject>
		<dc:subject>Palestina</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Si bien defendemos incondicionalmente el derecho a la autodeterminaci&#243;n del pueblo palestino no coincidimos con quienes se&#241;alan como perspectiva la consigna de una Palestina democr&#225;tica, laica y no racista...&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Si bien defendemos incondicionalmente el derecho a la autodeterminaci&#243;n del pueblo palestino no coincidimos con quienes se&#241;alan como perspectiva la consigna de una Palestina democr&#225;tica, laica y no racista (consigna hist&#243;rica de la &#8220;Carta nacional palestina&#8221; de la OLP abandonada por todos los movimientos y organizaciones &#225;rabes) porque una rep&#250;blica en estos t&#233;rminos, es un Estado burgu&#233;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Izquierda Socialista en su peri&#243;dico n&#176; 204, dice: &#8220;(&#8230;) Por eso la lucha hist&#243;rica por la destrucci&#243;n del Estado de Israel (tal como se destruy&#243; el Estado racista sudafricano) y&lt;strong&gt; la construcci&#243;n de una Palestina laica y democr&#225;tica&lt;/strong&gt; (es decir, con igualdad de todos sus habitantes) en todo su territorio hist&#243;rico y con el derecho al retorno de los exiliados, &lt;strong&gt;vuelve a tener vigencia&lt;/strong&gt;&#8221; [destacado nuestro]. Es decir que IS les propone a los trabajadores y el pueblo palestino que encabecen la lucha por una rep&#250;blica burguesa, lo cual es a la vez una utop&#237;a (no se puede resolver plenamente el problema nacional palestino sin romper con la burgues&#237;a y el imperialismo) y una trampa (porque ata a las masas palestinas a la estrategia de sus direcciones, que no quieren ir m&#225;s all&#225; de esos l&#237;mites).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adoptar esa consigna como programa propio fue una forma de adaptaci&#243;n o seguidismo a los movimientos nacionalistas &#225;rabes, como en tiempos de la OLP de Arafat. Ahora se sostiene expresando una concepci&#243;n objetivista y semi-etapista de la revoluci&#243;n, que plantea que las tareas democr&#225;ticas formales (burguesas) -la autodeterminaci&#243;n del pueblo palestino- son una etapa necesaria, separada de las tareas transicionales y socialistas, en el camino de la revoluci&#243;n socialista convirtiendo de hecho a la consigna de Palestina laica y democr&#225;tica en estrat&#233;gica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;IS llega al absurdo cuando compara &#8220;la lucha hist&#243;rica por la destrucci&#243;n del Estado de Israel (tal como se destruy&#243; el Estado racista sudafricano)&#8221;. En primer lugar la analog&#237;a es doblemente falsa, por un lado Sud&#225;frica era un (solo) estado burgu&#233;s con un r&#233;gimen en el que una minor&#237;a blanca colonialista segregaba a la mayor&#237;a negra, mientras que Israel es un enclave imperialista creado artificialmente a costa de eliminar al pueblo palestino, expuls&#225;ndolo y conden&#225;ndolo a vivir en dos porciones de tierra diferentes &#8211;o peor, en &#034;archipi&#233;lagos&#034; o bantustanes como se menciona en el art&#237;culo central (ver &#8220;Por una estrategia revolucionaria para la autodeterminaci&#243;n palestina&#8221;)-.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por otra parte, bajo la rimbombante abstracci&#243;n de la &#034;destrucci&#243;n del estado racista&#034; en Sud&#225;frica se esconde que los cambios y concesiones en el r&#233;gimen pol&#237;tico, como subproducto del ascenso del proletario negro y las masas, fueron parte de un plan de desv&#237;o pactado entre la direcci&#243;n del CNA, los principales representantes de la burgues&#237;a blanca y el gran capital sudafricano e imperialista con el objetivo de salvaguardar al Estado que sigue siendo burgu&#233;s e impedir el desarrollo de la revoluci&#243;n. Ya no rigen las leyes del apartheid que imped&#237;an la &#8220;mezcla de razas&#8221; -derogadas en 1991-, se lograron derechos civiles como el voto para los negros y la incorporaci&#243;n a cargos de gobierno &#8211;que lleg&#243; a la aceptaci&#243;n de un gobierno negro como el de Nelson Mandela en 1994- y la asimilaci&#243;n de una &#233;lite negra al r&#233;gimen burgu&#233;s, mientras la minor&#237;a blanca junto al imperialismo mantienen el control de los principales recursos del pa&#237;s: las tierras, la miner&#237;a, la industria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lo que no dice IS es que si se derrot&#243; el Estado racista sudafricano, &#191;en la actualidad que tipo de estado hay? Su esquematismo estrat&#233;gico, defendiendo revoluciones democr&#225;ticas a&#250;n en los marcos del r&#233;gimen pol&#237;tico burgu&#233;s, los lleva al rid&#237;culo de ver triunfos por todos lados, incluso cuando las masas son pol&#237;ticamente expropiadas y los procesos revolucionarios desviados, como ocurri&#243; a la salida del apartheid con la instalaci&#243;n del gobierno negro de Mandela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adem&#225;s, la pol&#237;tica de IS para Palestina es completamente ut&#243;pica ya que ni siquiera es posible una salida pol&#237;tica burguesa a la sudafricana -lo que IS llama &#034;revoluci&#243;n democr&#225;tica triunfante&#034;, salvo que consideren que tal ser&#237;a la proclamaci&#243;n del estado palestino en las dos porciones de tierra de Gaza y Cisjordania cercadas por el Estado de Israel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La justa aspiraci&#243;n hist&#243;rica a la autodeterminaci&#243;n palestina, idea b&#225;sica a la que trata de responderse al plantear una Palestina laica, democr&#225;tica y no racista en todo el territorio hist&#243;rico, es imposible de lograr sin derrotar a la burgues&#237;a sionista y expulsar al imperialismo, tareas que evidentemente van mucho m&#225;s all&#225; de una revoluci&#243;n limitada en su primer etapa y de antemano a encarar exclusivamente tareas democr&#225;ticas formales, tal como se desprende de la idea de &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221; que trasunta la posici&#243;n de IS y su paralelo con Sud&#225;frica. Por el contrario, son la perspectiva y los m&#233;todos de la revoluci&#243;n permanente, que demandan establecer con claridad el objetivo estrat&#233;gico de una palestina obrera y socialista, los que responden a la tarea de acabar con el Estado de Israel y sus bases fundamentales y asegurar el pleno derecho palestino a la autodeterminaci&#243;n nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esto, como explicamos en el art&#237;culo central, se articula estrechamente con la dimensi&#243;n internacional porque es parte de las tareas de la clase obrera &#225;rabe en su conjunto y se integra en la perspectiva estrat&#233;gica de una federaci&#243;n de Rep&#250;blicas Socialistas de Medio Oriente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;05-12-2012&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>L&#237;bia ap&#243;s a morte de Kadafi. Segue a pol&#234;mica na esquerda</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Libia-apos-a-morte-de-Kadafi-Segue-a-polemica-na-esquerda</link>
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		<dc:date>2011-11-02T17:07:18Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Eduardo Molina, Graciela L&#243;pez Egu&#237;a</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>&#193;frica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Libia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O processo l&#237;bio, em especial a partir da interven&#231;&#227;o da OTAN, abriu um amplo debate na esquerda internacional. A sangrenta morte de Kadafi fez retom&#225;-lo em torno do balan&#231;o do sucedido at&#233; agora e a pol&#237;tica a ser levantada pelos marxistas.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;O processo l&#237;bio, em especial a partir da interven&#231;&#227;o da OTAN, abriu um amplo debate na esquerda internacional. A sangrenta morte de Kadafi fez retom&#225;-lo em torno do balan&#231;o do sucedido at&#233; agora e a pol&#237;tica a ser levantada pelos marxistas. Por um lado, o presidente Ch&#225;vez, o castrismo e outros setores de matriz nacionalista ou stalinista apoiaram abertamente Kadafi - Ch&#225;vez o qualificou de &#034;m&#225;rtir da luta antiimperialista&#034; - embora mantivesse uma brutal ditadura sobre o povo l&#237;bio e h&#225; anos girou a uma aberta colabora&#231;&#227;o com o imperialismo. Esse bloco esquece os mais elementares crit&#233;rios de classe e democr&#225;ticos para se localizarem na trincheira do ditador conforme alian&#231;as &#034;geopol&#237;ticas&#034; que v&#227;o contra a rebeli&#227;o das massas em curso no mundo &#225;rabe e n&#227;o tem nada de &#034;antiimperialista&#034;. Por outro lado, setores da centro-esquerda e da intelectualidade avaliam (mesmo que &#225;s vezes &#034;criticamente&#034;) a interven&#231;&#227;o da OTAN sob argumentos humanit&#225;rios, atuando como &#034;pata esquerda&#034; do plano imperialista com ret&#243;rica &#034;democr&#225;tica&#034; (para uma cr&#237;tica destas posi&#231;&#245;es ver nota em LVO 420 de 31/03/2011)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PTS, a LER-QI e a nossa corrente internacional, a Fra&#231;&#227;o Trotskista (Quarta Internacional), desde o principio defendemos uma clara pol&#237;tica pela derrubada revolucion&#225;ria de Kadafi, contra toda a inger&#234;ncia imperialista na L&#237;bia e pela solidariedade internacional com o desenvolvimento da mobiliza&#231;&#227;o de massas. Diz&#237;amos em nossa declara&#231;&#227;o de 22/03/11:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;Os marxistas revolucion&#225;rios colocamos claramente que o imperialismo n&#227;o interv&#234;m para que triunfe o levantamento popular contra Kadafi, sen&#227;o para tratar de impor um governo t&#237;tere a servi&#231;o de seus interesses, como fez ap&#243;s a invas&#227;o no Afeganist&#227;o e no Iraque. T&#227;o pouco a sa&#237;da &#233;, como colocou Ch&#225;vez e outros &#034;progressistas&#034;, se subordinar a Kadafi que n&#227;o s&#243; se transformou em um ditador pr&#243;-imperialista, como est&#225; em uma guerra contra-revolucion&#225;ria para esmagar o levantamento popular que colocou em quest&#227;o seu dom&#237;nio, como parte dos levantamentos na regi&#227;o. A &#250;nica sa&#237;da progressista para o povo l&#237;bio &#233; lutar energicamente tanto contra a interven&#231;&#227;o imperialista como para derrotar &#227; reacion&#225;ria ditadura de Kadafi. Nesta luta os aliados do povo l&#237;bio s&#227;o os trabalhadores e os setores populares que se levantaram no Norte da &#193;frica e em outros pa&#237;ses &#225;rabes contra os regimes ditatoriais e as monarquias pr&#243;-imperialistas; os trabalhadores, os jovens e os milh&#245;es de imigrantes que nos pa&#237;ses imperialistas podem boicotar a pol&#237;tica belicista de Sarkozy, Zapatero e companhia; e o conjunto dos explorados de todo o mundo. Abaixo a interven&#231;&#227;o militar imperialista na L&#237;bia! Abaixo Kadafi. Por um governo oper&#225;rio e popular!&#034;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em numerosas notas do LVO e em nossa pagina da internet temos seguido analisando passo a passo o processo e debatendo com diversas posi&#231;&#245;es na esquerda. Recentemente, a LIT-QI, a corrente liderada pelo PSTU no Brasil, publicou uma nota &#034;Polemica com a Fra&#231;&#227;o Trotskista (PTS)&#034; - em sua Revista Correio Internacional n&#176;6, em que oferece a oportunidade de aprofundarmos esse debate. As diferen&#231;as na esquerda internacional tamb&#233;m se refletem entre as for&#231;as que conformamos a FIT (Frente de Izquierda y de los Trabajadores). Assim, a Izquierda Socialista (membro da UIT-QI) afirma que se produziu o &#034;triunfo de uma revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#034; (&#034;A revolu&#231;&#227;o &#225;rabe e o fim de Kadafi&#034;, por Miguel Sorans, 22/10/2011) e consideram um fator completamente secund&#225;rio que a queda do ditador tenha sido produzida mediante interven&#231;&#227;o da OTAN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitas das posi&#231;&#245;es da UIT-QI e da LIT-QI s&#227;o similares, pois ambas compartilham uma l&#243;gica de &#034;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#034; herdada de Nahuel Moreno, de quem se reivindicam continuadores. Tamb&#233;m nos fazem criticas parecidas, caindo em um amalgama similar para fazer crer que levantar&#237;amos uma pol&#237;tica pr&#243;-Kadafi. Em palavras da IS: &#034;O PTS parte de duas defini&#231;&#245;es equivocadas, que tamb&#233;m levantam as correntes chavistas, muitos Partidos Comunistas e outros setores que se reivindicam de esquerda ou antiimperialistas: 1) 'as for&#231;as rebeldes' s&#227;o a 'tropa terrestre da OTAN' e 2) a ca&#237;da de Kadafi '&#233; um triunfo da pol&#237;tica das potencias imperialistas'&#034;, recurso pol&#234;mico id&#234;ntico ao da LIT-QI. Por isso, neste texto, se bem que esteja dirigido a debater centralmente com a LIT-QI, comentaremos tamb&#233;m algumas defini&#231;&#245;es de IS (recomendamos tamb&#233;m a leitura de &#034;Novamente sobre a quest&#227;o L&#237;bia: At&#233; quando a LIT-PSTU seguir&#227;o insistindo nos seus erros?&#034; de Simone Ishibashi e outros aportes ao debate de nossos companheiros brasileiros em &lt;a href=&#034;http://WWW.LER-QI.ORG&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;WWW.LER-QI.ORG&lt;/a&gt; ou em &lt;a href=&#034;http://WWW.FT-CI.ORG&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;WWW.FT-CI.ORG&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A LIT-QI e sua &#034;unidade de a&#231;&#227;o&#034; entre as massas e o imperialismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LIT-QI publicou uma nota intitulada &#034;Grande vit&#243;ria do povo da L&#237;bia e da revolu&#231;&#227;o &#225;rabe&#034; (24/08/11), festejando o triunfo sobre Kadafi, imposto pelas bombas da OTAN e pela interven&#231;&#227;o pol&#237;tica direta do imperialismo europeu liderado pelo presidente franc&#234;s, Sarkozy, que conseguiu cooptar a lideran&#231;a rebelde da CNT. Nesse texto, mesmo denunciando o imperialismo e sua interven&#231;&#227;o na L&#237;bia, diz que o imperialismo &#034;se viu obrigado a intervir militarmente para derrubar Kadafi. Mas n&#227;o pelo fato de ele ser um &#034;antiimperialista&#034;, como dizem Ch&#225;vez e os irm&#227;os Castro. H&#225; mais de dez anos Kadafi come&#231;ou a entregar os recursos petrol&#237;feros &#225;s multinacionais norte-americanas e europ&#233;ias. Para o imperialismo, o problema &#233; que Kadafi j&#225; n&#227;o podia estabilizar o pa&#237;s em meio a uma insurg&#234;ncia popular armada. A contradi&#231;&#227;o &#233; que, no terreno militar, existiu uma unidade de a&#231;&#227;o entre o imperialismo e as massas para derrubar Kadafi, mas com objetivos totalmente opostos&#034;. Temos criticado esta &#250;ltima defini&#231;&#227;o de &#034;unidade de a&#231;&#227;o&#034; ao que nos contestam que &#034;na pol&#237;tica uma unidade de a&#231;&#227;o &#233; um acordo. Defend&#234;-lo ou concretiz&#225;-lo implica em um chamado e exig&#234;ncias no marco desta unidade. N&#243;s, da LIT-QI, nunca chamamos o imperialismo a fazer unidade de a&#231;&#227;o com as massas para derrubar Kadafi. Outra coisa &#233; que, na realidade, esta unidade foi realizada no campo militar&#034; (&#034;Revolu&#231;&#227;o ou golpe. A combina&#231;&#227;o de uma rebeli&#227;o popular e uma interven&#231;&#227;o militar da OTAN divide a esquerda mundial&#034;). O autor desta nota, A. Astuto, distorce a nossa cr&#237;tica, pois nunca dissemos que a LIT-QI pediu interven&#231;&#227;o imperialista como fizeram alguns &#034;progressistas&#034;, mas n&#227;o responde: a LIT-QI considera que tal &#034;unidade de a&#231;&#227;o entre as massas e o imperialismo&#034; foi progressista ou n&#227;o? Esta quest&#227;o &#233; tanto ou mais relevante porque a LIT-QI chamou, em outras ocasi&#245;es, para a unidade de a&#231;&#227;o, inclusive, o imperialismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso do golpe de Honduras em 2009, afirmou que &#034;&#233; imprescind&#237;vel a exig&#234;ncia de ruptura das rela&#231;&#245;es com o governo de fato dos governos de todos os pa&#237;ses que ainda n&#227;o o fizeram. E, especialmente, a exig&#234;ncia de boicote econ&#244;mico, principalmente por parte dos Estados Unidos &#8211; principal comprador de produtos hondurenhos (...)&#034; (Correio Internacional N &#176; 151, agosto de 2009). Ou seja, chegam a fazer uma exig&#234;ncia incr&#237;vel ao governo de Obama, em nome da unidade de a&#231;&#227;o &#034;anti-golpista&#034;, apesar de Honduras ser um pa&#237;s semicolonial oprimido pelo imperialismo dos EUA, que sustentava Micheletti e os militares!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &#034;unidade de a&#231;&#227;o&#034; da OTAN e das massas que a LIT descobre na L&#237;bia esconde que a interven&#231;&#227;o imperialista foi guiada em 100% com o objetivo de desviar, enganar e derrotar a subleva&#231;&#227;o popular para impedir que um processo revolucion&#225;rio em desenvolvimento sa&#237;sse do controle e n&#227;o s&#243; derrotasse Kadafi sen&#227;o que superasse a dire&#231;&#227;o colaboracionista da CNT. Essa interven&#231;&#227;o expressou de maneira particular, em um quadro assinalado pela abertura da guerra civil, a estrat&#233;gica de contra-revolu&#231;&#227;o &#034;democr&#225;tica&#034; com a que o imperialismo atua frente ao processo revolucion&#225;rio &#225;rabe, para tentar implantar &#034;transi&#231;&#245;es&#034; controladas a regimes democr&#225;tico-burgueses de onde seus velhos agentes foram derrubados (como Egito e Tun&#237;sia), ou algumas &#034;auto-reformas&#034; cosm&#233;ticas a conta-gotas para que seus agentes conservem o poder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cremos que a interven&#231;&#227;o da OTAN foi como um todo e desde o principio absolutamente contra-revolucion&#225;ria e falar de uma suposta &#034;unidade de a&#231;&#227;o&#034; nos termos que faz a LIT-QI expressa uma adapta&#231;&#227;o &#227; ret&#243;rica democr&#225;tica predominante que leva a capitular frente aqueles que elogiam abertamente as fantasmag&#243;ricas virtudes democr&#225;ticas do imperialismo, como faz boa parte da esquerda e dos &#034;progressistas&#034;, especialmente na Europa. Por exemplo, quando os representantes do Bloco de Esquerda portugu&#234;s votaram no Parlamento Europeu em apoio a resolu&#231;&#227;o sobre a L&#237;bia &#034;do lado da OTAN, dos EUA e da Inglaterra na aposta de uma interven&#231;&#227;o militar estrangeira&#034; (&lt;a href=&#034;http://www.larepublica.es&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.larepublica.es&lt;/a&gt;, 11/03/11) o grupo Ruptura/FER (membros da LIT-QI) que integra o Bloco de Esquerda, n&#227;o fez uma grande campanha de den&#250;ncia a essa capitula&#231;&#227;o (tampouco a LIT-QI), apesar do fato de que o Bloco Esquerda tamb&#233;m votou pelo Plano da Uni&#227;o Europ&#233;ia e do FMI que impunha os ajustes contra os trabalhadores e o povo grego.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do ponto de vista metodol&#243;gico, a an&#225;lise da LIT-QI rompe a rela&#231;&#227;o entre o aspecto militar da interven&#231;&#227;o do imperialismo e seu aspecto pol&#237;tico, desvalorizando as consequ&#234;ncias contra-revolucion&#225;rias da coopta&#231;&#227;o da CNT, ao que n&#227;o d&#225; a menor import&#226;ncia. Isto &#233; produto de seu m&#233;todo unilateral, objetivista, de analisar a realidade, diferente do m&#233;todo marxista que estabelece uma rela&#231;&#227;o dial&#233;tica entre os fatores objetivos e os subjetivos, cuja influencia nos resultados n&#227;o se pode ignorar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Opinamos que as opera&#231;&#245;es militares, tanto como as medidas econ&#244;micas tomadas pela Europa e pelos EUA, s&#227;o insepar&#225;veis de elementos pol&#237;ticos de enorme import&#226;ncia como a possibilidade de Obama, Sarkozy e Cameron e suas for&#231;as de apresentarem-se como &#034;amigos do povo l&#237;bio&#034; para legitimar sua interven&#231;&#227;o, e a coopta&#231;&#227;o da dire&#231;&#227;o rebelde, a CNT pelo imperialismo, o que, por sua parte, viabilizou a redu&#231;&#227;o das for&#231;as referenciadas neste a um papel subordinado aos planos imperialistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A LIT &#034;embeleza&#034; a CNT, agente do imperialismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O apoio da CNT a interven&#231;&#227;o militar da OTAN, a chegada de v&#225;rios agentes da espionagem, os servi&#231;os e militares franceses, ingleses, norte-americanos, etc, a &#034;colaborar&#034; com ela e suas mil&#237;cias, e as in&#250;meras concess&#245;es econ&#244;micas feitas aos imperialistas &#034;aliados&#034; (como a promessa publica de entregar um ter&#231;o do petr&#243;leo aos franceses) expressam a convers&#227;o da CNT em um claro agente do imperialismo. Kadafi era um agente do imperialismo e rendeu a este os mais estimados servi&#231;os nos &#250;ltimos anos, o que n&#227;o nega que haviam contradi&#231;&#245;es e que em certo momento deixou (Kadafi) de ser funcional as necessidades imperialistas, pelo que as grandes pot&#234;ncias lhe &#034;soltaram a m&#227;o&#034; e passaram a apoiar seu afastamento, tal como vimos. Por&#233;m, agora o imperialismo conta com o CNT como um agente abertamente colaboracionista, tanto ou ainda mais pr&#243;-imperialista que Kadafi, afirma&#231;&#227;o nossa que irrita profundamente a LIT-QI, pois contradiz todo seu esquema de triunfos &#034;colossais&#034; sem contradi&#231;&#245;es importantes. A CNT, integrada majoritariamente por ex-funcion&#225;rios kadafistas (sua principal figura hoje &#233; um ex-ministro do ditador), l&#237;deres tribais, islamitas e burgueses opositores, colocou o reconhecimento obtido das pot&#234;ncias ao servi&#231;o de reconstruir uma &#034;autoridade&#034;, alimentando ilus&#245;es nos milhares que se levantaram em Bengasi e outras cidades de que o imperialismo pode atuar a favor dos interesses das massas populares. Tem impedido o quanto p&#244;de a auto-organiza&#231;&#227;o e o armamento das massas, procurando reunir os fios de dire&#231;&#227;o e da autoridade em suas m&#227;os e impedir que se desenvolva qualquer tipo de centraliza&#231;&#227;o democr&#225;tica da luta. E at&#233; tem alimentado os preconceitos xen&#243;fobos contra os trabalhadores imigrantes que constituem uma parte decisiva do proletariado l&#237;bio, ajudando a sua desorganiza&#231;&#227;o e dispers&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Utilizamos a met&#225;fora de &#034;infantaria da OTAN&#034; para a subordina&#231;&#227;o das mil&#237;cias nos referindo ao CNT, a &#034;ajuda&#034;, &#034;conselhos&#034; e orienta&#231;&#227;o imperialista, nos remetendo na compara&#231;&#227;o ao sucedido em Kosovo, quando o levantamento das for&#231;as que conformaram a ELK contra a domina&#231;&#227;o s&#233;rvia que foi aprisionada pelo apoio deste aos bombardeios aliados a Belgrado, subordinando-se ao plano imperialista e perdendo seu car&#225;ter progressivo. No caso l&#237;bio, a sangrenta repress&#227;o das for&#231;as de Kadafi ajudou a afogar a inicial desconfian&#231;a e recha&#231;o de setores rebeldes &#227; &#034;ajuda&#034; imperialista, e a justificar que a maioria da dire&#231;&#227;o da CNT tenha se jogado nos bra&#231;os da OTAN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As for&#231;as da OTAN t&#234;m atuado &#034;guiando&#034; as a&#231;&#245;es das mil&#237;cias rebeldes, intervindo para impedir sua derrota nas portas de Bengasi em mar&#231;o, fazendo milhares de incurs&#245;es a&#233;reas para debilitar e desarticular o aparato militar de Kadafi (com um enorme custo humano e material), enviando equipes de tropas especiais, intelig&#234;ncia, treinadores, etc., lhes abrindo caminho como se deu at&#233; o momento mesmo do acerto de contas de Kadafi (avi&#245;es da RAF atuaram para impedir que ele fugisse em um comboio de ve&#237;culos), etc. Na aus&#234;ncia de um p&#243;lo independente da CNT e do imperialismo com influ&#234;ncia de massas, n&#227;o &#233; de ningu&#233;m estranhar, com exce&#231;&#227;o da LIT-QI, que o levantamento popular haja conduzido ao surgimento de um governo profundamente submetido &#225;s pot&#234;ncias imperialistas. N&#227;o contestaremos aqui a todas as manobras polemicas de baixo n&#237;vel da LIT-QI (como a de que para n&#243;s seria prefer&#237;vel que Kadafi seguisse no poder), seria muito tedioso e qualquer leitor conhecedor de nossas posi&#231;&#245;es poder&#225; tirar suas pr&#243;prias conclus&#245;es. Mas h&#225; um ponto que chama a aten&#231;&#227;o. Discutindo contra nossa caracteriza&#231;&#227;o da CNT, e em auxilio de sua posi&#231;&#227;o, a LIT-QI retoma os exemplos de Cuba (a revolu&#231;&#227;o de 1959) e da Revolu&#231;&#227;o Russa de fevereiro de 1917. Por&#233;m, em Cuba, o M-26 nunca considerou pedir ou aceitar que participassem os barcos, marines e avi&#245;es ianques para &#034;salvar vidas civis&#034; da repress&#227;o batistiana. E na R&#250;ssia, os bolcheviques denunciaram intransigentemente a cumplicidade dos governos de Lvov e, depois, de Kerensky com os imperialistas aliados para prosseguir a guerra e derrotar assim a revolu&#231;&#227;o. Assim, tais exemplos mostram exatamente o contrario do que a LIT-QI quer fazer crer... Qualquer movimento de liberta&#231;&#227;o nacional ou revolu&#231;&#227;o tem o direito de utilizar as contradi&#231;&#245;es inter-imperialistas e armar-se como podem, por&#233;m n&#227;o &#233; poss&#237;vel reconhecer a CNT nenhum direito a endossar a interven&#231;&#227;o econ&#244;mica, militar e pol&#237;tica da OTAN na L&#237;bia sob o pretexto de acabar com a ditadura kadafista, para assim converter-se em seu agente e pe&#227;o. (por isso, temos polemizado tamb&#233;m com quem, como a IS, exigiam armas para os rebeldes, sem delimitar esse problema crucial. Ver, por exemplo, &#034;Armas para quem?&#034; no LVO 420 31/03/11). A CNT &#233; um governo t&#237;tere que agora se disp&#245;e a reorganizar o Estado, reconstruir o Ex&#233;rcito e recuperar a economia das m&#227;os da &#034;ajuda&#034; imperialista cujos objetivos se delinearam nas recentes conferencias e reuni&#245;es internacionais desde onde as potencias desenharam o futuro l&#237;bio. E reedificar um regime vi&#225;vel mediante um calend&#225;rio pautado pelo imperialismo desde uma &#034;transi&#231;&#227;o pol&#237;tica&#034; que duraria uns dois anos... Porem que, segundo j&#225; antecipam os porta-vozes da CNT, aponta a constru&#231;&#227;o de um regime fundado na sharia isl&#224;&#162;mica, como consuma&#231;&#227;o dos planos dirigidos a desviar as aspira&#231;&#245;es democr&#225;ticas populares enquanto a L&#237;bias e converte em um &#034;territ&#243;rio de ca&#231;a&#034; para as transnacionais petroleiras, mais abertamente ainda do que j&#225; era com Kadafi (que havia entregado generosas concess&#245;es a ENI italiana e outras transnacionais, etc.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A LIT-QI e o &#034;mal menor&#034; democr&#225;tico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o s&#243; h&#225; que ter uma defini&#231;&#227;o precisa do &#034;campo militar&#034; em que posicionar-se. Tanto ou mais importante &#233; ter uma posi&#231;&#227;o clara no &#034;campo pol&#237;tico&#034;. Ou seja, n&#227;o pode se perder de vista nem por um minuto a necessidade da independ&#234;ncia pol&#237;tica da classe trabalhadora, um problema central de estrat&#233;gia. A LIT-QI s&#243; enxerga dois campos: o kadafista e o antikadafista. Por&#233;m ambos, ainda que se enfrentando miltiarmente e com distintos projetos pol&#237;ticos, s&#227;o dois campos burgueses inimigos da revolu&#231;&#227;o que dava seus primeiros passos na rebeli&#227;o e na guerra civil. Por isso, posicionar-se ao lado dos rebeldes significa desde o primeiro momento combater consequentemente e com os m&#233;todos revolucion&#225;rios a Kadafi, tanto quanto a dire&#231;&#227;o rebelde e a interven&#231;&#227;o da OTAN. Isto n&#227;o tem nada a ver com adaptar-se a &#034;unidade de a&#231;&#227;o&#034; que a LIT-QI v&#234; entre o imperialismo e as massas, nem deixar para &#034;mais adiante&#034; a denuncia da CNT. Como nos ensinou Trotsky, h&#225; que lutar contra os ditadores com os m&#233;todos da revolu&#231;&#227;o operaria e socialista internacional, se separando taxativamente dos agentes da burguesia &#034;democr&#225;ticos&#034; nacionais e estrangeiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por&#233;m, vejamos como explica a LIT-QI as tarefas e as alian&#231;as na luta contra o ditador na L&#237;bia: &#034;Neste processo, acontece uma unidade de a&#231;&#227;o muito ampla contra a ditadura, da qual participam trabalhadores, setores populares e, inclusive, com a ades&#227;o de setores burgueses, mais oficiais e tropas desertoras das for&#231;as armadas, e agora se agregam, tamb&#233;m, altos funcion&#225;rios do regime. Est&#225; claro que &#233; necess&#225;ria a mais ampla unidade de a&#231;&#227;o com todos os setores, inclusive os burgueses descolados do regime, para acabar com esta ditadura genocida entrincheirada. (...) &#201; evidente que a tarefa decisiva da revolu&#231;&#227;o agora &#233; derrotar as for&#231;as da ditadura em Tr&#237;poli e derrubar Kadafi. E, para isso, &#233; fundamental unificar solidamente todas as for&#231;as sociais, pol&#237;ticas e militares que sustentam a luta. (...) Isto n&#227;o significa, no entanto, que todos os que participam da luta tenham os mesmos interesses ou pensem nas mesmas medidas para quando, depois da queda de Kadafi, se tenha que construir o novo poder para a nova L&#237;bia. Para defender seus interesses, os trabalhadores necessitam de uma organiza&#231;&#227;o independente dos burgueses de sua pr&#243;pria dire&#231;&#227;o.&#034; (L&#237;bia a sangre e fuego, por G. Massa, 24/02/11, em &lt;a href=&#034;http://www.ltci.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ltci.org&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; que a LIT-QI se move por uma semi-concep&#231;&#227;o de campos e etapas em desacordo com o trotskismo. Enxerga campos diferenciados por regimes: o ditatorial de Kadafi e o antiditatorial e &#034;democr&#225;tico&#034; no qual com interesses e din&#226;micas diversas atuam as massas, a CNT, e de quebra, a OTAN, e v&#234; uma primeira etapa (todos juntos contra a ditadura) como a mais &#034;ampl&#237;ssima unidade de a&#231;&#227;o&#034;, pois a tarefa seria unir &#034;todos contra Kadafi&#034;, pelo que, s&#243; mais adiante, cumprida essa tarefa, se constituiriam em uma amea&#231;a determinante a CNT e a interven&#231;&#227;o imperialista. Isto tem s&#233;rias conseq&#252;&#234;ncias program&#225;ticas, pois, nesta primeira etapa o programa para a LIT-QI &#233;: Abaixo Kadafi! (a consigna que mobiliza?), mas sem levantar consequentemente um programa transicional articulado ao redor dessa demanda (unindo as demandas mais sentidas dos trabalhadores e do povo, come&#231;ando pelas demandas democr&#225;ticas formais - abaixo a ditadura -, estruturais - fora o imperialismo -, e incorporando as demandas sociais - trabalho, sal&#225;rio, etc. - junto &#225;s &#034;organizativas&#034; - comit&#234;s, mil&#237;cias, conselhos e soviets), pois justamente, faz&#234;-lo iria contra essa &#034;unidade de a&#231;&#227;o&#034; t&#227;o ampla que prop&#245;e. No entanto, para os marxistas, n&#227;o se trata s&#243; de derrubar uma ditadura, mas de como se derruba, com que m&#233;todos e que classes conquistam autoconfian&#231;a e autoridade frente a popula&#231;&#227;o, e isso deve se sintetizar em um programa de a&#231;&#227;o levantado, com o objetivo de fortalecer e unificar as fileiras operarias e conquistar o m&#225;ximo de independ&#234;ncia em sua auto-organiza&#231;&#227;o, armamento e consci&#234;ncia, e disputando a hegemonia na alian&#231;a de massas, inclusive frente a eventuais &#034;aliados&#034;, em suma, como j&#225; desde as fases preparat&#243;rias e mais ainda nos come&#231;os de um processo revolucion&#225;rio, a classe trabalhadora pode avan&#231;ar em sua prepara&#231;&#227;o para as tarefas da revolu&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aus&#234;ncia de uma estrat&#233;gia de classe&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a LIT-QI n&#227;o existe o problema de como disputar j&#225; desde os primeiros momentos uma pol&#237;tica consequente para fortalecer o &#034;terceiro campo&#034; pol&#237;tico-social - um p&#243;lo oper&#225;rio e de massas politicamente independente e revolucion&#225;rio. Isto n&#227;o &#233; um mero problema &#034;t&#225;tico&#034;, secund&#225;rio para a marcha de um processo revolucion&#225;rio em nossa &#233;poca. Pelo contrario, &#233; uma necessidade fundamental que demanda uma estrat&#233;gia consciente para favorecer seu desenvolvimento. Os trotskistas consideramos que somente se a classe trabalhadora se ergue como sujeito social e politicamente independente, construindo sua hegemonia sobre o povo sublevado, haver&#225; uma garantia estrat&#233;gica de derrotar o plano imperialista e assegurar, com a tomada do poder pelo movimento, a completa satisfa&#231;&#227;o das aspira&#231;&#245;es democr&#225;ticas populares, a libera&#231;&#227;o nacional e o come&#231;o de uma transforma&#231;&#227;o socialista na L&#237;bia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, buscamos como dar express&#227;o te&#243;rica, program&#225;tica e pol&#237;tica consequente a necessidade de fortalecer o movimento oper&#225;rio em todas as fases da mobiliza&#231;&#227;o, combatendo politicamente os agentes da burguesia e o imperialismo (sejam democratas, islamitas, etc.) em todos os processos que interv&#234;m para manipul&#225;-lo, derrot&#225;-lo e desvi&#225;-lo e ajudar, pelo contrario, a avan&#231;ar at&#233; sua plena independ&#234;ncia pol&#237;tica e preparar-se subjetivamente para as tarefas que colocam a revolu&#231;&#227;o. Porem, a LIT-QI (e tamb&#233;m a UIT-QI) &#034;naturalizam&#034; o fato de que as mobiliza&#231;&#245;es e levantamentos tenham sido espont&#226;neos, populares, sem centralidade oper&#225;ria, sem organismos centralizados das massas para a luta pol&#237;tica, sob a dire&#231;&#227;o burguesa colaboracionista (em alguns casos com o peso de suas institui&#231;&#245;es, como ocorre com o Ex&#233;rcito no Egito), e inclusive com interven&#231;&#227;o direta do imperialismo, como na L&#237;bia, e que n&#227;o haja fortes alas oper&#225;rias e socialistas para disputar a alternativa. Consideram os grandes acontecimentos de massas como express&#227;o geral da crise do capital e da maturidade das condi&#231;&#245;es objetivas, por&#233;m n&#227;o pensam em fun&#231;&#227;o da experi&#234;ncia estrat&#233;gica do proletariado. Sobre esse empirismo &#034;realista&#034; se esconde um profundo ceticismo com a potencialidade revolucionaria do proletariado. N&#243;s consideramos que a classe trabalhadora &#233; a &#250;nica classe consequentemente progressista e revolucion&#225;ria e que, quando alcan&#231;a sua independ&#234;ncia da burguesia, desenvolve e exibe n&#227;o s&#243; sua combatividade, sen&#227;o sua criatividade e for&#231;a moral no processo revolucion&#225;rio. O desd&#233;m pelo problema estrat&#233;gico do papel consciente que deve e pode assumir o proletariado nos processos revolucion&#225;rios s&#243; evidencia sua aus&#234;ncia de estrat&#233;gia enraizada no proletariado como classe revolucionaria fundamental de nossa &#233;poca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso se expressa tamb&#233;m, em que pese na sua caracteriza&#231;&#227;o de que na L&#237;bia h&#225; um processo revolucion&#225;rio que alcan&#231;a triunfos colossais, n&#227;o levanta uma pol&#237;tica sovi&#233;tica (o desenvolvimento e centraliza&#231;&#227;o de formas democr&#225;ticas de frente-&#250;nica para a luta das massas que pode transformar-se em duplo poder), e n&#227;o coloca claramente uma consigna de poder, al&#233;m de ocasionais enunciados de propaganda. Por sua parte, IS tamb&#233;m nos critica &#034;a consigna abstrata e universal de &#034;lutar por um governo oper&#225;rio e popular&#034; (EL Socialista 201, &#034;Debate en la izquierda&#034;)&#034;, mas n&#227;o se preocupa em elaborar e levantar consequentemente uma pol&#237;tica de poder oper&#225;rio. Sem entrar na discuss&#227;o das formas concretas, t&#225;ticas, em que poderia materializar-se esta pol&#237;tica, para n&#243;s, a posi&#231;&#227;o de combate pela auto-organiza&#231;&#227;o centralizada, independente da CNT e baseada no armamento popular, vem unida a posi&#231;&#227;o de um governo operario e popular sobre essa base, pois &#233; a &#250;nica alternativa revolucion&#225;ria frente &#225;s duas fra&#231;&#245;es burguesas (Kadafi e a CNT-imperialismo)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A raz&#227;o de fundo: &#8220;Revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221; ou &#8220;Revolu&#231;&#227;o Permanente&#8221;?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LIT-QI fica escandalizada porque afirmamos que &#8220;N&#227;o necessariamente a derrota de um governo reacion&#225;rio ou a queda de uma ditadura significam um avan&#231;o para a revolu&#231;&#227;o operaria e socialista&#8221;. Para os seus esquemas tranquilizadores, desde onde a primeira esta&#231;&#227;o seria a &#8220;derrubada da ditadura&#8221;, que deve se seguir sem d&#250;vida uma segunda esta&#231;&#227;o &#8220;socialista&#8221;, isso &#233; uma heresia sect&#225;ria. Mas n&#227;o &#233; culpa nossa se para sustentar tal &#8220;teoria&#8221; devem negar fatos b&#225;sicos, como os ensinamentos de dezenas e dezenas de processos revolucion&#225;rios desviados e derrotados. Por exemplo, os companheiros tomam os processos de 1989. Mas a rebeli&#227;o dos oper&#225;rios russos, polacos, etc., contra as ditaduras das burocracias stalinistas n&#227;o conduziu &#8211; e j&#225; se passaram 20 anos!!! &#8211; a aprofundar a revolu&#231;&#227;o socialista sen&#227;o a governos restauracionistas e a reintrodu&#231;&#227;o do capitalismo nesses pa&#237;ses. O marxismo tinha raz&#227;o uma vez mais ensinando a distinguir forma pol&#237;tica do conte&#250;do social da domina&#231;&#227;o. O come&#231;o dessas revolu&#231;&#245;es foi afogado, abortado, sob dire&#231;&#245;es pr&#243;-capitalistas. Quer dizer que esses levantamentos de massas n&#227;o eram progressistas? N&#227;o, quer dizer que ao cair sob a hegemonia de dire&#231;&#245;es pr&#243;-burguesas foram levados a derrotas, impondo-se a contra-revolu&#231;&#227;o com roupagem democr&#225;tica. No caso latino-americano, a queda das ditaduras no inicio dos 80, como na Argentina, Bol&#237;via e outros pa&#237;ses, derivou na constitui&#231;&#227;o de regimes democr&#225;ticos burgueses que demonstraram sua utilidade para recompor a domina&#231;&#227;o burguesa e desviar os processos de mobiliza&#231;&#227;o - &#225;s vezes muito importantes &#8211; durante mais de duas d&#233;cadas. As democracias que substitu&#237;ram esses regimes odiados se mostraram instrumentos de grande utilidade para manter por d&#233;cadas o dom&#237;nio do capital. A LIT-QI (e a UIT-QI) n&#227;o renegam a &#8220;Revolu&#231;&#227;o Permanente&#8221; em geral... Por&#233;m, a distorcem grosseiramente, pois compartilham da concep&#231;&#227;o de Nahuel Moreno que criticava que: &#8220;O que Trotsky n&#227;o apontou, embora tenha feito um paralelo entre stalinismo e fascismo, foi que tamb&#233;m nos pa&#237;ses capitalistas era necess&#225;rio fazer uma revolu&#231;&#227;o no regime pol&#237;tico: destruir o fascismo para conquistar as liberdades da democracia burguesa, ainda que fosse no terreno dos regimes pol&#237;ticos da burguesia, do Estado burgu&#234;s&#8221; (Nahuel Moreno, Revolu&#231;&#245;es do s&#233;c. XX) para assim elaborar uma teoria semi etapista da revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica que separa uma primeira fase de troca de regime pol&#237;tico (a queda das ditaduras e a conquista da democracia burguesa) que serviria de ante-sala a uma segunda fase posterior desde onde se cumpririam as tarefas econ&#244;mico-sociais da revolu&#231;&#227;o. Porem, j&#225; Trotsky advertia contra toda analise simplista desse tipo, referindo-se a Revolu&#231;&#227;o Alem&#227; de 1918, quando foi derrubado o Kaiser &#8220;...&#233; evidente que n&#227;o foi o coroamento democr&#225;tico da revolu&#231;&#227;o burguesa, sen&#227;o a revolu&#231;&#227;o prolet&#225;ria decapitada pela social-democracia ou, para dizer com mais precis&#227;o, uma contra-revolu&#231;&#227;o burguesa obrigada pelas circunstancias a revestir, depois da vitoria obtida pelo proletariado, formas pseudo-democr&#225;ticas&#8221; (L. Trotsky, a Revolu&#231;&#227;o Permanente, edit. Yunque, p&#225;g 29). N&#227;o podemos nos referir aqui as dezenas de casos que corroboram esta an&#225;lise desde onde a contra-revolu&#231;&#227;o burguesa e imperialista utilizou formas pseudo-democr&#225;ticas para derrotar a revolu&#231;&#227;o utilizando de sua imaturidade subjetiva. No entanto, estas li&#231;&#245;es s&#227;o esquecidas no esquema conceitual da &#8220;revolu&#231;&#227;o democr&#225;tica&#8221;, que constitui uma adapta&#231;&#227;o &#227; democracia burguesa e seus mecanismos, aos que o imperialismo apela hoje diante dos processos em curso n&#227;o somente na L&#237;bia como em todo o cen&#225;rio da rebeli&#227;o &#225;rabe (Tun&#237;sia! Egito!), procurando impedir o seu desenvolvimento no sentido revolucion&#225;rio. As tarefas da revolu&#231;&#227;o n&#227;o se podem limitar na troca de regime pol&#237;tico, pois, se bem que a derrubada de um ditador &#233; uma tarefa elementar, isolada, abre a possibilidade de manobras da classe dominante para conter ou desviar o ascenso revolucion&#225;rio com reformas &#8220;pseudo-democraticas&#8221;, como dizia Trotsky. N&#243;s reivindicamos a plena vig&#234;ncia das teses que afirmam: &#8220;Para os pa&#237;ses de desenvolvimento burgu&#234;s retardat&#225;rio e, em particular, para os pa&#237;ses coloniais e semicoloniais, a teoria da revolu&#231;&#227;o permanente significa que a solu&#231;&#227;o verdadeira e completa de suas tarefas democr&#225;ticas e nacional-libertadoras s&#243; &#233; conceb&#237;vel por meio da ditadura do proletariado, que assume a dire&#231;&#227;o da na&#231;&#227;o oprimida e, antes de tudo, de suas massas camponesas&#8221; (L. Trotsky, A Revolu&#231;&#227;o Permanente &#8211; Teses). Assinalamos ainda que a din&#226;mica objetiva da revolu&#231;&#227;o que a LIT-QI e outras correntes convertem em valor absoluto, &#233; insepar&#225;vel da din&#226;mica das &#8220;premissas subjetivas&#8221;. A concep&#231;&#227;o simplista de uma &#8220;revolu&#231;&#227;o qualquer com uma dire&#231;&#227;o qualquer&#8221; esta em desacordo com o trotskismo. E afirmar isso n&#227;o tem nada a ver com o sectarismo que, por sua vez, &#8220;superestima&#8221; o lado subjetivo at&#233; depreciar a realidade com suas contradi&#231;&#245;es. N&#243;s sustentamos com Trotsky que no final das contas, nos momentos chaves, o problema da consci&#234;ncia e organiza&#231;&#227;o do proletariado, que em ultima instancia se sintetizam na exist&#234;ncia ou n&#227;o de um partido revolucion&#225;rio, ser&#227;o decisivos: &#8220;(...) quando as premissas objetivas est&#227;o maduras, a chave de todo o processo hist&#243;rico passa para as m&#227;os do fator subjetivo, &#233; dizer, do partido. O oportunismo que vive consciente ou inconscientemente sob a influ&#234;ncia da &#233;poca passada se inclina sempre a menosprezar o papel do fator subjetivo, ou seja, da import&#226;ncia do partido revolucion&#225;rio e de sua dire&#231;&#227;o.&#8221; (Trotsky, A Terceira Internacional depois de L&#234;nin, 1929). Neste sentido, o reagrupamento da vanguarda oper&#225;ria em torno de um programa e uma estrat&#233;gia para vencer &#8211; ou seja, o desenvolvimento de uma dire&#231;&#227;o revolucion&#225;ria &#8211; &#233; um problema vital para o destino final de qualquer processo revolucion&#225;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A modo de conclus&#227;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A LIT-QI nos questiona: A queda de Kadafi foi uma vitoria das massas ou do imperialismo? O que ocorreu &#233; progressivo ou regressivo para a revolu&#231;&#227;o na L&#237;bia e no mundo &#225;rabe? N&#227;o se pode falar t&#227;o alegremente neste caso particular, de &#8220;grande vitoria do povo l&#237;bio e da revolu&#231;&#227;o &#225;rabe&#8221; e desdenhar das enormes complexidades da situa&#231;&#227;o (indicamos a nota de C. Cinatti no LVO 450 para a an&#225;lise da conjuntura l&#237;bia ap&#243;s a morte de Kadafi e suas perspectivas). Em primeiro lugar, o resultado provis&#243;rio &#233; altamente contradit&#243;rio, pois o levantamento popular est&#225; subordinado ao imperialismo e esse se relocaliza n&#227;o s&#243; na L&#237;bia, apresentando-se como o guardi&#227;o da &#8220;Revolu&#231;&#227;o Democr&#225;tica&#8221;, como frente ao mundo &#225;rabe em convuls&#227;o, para seguir implementando seus planos contra-revolucion&#225;rios. Com isso, um processo progressivo em seu inicio pode terminar completamente deturpado se o plano imperialista e de seu agente, a CNT, conseguem se fortalecer na L&#237;bia. Haver&#225; que observar se imp&#245;e o plano imperialista ou se a profundidade da crise, o impulso das massas, o impacto de outros acontecimentos a n&#237;vel regional e internacional impedem isto, e assim, pode seguir se desenvolvendo a luta de classes no sentido revolucion&#225;rio. Por agora, &#233; poss&#237;vel que, se muitos &#225;rabes festejaram a queda do ditador, tamb&#233;m cres&#231;am as ilus&#245;es na &#8216;ajuda' imperialista, o que o imperialismo tratar&#225; de utilizar para fortalecer sua estrat&#233;gia contra-revolucionaria em toda a regi&#227;o. E isto &#233; um grav&#237;ssimo perigo para o futuro do processo revolucion&#225;rio no mundo &#225;rabe. A luta por assentar as bases de partidos revolucion&#225;rios a n&#237;vel internacional, que se preparem para encarar as tarefas de uma etapa como a que abre a atual crise mundial, demanda um programa e uma estrat&#233;gia que incorporem, entre outras experi&#234;ncias, tamb&#233;m as li&#231;&#245;es da luta de classes no mundo &#225;rabe durante 2011 e, em especial, as do dram&#225;tico processo l&#237;bio. Nessa perspectiva, a vanguarda n&#227;o poderia tirar maior proveito das ambiguidades, inconsist&#234;ncia e adapta&#231;&#227;o que revelam as posi&#231;&#245;es da LIT-QI.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Libia tras la muerte de Kadafi. Sigue la pol&#233;mica en la izquierda</title>
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		<dc:date>2011-10-27T05:55:32Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Eduardo Molina, Graciela L&#243;pez Egu&#237;a</dc:creator>


		<dc:subject>Medio Oriente</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#233;mica</dc:subject>
		<dc:subject>&#193;frica</dc:subject>
		<dc:subject>La Primavera &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Mundo &#193;rabe</dc:subject>
		<dc:subject>Libia</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;El proceso libio, en especial a partir de la intervenci&#243;n de la OTAN, abri&#243; un amplio debate en la izquierda internacional. La cruenta muerte de Kadafi no ha hecho sino reavivarlo en torno al balance de lo sucedido hasta ahora y la pol&#237;tica a levantar por los marxistas.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Mundo-Arabe" rel="tag"&gt;Mundo &#193;rabe&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Libia" rel="tag"&gt;Libia&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;El proceso libio, en especial a partir de la intervenci&#243;n de la OTAN, abri&#243; un amplio debate en la izquierda internacional. La cruenta muerte de Kadafi no ha hecho sino reavivarlo en torno al balance de lo sucedido hasta ahora y la pol&#237;tica a levantar por los marxistas.&lt;br class='autobr' /&gt;
Por un lado, el presidente Ch&#225;vez, el castrismo y otros sectores de matriz nacionalista o stalinista apoyaron abiertamente a Kadafi -Ch&#225;vez lo calific&#243; de &#8220;m&#225;rtir de la lucha antiimperialista&#8221;- pese a que manten&#237;a una brutal dictadura sobre el pueblo libio y desde hace a&#241;os hab&#237;a girado a la abierta colaboraci&#243;n con el imperialismo. Este bloque olvida los m&#225;s elementales criterios de clase y democr&#225;ticos para ubicarse en la trinchera del dictador seg&#250;n alianzas &#8220;geopol&#237;ticas&#8221; que van contra la rebeli&#243;n de masas en curso en el mundo &#225;rabe y no tienen nada de &#8220;antiimperialista&#8221;. Por otro lado, sectores de la centroizquierda y la intelectualidad han avalado (aunque a veces &#8220;cr&#237;ticamente&#8221;) la intervenci&#243;n de la OTAN bajo argumentos humanitarios, actuando como &#8220;pata izquierda&#8221; del plan imperialista con ret&#243;rica &#8220;democr&#225;tica&#8221; (para una cr&#237;tica de estas posiciones, ver nota en LVO 420 del 31/03/2011).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El PTS y nuestra corriente internacional, la Fracci&#243;n Trotskista (Cuarta Internacional), desde un principio levantamos una clara pol&#237;tica por el derrocamiento revolucionario de Kadafi, contra toda injerencia imperialista en Libia y por la solidaridad internacional con el desarrollo de la movilizaci&#243;n de masas.&lt;br class='autobr' /&gt;
Dec&#237;amos en nuestra declaraci&#243;n del 22/03/11: &#8220;Los marxistas revolucionarios planteamos claramente que el imperialismo no interviene para que triunfe el levantamiento popular contra Kadafi, sino para tratar de imponer un gobierno t&#237;tere al servicio de sus intereses, como hizo tras la invasi&#243;n en Afganist&#225;n e Irak. Tampoco la salida es, como ha planteado Ch&#225;vez y otros &#8216;progresistas', subordinarse a Kadafi que no solo se ha transformado en un dictador proimperialista, sino que est&#225; embarcado en una guerra contrarrevolucionaria para aplastar el levantamiento popular que ha puesto en cuesti&#243;n su dominio, como parte de los levantamientos en la regi&#243;n. La &#250;nica salida progresiva para el pueblo libio es luchar en&#233;rgicamente tanto contra la intervenci&#243;n imperialista como por derrocar a la reaccionaria dictadura de Kadafi. En esta lucha los aliados del pueblo libio son los trabajadores y los sectores populares que se han levantado en el Norte de &#193;frica y en los pa&#237;ses &#225;rabes contra los reg&#237;menes dictatoriales y las monarqu&#237;as proimperialistas; los trabajadores, los j&#243;venes y los millones de inmigrantes que en los pa&#237;ses imperialistas pueden boicotear la pol&#237;tica guerrerista de Sarkozy, Zapatero y compa&#241;&#237;a; y el conjunto de los explotados de todo el mundo. &#161;Abajo la intervenci&#243;n militar imperialista en Libia. Abajo Kadafi. Por un gobierno obrero y popular!&#8221; En numerosas notas en LVO y nuestra p&#225;gina web hemos seguido analizando paso a paso el proceso y debatiendo con diversas posiciones en la izquierda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recientemente, la LITCI, la corriente liderada por el PST-U brasile&#241;o, public&#243; una nota &#8211;&#8220;Pol&#233;mica con la Fracci&#243;n Trotskista (PTS)&#8221;- en su Revista Correio Internacional n&#176; 6, lo cual ofrece la oportunidad de profundizar el debate. Las diferencias en la izquierda internacional tambi&#233;n se reflejan entre las fuerzas que conformamos el FIT. As&#237;, Izquierda Socialista (miembro de la UIT-CI) afirma que se produjo el &#8220;triunfo de una revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221; (&#8220;La revoluci&#243;n &#225;rabe y el final de Kadafi&#8221;, por Miguel Sorans, 22/10/2011) y consideran un factor completamente secundario que la ca&#237;da del dictador se haya producido mediada por la intervenci&#243;n de la OTAN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muchas de las posiciones de la UIT-CI y la LIT-CI son similares, pues ambos comparten una l&#243;gica de &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221; heredada de Nahuel Moreno, de quien se reclaman continuadores. Tambi&#233;n nos hacen cr&#237;ticas parecidas, cayendo en una amalgama similar para hacer creer que levantar&#237;amos una pol&#237;tica pro-Kadafi. En palabras de IS: &#8220;El PTS parte de dos definiciones equivocadas, que tambi&#233;n levantan las corrientes chavistas, muchos Partidos Comunistas y otros sectores que se reclaman de izquierda o antiimperialistas: 1) &#8216;las fuerzas rebeldes' son la &#8216;tropa terrestre de la OTAN' y 2) la ca&#237;da de Kadafi &#8216;es un triunfo de la pol&#237;tica de las potencias imperialistas'&#8221;, recurso pol&#233;mico id&#233;ntico al de la LIT-CI. Por ello, en este texto, si bien est&#225; dirigido a debatir centralmente con la LIT-CI, comentaremos tambi&#233;n algunas de las definiciones de IS (recomendamos tambi&#233;n leer &#8220;Novamente sobre a quest&#227;o l&#237;bia: At&#233; quando a LIT-PSTU seguir&#227;o insistindo nos seus erros?&#8221; de Simone Ishibashi y otros aportes al debate de nuestros compa&#241;eros brasile&#241;os en &lt;a href=&#034;http://www.ler-qi.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ler-qi.org&lt;/a&gt; o en &lt;a href=&#034;http://www.ft-ci.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.ft-ci.org&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La LIT-CI y su &#8220;unidad de acci&#243;n&#8221; entre las masas y el imperialismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI public&#243; una declaraci&#243;n titulada &#8220;Gran victoria del pueblo libio y la revoluci&#243;n &#225;rabe&#8221; (24/08/11), festejando el triunfo sobre Kadafi, impuesto con las bombas de la OTAN y la intervenci&#243;n pol&#237;tica directa del imperialismo europeo encabezado por el presidente franc&#233;s Sarkozy, que logr&#243; coptar a la direcci&#243;n rebelde del CNT.&lt;br class='autobr' /&gt;
En ese texto, aun denunciando al imperialismo y su intervenci&#243;n en Libia, dice que &#8220;el imperialismo se vio obligado a intervenir militarmente para derrocar a Gadafi. Pero no por ser &#233;ste un &#8216;antiimperialista', como dicen Ch&#225;vez y los Castro, pues desde inicios de siglo Gadafi comenz&#243; a entregar los recursos petroleros a multinacionales estadounidenses y europeas, sino porque Gadafi ya no pod&#237;a estabilizar el pa&#237;s en medio de una insurgencia popular armada. La contradicci&#243;n es que, en el terreno militar, existi&#243; una unidad de acci&#243;n entre el imperialismo y las masas para derrocar a Gadafi, pero con objetivos de fondo totalmente opuestos&#8221;. Hemos criticado esta &#250;ltima definici&#243;n de &#8220;unidad de acci&#243;n&#8221; a lo que nos contestan &#8220;en pol&#237;tica una unidad de acci&#243;n es un acuerdo. Defenderlo o concretizarlo implica un llamado y hasta exigencias en el marco de esta unidad. Nosotros, de la LIT-CI, nunca llamamos al imperialismo a hacer unidad de acci&#243;n con las masas para derribar a Kadaffi. Otra cosa es que en la realidad, esa unidad se haya concretado en el terreno militar&#8221; (&#8220;Revoluci&#243;n o golpe. La combinaci&#243;n entre una rebeli&#243;n popular y una intervenci&#243;n militar de la OTAN divide la izquierda mundial&#8221;). El autor de esta nota, A. Astuto, tergiversa nuestra cr&#237;tica pues nunca dijimos que la LIT-CI pidiera la intervenci&#243;n imperialista como hicieron ciertos sectores &#8220;progresistas&#8221;, pero no responde: &#191;la LIT-CI considera que tal &#8220;unidad de acci&#243;n entre las masas y el imperialismo&#8221; fue progresiva o no? Esta pregunta es tanto o m&#225;s pertinente porque la LIT-CI s&#237; ha llamado en otras ocasiones a la unidad de acci&#243;n incluso al imperialismo. En el caso del golpe de Honduras, en 2009, plante&#243; que &#8220;Es imprescindible la exigencia de ruptura de las relaciones con el gobierno de facto de los gobiernos de todos los pa&#237;ses que a&#250;n no lo hicieron. Y, especialmente la exigencia de boicot econ&#243;mico, principalmente de Estados Unidos, principal comprador de productos hondure&#241;os (...)&#8221; (Correo Internacional N&#176; 151, Agosto 2009). Es decir, lleg&#243; a hacer una exigencia incre&#237;ble al gobierno de Obama en nombre de la unidad de acci&#243;n &#8220;antigolpista&#8221; pese a ser Honduras un pa&#237;s semicolonial oprimido por el imperialismo norteamericano, que sostendr&#237;a a Micheletti y los militares!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La &#8220;unidad de acci&#243;n&#8221; de la OTAN y las masas que la LIT descubre en Libia esconde que la intervenci&#243;n imperialista fue guiada en un 100% y desde el primer momento, por el objetivo de desviar, enga&#241;ar y derrotar la sublevaci&#243;n popular para impedir que un proceso revolucionario en desarrollo se saliera de todo control y no s&#243;lo derrotara a Kadafi sino que superara a la direcci&#243;n colaboracionista del CNT. Esa intervenci&#243;n expres&#243; de manera particular, en un cuadro signado por la apertura de la guerra civil, la estrategia de contrarrevoluci&#243;n &#8220;democr&#225;tica&#8221; con la que el imperialismo act&#250;a frente al proceso revolucionario &#225;rabe, para intentar implementar &#8220;transiciones&#8221; controladas a reg&#237;menes con formas democr&#225;tico-burguesas donde sus viejos agentes fueron derribados (como Egipto y T&#250;nez), o algunas &#8220;auto-reformas&#8221; cosm&#233;ticas a cuenta gotas donde sus agentes conservan el poder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Creemos que la intervenci&#243;n de la OTAN fue en un todo y desde el principio absolutamente contrarrevolucionaria y hablar de una supuesta &#8220;unidad de acci&#243;n&#8221; en los t&#233;rminos que hace la LIT-CI expresa una adaptaci&#243;n a la ret&#243;rica democr&#225;tica predominante que lleva a capitular ante quienes alaban abiertamente las fantasmales virtudes democr&#225;ticas del imperialismo, como hacen buena parte de la izquierda y los &#8220;progresistas&#8221; especialmente en Europa. Por ejemplo, cuando los representantes del Bloco de Esquerda portugu&#233;s votaron en el Parlamento Europeo, apoyando la resoluci&#243;n sobre Libia, &#8220;del lado de la OTAN, los Estados Unidos y Gran Breta&#241;a al apostar por una intervenci&#243;n militar extranjera&#8221; (&lt;a href=&#034;http://www.larepublica.es&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;http://www.larepublica.es&lt;/a&gt; 11/03/11) el grupo Ruptura/FER (miembro de la LIT-CI) que integra el BE no hizo una gran campa&#241;a de denuncia a esa capitulaci&#243;n (tampoco la LIT-CI) , pese a que el BE tambi&#233;n vot&#243; por el plan de la Uni&#243;n Europea y el FMI para imponer el ajuste contra los trabajadores y el pueblo en Grecia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde el punto de vista metodol&#243;gico, el an&#225;lisis de la LIT-CI rompe la relaci&#243;n entre el aspecto militar de la intervenci&#243;n del imperialismo y su aspecto pol&#237;tico, devaluando las consecuencias contrarrevolucionarias de la cooptaci&#243;n del CNT, a las que no da la menor importancia. Esto es producto de su m&#233;todo unilateral, objetivista, de analizar la realidad, a diferencia del m&#233;todo marxista que establece una relaci&#243;n dial&#233;ctica entre los factores objetivos y los subjetivos, cuya influencia en los resultados no puede ignorarse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Opinamos que las operaciones militares, tanto como las medidas econ&#243;micas tomadas por Europa y Estados Unidos, son inseparables de elementos pol&#237;ticos de enorme importancia como la posibilidad de Obama, Sarkosy y Cameron y sus fuerzas de presentarse como &#8220;amigos del pueblo libio&#8221; para legitimar su intervenci&#243;n, y la cooptaci&#243;n de la direcci&#243;n rebelde, el CNT, por el imperialismo, lo que por su parte viabiliz&#243; la reducci&#243;n de las fuerzas referenciadas en &#233;ste a un papel subordinado a los planes imperialistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La LIT &#8220;embellece&#8221; al CNT, agente del imperialismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El apoyo del CNT a la intervenci&#243;n militar de la OTAN, la llegada de m&#250;ltiples agentes del espionaje, los servicios y militares franceses, ingleses, norteamericanos, etc., a &#8220;colaborar&#8221; con &#233;l y sus milicias, y las m&#250;ltiples concesiones econ&#243;micas hechas a los imperialistas &#8220;aliados&#8221; (como la p&#250;blica promesa de entregar un tercio del petr&#243;leo a los franceses) expresaron su conversi&#243;n en un claro agente del imperialismo.&lt;br class='autobr' /&gt;
Kadaffi era un agente del imperialismo y le rindi&#243; a &#233;ste los m&#225;s estimables servicios en los &#250;ltimos a&#241;os, lo cual no niega que hubiera contradicciones y que en cierto momento dejara de ser funcional a las necesidades imperialistas, por lo que las grandes potencias le &#8220;soltaron la mano&#8221; y pasaron a apoyar su desplazamiento, tal como hemos visto. Pero, ahora el imperialismo logra con el CNT un agente abiertamente colaboracionista, tanto o a&#250;n m&#225;s proimperialista que el de Kadafi, afirmaci&#243;n nuestra que irrita profundamente a la LIT-CI pues contradice todo su esquema de triunfos &#8220;colosales&#8221; sin sombras importantes. &lt;br class='autobr' /&gt;
El CNT, integrado mayormente por ex funcionarios kadafistas (su principal figura hoy es un ex ministro del dictador), l&#237;deres tribales, islamistas y burgueses opositores, ha puesto el reconocimiento obtenido de las potencias al servicio de reconstruir una &#8220;autoridad&#8221;, alimentando ilusiones en los miles que se han levantado en Bengasi y otras ciudades de que el imperialismo puede actuar a favor de los intereses de las masas populares. Ha obstaculizado en cuanto ha podido la auto-organizaci&#243;n y armamento de masas, procurando reunir los hilos de la direcci&#243;n y la autoridad en sus manos e impedir que se desarrolle cualquier tipo de centralizaci&#243;n democr&#225;tica de la lucha. Y hasta ha alimentado los prejuicios xen&#243;fobos contra los trabajadores inmigrantes que constitu&#237;an una parte decisiva del proletariado libio, ayudando a su desorganizaci&#243;n y dispersi&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Utilizamos la met&#225;fora de &#8220;infanter&#237;a de la OTAN&#8221; para la subordinaci&#243;n de las milicias, referenciadas en el CNT, a la &#8220;ayuda&#8221;, &#8220;consejos&#8221; y orientaci&#243;n imperialista, remiti&#233;ndonos en la comparaci&#243;n a lo sucedido en Kosovo, cuando el levantamiento contra la dominaci&#243;n serbia de las fuerzas que conformaron el ELK se vio desnaturalizado por el apoyo de &#233;ste a los bombardeos aliados a Belgrado, subordin&#225;ndose al plan imperialista y perdiendo su car&#225;cter progresivo. En el caso libio, la sangrienta represi&#243;n de las fuerzas de Kadafi ayud&#243; a ahogar la inicial desconfianza y rechazo de sectores rebeldes hacia la &#8220;ayuda&#8221; imperialista y a justificar que la mayor&#237;a de la direcci&#243;n del CNT se arrojara en brazos de la OTAN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las fuerzas de la OTAN han actuado &#8220;guiando&#8221; el accionar de las milicias rebeldes, interviniendo para impedir su derrota en las puertas de Bengasi en marzo, haciendo miles de incursiones a&#233;reas para debilitar y desarticular el aparato militar de Kadafi (con un costo humano y material cuantioso), enviando equipos de tropas especiales, inteligencia, entrenadores, etc., abri&#233;ndoles camino como se dio hasta el momento mismo del ajusticiamiento de Kadafi (aviones de la RAF actuaron para impedir que huyera en un convoy de veh&#237;culos), etc.&lt;br class='autobr' /&gt;
En ausencia de un polo con influencia de masas independiente del CNT y el imperialismo, no puede extra&#241;ar a nadie, aparte de la LIT-CI, que el levantamiento popular haya conducido a que surja un gobierno profundamente sometido a las potencias imperialistas.&lt;br class='autobr' /&gt;
No contestaremos aqu&#237; a todas las maniobrillas pol&#233;micas de baja estofa de la LIT-CI (como la de que para nosotros ser&#237;a preferible que Kadaffi siguiese en el poder), Ser&#237;a muy tedioso y cualquier lector reflexivo de nuestras posiciones podr&#225; sacar sus propias conclusiones.&lt;br class='autobr' /&gt;
Pero hay un punto que llama la atenci&#243;n. Discutiendo contra nuestra caracterizaci&#243;n del CNT, y en auxilio de su posici&#243;n, la LIT-CI acarrea los ejemplos de Cuba (la revoluci&#243;n de 1959) y la Revoluci&#243;n Rusa de febrero de 1917. Pero en Cuba, el M-26 nunca consider&#243; pedir o aceptar que acudieran los barcos, marines y aviones yanquis para &#8220;salvar vidas civiles&#8221; de la represi&#243;n batistiana. Y en Rusia, los bolcheviques denunciaron intransigentemente la complicidad de los gobiernos de Lvov y luego de Kerensky con los imperialistas aliados para proseguir la guerra y derrotar as&#237; la revoluci&#243;n. As&#237;, tales ejemplos muestran exactamente lo contrario de lo que la LIT-CI quiere hacer creer... Cualquier movimiento de liberaci&#243;n nacional o revoluci&#243;n tiene el derecho de utilizar las contradicciones interimperialistas y armarse o aprovisionarse de donde pueda, pero no es posible reconocerle al CNT ning&#250;n derecho a avalar la intervenci&#243;n econ&#243;mica, militar y pol&#237;tica de la OTAN en Libia bajo el pretexto de acabar con la dictadura kadafista, para as&#237; convertirse en su agente y pe&#243;n. (por eso, hemos polemizado tambi&#233;n con quienes como IS exig&#237;an armas para los rebeldes, sin delimitar ese problema crucial. Ver por ejemplo &#8220;&#191;Armas para qui&#233;n? En LVO 420. 31/03/11).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El CNT es un gobierno cipayo que ahora se dispone a reorganizar el Estado, reconstruir el Ej&#233;rcito y recuperar la econom&#237;a de la mano de la &#8220;ayuda&#8221; imperialista cuyos objetivos se delinearon en las recientes conferencias y reuniones internacionales donde las potencias dise&#241;an el futuro libio. Y reedificar un r&#233;gimen viable mediante un calendario pautado por el imperialismo hacia una &#8220;transici&#243;n pol&#237;tica&#8221; que durar&#237;a unos dos a&#241;os... pero que seg&#250;n ya anticipan los voceros del CNT, apuntar&#237;a a construir un r&#233;gimen fundado en la sharia isl&#225;mica, como consumaci&#243;n de los planes dirigidos a burlar las aspiraciones democr&#225;ticas populares mientras Libia se convierte en territorio de caza de las transnacionales petroleras, m&#225;s abiertamente a&#250;n de lo que ya era con Kadaffi (que hab&#237;a entregado generosas concesiones a la ENI italiana y otras transnacionales, etc.).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La LITCI y el &#8220;mal menor&#8221; democr&#225;tico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No s&#243;lo hay que tener una definici&#243;n precisa del &#8220;campo militar&#8221; en que ubicarse. Tanto o m&#225;s importante es tener una ubicaci&#243;n clara en el &#8220;campo pol&#237;tico&#8221;. Es decir, no hay que perder de vista ni por un minuto la necesidad de la independencia pol&#237;tica de la clase obrera, un problema central de estrategia. La LIT-CI solo ve dos campos: el kadafista y el antikadafista. Pero ambos, a&#250;n enfrentados militarmente y con distintos proyectos pol&#237;ticos, son dos campos burgueses enemigos de la revoluci&#243;n que daba sus primeros pasos en la rebeli&#243;n y la guerra civil.&lt;br class='autobr' /&gt;
Por eso, ubicarse del lado rebelde significa desde el primer instante combatir consecuentemente y con los m&#233;todos revolucionarios a Kadafi, tanto como a la direcci&#243;n rebelde y a la intervenci&#243;n de la OTAN. Esto no tiene nada que ver con adaptarse a la &#8220;unidad de acci&#243;n&#8221; que la LIT-CI ve entre el imperialismo y las masas ni dejar para &#8220;m&#225;s adelante&#8221; la denuncia del CNT. Como nos ense&#241;&#243; Trotsky, hay que luchar contra los dictadores con los m&#233;todos de la revoluci&#243;n obrera y socialista internacional, separ&#225;ndose tajantemente de los agentes de la burgues&#237;a &#8220;democr&#225;ticos&#8221; nacionales y extranjeros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero veamos c&#243;mo explica la LIT-CI las tareas y las alianzas en la lucha contra el dictador en Libia:&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8220;En este proceso se da una ampl&#237;sima unidad de acci&#243;n anti-dictatorial, de la que participan trabajadores, sectores populares, e incluso con la adhesi&#243;n de sectores burgueses, m&#225;s oficiales y tropas desertoras de las fuerzas armadas, a lo que ahora se agregan incluso altos funcionarios del r&#233;gimen. Est&#225; claro que se necesita la m&#225;s amplia unidad de acci&#243;n con todos los sectores, incluidos los burgueses desplazados por el r&#233;gimen, para terminar con esta dictadura genocida atrincherada. (&#8230;) Es evidente que la tarea decisiva de la revoluci&#243;n ahora es derrotar las fuerzas de la dictadura en Tr&#237;poli y derrocar a Kadafi. Y para ello es fundamental unificar s&#243;lidamente a todas las fuerzas sociales, pol&#237;ticas y militares que sostienen la lucha. (&#8230;) Esto no significa, sin embargo, que todos los que participan de la lucha tengan los mismos intereses o piensen en las mismas medidas para cuando, despu&#233;s del derrocamiento de Kadafi, haya que construir el nuevo poder para la nueva Libia. Para defender sus intereses, los trabajadores necesitan una organizaci&#243;n independiente de los burgueses y su propia direcci&#243;n&#8221;. (&#8220;Libia a sangre y fuego&#8221;, Por G. Massa, 24/02/11, en &lt;a href=&#034;http://www.litci.org&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.litci.org&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es que la LIT-CI se gu&#237;a por una semiconcepci&#243;n de campos y etapas re&#241;ida con el trotskismo. Ve campos diferenciados por reg&#237;menes: el dictatorial de Kadafi y el antidictatorial y &#8220;democr&#225;tico&#8221; en el que con intereses y din&#225;micas diversos act&#250;an las masas, el CNT y de hecho la OTAN, y ve una primera etapa (todos juntos contra la dictadura) con la m&#225;s &#8220;ampl&#237;sima unidad de acci&#243;n&#8221;, pues la tarea ser&#237;a unir a &#8220;todos contra Kadafi&#8221; por lo que s&#243;lo m&#225;s adelante, cumplida esa tarea, se constituir&#237;an en una amenaza determinante el CNT y la intervenci&#243;n imperialista. Esto tienen serias consecuencias program&#225;ticas, pues en tal primera etapa el programa para la LIT-CI es &#161;Abajo Kadafi! (&#191;la &#8220;consigna que moviliza&#8221;?) pero sin levantar consecuentemente un programa transicional articulado alrededor de esa demanda (uniendo las demandas m&#225;s sentidas de los trabajadores y el pueblo laborioso, empezando por las demandas democr&#225;ticas formales -abajo la dictadura-, estructurales -fuera el imperialismo- e incorporando las demandas sociales -trabajo, salario, etc.- junto a las &#8220;organizativas&#8221; -comit&#233;s, milicias, consejos o soviets-), pues justamente, hacerlo ir&#237;a en contra de esa &#8220;unidad de acci&#243;n&#8221; tan amplia que proponen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin embargo, para los marxistas no se trata s&#243;lo de derribar una dictadura, sino de c&#243;mo se la derriba, con qu&#233; m&#233;todos y qu&#233; clases conquistan autoconfianza y autoridad ante la poblaci&#243;n con ello, y eso debe sintetizarse en el programa de acci&#243;n levantado, con el objetivo de fortalecer y unir las filas de los trabajadores y conquistar el m&#225;ximo de independencia en su autoorganizaci&#243;n, armamento y conciencia, y peleando la hegemon&#237;a en la alianza de masas incluso frente a eventuales &#8220;aliados&#8221;, en suma, como ya desde las fases preparatorias y m&#225;s a&#250;n en los comienzos mismos de un proceso revolucionario, la clase obrera puede avanzar en su preparaci&#243;n para las tareas de la revoluci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ausencia de una estrategia de clase&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para la LIT-CI no existe el problema de c&#243;mo plantear ya desde los primeros momentos, una pol&#237;tica consecuente para fortalecer el &#8220;tercer campo&#8221; pol&#237;tico-social -un polo obrero y de masas pol&#237;ticamente independiente y revolucionario-. Esto no es un mero problema &#8220;t&#225;ctico&#8221;, secundario para la marcha de un proceso revolucionario en nuestra &#233;poca. Por el contrario, es una necesidad fundamental que demanda una estrategia consciente para alentar su desarrollo.&lt;br class='autobr' /&gt;
Los trotskistas consideramos que s&#243;lo si la clase trabajadora se erige como sujeto social y pol&#237;ticamente independiente, construyendo su hegemon&#237;a sobre el pueblo sublevado, habr&#225; una garant&#237;a estrat&#233;gica de derrotar al plan imperialista y asegurar, con la toma del poder por el movimiento, la completa satisfacci&#243;n de las aspiraciones democr&#225;ticas populares, la liberaci&#243;n nacional y el comienzo de una transformaci&#243;n socialista de Libia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por eso, buscamos c&#243;mo dar expresi&#243;n te&#243;rica, program&#225;tica y pol&#237;tica consecuente a la necesidad de fortalecer al movimiento obrero en todas las fases de la movilizaci&#243;n, combatiendo pol&#237;ticamente a los agentes de la burgues&#237;a y el imperialismo (sean &#8220;dem&#243;cratas&#8221;, islamistas, etc.) en todo el proceso en el que intervienen para manipularlo, derrotarlo y desviarlo, y ayudar por el contrario a avanzar hacia su plena independencia pol&#237;tica y prepararse subjetivamente para las tareas que plantea la revoluci&#243;n.&lt;br class='autobr' /&gt;
Pero la LIT-CI (tambi&#233;n la UIT-CI) &#8220;naturaliza&#8221; el hecho de que las movilizaciones y levantamientos sean espont&#225;neos, populares, sin centralidad obrera, sin organismos de las masas centralizados para la lucha pol&#237;tica, bajo direcci&#243;n burguesa colaboracionista (en algunos casos, con peso de sus instituciones, como ocurre con el Ej&#233;rcito en Egipto), e inclusive con intervenci&#243;n militar directa del imperialismo como en Libia, y que no haya fuertes alas obreras y socialistas para pelear como alternativa. Consideran los grandes acontecimientos de masas como expresi&#243;n general de la crisis del capital y la madurez de las condiciones objetivas pero no los piensan en funci&#243;n de la experiencia estrat&#233;gica del proletariado. Tras ese &#8220;realista&#8221; empirismo se esconde un profundo escepticismo por la potencialidad revolucionaria del proletariado. Nosotros consideramos que la clase obrera es la &#250;nica clase consecuentemente progresiva y revolucionaria y que, cuando logra su independencia de la burgues&#237;a, desarrolla y despliega no solo su combatividad, sino su creatividad y fuerza moral en el proceso revolucionario. El desd&#233;n por el problema estrat&#233;gico del rol consciente que debe y puede asumir el proletariado en los procesos revolucionarios s&#243;lo evidencia su ausencia de estrategia enraizada en el proletariado como clase revolucionaria fundamental de nuestra &#233;poca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eso se expresa tambi&#233;n en que pese a su caracterizaci&#243;n de que en Libia hay un proceso revolucionario que logra colosales triunfos, no levanta una pol&#237;tica sovi&#233;tica (el desarrollo y centralizaci&#243;n de formas democr&#225;ticas de frente &#250;nico para la lucha de las masas que puedan transformarse en un doble poder), y no plantea claramente una consigna de poder, m&#225;s all&#225; de ocasionales enunciados generales de propaganda.&lt;br class='autobr' /&gt;
Por su parte, IS tambi&#233;n nos critica &#8220;la consigna abstracta y universal de &#8220;pelear por un gobierno obrero y popular&#8221; (El Socialista 201, &#8220;Debate en la izquierda&#8221;), pero no se preocupa por elaborar y levantar consecuentemente una pol&#237;tica de poder obrero. Sin entrar a discutir las formas concretas, t&#225;cticas, en que podr&#237;a materializarze esta pol&#237;tica, para nosotros, el plantear el combate por la autoorganizaci&#243;n centralizada, independiente del CNT y basada en el armamento popular va unido al planteo de un gobierno obrero y popular sobre esa base, pues es la &#250;nica alternativa revolucionaria frente a las dos fracciones burguesas (Kadafi y el CNT &#8211; imperialismo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La raz&#243;n de fondo: &#191;&#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221; o revoluci&#243;n Permanente&#8221;?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI se escandaliza porque afirmemos que &#8220;no necesariamente la derrota de un gobierno reaccionario o la ca&#237;da de una dictadura significan un avance de la revoluci&#243;n obrera y socialista&#8221;. Para sus esquemas tranquilizadores, donde a la primera estaci&#243;n &#8220;derrota de la dictadura&#8221; le debe seguir sin duda una segunda estaci&#243;n &#8220;socialista&#8221;, eso es una herej&#237;a sectaria. Pero no es culpa nuestra si para sostener tal &#8220;teor&#237;a&#8221; deben deformar o negar hechos b&#225;sicos, como las ense&#241;anzas de decenas y decenas de procesos revolucionarios desviados y derrotados.&lt;br class='autobr' /&gt;
Por ejemplo, los compa&#241;eros toman los procesos de 1989. Pero la rebeli&#243;n de los obreros rusos, polacos, etc., contra la dictadura de las burocracias stalinistas no condujo -y han pasado 20 a&#241;os!!!- ha profundizar la revoluci&#243;n socialista sino a gobiernos restauracionistas y a la reintroducci&#243;n del capitalismo en esos pa&#237;ses. El marxismo ten&#237;a raz&#243;n una vez m&#225;s ense&#241;ando a distinguir forma pol&#237;tica del contenido social de la dominaci&#243;n. El comienzo de esas revoluciones fue ahogado, abortado, bajo direcciones procapitalistas. &#191;Quiere decir que esos levantamientos de masas no eran progresivos? No, quiere decir que al quedar bajo la hegemon&#237;a de direcciones proburguesas, fueron llevados a la derrota imponi&#233;ndose la contrarrevoluci&#243;n con ropaje democr&#225;tico.&lt;br class='autobr' /&gt;
En el caso latinoamericano, la ca&#237;da de dictaduras a principios de los &#8216;80, como en Argentina, Bolivia y otros pa&#237;ses, deriv&#243; en la constituci&#243;n de reg&#237;menes democr&#225;tico burgueses que mostraron su utilidad para recomponer la dominaci&#243;n burguesa y desviar los procesos de movilizaci&#243;n &#8211; a veces muy importantes- durante m&#225;s de dos d&#233;cadas. Las democracias que sustituyeron esos reg&#237;menes odiados, se mostraron instrumentos de gran utilidad para mantener por d&#233;cadas el dominio del capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI (y la UIT-CI) no reniegan de la &#8220;Revoluci&#243;n Permanente&#8221; en general... pero la tergiversan groseramente, pues comparten la concepci&#243;n de Nahuel Moreno que criticaba que: &#034;Lo que Trotsky no plante&#243;, pese a que hizo el paralelo entre stalinismo y facismo, fue que tambi&#233;n en los pa&#237;ses capitalistas era necesario hacer una revoluci&#243;n en el r&#233;gimen pol&#237;tico: destruir al fascismo para conquistar las libertades de la democracia burguesa, aunque fuera en el terreno de los regimenes pol&#237;ticos de la burgues&#237;a, del Estado burgu&#233;s&#034; (Nahuel Moreno, Revoluciones del Siglo XX), para as&#237; elaborar una teor&#237;a semietapista de la revoluci&#243;n democr&#225;tica que separa una primera fase de cambio de r&#233;gimen pol&#237;tico (el derribamiento de las dictaduras y la conquista de la democracia burguesa) que servir&#237;a de antesala a una segunda fase posterior donde se cumplir&#237;an las tareas econ&#243;mico-sociales de la revoluci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero ya Trotsky advert&#237;a contra todo an&#225;lisis simplista de este tipo, refiri&#233;ndose a la revoluci&#243;n alemana de 1918, cuando fue derribado el Kaiser &#034;...es evidente que no fue el coronamiento democr&#225;tico de la revoluci&#243;n burguesa, sino la revoluci&#243;n proletaria decapitada por la socialdemocracia o, por decirlo con m&#225;s precisi&#243;n. Una contrarrevoluci&#243;n burguesa obligada por las circunstancias a revestir, despu&#233;s de la victoria obtenida por el proletariado, formas pseudodemocr&#225;ticas&#034; (L. Trotsky &#034;La Revoluci&#243;n Permanente&#034;, edit. Yunque, p&#225;g. 29). No podemos referirnos aqu&#237; a las decenas de casos que corroboran este an&#225;lisis donde la contrarrevoluci&#243;n burguesa e imperialista utiliz&#243; formas pseudodemocr&#225;ticas para derrotar a la revoluci&#243;n utilizando su inmadurez subjetiva. Sin embargo, estas lecciones son olvidadas en el esquema conceptual de &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221;, que constituye una adaptaci&#243;n a la democracia burguesa y sus mecanismos, a los que el imperialismo apela hoy ante los procesos en curso no s&#243;lo en Libia sino en todo el escenario de la rebeli&#243;n &#225;rabe (&#161;T&#250;nez! &#161;Egipto!), procurando impedir su desarrollo en sentido revolucionario.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las tareas de la revoluci&#243;n no se pueden limitar al cambio de r&#233;gimen pol&#237;tico, pues si bien el derrocamiento del dictador es una tarea elemental, aislada le abre la posibilidad de maniobras a la clase dominante para contener o desviar el auge revolucionario con reformas &#8220;pesudodemocr&#225;ticas&#8221; como dec&#237;a Trotsky. Nosotros reivindicamos la plena vigencia de la tesis que afirma: &#8220;con respecto a los pa&#237;ses de desarrollo burgu&#233;s retrasado y en particular de los coloniales y semicoloniales, la teor&#237;a de la revoluci&#243;n permanente significa que, la resoluci&#243;n &#237;ntegra y efectiva de sus fines democr&#225;ticos y de emancipaci&#243;n nacional, tan solo puede concebirse por medio de la dictadura del proletariado, empu&#241;ando &#233;ste el poder, como caudillo de la naci&#243;n oprimida&#8221; (L. Trotsky, La Revoluci&#243;n Permanente &#8211;Tesis).&lt;br class='autobr' /&gt;
Se&#241;alemos adem&#225;s que la din&#225;mica objetiva de la revoluci&#243;n, que la LIT-CI y otras corrientes convierten en un valor absoluto, es inseparable de la din&#225;mica de las &#8220;premisas subjetivas&#8221;. La concepci&#243;n simplista de una &#8220;revoluci&#243;n cualquiera con una direcci&#243;n cualquiera&#8221; est&#225; re&#241;ida con el trotskismo. Y afirmar esto no tiene nada que ver con el sectarismo que a su vez, &#8220;absolutiza&#8221; el polo subjetivo hasta despreciar la realidad con sus contradicciones. Nosotros sostenemos con Trotsky que a fin de cuentas, en los momentos clave, el problema de la conciencia y organizaci&#243;n del proletariado, que en &#250;ltima instancia se sintetizan en la existencia o no de un partido revolucionario, ser&#225;n decisivos: &#034;(...) cuando las premisas objetivas est&#225;n maduras, la clave de todo el proceso hist&#243;rico pasa a manos del factor subjetivo, es decir del partido. El oportunismo que vive consciente o inconscientemente bajo la sugesti&#243;n de la &#233;poca pasada, se inclina siempre a menospreciar el rol del factor subjetivo, es decir, la importancia del partido revolucionario y su direcci&#243;n&#034; (Trotsky, La Tercera Internacional despu&#233;s de Lenin, 1929). En este plano, el reagrupamiento de la vanguardia obrera en torno a un programa y una estrategia para vencer -es decir, el desarrollo de una direcci&#243;n revolucionaria- es un problema vital para el destino final de cualquier proceso revolucionario.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;En conclusi&#243;n&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La LIT-CI nos interpela: &#191;la ca&#237;da de Kadafi fue una victoria de las masas o del imperialismo? &#191;lo que ocurri&#243; es progresivo o regresivo para el avance de la revoluci&#243;n, en Libia y el mundo &#225;rabe?&lt;br class='autobr' /&gt;
No se puede hablar tan alegremente en este caso particular, de &#8220;gran victoria del pueblo libio y la revoluci&#243;n &#225;rabe&#8221; y desde&#241;ar las enormes complejidades de la situaci&#243;n (remitimos a la nota de C. Cinatti en LVO 450 para el an&#225;lisis de la coyuntura libia tras la muerte de Kadafi y sus perspectivas). En primer lugar, el resultado provisional es altamente contradictorio pues el levantamiento popular queda subordinado a la intervenci&#243;n del imperialismo y &#233;ste se reacomoda no s&#243;lo en Libia, present&#225;ndose como adalid de la &#8220;revoluci&#243;n democr&#225;tica&#8221;, sino frente al mundo &#225;rabe en convulsi&#243;n, para seguir desplegando sus planes contrarrevolucionarios. Con ello, un proceso progresivo en sus inicios puede terminar completamente desnaturalizado si el plan imperialista y su agente del CNT logran afianzarse en Libia.&lt;br class='autobr' /&gt;
Habr&#225; que ver si se impone el plan imperialista o la profundidad de la crisis, el empuje de las masas, el impacto de otros acontecimientos a nivel regional e internacional impiden esto, y as&#237;, puede seguir desarroll&#225;ndose la lucha de clases en sentido revolucionario.&lt;br class='autobr' /&gt;
Por lo pronto, es posible que si muchos &#225;rabes festejaron la ca&#237;da del dictador, tambi&#233;n crezcan las ilusiones en la &#8220;ayuda&#8221; imperialista, lo que el imperialismo tratar&#225; de utilizar para fortalecer su estrategia contrarrevolucionaria en toda la regi&#243;n. Y esto es un grav&#237;simo peligro para el futuro del proceso revolucionario en el mundo &#225;rabe.&lt;br class='autobr' /&gt;
La lucha por sentar las bases de partidos revolucionarios a nivel internacional, que se preparen para encarar las tareas de una etapa como la que abre la actual crisis mundial, demanda un programa y una estrategia que incorporen, entre otras experiencias, tambi&#233;n las lecciones de la lucha de clases en el mundo &#225;rabe durante 2011 y en especial, las del dram&#225;tico proceso libio. En esa perspectiva, la vanguardia no podr&#237;a sacar mayor provecho de las ambig&#252;edades, inconsistencia y adaptaci&#243;n que revelan las posiciones de la LIT-CI.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;26-10-2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Cuba at the crossroads: Reform or Revolution?</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Cuba-at-the-crossroads-Reform-or-Revolution</link>
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		<dc:date>2011-06-08T17:12:36Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>en</dc:language>
		<dc:creator>Eduardo Molina, Graciela L&#243;pez Egu&#237;a</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Cuba en la encrucijada</dc:subject>
		<dc:subject>5 Debates de estrategia</dc:subject>
		<dc:subject>7 Estados obreros y restauraci&#243;n capitalista</dc:subject>
		<dc:subject>Cuba</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;The task of the Sixth Congress is to approve the document, &#8216;Guidelines of Economic and Social Policy of the Party and the Revolution', a basis for the gradual introduction of &#8216;structural and conceptual' changes in the so-called &#8216;Cuban model'. With them, Ra&#250;l Castro, with Fidel's support, proposes intensifying a very dangerous course for what remains standing of the revolutionary conquests. The fundamental measures are &#8216;adjustments' against the workers and the people, reductions of social (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Cuba,250" rel="directory"&gt;Cuba&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Cuba" rel="tag"&gt;Cuba en la encrucijada&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/5-Debates-de-estrategia" rel="tag"&gt;5 Debates de estrategia&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/7-Estados-obreros-y-restauracion-capitalista" rel="tag"&gt;7 Estados obreros y restauraci&#243;n capitalista&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Cuba-176" rel="tag"&gt;Cuba&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;dl class='spip_document_1975 spip_documents'&gt;
&lt;dt&gt;&lt;a href='https://www.estrategiainternacional.org/IMG/pdf/Cuba_at_the_Crossroads__Reform_or_Revolution_.pdf' title='PDF - 313.3 KiB' type=&#034;application/pdf&#034;&gt;&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L64xH64/pdf-b8aed.svg?1776695895' width='64' height='64' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;
&lt;p&gt;The task of the Sixth Congress is to approve the document, &#8216;Guidelines of Economic and Social Policy of the Party and the Revolution', a basis for the gradual introduction of &#8216;structural and conceptual' changes in the so-called &#8216;Cuban model'. With them, Ra&#250;l Castro, with Fidel's support, proposes intensifying a very dangerous course for what remains standing of the revolutionary conquests. The fundamental measures are &#8216;adjustments' against the workers and the people, reductions of social services to &#8216;put an end to the improper gratuities,' and changes in business management (to lead state enterprises to compete under criteria of &#8216;profitability' that many enterprises will be unable to achieve, and that aim at dismantling the nationalized economy). They also introduce a bigger opening to non-state forms of property and production (self-employed work, cooperatives, mixed enterprises) and new concessions to foreign capital. Likewise, under the campaign against &#8216;egalitarianism' and for labour productivity, and with the transfer of more than a million workers to the private sector, there is an attempt to liquidate full employment and create a labour market that does not currently exist. In short, they aim at a kind of gradual &#8216;Cuban road' of capitalist restoration, while keeping the monopoly of political power in the hands of the Communist Party (CP) (which shows certain similarities to the Chinese or Vietnamese case).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;On the eve of a bureaucratic Congress&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The Sixth Congress will meet almost 14 years after the previous one. Its preparation took place under iron control by the apparatus and, although the Cuban leadership states that there was a broad discussion in some 127,000 meetings, attended by 7 million, it was the opposite of an act of &#8216;socialist democracy'. There was no possibility of disseminating and debating alternative platforms to the official programmeme, nor of forming groups or tendencies to defend them. Critical positions found no space, either in the official press, or on official radio or television. The discussions had an &#8216;informative' character, and at them, &#8216;details' were discussed, but the fundamental line was not questioned.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The CP is basically the political organization of the privileged bureaucracy and not of the workers. The candidates proposed for delegates, among whom higher officials predominate, pass through the filter of their appointment by authorities of greater power. The leadership is assured of a docile composition, related to its goal of legitimizing its programme and lining up the entire bureaucracy behind that programme. Even so, Ra&#250;l Castro had to announce the postponement of the planned layoffs that in the first stage entailed removing half a million state workers, so they could be &#8216;redeployed' as self-employed or in cooperatives.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The Cuban leadership says that &#8216;619,387 deletions, additions, modifications, questions and concerns' emerged in connection with the &#8216;Guidelines ...', because of which a &#8216;new version' would be prepared. Although with this information the leadership is attempting to depict its plebiscitary methods from the rancid Stalinist tradition as &#8216;democratic', and it is hardly likely that there will be substantial changes, it is possible that this reflects, although through the opaque filters of a bureaucratic structure, the climate of distrust and suspicion of hardly popular measures like those that document proposes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;The priests are backing the reforms&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The Church, which seeks to carry out the counter-revolutionary role that it already played in Poland and in Eastern Europe, and has the government's recognition as a &#8216;tolerated opposition' and an intermediary with imperialism, is supporting the programme of the &#8216;Guidelines ...', asking the government &#8216;not to be afraid' and to advance further, while it proposes the &#8216;dialogue' with the bureaucracy, in order to encourage moving forward towards [capitalist] restoration, accompanying the pressure from imperialism, which considers the measures &#8216;insufficient' and is demanding that they be intensified, towards a full &#8216;economic and political opening'. If the role of the Church and of the right-wing &#8216;dissidents' (like the former political prisoners exiled to Spain) is widely covered in the international press, on the other hand, critical positions from the left inside Cuba are ignored, while the regime is stifling, slandering and persecuting them.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Critical voices to the left of the Communist Party&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In fact, the acute crisis has been encouraging questioning the ills of Cuban society, the single-party regime and the pro-market and austerity policies, from positions that present themselves as socialist. This phenomenon, although politically and ideologically heterogeneous, and apparently still limited to circles of the intelligentsia (some members of the CP, academic circles, artists) and youth groups, bloggers, etc. &#8211; we do not know if ties exist with broader groups of workers &#8211; appears despite bureaucratic coercion, gaining admission to certain &#8216;tolerated' gaps. Thanks to the internet, some of their writings can be known outside of Cuba.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Among the positions that have achieved circulation, it is possible to mention those that raise as a solution the way of cooperatives and forms of self-management. &#8216;Cooperativas y Socialismo: Una mirada desde Cuba,' compiled by Camila Pi&#241;ero Harnecker (daughter of the well-known theoretician Marta Harnecker) has just been published, and, for their part, authors like Pedro Campos (a former Cuban diplomat, now retired, and the author of numerous works), defend a plan of &#8216;participatory and democratic socialism', with an emphasis on self-management of enterprises by workers as an alternative to the bureaucracy's economic and political management. But is this programme, or that of the political revolution that we Trotskyists defend, the one that can propose a socialist solution to the Cuban crisis&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cooperatives and self-management, or a democratically centralized plan?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In his &#8216;Propuesta Program&#225;tica para el VI Congreso del PCC', Pedro Campos and his comrades suggest &#8216;Leaving behind the failed centrist, vertically-structured, top-down, authoritarian, statist-wage earner system, inherited from Stalinism, and advancing to the comprehensive, modern, cooperative conception of Twenty-first Century Socialism, to a decentralized communal-democratic system'. This would be based on &#8216;new cooperative-self-management relationships of production', that would be characterized by the fact that &#8216;the associated workers themselves, owners, or those who collectively benefit, from their means of production, self-&#8220;exploit&#8221; their own labour power; they administer their productive management (control of expenditures, planning and selection of leadership) democratically, and they control and distribute the surplus labour or excess (...)'.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;However, cooperatives can be a temporary form, to help as long as a greater advance of the productive forces is not achieved, in those areas of low productivity or small scale (like some agricultural production), on the periphery of the nationalized economy, but they are not well suited to the requirements of socialist industrialization, that demands a high degree of integration, nor to large-scale contemporary production&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;On the other hand, proposing self-management of enterprises does not permit combating the logic of greater autonomy to make state enterprises profitable, that the Cuban CP, preparing the road for [capitalist] restoration, wants to impose. Furthermore, it causes the danger of competition in conditions of &#8216;market socialism', where the weakest would sink, with deleterious effects among the working class, since, instead of uniting its ranks, it transfers competition to the workers' collectives of each productive unit, and, at most, could benefit the workers of the most &#8216;competitive' enterprises, by creating a &#8216;workers' aristocracy', with which, in short, it would contribute to the fragmentation and dispersion of the proletariat. Self-management already recognizes a precedent in Yugoslavia, where it turned out to be functional for the plans of Tito's bureaucracy, and, above all, ended up fomenting restorationist tendencies. As a note that defends the proposal of self-management (&#8216;Lecciones de la autogesti&#243;n yugoslava', Kaos en la Red, April 25, 2010) admits, in Yugoslavia, during the 1950's, &#8216;the enterprises were state-owned, and the state entrusted the management of these enterprises to their workers. They called them &#8216;social enterprises' instead of &#8216;state enterprises'. The workers of those enterprises were not viewed as workers, but as members of a work collective. But this system led to &#8216;inequality between firms within the same industry, inequality between industries, inequality between countryside and city, and inequality between regions' and increasing differentiation in wages. The article summarizes the results of the system in these terms: &#8216;(1) Unemployment. (2) A tendency to inequality. (3) Indebtedness of the enterprises. (4) Lack of solidarity within the society. At the end of the 1960's it submitted to the conditions of the IMF.... (5) The workers lost the power that they had to the &#8220;experts&#8221; (that is, the managerial bureaucracy)'. Obviously, no economic form that increases social inequality and weakens the working class, can be progressive; even worse, when, instead of counteracting this tendency, it adapts itself to attacks, like the announced massive layoff of state-employed workers, by embellishing the &#8216;socialist' possibilities of the cooperatives, self-management by enterprises, and self-employed work, instead of proposing a strategy of industrialization, in order to strengthen the working class systematically.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neither the cooperatives nor self-management as systems can replace a democratically centralized plan combined with the state monopoly on foreign trade, the superiority of which lies in the coordination of all the material, human and scientific resources of society, nor confront pressures from the world capitalist market, in order to advance in the transition to socialism on a national and international scale. The combination of the Plan and workers' democracy, if the market is subordinated to the necessary frameworks of a &#8216;healthy' transitional economy, permits orienting development according to the needs of the workers and the systematic strengthening of the working class as the hegemonic subject in the building of socialism.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In every transitional society, as Cuba still is (although very degraded), a struggle exists between socialist and pro-capitalist tendencies, the outcome of which depends on the tempo of development of these two tendencies. Democratic planning is crucial for strengthening the socialist tendencies and fighting those &#8216;of the market,' while the cooperatives and self-management ultimately strengthen the mechanisms of the market.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It is not accidental that the governing team and some of its measures are favourably viewed from &#8216;democratic and participatory socialism.' Pedro Campos writes: &#8216;Comrade Ra&#250;l's government has opened a hopeful chapter that we cannot lose, but the natural resistance of the bureaucratic fabric has only permitted the presentation of isolated measures, some counterproductive, to improve wage-earning statism.' The measures introduced include larger spaces for the cooperatives and self-employed labour, more autonomy for the enterprises, and they increase market mechanisms. Campos puts himself in the position of putting pressure on Ra&#250;l and &#8216;advising him' to go further, by overcoming the varieties of resistance mentioned above.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participatory democracy or democratic self-organization?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Campos proposes: &#8216;To make the power of People's Power real, at every level, by giving full control of all activity in the municipalities to the authorities that must be chosen by the people in a democratic and direct fashion, with control over part of the taxes that will be collected for the organization and carrying out of autonomous budgets, adjusted to the real and concrete needs of each Municipality and Community.'&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8216;Improving the democratic system of elections: to study and apply more participatory, democratic, and direct formulas in electoral processes, in the structure and in the operation of the government.'(Kaos en la Red, April 6, 2011). This is a policy of reform and partial &#8216;decentralization' of the bureaucratic regime, not a strategy so that the working class, by organizing itself from the centres of production, will take into its own hands the management of the economy and policy of the state.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Even if the local administrative institutions (like the municipalities) get to be democratically elected, they will not be organizations of workers' and people's power. A democratically elected &#8216;National Assembly' would be a caricature of a workers' parliament and would reproduce the bourgeois division of powers, but it would not be the supreme organ of the workers' councils that will assume all the legislative and executive tasks, being composed of elected delegates subject to recall, who will receive the equivalent of the wages of a skilled worker or a teacher, who cannot be re-elected for more than one or two terms, and who will answer to the workers' collectives in the productive structures. We refer to the historic example of the soviets (or councils) of the Russian Revolution of 1917 (and not to their caricature emptied of all real content by Stalinism), as the most flexible and democratic form of making up the organs of the workers' state, a thousand times more democratic than the representative mechanisms taken from bourgeois democracy.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In what we call &#8216;deformed workers' states', like the Cuban one, the working class did not achieve political power through institutions of the soviet type; rather, a single-party regime was imposed, an expression of the consolidation of a bureaucratic caste that feeds off the workers' state, and now, in going over to the camp of the restoration, it is decomposing in an accelerated fashion. In accordance with maintaining and increasing its material privileges, it stifles every manifestation of workers' democracy, and its monopoly of political power is functional for the plan of gradual restoration of a &#8216;Cuban way to capitalism'.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reform or political revolution&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Campos concludes: &#8216;Improving the operation of the Party, the unions and the political and mass organizations. In order to represent the interests of the entire working class and the people, the Communist Party must be the most democratic and allow the existence of different opinions and tendencies, as long as they all defend the power of the workers and socialism.' We agree on the need to fight for the broadest democratic freedoms for the workers and the people, including their right to strike, to organize unions without the tutelage of the CP and the state, and that the state media be open to all the critical voices of workers and of the left, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;But it seems to us that the policy of &#8216;improving' the Cuban CP (which is the political representation of the bureaucracy, and, as such, cannot represent the interests of the entire working class) and not raising the liquidation of the single-party regime, only creates false illusions in the possibility of &#8216;convincing' the ruling leadership to &#8216;democratize' itself, and does not lead to transforming the institutions of the state, in a democratic sense. It is necessary to achieve complete freedom of action and legality for the parties that are in the camp of the defence of the Revolution. It is not possible to achieve a real democracy of the workers and the masses, without putting an end to the political monopoly of the CP, without questioning the FAR (Cuban armed forces), with its caste of officers with ranks, decorations and perquisites and its power in the nationalized economy, to develop a real system of militias to be the &#8216;people in arms', without replacing the institutions of the current bureaucratic regime with different ones, that will indeed be able to express the decisive intervention of the working class and the masses in the leadership of national political, economic, and cultural life.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;We believe that it is not a matter of raising a strategy of gradual reforms in the regime, but, on the contrary, of fighting with the perspective of a political revolution, that is, of the consistent defence of the social bases of the state created by the Revolution, and, at the same time, for the overthrow of the bureaucracy and the establishment of workers' and people's power based on the forms of democratic self-organization that the masses create for themselves.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In short, it is a matter of drawing up a programme of political revolution, opposed both to the programme of &#8216;economic and political opening' that imperialism is pursuing through &#8216;democratic' demagogy, and to the plan of gradual restoration of capitalism according to a &#8216;Cuban way,' to which the bureaucracy is oriented. A programme that raises the banners of anti-imperialism and recovers militant internationalism, to forge bonds with the masses of Latin America and the world, instead of the utopian perspective of &#8216;socialism on a single island,' that the Castroite leadership has always defended.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;We believe that the combination of world capitalist crisis, the decline of imperialist hegemony and the awakening of the class struggle, as shown by the &#8216;Arab spring' against the dictatorships, workers' struggles in Europe, and other processes, creates new international conditions that could encourage the resistance of the Cuban masses against the restorationist plans and imperialism. In the heat of the struggle against bureaucratic oppression and in the political and ideological debates about the future of the Cuban Revolution, we think that it is possible to forge a revolutionary left around a programme of political revolution and a strategy of self-organization, to impose the power of the workers and the masses, that is, a real revolutionary dictatorship of the proletariat, as part of the struggle for international socialism.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;May 16, 2011&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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