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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Construa junto &#227; LER-QI um Encontro de Trabalhadores e Estudantes para debater as li&#231;&#245;es de junho e as tarefas do pr&#243;ximo per&#237;odo</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Construa-junto-a-LER-QI-um-Encontro-de-Trabalhadores-e-Estudantes-para-debater</link>
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		<dc:date>2013-09-26T04:30:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Diana Assun&#231;&#227;o, Marcelo Torres</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Actualidad</dc:subject>
		<dc:subject>Pol&#237;tica</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>
		<dc:subject> LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil </dc:subject>
		<dc:subject>Brasil: Un gigante se despierta</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;A partir do balan&#231;o das jornadas de junho, de uma an&#225;lise das perspectivas que se abrem e das tarefas que se colocam na situa&#231;&#227;o nacional, em recente Plen&#225;ria Geral da Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria, votamos um chamado a todos os setores que militam e simpatizam conosco a construir a partir da base um Encontro de Trabalhadores e Estudantes, onde unifiquemos trabalhadoras e trabalhadores, efetivos e terceirizados, a juventude que saiu &#225;s ruas, a que est&#225; nas f&#225;bricas, nas escolas, nas universidades, as mulheres, os negros e negras.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Tapa-Central" rel="tag"&gt;Actualidad&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Politica" rel="tag"&gt;Pol&#237;tica&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/LER-QI-Liga-Estrategia" rel="tag"&gt; LER-QI (Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria) do Brasil &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Brasil-Lucha-contra-el-aumento-del" rel="tag"&gt;Brasil: Un gigante se despierta&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A partir do balan&#231;o das jornadas de junho, de uma an&#225;lise das perspectivas que se abrem e das tarefas que se colocam na situa&#231;&#227;o nacional, em recente Plen&#225;ria Geral da Liga Estrat&#233;gia Revolucion&#225;ria, votamos um chamado a todos os setores que militam e simpatizam conosco a construir a partir da base um Encontro de Trabalhadores e Estudantes, onde unifiquemos trabalhadoras e trabalhadores, efetivos e terceirizados, a juventude que saiu &#225;s ruas, a que est&#225; nas f&#225;bricas, nas escolas, nas universidades, as mulheres, os negros e negras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nosso chamado &#233;, em primeiro lugar, &#224; quelxs que, ainda sem fazer parte da LER-QI, que batalha pela constru&#231;&#227;o de um partido revolucion&#225;rio dos trabalhadores e da juventude, dedicam parte das suas vidas a construir conosco uma s&#233;rie de agrupa&#231;&#245;es na juventude e em v&#225;rias categorias de trabalhadores. Aos integrantes e simpatizantes da Juventude &#225;s Ruas, &#225;s mulheres e LGBTT que constroem ou simpatizam com o P&#227;o e Rosas e v&#227;o participar conosco do Encontro do Movimento Mulheres em Luta, aos que constroem conosco o Boletim Classista, aos trabalhadores da USP, efetivos e terceirizados, que concordam com nossa pr&#225;tica pol&#237;tica no Sintusp e simpatizam com nossas id&#233;ias e programa, aos que constroem ou simpatizam com o Metrovi&#225;rios pela Base, com o Professores pela Base e em diversas outras categorias. Aos que est&#227;o atuando conosco no movimento oper&#225;rio industrial, enfrentando a ditadura patronal e com muita paci&#234;ncia e aud&#225;cia construindo uma alternativa &#227; burocracia sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chamamos a juventude que em junho saiu &#225;s ruas e desde ent&#227;o faz suas primeiras experi&#234;ncias com a necessidade de uma organiza&#231;&#227;o independente da burguesia, da burocracia sindical/estudantil e aliada aos trabalhadores. Que nas universidades e escolas veem a necessidade de se organizar e de construir desde a base um forte movimento capaz de conquistar as demandas de junho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nosso chamado &#233; especial aos trabalhadores em luta, como os banc&#225;rios que est&#227;o nesse momento em greve, aos que estamos lado a lado nos piquetes no centro de S&#227;o Paulo criando uma nova tradi&#231;&#227;o na categoria, em primeiro lugar aos que constroem conosco a agrupa&#231;&#227;o Uma Classe e, junto a outros setores, uma alternativa na oposi&#231;&#227;o em banc&#225;rios. Aos carteiros de S&#227;o Paulo que atuam conosco e est&#227;o tirando as li&#231;&#245;es da trai&#231;&#227;o da burocracia sindical que por hora impede que estejam engrossando esta greve nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aos negros e negras que querem dar uma resposta revolucion&#225;ria &#227; opress&#227;o cotidiana que sofrem, seja na mais direta da repress&#227;o policial, com tantos Amarildos a cada dia, mas tamb&#233;m com o racismo velado dessa sociedade da falsa &#034;democracia racial&#034;, que n&#227;o resiste a nenhum olhar atento nem aos dados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chamamos tamb&#233;m os militantes de direitos humanos que atuam conosco na luta contra a repress&#227;o de ontem e hoje. Os artistas e intelectuais que tem rela&#231;&#227;o conosco e est&#227;o inquietos depois de junho sobre quais s&#227;o as li&#231;&#245;es e tarefas a levar adiante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Abre-se uma nova etapa no pa&#237;s que coloca novos desafios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mudan&#231;a do pa&#237;s a partir das jornadas de junho &#233; um elemento que tem que levar a todas as organiza&#231;&#245;es e ativistas de esquerda repensar toda a sua l&#243;gica de atua&#231;&#227;o. Aceleram-se os ritmos das transforma&#231;&#245;es no pa&#237;s com a entrada em cena do movimento de massas. Foi-se o tempo em que somente assist&#237;amos a roda da hist&#243;ria seguir em frente, em meio &#227; crise econ&#244;mica internacional, pela televis&#227;o. A correla&#231;&#227;o de for&#231;as para avan&#231;ar em conquistas fica mais favor&#225;vel. E seria um enorme equ&#237;voco acreditar que o fato de n&#227;o termos visto mais manifesta&#231;&#245;es de ruas como as de junho significasse uma &#8220;volta ao anterior&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, queremos construir um Encontro de Trabalhadores e Estudantes, onde sejamos centenas e possamos tirar li&#231;&#245;es a partir das experi&#234;ncias de cada setor, unificando for&#231;as para nos dirigirmos a milhares e fortalecer uma alternativa revolucion&#225;ria para a juventude e para os trabalhadores. Tirar as li&#231;&#245;es do que foram as jornadas de junho, e tamb&#233;m as paralisa&#231;&#245;es nacionais de trabalhadores, &#233; um passo decisivo para ter uma pol&#237;tica correta para o pr&#243;ximo per&#237;odo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acreditamos que a partir de um encontro como esse, podemos ter novas for&#231;as para fazer um chamado mais forte para os setores que se colocam no campo anti-governista e anti-burocr&#225;tico a construir um p&#243;lo nacional que possa ser uma alternativa de luta para os trabalhadores e a juventude em todo o pa&#237;s, por exemplo, batalhando pela unifica&#231;&#227;o das greves em curso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por uma corrente classista de trabalhadores nacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os trabalhadores voltaram a lutar nos &#250;ltimos anos no Brasil. Antes mesmo de junho, o Brasil vem h&#225; anos em um ascenso de greves, que tem nos seus setores mais prec&#225;rios os setores mais combativos, como da constru&#231;&#227;o civil. A paralisia dos sindicatos em junho mostram que a energia dos trabalhadores mostra a necessidade de se recuperar os sindicatos para os trabalhadores, de se retomar a organiza&#231;&#227;o do conjunto dos trabalhadores. Por isso, nesse encontro, queremos debater a necessidade de uma Corrente pol&#237;tica-sindical de trabalhadores nacional, que colabore na supera&#231;&#227;o da fragmenta&#231;&#227;o em distintas categorias e agrupa&#231;&#245;es que temos hoje, pois a divis&#227;o entre categorias e entre efetivos e terceirizados nos debilita para enfrentar a burocracia sindical, os patr&#245;es e o governo. Que todas nossas agrupa&#231;&#245;es em diversas categorias de trabalhadores possam tamb&#233;m fazer parte de uma mesma corrente nacional somente fortalecer&#225; a luta em cada categoria, pois a transforma&#231;&#227;o pela qual o pa&#237;s est&#225; passando abre espa&#231;o para obtermos conquistas que s&#243; podem se efetivar em lutas para al&#233;m de uma ou outra categoria, e que para isso temos que nos unificar no combate a burocracia que controla os sindicatos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Unificar for&#231;as pelos nossos objetivos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queremos reunir centenas de jovens, mulheres, negros e trabalhadores que militam a cada dia por um objetivo comum de combater esta sociedade de mis&#233;ria e explora&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m novos companheiros que despertaram a partir das jornadas de junho. Pode ser um grande momento n&#227;o somente para fortalecer a constru&#231;&#227;o de agrupa&#231;&#245;es como a Juventude As Ruas e do grupo de mulheres P&#227;o e Rosas, como fortalecer as agrupa&#231;&#245;es de trabalhadores que poder&#227;o sair com uma corrente nacional em comum. Ao mesmo tempo, &#233; um momento privilegiado para socializar todas as experi&#234;ncias de luta que v&#225;rios setores viveram e debater estrat&#233;gias na luta contra este sistema capitalista, onde n&#243;s da LER-QI consideramos fundamental abrir a discuss&#227;o sobre a necessidade de uma ferramenta pol&#237;tica para a classe oper&#225;ria, que para n&#243;s &#233; um partido oper&#225;rio revolucion&#225;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por um internacionalismo prolet&#225;rio e militante&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queremos debater tamb&#233;m as li&#231;&#245;es das lutas dos trabalhadores e da juventude em todo o mundo. Querem nos dividir n&#227;o somente entre categorias, entre efetivos e terceirizados, mas tamb&#233;m entre pa&#237;ses, querendo que nos identifiquemos mais com a burguesia de nossos pa&#237;ses que com a classe trabalhadora de todo o mundo. N&#243;s estamos no p&#243;lo oposto. Nos sentimos parte de cada batalha dos trabalhadores e da juventude em outros pa&#237;ses. Por isso, vamos trazer para o Encontro membros da nossa organiza&#231;&#227;o internacional, a Fra&#231;&#227;o Trotskista - Quarta Internacional, como da Argentina, em que a esquerda vem emergindo politicamente atrav&#233;s da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, e Chile em que h&#225; um importante processo de lutas juvenis e oper&#225;rias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queremos, a partir de uma perspectiva internacionalista, tirar li&#231;&#245;es n&#227;o somente das lutas desses pa&#237;ses, mas tamb&#233;m dos processos em todo o mundo, particularmente do mundo &#225;rabe, onde h&#225; um processo revolucion&#225;rio mais avan&#231;ado que coloca &#227; prova o programa e a estrat&#233;gia dos partidos e correntes que se reivindicam revolucion&#225;rios como debatemos neste jornal com um artigo sobre o processo na S&#237;ria. Essa perspectiva internacionalista &#233; ainda mais importante frente a que estamos j&#225; no sexto ano de uma crise econ&#244;mica internacional que est&#225; dando lugar a grandes processos de luta de classes em todo o mundo, atualizando a perspectiva da revolu&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&#233;m disso, n&#243;s da LER-QI queremos socializar com todos a pol&#237;tica que recentemente votamos em confer&#234;ncia internacional, de lan&#231;ar um Movimento por uma Internacional da Revolu&#231;&#227;o Socialista, que para n&#243;s &#233; a Quarta Internacional. Para n&#243;s, essa ferramenta pol&#237;tica &#233; essencial e evidentemente n&#227;o ser&#225; constru&#237;da a partir do desenvolvimento evolutivo da LER-QI, e sim de um processo de rupturas e fus&#245;es com outras organiza&#231;&#245;es e indiv&#237;duos de esquerda.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Lutemos para que o dia 30 seja um dia de grandes paralisa&#231;&#245;es!</title>
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		<dc:creator>Marcelo Torres</dc:creator>


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		<description>&lt;p&gt;Depois das jornadas de junho, cada local de trabalho se transformou em ponto de debates como n&#227;o se via h&#225; muitos anos. Os trabalhadores come&#231;am a se colocar a perspectiva de se organizar desde seus locais de trabalho para lutar por suas demandas.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Depois das jornadas de junho, cada local de trabalho se transformou em ponto de debates como n&#227;o se via h&#225; muitos anos. Os trabalhadores come&#231;am a se colocar a perspectiva de se organizar desde seus locais de trabalho para lutar por suas demandas. A entrada em cena da classe oper&#225;ria permite hoje que muitos trabalhadores passem a discutir alternativas a tantos casos de corrup&#231;&#227;o, de acidentes de trabalho, horas extra, repress&#227;o policial, entre tantos outros temas que atingem a vida da maior parte da popula&#231;&#227;o. Para responder a essas quest&#245;es &#233; fundamental um programa classista e uma organiza&#231;&#227;o desde a base que permita aos trabalhadores conquistarem suas demandas, independente dos governos e dos patr&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Li&#231;&#245;es das jornadas de junho e do dia 11/7&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dia 11 de julho marcou a entrada em cena da classe oper&#225;ria. Paralisa&#231;&#245;es, cortes de rodovias, entre outras a&#231;&#245;es, foram realizadas por parcela importante de trabalhadores. Por&#233;m, muitos trabalhadores n&#227;o pararam porque a burocracia sindical ligada ao governo, como a CUT e CTB, n&#227;o organizaram a paralisa&#231;&#227;o e os atos a partir da base. Essa vontade de luta estava presente principalmente nos setores mais explorados. Apesar de todo o controle imposto pela burocracia, o dia 11/7 se transformou em um importante dia de luta nacionalmente, com dezenas de cortes de rodovia, paralisa&#231;&#245;es em algumas categorias importantes e manifesta&#231;&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este novo chamado de paralisa&#231;&#227;o nacional feito pelas centrais sindicais (as governistas CUT, CTB, a patronal For&#231;a Sindical, e a antigovernista CSP-Conlutas) n&#227;o deve ser uma data a mais de luta. Ele deve ser preparado para que o pa&#237;s pare a partir de paralisa&#231;&#245;es nas f&#225;bricas, nas rodovias e nos transportes. Se as demandas s&#227;o corretas, devemos sim paralisar por elas, independente se a convoca&#231;&#227;o &#233; chamada tamb&#233;m por setores da burocracia sindical. Quando os trabalhadores colocam-se em movimento, com a organiza&#231;&#227;o a partir da base, com assembleias, etc, buscando ligar-se a outras categorias, &#233; quando a burocracia sindical se sente amea&#231;ada. Se ficamos passivos &#233; que eles se fortalecem, pois conseguem fazer apenas algumas paralisa&#231;&#245;es e atos controlados para aparecer na m&#237;dia. Os trabalhadores t&#234;m que assumir em suas m&#227;os a tarefa de fazer diferente, juntando as for&#231;as de todos os setores que se reivindicam anti-governistas, anti-burocr&#225;ticos e classistas para construir o dia 30/8 de fato pela base.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns trabalhadores comparam as mobiliza&#231;&#245;es massivas protagonizadas pela juventude com as pequenas manifesta&#231;&#245;es do dia 11/7 e come&#231;am a questionar se os sindicatos ainda servem como ferramenta. N&#227;o podemos confundir o fato de que a burocracia transforma os sindicatos em instrumentos dos patr&#245;es e os utiliza burocraticamente para ter privil&#233;gios e impulsionar uma pol&#237;tica favor&#225;vel aos governos e partidos burgueses, como se isso fosse uma express&#227;o da debilidade dos sindicatos como ferramenta de luta. O que devemos fazer &#233; nos organizarmos para expulsar a burocracia dos sindicatos e retom&#225;-los para as m&#227;os dos trabalhadores. Se o pa&#237;s mudou os sindicatos tem que mudar! Podemos sim ter sindicatos de luta, como &#233; o caso do Sintusp (Sindicato de Trabalhadores da USP, do qual compomos a minoria de sua dire&#231;&#227;o) que no dia 11/07 organizou desde assembleias a paralisa&#231;&#227;o na categoria e formou um bloco com suas reivindica&#231;&#245;es desmascarando a reforma pol&#237;tica de Dilma e lutando por um programa de independ&#234;ncia de classe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por qual 30/8 lutamos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; importante que saiam fortes paralisa&#231;&#245;es no dia 30/8. Em primeiro lugar, porque as demandas de junho e do 11/7 seguem pendentes devido a intransig&#234;ncia da patronal e dos governos, sejam eles do PT, do PSDB ou de qualquer outro partido. Mas tamb&#233;m &#233; fruto das debilidades que ainda est&#227;o colocadas para que a for&#231;a da classe trabalhadora se coloque em cena em um patamar superior e possa obter de fato conquistas, ao lado da juventude. O principal obst&#225;culo a ser enfrentado no dia 30 ser&#225;, mais uma vez, o papel da burocracia sindical atrelada ao governo, como a CUT e a CTB, que seguem se colocando contra a organiza&#231;&#227;o desde a base e buscam atrelar o dia 30 &#225;s negocia&#231;&#245;es com Dilma a partir da defesa de uma reforma pol&#237;tica. Mais uma vez essas dire&#231;&#245;es querem desviar a luta dos trabalhadores para melhor negociar seus privil&#233;gios junto a um governo que j&#225; forneceu 7 bilh&#245;es de reais de lucro ao Ita&#250; e cerca de 6 bilh&#245;es ao Bradesco. Esses burocratas j&#225; mostraram de qual lado est&#227;o!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse dia 30/8, devemos parar, mas nos delimitando claramente da pol&#237;tica de setores das centrais sindicais governistas que seguem colocando a reforma pol&#237;tica e o plebiscito que o governo federal est&#225; propondo (como insiste em fazer, por exemplo, a APEOESP, no dia 30), como uma demanda importante. N&#227;o podemos aceitar ser massa de manobra de uma pol&#237;tica de desviar a mobiliza&#231;&#227;o das ruas com uma reforma cosm&#233;tica, sem responder, por exemplo, ao problema dos servi&#231;os p&#250;blicos de qualidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CSP-Conlutas, central da qual compomos uma minoria, &#233; uma das entidades que convocam o dia 30 de agosto. Apesar de ser uma entidade antigovernista a dire&#231;&#227;o desta central levanta a pol&#237;tica da mudan&#231;a da pol&#237;tica econ&#244;mica, como se fosse poss&#237;vel o governo de Lula e Dilma romper seus acordos com as grandes multinacionais, banqueiros e patr&#245;es Brasil afora. A CSP-CONLUTAS deve ser motor para que setores de vanguarda da classe trabalhadora possam se organizar desde as bases buscando lutar por um programa de independ&#234;ncia de classe e independente dos governos. Por&#233;m, n&#227;o devemos esconder que grande parte dos trabalhadores est&#227;o nas bases de sindicatos controlados por pelegos e governistas, e que estes burocratas seguem sendo obst&#225;culos para a organiza&#231;&#227;o e luta dos trabalhadores. Esses burocratas j&#225; escolheram seu lado! Apenas a organiza&#231;&#227;o independente e a exig&#234;ncia de assembleias de base &#233; que pode fazer deste chamado unit&#225;rio um dia para a verdadeira organiza&#231;&#227;o dos trabalhadores!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As paralisa&#231;&#245;es devem expressar com toda for&#231;a as demandas que surgiram das mobiliza&#231;&#245;es nas ruas, como a luta pela estatiza&#231;&#227;o e maiores investimentos nos servi&#231;os p&#250;blicos e a luta contra a repress&#227;o (Cad&#234; o Amarildo?). Devemos lutar por mais verbas p&#250;blicas nos servi&#231;os p&#250;blicos, pela estatiza&#231;&#227;o dos transportes sob controle oper&#225;rio e popular. Chega de horas extras nas empresas: trabalhar todos para trabalhar menos! Pelo sal&#225;rio m&#237;nimo do Dieese! N&#243;s trabalhadores tamb&#233;m temos que responder ao problema da corrup&#231;&#227;o e da crise de legitimidade do regime, mas com uma pol&#237;tica independente do governo e que toque na raiz do problema. Isso passa por levantar o fim do senado e que todos os parlamentares, ju&#237;zes e funcion&#225;rios de alto escal&#224;o ganhem o sal&#225;rio de um professor e que seus mandatos sejam revog&#225;veis por aqueles que os elegeram. Al&#233;m disso, devemos lutar pelo definitivo arquivamento do PL 4330, que permite terceirizar atividades fim, mas avan&#231;ando no questionamento &#227; terceiriza&#231;&#227;o tamb&#233;m das chamadas &#8220;atividade meio&#8221;, que hoje j&#225; divide enormemente a nossa classe, batalhando pela contrata&#231;&#227;o imediata dos terceirizados nas empresas privadas e efetiva&#231;&#227;o sem concurso p&#250;blico nas institui&#231;&#245;es p&#250;blicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o pode haver contradi&#231;&#227;o entre levantar essas demandas e aquelas que vem sendo motoras das lutas em v&#225;rias categorias, como as demandas por melhores condi&#231;&#245;es de trabalho e sal&#225;rio. No dia 30/8, cada categoria deve ampliar suas lutas ligando suas demandas espec&#237;ficas &#225;s gerais da nossa classe. N&#243;s da LER-QI queremos debater com os trabalhadores que &#233; necess&#225;rio, num momento onde o pa&#237;s est&#225; mudando rapidamente, que encaremos essas mobiliza&#231;&#245;es como parte da tarefa de questionar as bases do sistema capitalista, que submete milh&#245;es &#227; mis&#233;ria, enquanto enche um punhado de empres&#225;rios e pol&#237;ticos de privil&#233;gios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos unifiquemos pela base no combate aos patr&#245;es, aos governos e &#227; burocracia sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;No s&#225;bado dia 24, participe da atividade unificada de trabalhadores&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para debater essas quest&#245;es, n&#243;s da LER-QI e do Boletim Classista estamos organizando uma atividade unificada das categorias em que estamos inseridos, onde queremos debater essas ideias que aqui colocamos e outras. Chamamos a todos os trabalhadores e trabalhadoras que atuamos em comum na USP, metrovi&#225;rios de S&#227;o Paulo, professores, banc&#225;rios, carteiros, metal&#250;rgicos, da ind&#250;stria da alimenta&#231;&#227;o e das outras categorias para uma discuss&#227;o no dia 24/8, &#225;s 15:00, na Casa Socialista em S&#227;o Paulo, e todos os que queiram participar do churrasco que faremos a partir das 18:00.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>&#034;Somos a juventude que vai por tudo&#034;</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Somos-a-juventude-que-vai-por-tudo</link>
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		<dc:date>2011-12-17T08:31:00Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Marcelo Torres</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Chile: &#161;Viva la lucha de los estudiantes y trabajadores!</dc:subject>
		<dc:subject>Chile</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Essa &#233; a id&#233;ia que ficou marcada na funda&#231;&#227;o da Agrupa&#231;&#227;o Combativa Revolucion&#225;ria, numa jornada intensa durante os dias 19 e 20 de novembro.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Chile-Viva-la-lucha-de-los-estudiantes-y-trabajadores" rel="tag"&gt;Chile: &#161;Viva la lucha de los estudiantes y trabajadores!&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Chile-102" rel="tag"&gt;Chile&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_2404 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L500xH375/chile1-3-6e1cb.jpg?1702702579' width='500' height='375' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;200 JOVENS FUNDAM A AGRUPA&#199;&#195;O COMBATIVA REVOLUCION&#225;RIA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Por Marcelo Torres&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;Essa &#233; a id&#233;ia que ficou marcada na funda&#231;&#227;o da Agrupa&#231;&#227;o Combativa Revolucion&#225;ria, numa jornada intensa durante os dias 19 e 20 de novembro. Estiveram presentes jovens de cinco estados do Chile e de dezenas de universidades, col&#233;gios e locais de trabalho, para fundar a ACR, que surge com 200 jovens oper&#225;rios e estudantes, combativa e revolucion&#225;ria, numa fus&#227;o da juventude trotskista do PTR com independentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A jornada esteve marcada pela reflex&#227;o sobre as li&#231;&#245;es do processo e o interc&#226;mbio de experi&#234;ncias protagonizadas pelos que ali estavam presentes, entre as quais se destacaram a do Col&#233;gio A90, que segue ocupado e autogestionado por estudantes, pais e professores num questionamento profundo &#227; educa&#231;&#227;o pinochetista em todas as suas express&#245;es (veja artigo no &#250;ltimo JPO sobre essa experi&#234;ncia), o enfrentamento com a burocracia estudantil do PC que teve como express&#227;o mais avan&#231;ada a USACH e os enormes combates travados pelo movimento estudantil de Antofagasta, a partir, sobretudo, do papel que vem cumprindo os estudantes da UCN, que vem se forjando como um dos setores mais combativos do pa&#237;s. S&#227;o parte org&#226;nica do que houve de mais avan&#231;ado no convulsionado movimento estudantil chileno e que deram, junto aos diversos outros combates que travamos na Universidade do Chile, principalmente a partir da refer&#234;ncia que &#233; a Faculdade de Filosofia e Humanidades, na juventude trabalhadora dos col&#233;gios t&#233;cnicos, nas f&#225;bricas para organizar a juventude oper&#225;ria, e em diversos outros col&#233;gios e universidades do pa&#237;s. Por isso, este 1&#176; Encontro Nacional esteve marcado pelas experi&#234;ncias vivas deste processo e pela conclus&#227;o da necessidade urgente de colocar de p&#233; uma agrupa&#231;&#227;o com uma estrat&#233;gia para vencer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Debatemos que a ACR surge em um contexto em que o primeiro round da guerra que a juventude chilena abriu contra o governo de Pi&#241;era e o regime pinochetista est&#225; terminando numa tentativa de acordo esp&#250;rio entre a direita e a Concerta&#231;&#227;o combinado com uma grande repress&#227;o aos setores que querem seguir lutando. Circulam novamente pelas ruas do Chile os secundaristas e universit&#225;rios, mas dessa vez para ir &#225;s aulas, sendo somente algumas ocupa&#231;&#245;es mais resistentes as que se mant&#233;m. Querem dar a essa luta o mesmo fim de 2006, quando votaram algumas mudan&#231;as cosm&#233;ticas para n&#227;o mudar nada, mas n&#227;o v&#227;o conseguir. Dessa vez, o processo deixa marcas muito mais profundas. Refletimos que apesar de que, do ponto de vista das conquistas materiais, a intransig&#234;ncia do governo e o papel nefasto das dire&#231;&#245;es nos impuseram migalhas se consideramos a fortaleza que demonstrou o movimento estudantil, n&#227;o somente ferimos gravemente o governo e o regime, mas tamb&#233;m, e isso &#233; o mais importante, somos milhares e milhares de jovens que em todo o pa&#237;s tiraram a li&#231;&#227;o de que chegamos a essa situa&#231;&#227;o devido ao papel traidor do Partido Comunista e a subordina&#231;&#227;o dos coletivos populares que n&#227;o apresentaram nenhuma alternativa. Por isso, uma li&#231;&#227;o que permeou todo o encontro foi a necessidade de construir uma Agrupa&#231;&#227;o Combativa Revolucion&#225;ria com centenas de jovens em todo o pa&#237;s, que possa ser uma alternativa real contra a burocracia estudantil e sindical na luta n&#227;o somente pela educa&#231;&#227;o gratuita e contra todas as heran&#231;as do regime pinochetista, mas desde uma perspectiva claramente revolucion&#225;ria e anti-capitalista. &#201; isso que expressa a id&#233;ia de que &#034;Somos a juventude que vai por tudo&#034; e que nos preparamos para o segundo round, mas desta vez para superar a burocracia estudantil e derrotar o inimigo. Foi isso que se expressou nos cantos que ressoaram em todo o encontro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como n&#227;o poderia deixar de ser, na funda&#231;&#227;o de uma agrupa&#231;&#227;o de jovens revolucion&#225;rios, a reflex&#227;o sobre os desafios que est&#227;o colocados a n&#237;vel mundial com a crise capitalista, a import&#226;ncia do internacionalismo e a necessidade de preparar-se estrategicamente marcou a jornada. A presen&#231;a de Franco Villalba, dirigente da juventude do PTS e membro da comiss&#227;o interna da ex-Jab&#243;n Federal, contando sua experi&#234;ncia como parte do sindicalismo de base na Argentina, e os motivos que nos leva como revolucion&#225;rios a impulsionar um sindicalismo classista e combativo, junto aos v&#237;deos de sauda&#231;&#227;o internacionalista que foram passados no encontro, entre os quais os estudantes e trabalhadores em luta da USP contaram sua experi&#234;ncia, com as imagens da repress&#227;o que est&#227;o sofrendo, e a sauda&#231;&#227;o de Marcelo Torres, dirigente da LER-QI presente no Chile que falou sobre a influencia do Chile no Brasil (ver box nessa mesma p&#225;gina), ajudaram a ligar a discuss&#227;o sobre as tarefas nacionais e internacionais da juventude e a import&#226;ncia do internacionalismo para uma organiza&#231;&#227;o com uma estrat&#233;gia para vencer, partindo de que a luta de classes voltou a cena pol&#237;tica de forma cada vez mais intensa mas, assim como no Chile, os movimentos ainda n&#227;o tem conseguido sair vitoriosos. O plen&#225;rio cantou: &#034;Somos a juventude internacionalista, da classe oper&#225;ria e socialista, que est&#225; se levantando em todas partes, contra a burocracia e as patronais&#034;, expressando a compreens&#227;o de que o sangue que corre nas veias dos jovens da ACR &#233; o mesmo da juventude eg&#237;pcia que est&#225; lutando contra os militares e atacou a embaixada de Israel, dos palestinos que enfrentam com pedras o ex&#233;rcito fascista de Israel, dos gregos que tamb&#233;m precisam passar por cima do PC para enfrentar-se com a pol&#237;cia e tentar ocupar o parlamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra marca do encontro foi o questionamento a todo tipo de conservadorismo nas rela&#231;&#245;es pessoais, debatendo a necessidade da supera&#231;&#227;o dos padr&#245;es de rela&#231;&#245;es da sociedade burguesa, o individualismo e a monogamia, na luta pela liberta&#231;&#227;o sexual da juventude e do enfrentamento a todo tipo de opress&#227;o machista e homof&#243;bica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O encontro votou tarefas fundamentais para fortalecer a constru&#231;&#227;o dessa alternativa. Como parte da resposta e da luta pela educa&#231;&#227;o gratuita agora, discutimos a necessidade de reagrupar os setores que querem seguir lutando, impulsionando encontros de delegados em cada universidade e col&#233;gio para fortalecer a rela&#231;&#227;o da vanguarda mais decidida com os milhares e milhares que participavam das marchas e que agora est&#227;o voltando as aulas. Votamos impulsionar uma grande campanha contra a repress&#227;o, a partir de uma profunda discuss&#227;o que envolveu inclusive um convidado do principal organismo de direitos humanos que defende os estudantes em luta, partindo de impulsionar um ato contra a homenagem que fascistas fizeram a Krasnoff, um dos principais assassinos da ditadura, e de uma grande campanha pelo ju&#237;zo e castigo aos assassinos de Manuel Gutierrez. Votamos tamb&#233;m fazer uma grande campanha em defesa do A90, tanto para defender esse exemplo, quanto para propagande&#225;-lo para que outros setores impulsionem a mesma perspectiva, que seguramente teria aberto um caminho distinto na luta se uma rede de col&#233;gios tivesse sido autogestionado. E votamos elaborar um Manifesto fundacional da Agrupa&#231;&#227;o Combativa Revolucion&#225;ria que seja divulgado em todo o pa&#237;s com dezenas de milhares de c&#243;pias, fazendo uma ofensiva n&#227;o somente entre estudantes, mas na juventude oper&#225;ria, nas f&#225;bricas e locais de trabalho. Essas foram algumas das diversas resolu&#231;&#245;es votadas que ser&#227;o levadas adiante a partir de agora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Vamos, vamos, vamos combativos, vamos pela revolu&#231;&#227;o, com os ossos do &#250;ltimo burocrata, varreremos a heran&#231;a de Pinochet e Bachelet!&#034;, cantavam os jovens a plenos pulm&#245;es marcando a perspectiva combativa e revolucion&#225;ria que vai levar adiante a ACR.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;A luta do Chile e a luta da USP&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#034;Acabou o amor, isso aqui vai virar o Chile&#034;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marcelo Torres, dirigente da LER-QI presente no Chile, contou sobre o processo de luta da USP, emocionando todos os presentes ao expressar a influencia do processo chileno no Brasil, que vai desde os cantos, a iniciativa de encapuzar-se para evitar a repress&#227;o do estado e da reitoria e o fato de ter aberto nacionalmente o debate, que tomou os meios de comunica&#231;&#227;o de massa por alguns dias, se o movimento estudantil da USP tem ou n&#227;o a ver com o chileno. Explicou como faziam uma campanha reacion&#225;ria dizendo que uma coisa n&#227;o tinha nada a ver com a outra, porque o movimento estudantil chileno estaria lutando por demandas justas e o da USP seria composto por uma &#034;minoria radical&#034;, de &#034;privilegiados&#034;, que s&#243; querem poder fumar maconha e estar por fora da lei. Como quem est&#225; vivendo n&#227;o somente o processo chileno, mas que conhece a batalha que est&#225; se dando na USP, desmascarou como isso n&#227;o passa de uma campanha reacion&#225;ria que visa isolar o movimento estudantil da USP do conjunto da popula&#231;&#227;o para avan&#231;ar na repress&#227;o na universidade mantendo a presen&#231;a da pol&#237;cia e a persegui&#231;&#227;o aos lutadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;22-11-2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
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		<title>A juventude chilena desperta energias para derrubar a educa&#231;&#227;o e o regime pinochetista </title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/A-juventude-chilena-desperta-energias-para-derrubar-a-educacao-e-o-regime-pinochetista</link>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Marcelo Torres</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Chile: &#161;Viva la lucha de los estudiantes y trabajadores!</dc:subject>
		<dc:subject>Chile</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O esp&#237;rito que a juventude chilena expressa em cada olhar atento, cada ocupa&#231;&#227;o, cada assembleia, cada marcha de milhares, cada enfrentamento com a pol&#237;cia, carrega a profundidade que conecta a Am&#233;rica Latina com os processos intensos de luta de classes em todo o mundo.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/America-Latina" rel="tag"&gt;Am&#233;rica Latina&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Analisis" rel="tag"&gt;An&#225;lisis&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Chile-Viva-la-lucha-de-los-estudiantes-y-trabajadores" rel="tag"&gt;Chile: &#161;Viva la lucha de los estudiantes y trabajadores!&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Chile-102" rel="tag"&gt;Chile&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Por por Marcelo Torres, dirigente da LER-QI diretamente de Santiago do Chile&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O esp&#237;rito que a juventude chilena expressa em cada olhar atento, cada ocupa&#231;&#227;o, cada assembleia, cada marcha de milhares, cada enfrentamento com a pol&#237;cia, carrega a profundidade que conecta a Am&#233;rica Latina &#8211; a qual ainda n&#227;o foi atingida pela crise econ&#244;mica &#8211; com os processos intensos de luta de classes que est&#227;o se dando em todo o mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&#227;o &#233; s&#243; o sistema absolutamente elitista da educa&#231;&#227;o chilena que est&#225; provocando este levantamento. D&#225;-se um despertar do &#243;dio de toda a juventude contra o governo de Pi&#241;era e um questionamento do regime terrivelmente repressivo e conservador. A juventude que est&#225; concentrada nos col&#233;gios secundaristas ou t&#233;cnicos, onde estudava Manuel Gutierrez assassinado no dia 25/8, &#233; hoje o setor mais mobilizado e radicalizado do movimento estudantil. &#201; uma gera&#231;&#227;o que cresceu se enfrentando com a repress&#227;o policial dia-a-dia e por isso n&#227;o se intimida por um segundo sequer frente &#227; enorme repress&#227;o policial e das diretorias das institui&#231;&#245;es de ensino ou frente enfrentamento com os nazistas. Surgem n&#227;o somente jovens combativos, que se auto intitulam &#8220;sem medo&#8221;, mas verdadeiros dirigentes naturais nas escolas de 14, 15, 16 e 17 anos. S&#227;o estes tamb&#233;m os mais consequentes politicamente, que n&#227;o querem negociar com o governo sem a garantia do piso m&#237;nimo da educa&#231;&#227;o gratuita e que se enfrentam cada vez mais politicamente ao PC. Muitos dos jovens oper&#225;rios, que s&#227;o a camada mais sens&#237;vel &#224; luta estudantil dentro nas f&#225;bricas, participaram da &#8220;Rebeli&#227;o dos pinguins&#8221; de 2006, tra&#237;da pelo PC. E agora, mais uma gera&#231;&#227;o, que em breve estar&#225; compondo os batalh&#245;es da classe trabalhadora, est&#225; se forjando profundamente. Tamb&#233;m na universidade, nas quais atualmente tem in&#237;cio um refluxo, est&#227;o muitos dos que viveram a trai&#231;&#227;o de 2006. Infelizmente, ainda n&#227;o surgiram organismos de auto-organiza&#231;&#227;o como dire&#231;&#227;o alternativa &#227; burocracia estudantil, e essa &#233; justamente a luta pol&#237;tica que estamos dando como PTR, organiza&#231;&#227;o irm&#227; da LER-QI aqui no Chile.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O processo de mobiliza&#231;&#227;o est&#225; hoje numa encruzilhada. Depende da capacidade do setor mais combativo se organizar como uma verdadeira alternativa &#225;s dire&#231;&#245;es burocr&#225;ticas. A partir do PTR, que interv&#233;m em mais de 5 estados chilenos e dezenas de faculdades e col&#233;gios, estamos colocando todas as nossas forcas para que surjam organismos de auto-organiza&#231;&#227;o dos setores em luta, a &#250;nica forma de superar as travas do PC e das agrupa&#231;&#245;es populistas e autonomistas que, apesar do discurso mais de esquerda, n&#227;o tomam nenhuma iniciativa para organizar o movimento a partir das bases, subordinando-se na pr&#225;tica &#227; pol&#237;tica do PC. Conseguimos fazer votar em v&#225;rias assembleias de universidades &#8211; como a Faculdade de Filosofia e Humanidades da Universidade do Chile &#8211; a pol&#237;tica do piso m&#237;nimo da educa&#231;&#227;o gratuita, contra a pol&#237;tica do PC e dos populistas que ficaram totalmente isolados nessas vota&#231;&#245;es. &#201; por vota&#231;&#245;es deste tipo que essa faculdade &#233; uma referencia entre os secundaristas que querem lutar por essa pol&#237;tica, que hoje s&#227;o centenas de col&#233;gios em Santiago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O movimento estudantil ecoou como &#8220;caixa de resson&#226;ncia&#8221; as contradi&#231;&#245;es do conjunto da sociedade e est&#225; transformando-a. &#8220;A ver, a ver, qui&#233;n lleva la batuta, los estudiantes o los hijos de puta!&#8221;. Este canto, que ecoa em cada concentra&#231;&#227;o de estudantes, expressa bem o que est&#225; acontecendo: s&#227;o os estudantes que est&#227;o assumindo a dianteira de um processo que est&#225; despertando o pa&#237;s. A enorme ades&#227;o das paralisa&#231;&#245;es de 24 e 25 de agosto, convocadas pela CUT, que levou &#225;s ruas mais de 500 mil em todo o pa&#237;s, sem nenhuma pol&#237;tica da burocracia sindical (PC e PS, principalmente) de organiz&#225;-la, foi somente a express&#227;o mais vistosa de uma mudan&#231;a profunda (ainda que lenta) de subjetividade no conjunto da popula&#231;&#227;o. Os trabalhadores e o povo aspiram mudan&#231;as e n&#227;o v&#227;o mais permitir que se governe como antes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; por isso que, a partir do PTR, tamb&#233;m lutamos por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana com deputados eleitos pelo povo que ganhem um sal&#225;rio de um trabalhador qualificado, para colocar abaixo o regime que &#233; fruto de uma transi&#231;&#227;o pactuada que traz a heran&#231;a pinochetista na opress&#227;o ao povo mapuche, numa enorme repress&#227;o &#227; organiza&#231;&#227;o sindical, na impunidade, na submiss&#227;o ao imperialismo expressa agudamente nas privatiza&#231;&#245;es neoliberais e em cada esquina deste pa&#237;s. A mobiliza&#231;&#227;o que ser&#225; necess&#225;ria para impor uma medida deste tipo ser&#225; tamb&#233;m a base para construir organismos de democracia direta, resgatando o melhor do movimento oper&#225;rio chileno que tem a tradi&#231;&#227;o dos &#8220;cord&#245;es industriais&#8221; que protagonizaram o processo revolucion&#225;rio que deu lugar ao golpe de 1973, a qual &#233; viva em uma grande gera&#231;&#227;o que ainda est&#225; nas f&#225;bricas e que tem la&#231;os com a nova gera&#231;&#227;o que est&#225; nas ruas. Essa s&#237;ntese entre a tradi&#231;&#227;o e a juventude &#233; a base para lutar pela &#250;nica perspectiva que pode resolver os problemas estruturais do pa&#237;s, que &#233; a constru&#231;&#227;o de uma Rep&#250;blica dos trabalhadores e do povo, baseado em organismos de autodetermina&#231;&#227;o das massas. Essa &#233; a estrat&#233;gia que contrapomos &#227; concilia&#231;&#227;o que o reformismo do PC quer levar adiante com sua pol&#237;tica de &#8220;segunda transi&#231;&#227;o &#227; democracia&#8221;, que nada mais &#233; do que pactuar mudan&#231;as cosm&#233;ticas no regime, conquistando mais espa&#231;o para o PC, salvando o regime democr&#225;tico burgu&#234;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos tratando de intervir muito audazmente, n&#227;o somente nas estruturas onde estamos, mas coordenando a atua&#231;&#227;o nos col&#233;gios secundaristas a partir da agrupa&#231;&#227;o Abran Paso, que re&#250;ne dezenas de jovens e est&#225; se transformando-se em uma referencia. Tamb&#233;m colamos 10 mil cartazes em todo o pa&#237;s como parte de uma agita&#231;&#227;o massiva para contribuir na forma&#231;&#227;o de uma vanguarda que possa ser uma alternativa real na luta em defesa da educa&#231;&#227;o gratuita, pela pris&#227;o dos respons&#225;veis pelo assassinato de Manuel Gutierrez e pela derrubada do regime pinochetista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; por estes elementos que viver este processo junto aos camaradas do PTR me deixa com mais energias revolucion&#225;rias do que nunca, pois me faz sentir mais profundamente o que dizia Trotsky, que construir um partido revolucion&#225;rio internacional &#233; como carregar um peda&#231;o da hist&#243;ria nas suas costas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;15-09-2011&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>M&#225;s de 300 obreros y estudiantes marcharon con el Bloque &#8220;Somos todos Jos&#233; Ferreira da Silva&#8221;</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Mas-de-300-obreros-y-estudiantes-marcharon-con-el-Bloque-Somos-todos-Jose-Ferreira-da-Silva</link>
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		<dc:date>2011-05-05T06:40:00Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Marcelo Torres</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>An&#225;lisis</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;La LER-QI comparti&#243; la combativa columna de trabajadores y trabajadoras tercerizados&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_1813 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L500xH375/Brasil_1-2-27a36.jpg?1702702579' width='500' height='375' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_1814 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L500xH375/Brasil_2-4-340db.jpg?1702702579' width='500' height='375' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M&#225;s de 300 obreros y estudiantes marcharon con el Bloque &#8220;Somos todos Jos&#233; Ferreira da Silva&#8221;&lt;br class='autobr' /&gt;
La LER-QI comparti&#243; la combativa columna de trabajadores y trabajadoras tercerizados&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Un 1&#176; de mayo m&#225;s en el que las centrales sindicales hicieron mega shows con distribuci&#243;n de premios, en Plaza da S&#233; convocaron el PSTU, el PSOL, el PCB, el MTST y otras organizaciones y movimientos populares. A pesar del llamado como un acto combativo y clasista, una vez m&#225;s reinaba la apat&#237;a y apenas asistieron 1.200 personas. Incluso despu&#233;s de las luchas en varios obradores, de tercerizados en varios locales del pa&#237;s, de la amenaza de 6.000 despidos en la gran obra del PAC en Jirau despu&#233;s de la rebeli&#243;n de los trabajadores en la misma, los discursos de decenas de representantes de las corrientes y de los sindicatos hablaban desde acuerdos en las elecciones sindicales, hasta homenajes abstractos al socialismo. Shows de m&#250;sica cumpl&#237;an el papel de intentar dar alg&#250;n entusiasmo a los presentes que, en su mayor&#237;a, van all&#237; como una actividad rutinaria del &#8220;calendario de lucha&#8221;. Todo eso despu&#233;s de una misa que una vez m&#225;s, todas las organizaciones, inclusive las que se reivindican revolucionarias, convocan a los trabajadores a participar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero la din&#225;mica del acto se rompi&#243; por dos acontecimientos. Uno de ellos fue la represi&#243;n policial completamente gratuita a algunos manifestantes con bombas de gas lacrim&#243;geno y balas de goma, para detener a un manifestante que, seg&#250;n la PM, habr&#237;a &#8220;desacatado&#8221; a los polic&#237;as con una camiseta, y para llevarlo detenido utilizaron la brutalidad policial, avanzando inclusive contra el Bloque &#8220;Somos todos Jos&#233; Ferreira da Silva&#8221;, que fue el otro elemento que rompi&#243; la din&#225;mica rutinaria del acto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_1816 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L500xH332/Brasil_4-3-c4058.jpg?1702702579' width='500' height='332' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_1817 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L500xH375/Brasil_5-2-b75c7.jpg?1702702579' width='500' height='375' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este bloque fue organizado a partir de un llamado de las trabajadoras tercerizadas de la empresa Uni&#243;n, que vienen de una heroica lucha en la USP, en la cual arrancaron de la rector&#237;a el pago de los salarios atrasados y derechos que la empresa no quer&#237;a pagar, debido a que abrieron una verdadera crisis pol&#237;tica en la USP, contagiando a centenas y centenas de estudiantes, funcionarios, juristas y profesores con su lucha y organizaci&#243;n. El Sintusp cumpli&#243; un papel esencial, pues el sindicato oficial, el SIEMACO est&#225; dirigido por bur&#243;cratas vendidos. Los tercerizados avanzaron no solamente en la conciencia de las necesidades de luchar por la efectivizaci&#243;n sin concurso p&#250;blico, como la necesidad de salir a ganar las calles el 1&#176; de mayo y homenajear a Jos&#233; Ferreira, joven de 23 a&#241;os, tercerizado de la Facultad de Medicina de la USP que muri&#243; recientemente cuando limpiaba vidrios, una m&#225;s de las tantas muertes en todo el pa&#237;s por las terribles condiciones de trabajo, que no vamos a dejar pasar impunemente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lejos de una votaci&#243;n formal, como tanto se hace en la izquierda brasilera, la asamblea de los tercerizados, que es el organismo m&#225;ximo de democracia directa de los trabajadores, vot&#243; participar en el 1&#176; de mayo como una tarea de primer orden y estuvieron presentes masivamente, con m&#225;s de 100 compa&#241;eras y compa&#241;eros tercerizados, siendo la &#250;nica delegaci&#243;n expresiva de trabajadores en lucha claramente organizada en la Plaza da S&#233;. Lo que dice m&#225;s que mil palabras sobre el acto en Plaza da S&#233;, es el hecho de que estas luchadoras y luchadores no pudieron dar siquiera un saludo en el palco del &#8220;1&#176; de mayo de lucha&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero nuestro Bloque hizo su papel con una enorme combatividad, vivacidad y politizaci&#243;n. Nosotros de la LER-QI nos sumamos al llamado de los tercerizados, as&#237; como el Sintusp, componiendo un bloque con m&#225;s de 300 compa&#241;eros. Desde la concentraci&#243;n la emoci&#243;n recorri&#243; el bloque. Despu&#233;s agitamos nuestras m&#250;sicas, con la llegada de los &#243;mnibus de la delegaci&#243;n de tercerizados, comenzamos nuestro acto con un emocionante relato de familiares de Jos&#233; Ferreira que, dijeron que aquel homenaje paliaba un poco su sufrimiento. Luego, el jurista y profesor de la Facultad de Derecho de la USP, Jorge Luiz Souto Mayor, ley&#243; un saludo al acto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_1814 spip_documents'&gt;
&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L500xH375/Brasil_2-4-340db.jpg?1702702579' width='500' height='375' alt=&#034;&#034; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despu&#233;s de enfrentar la represi&#243;n, fuimos hasta la Plaza da S&#233;, donde llevamos nuestras banderas, cantos y demandas. Luego, marchamos y cerramos el acto, con discursos de las tercerizadas y de la LER-QI.&lt;br class='autobr' /&gt;
Pablito, director del Sintusp y dirigente de la LER-QI, hizo un discurso explicando el car&#225;cter estrat&#233;gico del combate a la tercerizaci&#243;n, abordando el problema del trabajo precario como parte estructural del tan difundido Brasil potencia y concluy&#243; afirmando el papel de la lucha contra la represi&#243;n de ayer y hoy, y rindi&#243; homenaje a varios s&#237;mbolos de nuestra lucha entre ellos a Mariano Ferreyra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Simone Ishibashi, soci&#243;loga y dirigente de la LER-QI, cerr&#243; el acto planteando la necesidad de la unidad de la clase trabajadora de todos los pa&#237;ses y c&#243;mo la primavera &#225;rabe est&#225; colocando nuevamente en escena la lucha de clases. Salud&#243; las luchas que est&#225;n siendo protagonizadas en diversos pa&#237;ses contra las dictaduras, pero planteando la necesidad de expulsar al imperialismo y la OTAN de la regi&#243;n, en particular de Libia, defendiendo la necesidad de la ca&#237;da revolucionaria de Kadafi por acci&#243;n de los trabajadores.&lt;br class='autobr' /&gt;
Por fin, terminamos el acto leyendo los saludos de los tercerizados de la agrupaci&#243;n Bord&#243; de los ferroviarios del Roca de Argentina, del soci&#243;logo y profesor de la Unicamp, Ricardo Antunes y de la profesora em&#233;rita de la USP, Emilia Viotti da Costa.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>La crisis econ&#243;mica y el triunfo de la centroderecha</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/La-crisis-economica-y-el-triunfo-de-la-centroderecha</link>
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		<dc:date>2009-10-11T00:22:44Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Marcelo Torres</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Alemania</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Las elecciones se dieron en el marco de la peor recesi&#243;n econ&#243;mica mundial desde los a&#241;os '30. La sociedad alemana, que desde la aplicaci&#243;n de las contrarreformas antiobreras de la coalici&#243;n rojiverde (Verdes y SPD) liderada por Schr&#246;der, con continuidad en la Gran Coalici&#243;n liderada por Merkel, fue sacudida en sus cimientos. Desde entonces el modelo renano se encuentra en una crisis que viene erosionando el armaz&#243;n pol&#237;tico institucional alem&#225;n.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;En base a un informe enviado por MARCELO TORRES desde Alemania&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las elecciones del 27 de septiembre presentaron un panorama esperado por la burgues&#237;a alemana: la victoria de la Uni&#243;n Cristiano Dem&#243;crata (CDU) de Angela Merkel y su partido hermano, la Uni&#243;n Socialdem&#243;crata (CSU), que juntos obtuvieron un 33,88% de votos, permite la formaci&#243;n de una nueva coalici&#243;n de centro derecha con el Partido Liberal Dem&#243;crata (FDP) que obtuvo un 14,6% y pone fin a 4 a&#241;os de gobierno de la &#8216;Gran Coalici&#243;n' entre la CDU y el Partido Socialdem&#243;crata Alem&#225;n (SPD).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Angela Merkel tiene ahora las manos libres para aplicar recetas de corte conservador para salir de la crisis. As&#237; es como ya hoy la patronal y sus voceros exigen la aplicaci&#243;n r&#225;pida de medidas como la flexibilizaci&#243;n del mercado laboral, recorte de pensiones, rebaja salarial indirecta y rebaja impositiva para los empresarios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En un marco de baja participaci&#243;n electoral, de un 77,7% en las elecciones de 2005 baj&#243; al 71,2% en 2009, lo m&#225;s significativo es la debacle electoral del SPD. Este partido representa la direcci&#243;n hist&#243;rica del proletariado alem&#225;n, que ha perdido alrededor de 10 puntos de apoyo respecto a los comicios de 2005 y ha sufrido su peor resultado desde la posguerra, reduciendo a la mitad sus electores desde 1998 (de 20 millones a 10 millones).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muchos se preguntan &#191;C&#243;mo es posible que haya ganado una coalici&#243;n de derecha en un pa&#237;s que ven&#237;a observando un claro giro a la izquierda en los &#250;ltimos a&#241;os? &#191;C&#243;mo puede ser que la crisis econ&#243;mica que est&#225; golpeando fuertemente a Alemania, y la consiguiente crisis del discurso neoliberal no hayan llevado a un ajuste de cuentas con los partidos de la gran colaci&#243;n de gobierno?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las elecciones se dieron en el marco de la peor recesi&#243;n econ&#243;mica mundial desde los a&#241;os '30. La sociedad alemana, que desde la aplicaci&#243;n de las contrarreformas antiobreras de la coalici&#243;n rojiverde (Verdes y SPD) liderada por Schr&#246;der, con continuidad en la Gran Coalici&#243;n liderada por Merkel, fue sacudida en sus cimientos. Desde entonces el modelo renano se encuentra en una crisis que viene erosionando el armaz&#243;n pol&#237;tico institucional alem&#225;n. Expresi&#243;n de esto es la decreciente participaci&#243;n electoral, la p&#233;rdida de afiliados y militantes en las mediaciones hist&#243;ricas como los sindicatos, la Iglesia cat&#243;lica, los partidos y el surgimiento de fen&#243;menos pol&#237;ticos nuevos, en primer lugar DIE LINKE. Tambi&#233;n hubo una generalizaci&#243;n de la protesta social acompa&#241;ada de una a&#250;n muy incipiente tendencia a la radicalizaci&#243;n de los m&#233;todos de lucha de los trabajadores en respuesta a los ataques al nivel de vida y las conquistas de las masas. Otro ejemplo fueron las luchas y huelgas salvajes protagonizadas por distintos sectores obreros como los ferroviarios al inicio del 2008, o las luchas defensivas en el sector metal&#250;rgico y las marchas contra los recortes de las libertades democr&#225;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La debacle del SPD&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El proceso de su decadencia se empez&#243; a acelerar con las medidas antiobreras de la era Schr&#246;der. La estocada final fue la continuaci&#243;n de un programa neoliberal bajo la Gran Coalici&#243;n. Ah&#237; que en la contienda electoral amplios sectores del proletariado le dieron la espalda a la socialdemocracia profundizando su crisis a&#250;n m&#225;s, pues reconocen en ella el garante del proyecto burgu&#233;s de acabar con el &#8220;Estado de Bienestar&#8221;. Entre los trabajadores y empleados su votaci&#243;n lleg&#243; s&#243;lo al 21% y 24% respectivamente. Entre los desocupados obtuvo un 22-23% de voto y entre la juventud que vot&#243; por primera vez alcanz&#243; s&#243;lo un 18%. Los alcances de la crisis son profundos y podr&#237;a llegar a provocar una implosi&#243;n y divisi&#243;n de esta nefasta direcci&#243;n obrera, que se trasladar&#237;a tambi&#233;n al seno de la direcciones sindicales, hist&#243;ricamente ligadas a la socialdemocracia, y que sufren de la presi&#243;n patronal por redefinir la relaci&#243;n con el aparato sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El resultado de DIE LINKE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El DIE LINKE, que pas&#243; de obtener un 8,7% en 2005 (present&#225;ndose como Die Linkspartei (en la actualidad DIE LINKE) hoy salt&#243; al 11,9. En algunos parlamentos regionales DIE LINKE obtuvo excelentes resultados y en Bramdeburgo es la principal fuerza pol&#237;tica con 28,5%. DIE LINKE est&#225; presente en la mayor&#237;a de los parlamentos regionales, cogobierna en varios de ellos, aplicando planes antiobreros junto al SPD, como en Berl&#237;n. DIE LINKE puede imaginarse gobernar incluso con el CDU, como dijera el copresidente de esta agrupaci&#243;n, puede haber &#8220;situaciones de emergencia&#8221; en las cuales se pueda trabajar en conjunto para &#8220;conseguir dos o tres cosas&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pesar de su ret&#243;rica izquierdizante DIE LINKE est&#225; deseoso de demostrar que puede ser un muy responsable administrador de la miseria capitalista. Y es que DIE LINKE articula los deseos de parte de sectores de las masas que a&#250;n tienen ilusiones en una mejora sustancial de sus condiciones de vida y creen verdaderamente que las propuestas econ&#243;micas tendientes a reformar el capitalismo, de &#8220;imponerle&#8221; medidas regulatorias de tipo keynesiano, de mayor participaci&#243;n estatal en las decisiones econ&#243;micas o reforzamiento del consumo interno, pueden hacer renacer el &#8220;Estado de bienestar&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin embargo, esta posibilidad tiene limitaciones objetivas, pues el ascenso de la socialdemocracia en la posguerra ocurri&#243; en el per&#237;odo de crecimiento econ&#243;mico sostenido despu&#233;s de la destrucci&#243;n generalizada de fuerzas productivas a causa de la guerra, que implic&#243; grandes concesiones al proletariado. Hoy en d&#237;a, el capitalismo se encuentra en crisis, y los capitalistas tratan de revertir esta situaci&#243;n con la baja directa e indirecta de salarios liber&#225;ndose de la carga del Estado de bienestar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta situaci&#243;n debe ser aprovechada por los sectores revolucionarios, poni&#233;ndose como tarea avanzar hacia una pol&#237;tica clasista ganando para esta pol&#237;tica aquellos sectores de vanguardia que a&#250;n depositan sus esperanzas en proyectos de conciliaci&#243;n de clase. La tarea de hoy es aportar con la teor&#237;a y el programa revolucionario uniendo al proletario inmigrante con o sin papeles, la juventud precarizada y extranjera, y la vanguardia obrera juvenil y proletaria para romper las ilusiones en un proyecto de conciliaci&#243;n de clase que DIE LINKE pretende mantener.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Obreros y estudiantes se movilizan</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Obreros-y-estudiantes-se-movilizan</link>
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		<dc:date>2008-11-20T00:24:23Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Antje Berlinger, Marcelo Torres</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Crisis capitalista mundial</dc:subject>
		<dc:subject>Alemania</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;La clase obrera alemana est&#225; dando se&#241;ales de querer seguir los pasos de sus hermanos de clase en Italia y Grecia. En Alemania se observa un aumento significativo de luchas reivindicativas que superan ampliamente la pol&#237;tica de moderaci&#243;n salarial que pretenden imponer las burocracias sindicales. As&#237;, durante la semana pasada los trabajadores afiliados al sindicato de metal&#250;rgicos IG Metall pararon parcialmente la producci&#243;n en el sector central de la econom&#237;a alemana: automotrices y (&#8230;)&lt;/p&gt;


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		</description>


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		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;La clase obrera alemana est&#225; dando se&#241;ales de querer seguir los pasos de sus hermanos de clase en Italia y Grecia. En Alemania se observa un aumento significativo de luchas reivindicativas que superan ampliamente la pol&#237;tica de moderaci&#243;n salarial que pretenden imponer las burocracias sindicales. As&#237;, durante la semana pasada los trabajadores afiliados al sindicato de metal&#250;rgicos IG Metall pararon parcialmente la producci&#243;n en el sector central de la econom&#237;a alemana: automotrices y electricidad. Hasta 550.000 obreros de las plantas de Opel, Mercedes Benz, Ford, Audi, BMW, Bosch, Nokia, Siemens y MAN forzaron a las direcciones sindicales a llamar a huelgas de aviso, paros y manifestaciones. Exig&#237;an un 8% de aumento salarial, exigencia que la burocracia del IG Metall ante el temor a llamar a una huelga indefinida traicion&#243; r&#225;pidamente llegando a un acuerdo a espalda de los trabajadores de un aumento del 4,2%, muy por debajo del 8% exigido inicialmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras que el presidente de la asociaci&#243;n de empresarios, Dieter Hundt, celebraba el acuerdo por representar una &#8220;muestra de sentido com&#250;n en una situaci&#243;n econ&#243;mica dif&#237;cil&#8221;, sectores de base exig&#237;an y exigen a&#250;n &#8220;rechazar ese miserable resultado y empezar inmediatamente con el refer&#233;ndum de huelga&#8221; pues &#8220;no pueden descargar la crisis sobre nuestras espaldas&#8221;. Seg&#250;n estimaciones, el a&#241;o que viene 350.000 trabajadores perder&#225;n sus puestos de trabajo, de los cuales la mitad ser&#237;a en el sector automotriz. Ya hoy los trabajadores tercerizados son echados a la calle y no se descartan recortes de plantilla de trabajadores con contrato permanente ni rebaja de salarios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Y es que la &#8220;plaza alemana&#8221; depende en gran medida de los pa&#237;ses consumidores de sus productos hoy en d&#237;a muy golpeados, como los socios comerciales de importancia: EE.UU., el Reino Unido y el Estado Espa&#241;ol. Seg&#250;n algunas estimaciones, las exportaciones, el motor econ&#243;mico alem&#225;n por excelencia, sufrir&#225;n un frenazo considerable que llevar&#225; a un crecimiento de las misma de tan s&#243;lo un 0,4% (despu&#233;s del 4,2% de este a&#241;o) o incluso a un completo estancamiento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&#8220;&#161;Fuera managers de las universidades!&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los ataques de la burgues&#237;a se agudizan tambi&#233;n en el sector de la educaci&#243;n, donde junto con las directivas del plan Bolonia se est&#225; llevando a cabo una oleada de privatizaciones desde los jardines de infantes hasta las universidades, que intensifica el car&#225;cter clasista del sistema educativo. Por ejemplo, en la actualidad s&#243;lo un 16% de los universitarios son hijos o hijas de obreros y s&#243;lo el 3,3% hijos o hijas de inmigrantes. Ante esta situaci&#243;n, el pasado mi&#233;rcoles, estudiantes secundarios, acompa&#241;ados por universitarios y algunos profesores, organizaron una jornada de huelga con manifestaciones en alrededor de 40 ciudades alemanas. M&#225;s de 100.000 estudiantes llenaron las calles, demandando el fin a la miseria educativa y una educaci&#243;n de calidad, libre, gratuita y popular. Los estudiantes en Hannover sobrepasaron los l&#237;mites de la legalidad burguesa bloqueando el parlamento regional y en Berl&#237;n tomaron por asalto la Universidad de Humboldt, agitando banderas rojas desde sus balcones. Entraron por la fuerza en un sal&#243;n, donde empresarios estaban negociando derechos de patente para las universidades, y los forzaron a sostener sus carteles mientras se serv&#237;an de las exquiciteces culinarias del banquete preparado para la ocasi&#243;n al grito de &#8220;a -anti - anticapitalista&#8221; y &#8220;fuera managers de las universidades&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estos &#250;ltimos hechos son una prueba m&#225;s de que la juventud en Alemania comienza a despertar de su letargo, comenzando a ver la necesidad de encontrar respuestas alternativas a las ideolog&#237;as dominantes y exigir la participaci&#243;n activa en sus condiciones de vida. Justamente en este clima social en el que se empieza a sentir que en el marco del fracaso ideol&#243;gico del neoliberalismo y de la falta de respuestas de la burgues&#237;a para hacer frente a la crisis econ&#243;mica y de los partidos tradicionales, los universitarios de la juventud del partido Die Linke organizan c&#237;rculos de lectura y discusi&#243;n de El Capital de Karl Marx. Despu&#233;s de a&#241;os de destierro del marxismo de las universidades, 2.000 j&#243;venes se encuentran cada semana en m&#225;s que 40 universidades alemanas para leer y debatir esta obra junto a intelectuales de izquierda. Despu&#233;s de d&#233;cadas de despolitizaci&#243;n y silencio, del supuesto fin de la historia, sectores de la juventud ponen la cr&#237;tica del capitalismo al orden del d&#237;a.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="en">
		<title>New workers' struggles: a rapidly spreading fire</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/New-workers-struggles-a-rapidly-spreading-fire</link>
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		<dc:date>2008-05-04T20:20:48Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>en</dc:language>
		<dc:creator>Marcelo Torres</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Alemania</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;We are at the beginning of a dynamic, that, if it increases, could&lt;br class='autobr' /&gt;
involve a profound change in the relation between capital and labor...&lt;/p&gt;

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		</description>


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		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;The rapid erosion of democratic-bourgeois legitimacy, its institutions&lt;br class='autobr' /&gt;
and a ruling class sunk in scandals of corruption and fiscal fraud, is&lt;br class='autobr' /&gt;
framed by a dizzying growth of wage inequality and an increase in&lt;br class='autobr' /&gt;
inflation that does not appear to be stopping. The government,&lt;br class='autobr' /&gt;
pressured by the bourgeoisie to increase the policy of making&lt;br class='autobr' /&gt;
employment uncertain, a course begun by Schr&#246;der's social democrats,&lt;br class='autobr' /&gt;
and the growing number of strikes that exceed the limit of customary&lt;br class='autobr' /&gt;
negotiations, for now is incapable of overcoming its disorientation,&lt;br class='autobr' /&gt;
which for its part is encouraging the workers' struggles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In the bourgeois press, the corridors of the ministries, and&lt;br class='autobr' /&gt;
parliament, it is stated with dread that those golden years of &#034;social&lt;br class='autobr' /&gt;
collaboration&#034; between workers and the bourgeoisie have begun to cease&lt;br class='autobr' /&gt;
to be the most natural thing in the world, since the workers, tired of&lt;br class='autobr' /&gt;
seeing how their historic conquests are being eliminated one by one,&lt;br class='autobr' /&gt;
and in the general framework of economic growth, now endangered by the&lt;br class='autobr' /&gt;
financial crisis, have begun to fight to recover part of what was&lt;br class='autobr' /&gt;
lost. For their part, the union bureaucracies, including those that&lt;br class='autobr' /&gt;
are supposedly the most combative like the GdL (see the explanation at&lt;br class='autobr' /&gt;
the end of the article), still have a lot of room for maneuver to&lt;br class='autobr' /&gt;
negotiate with the bosses behind the backs of the workers, because of&lt;br class='autobr' /&gt;
division in their ranks and low consciousness. For that reason, until&lt;br class='autobr' /&gt;
now, workers' struggles have not led to the appearance of&lt;br class='autobr' /&gt;
anti-bureaucratic and militant tendencies in those struggles, that,&lt;br class='autobr' /&gt;
including broad sectors of the proletariat, would make obvious the&lt;br class='autobr' /&gt;
political struggle against the measures by Schr&#246;der and the Grand&lt;br class='autobr' /&gt;
Coalition that make employment uncertain.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;However, it is now more difficult for union leaderships to call the&lt;br class='autobr' /&gt;
routine warning strikes of a few hours in order to sit down to&lt;br class='autobr' /&gt;
negotiate with the bosses later on, while the government approves of&lt;br class='autobr' /&gt;
the agreements and the mild climate of negotiations. Since the 1990's,&lt;br class='autobr' /&gt;
big unions have lost more than 4 million members, tired of the policy&lt;br class='autobr' /&gt;
of submission to the bosses and betrayal of the workers' interests, in&lt;br class='autobr' /&gt;
the face of persistent attacks by the bourgeoisie, and the new&lt;br class='autobr' /&gt;
middlemen, apparently more militant, like the GdL, find themselves&lt;br class='autobr' /&gt;
forced to appear more radical, to avoid continuing to lose legitimacy&lt;br class='autobr' /&gt;
among the rank and file.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;We are at the beginning of a dynamic, that, if it increases, could&lt;br class='autobr' /&gt;
involve a profound change in the relation between capital and labor&lt;br class='autobr' /&gt;
that, if it goes beyond its characteristic economic demands, could&lt;br class='autobr' /&gt;
progress to a directly political confrontation against the bosses of&lt;br class='autobr' /&gt;
state enterprises tied to the coalition government, especially the&lt;br class='autobr' /&gt;
SPD, and at the same time overcome the union bureaucracy.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The paradigm shift underway gained strength with the railroad strike&lt;br class='autobr' /&gt;
that overturned the relationship between government, capital and&lt;br class='autobr' /&gt;
labor. This political crisis, that is framed by the more general&lt;br class='autobr' /&gt;
crisis of the social democracy, also threatens to sweep away the rest&lt;br class='autobr' /&gt;
of the parties, pillars of the postwar order.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Workers' struggles: a &#034;rapidly spreading fire&#034;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The railroad strike started with the demand for a 31% wage raise,&lt;br class='autobr' /&gt;
plus a reduction of the workday and recognition of the small GdL&lt;br class='autobr' /&gt;
union, which is not a part of the German union confederation (DGB), as&lt;br class='autobr' /&gt;
a negotiator representing the engine drivers and ended with an 11%&lt;br class='autobr' /&gt;
wage raise, reduction of the work week by one hour and recognition of&lt;br class='autobr' /&gt;
the union as a negotiator. Another collateral effect of the struggle&lt;br class='autobr' /&gt;
of the railway workers organized in the GdL is the fact that the DB&lt;br class='autobr' /&gt;
(German railway company) agreed to a wage raise for members of the&lt;br class='autobr' /&gt;
other union present, Transnet, which had not gone on a strike for a&lt;br class='autobr' /&gt;
single minute, in an attempt to relieve pressure and avoid a possible&lt;br class='autobr' /&gt;
radicalization of its members.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The nervousness and virulence of the attacks by the union bureaucracy&lt;br class='autobr' /&gt;
against the leaders of the GdL is explained by the fact that workers&lt;br class='autobr' /&gt;
in Germany are beginning to demand that the raise compensate for the&lt;br class='autobr' /&gt;
wage liquidation of recent years, giving rise to a &#034;rapidly spreading&lt;br class='autobr' /&gt;
fire that has given courage back to many workers and employees in all&lt;br class='autobr' /&gt;
branches,&#034; in the words of a trade unionist [1]. This is the situation&lt;br class='autobr' /&gt;
as the service workers of T-Punkt (Deutsche Telekom) stores will&lt;br class='autobr' /&gt;
receive a wage raise of 3.8%, plus a one-time bonus of 650 euros after&lt;br class='autobr' /&gt;
having carried out innumerable warning strikes; the metalworkers&lt;br class='autobr' /&gt;
achieved a 5.2% wage raise and a one-time bonus of 200 euros for a&lt;br class='autobr' /&gt;
year. Massive support for the IG-Metall strike and the increased&lt;br class='autobr' /&gt;
tendency to struggle expressed, were sufficient for the bosses to&lt;br class='autobr' /&gt;
agree to workers' demands before strikes became active. And the fact&lt;br class='autobr' /&gt;
is, the metalworkers' bosses could not afford the luxury, faced with&lt;br class='autobr' /&gt;
productive capacities used to the max and the books full of losses.&lt;br class='autobr' /&gt;
The outcome of negotiations in the metallurgical sector appalled the&lt;br class='autobr' /&gt;
German bosses, who, facing many negotiations to come, shuddered to&lt;br class='autobr' /&gt;
think that the workers could begin to reverse the capitalist successes&lt;br class='autobr' /&gt;
of recent years. That is why the head of the union of employers'&lt;br class='autobr' /&gt;
federations, Dieter Hundt, stated that the result &#034;absolutely cannot&lt;br class='autobr' /&gt;
be applied to other branches of the economy&#034; [2].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The strike wave that has erupted against demands by municipal bosses&lt;br class='autobr' /&gt;
and the federal state for a longer workday without wage compensation,&lt;br class='autobr' /&gt;
is enormous and unusual because of its massive nature and attitude. In&lt;br class='autobr' /&gt;
the service sector, in two transitory strike waves, first 18,000 and&lt;br class='autobr' /&gt;
then 22,000 workers went on strike. Next to transportation, children's&lt;br class='autobr' /&gt;
day-care centers, hospitals, administration and city trash pickup,&lt;br class='autobr' /&gt;
groups of airport workers also went on strike.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In Berlin, the call for a strike of indefinite duration for a 12% wage&lt;br class='autobr' /&gt;
raise by ver.di for the public transportation sector, was a&lt;br class='autobr' /&gt;
symptomatic example of this &#034;new reality&#034; that is beginning to appear.&lt;br class='autobr' /&gt;
The ver.di union, under pressure from the massive exodus of members to&lt;br class='autobr' /&gt;
the GdL union in the public transportation sector, had found itself&lt;br class='autobr' /&gt;
forced to make its demands more radical. The counter-offensive by the&lt;br class='autobr' /&gt;
Berlin Chamber of Industry and Commerce (IHK), alongside of the&lt;br class='autobr' /&gt;
communications media, was not slow in coming. Under the slogan, &#034;Break&lt;br class='autobr' /&gt;
up the BVG,&#034; which encouraged privatization of the transport firm, the&lt;br class='autobr' /&gt;
bosses were aiming at avoiding what they called ver.di's &#034;blackmail&#034;&lt;br class='autobr' /&gt;
in Berlin.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;While the bosses are increasing their attacks against workers, the&lt;br class='autobr' /&gt;
ver.di union bureaucracy ended up signing the collective contract for&lt;br class='autobr' /&gt;
1.3 million state and municipal employees. The problem is that ver.di&lt;br class='autobr' /&gt;
ended up &#034;entering into partnerships&#034; in pursuit of &#034;social peace.&#034;&lt;br class='autobr' /&gt;
Now the workers are the ones who, contrary to their initial demand,&lt;br class='autobr' /&gt;
will scarcely get a &#034;compensation to cover inflation&#034; [3], without&lt;br class='autobr' /&gt;
compensating for what was lost in the last ten years. Moreover, the&lt;br class='autobr' /&gt;
workers will have to work one hour more per week, and none of those&lt;br class='autobr' /&gt;
laid off will be rehired. The bosses breathed a sigh of relief, since&lt;br class='autobr' /&gt;
a strike in the &#034;sensitive sectors&#034; of the German economy, like the&lt;br class='autobr' /&gt;
energy firms or hospitals, was averted.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;The government of the &#034;Left&#034; (&#034;Die Linke&#034;) in practice&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The workers have to fight not only against the bosses and their&lt;br class='autobr' /&gt;
treacherous union leaderships but also against those leaders that say&lt;br class='autobr' /&gt;
they want to govern by respecting the interests of the dispossessed.&lt;br class='autobr' /&gt;
In Berlin, the SPD and the &#034;Left&#034; (&#034;die Linke&#034;), displaying their&lt;br class='autobr' /&gt;
cynicism, disparage the struggle of the workers, by seeking to divide&lt;br class='autobr' /&gt;
them between the more senior privileged workers (90%) and the newer&lt;br class='autobr' /&gt;
ones, who face uncertain employment (10%), by &#034;including&#034; the demands&lt;br class='autobr' /&gt;
of the newer employees and criticizing those of the more senior ones&lt;br class='autobr' /&gt;
for being &#034;privileged.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thus, the reformist alternative of the &#034;new&#034; social democracy - Die&lt;br class='autobr' /&gt;
Linke - ends where the historic social democracy - the SPD - had just&lt;br class='autobr' /&gt;
begun: in increasing the uncertainty of employment of broad sectors of&lt;br class='autobr' /&gt;
the population and increasing ideological support of a state whose&lt;br class='autobr' /&gt;
only remaining &#034;social&#034; characteristic is that it, the state, is&lt;br class='autobr' /&gt;
represented by social democrats.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* * *&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The railway workers are organized into three unions:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Transnet unites the bulk of the employees in stations, ticket&lt;br class='autobr' /&gt;
offices and workers on the tracks.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; GDBA represents state employees who were hired before the&lt;br class='autobr' /&gt;
privatization of the federal railroads in 1994.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; GDL (Union of German Engine Drivers) unites engineers, conductors&lt;br class='autobr' /&gt;
and stewards on trains.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The first two unions formed a wage pact, by agreeing with the bosses&lt;br class='autobr' /&gt;
on a wage raise of 4.5%. It is important to emphasize that each union&lt;br class='autobr' /&gt;
raises its own demands, but exclusively for its own members.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Translation by Yosef M.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;References:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[1] Die GDL im Nacken. junge Welt, 08.03.2008.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[2] T-Punkt-Besch&#228;ftigte erhalten mehr Geld. junge Welt, 07.03.2008.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[3] For 2008, there will be an increase of 3.1%, and in 2009, 2.8%&lt;br class='autobr' /&gt;
more wages. To this is added a fixed amount of 50 euros, and in 2009 a&lt;br class='autobr' /&gt;
one-time bonus of 225 euros.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>&#8220;Um inc&#234;ndio de r&#225;pida propaga&#231;&#227;o&#8221;</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Um-incendio-de-rapida-propagacao</link>
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		<dc:date>2008-04-15T23:16:19Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Marcelo Torres</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Alemania</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;A r&#225;pida eros&#227;o da legitimidade democr&#225;tico-burguesa, suas institui&#231;&#245;es e uma classe dirigente metida em esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o e fraude fiscal se d&#225; num marco de um vertiginoso crescimento da desigualdade salarial e de um aumento da infla&#231;&#227;o que n&#227;o parece se deter. O governo, pressionado pela burguesia para que aprofunde o curso precarizador aberto pela social-democracia de Schr&#246;der e pelo crescente n&#250;mero de greves que ultrapassam o limite das negocia&#231;&#245;es habituais, n&#227;o &#233; capaz, por (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Europa" rel="tag"&gt;Europa&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Alemania" rel="tag"&gt;Alemania&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH95/arton1233-7279f.jpg?1694791930' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='95' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A r&#225;pida eros&#227;o da legitimidade democr&#225;tico-burguesa, suas institui&#231;&#245;es e uma classe dirigente metida em esc&#226;ndalos de corrup&#231;&#227;o e fraude fiscal se d&#225; num marco de um vertiginoso crescimento da desigualdade salarial e de um aumento da infla&#231;&#227;o que n&#227;o parece se deter. O governo, pressionado pela burguesia para que aprofunde o curso precarizador aberto pela social-democracia de Schr&#246;der e pelo crescente n&#250;mero de greves que ultrapassam o limite das negocia&#231;&#245;es habituais, n&#227;o &#233; capaz, por hora, de superar sua desorienta&#231;&#227;o, o que por sua parte incentiva as lutas oper&#225;rias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na imprensa burguesa, os passos ministeriais e do parlamento se d&#227;o com o pavor de que aqueles anos dourados de &#8220;colabora&#231;&#227;o social&#8221; entre os trabalhadores e a burguesia tenham come&#231;ado a deixar de ser o mais natural do mundo, pois os trabalhadores, cansados de verem como suas conquistas hist&#243;ricas s&#227;o eliminadas uma a uma, e no marco geral do crescimento econ&#244;mico, hoje em perigo pela crise financeira, tem come&#231;ado a lutar para recuperar parte do perdido. As burocracias sindicais, por sua vez, incluindo as supostamente mais combativas como a GdL (ver quadro), ainda t&#234;m muita margem de manobra para negociar com a patronal nas costas dos trabalhadores, tanto pela divis&#227;o em suas fileiras, como pela baixa subjetividade. Por isto, at&#233; agora as lutas oper&#225;rias n&#227;o se t&#234;m traduzido na apari&#231;&#227;o de tend&#234;ncias antiburocr&#225;ticas e combativas no seu seio que, abarcando a amplos setores do proletariado, ponham em quest&#227;o a luta pol&#237;tica contra as medidas precarizadoras de Schr&#246;der e da Gro&#223;koalition.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, para as dire&#231;&#245;es sindicais hoje &#233; mais dif&#237;cil chamar as rotineiras greves de aviso de poucas horas para depois se sentar pra negociar com a patronal enquanto o governo aben&#231;oa os acordos e o bendito clima de negocia&#231;&#245;es. Os grandes sindicatos tem perdido desde os anos '90 mais de 4 milh&#245;es de afiliados, cansados pela pol&#237;tica de submiss&#227;o &#227; patronal e trai&#231;&#227;o dos interesses oper&#225;rios ante a persist&#234;ncia dos ataques da burguesia e, assim, as novas media&#231;&#245;es aparentemente mais combativas como o GdL se v&#234;em obrigadas a se mostrar mais radicais para n&#227;o seguir perdendo legitimidade diante das bases.&lt;br class='autobr' /&gt;
Nos encontramos no inicio de uma din&#226;mica que, se se aprofundar, poderia implicar uma profunda mudan&#231;a na rela&#231;&#227;o capital-trabalho que, se superar seu car&#225;ter reivindicativo, poderia passar a um enfrentamento diretamente pol&#237;tico contra as patronais estatais ligadas a coaliz&#227;o governamental, sobretudo ao SPD e, por sua vez, superar a burocracia sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mudan&#231;a paradigm&#225;tica em curso tomou for&#231;a com a greve ferrovi&#225;ria que p&#244;s de ponta cabe&#231;a na rela&#231;&#227;o entre governo, capital e trabalho. Esta crise pol&#237;tica, que se d&#225; no marco da crise mais geral da social-democracia, amea&#231;a, ademais, em arrastar o resto dos partidos centrais da ordem do p&#243;s-guerra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lutas oper&#225;rias: um &#8220;inc&#234;ndio de r&#225;pida propaga&#231;&#227;o&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A greve ferrovi&#225;ria partiu da exig&#234;ncia de um aumento salarial de 31%, mais uma redu&#231;&#227;o da jornada de trabalho e do reconhecimento do pequeno sindicato GdL, que n&#227;o &#233; parte da Confedera&#231;&#227;o Sindical Alem&#227; (DGB), como negociador representante dos maquinistas, e terminou com um aumento salarial de 11%, a redu&#231;&#227;o do tempo de trabalho semanal em uma hora e o reconhecimento do sindicato como negociador. Outro efeito colateral da luta dos trabalhadores ferrovi&#225;rios agrupados no GdL &#233; que a DB (empresa alem&#227; de trens) concedeu um aumento salarial para os afiliados do outro sindicato presente, Transnet, sem terem feito nem um minuto de greve, na tentativa de esvaziar e evitar uma eventual radicaliza&#231;&#227;o de seus afiliados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O nervosismo e a virul&#234;ncia dos ataques da burocracia sindical para com os dirigentes do GdL se explica pelo fato de que os trabalhadores na Alemanha come&#231;am a exigir que o aumento inclua a liquida&#231;&#227;o salarial dos &#250;ltimos anos, dando lugar as palavras de um sindicalista, de que h&#225; um &#8220;inc&#234;ndio de r&#225;pida propaga&#231;&#227;o que tem devolvido o valor a muitos trabalhadores e empregados em todos os ramos&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Die GDL im Nacken. Jungewelt, 08.03.2008.&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Nesse sentido &#233; que os trabalhadores de servi&#231;os das lojas de T-Punkt (Deustsche Telekom) receber&#227;o um aumento salarial de 3,8% mais um pagamento &#250;nico de 650 euros depois de terem levado a cabo um sem n&#250;mero de greves de aviso; os metal&#250;rgicos conseguiram um aumento salarial de 5,2% e um pagamento de 200 euros por um ano. O massivo acatamento da greve do IG-Metall e a alta predisposi&#231;&#227;o &#224; luta expressada, bastaram para que a patronal aceitasse as exig&#234;ncias oper&#225;rias antes de que as greves se fizessem efetivas. E, ainda, a patronal metal&#250;rgica n&#227;o podia se dar ao luxo, diante das capacidades produtivas utilizadas plenamente e com os livros de pedidos cheios. O resultado das negocia&#231;&#245;es no setor metal&#250;rgico horrorizam a patronal alem&#227;, que, diante das muitas negocia&#231;&#245;es que est&#227;o por vir, se estremecem ao pensar que os trabalhadores possam come&#231;ar a reverter as conquistas capitalistas dos &#250;ltimos anos. Por isso &#233; que o chefe da Uni&#227;o de Federa&#231;&#245;es Patronais, Dieter Hundt coloca que o resultado &#8220;n&#227;o pode ser aplicado de nenhuma maneira a outros ramos econ&#244;micos&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;T-Punkt-Besch&#228;ftigte erhalten mehr Geld. Jungewelt, 07.03.2008.&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A onda de greve que se tem desatado contra as exig&#234;ncias dos patr&#245;es comuns e do Estado federal de um aumento da jornada de trabalho sem compensa&#231;&#227;o salarial &#233; enorme e ins&#243;lita por sua massividade e disposi&#231;&#227;o. No setor de servi&#231;os, pararam transitoriamente em duas ondas grevisticas; primeiro 18.000 e depois 22.000 trabalhadores. Junto ao transporte, creches, hospitais, administra&#231;&#227;o e servi&#231;o municipal de coleta de lixo, pararam tamb&#233;m setores nos aeroportos.&lt;br class='autobr' /&gt;
Em Berlim, o chamado &#227; greve indefinida pelo aumento salarial de 12% por parte de ver di para o setor de transporte p&#250;blico, foi um exemplo sintom&#225;tico desta &#8220;nova realidade&#8221; que se vislumbra. O sindicato ver di, sob press&#227;o pelo &#234;xodo massivo de afiliados a GdL, no setor de transporte publico, se viu obrigado a radicalizar seus exig&#234;ncias. A contra-ofensiva por parte da C&#226;mara de Industria e Com&#233;rcio (IHK) de Berlim junto aos meios de comunica&#231;&#227;o burgueses n&#227;o se fez esperar. Sob o slogan &#8220;Desarticular o BVG&#8221; incentivando a privatiza&#231;&#227;o da empresa de transportes, a patronal apontava para evitar o que chamou da&#8221; chantagem&#8221; de ver di em Berlim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto a patronal redobra seus ataques contra os trabalhadores, a burocracia sindical de ver di terminou firmando o convenio coletivo para os 1,3 milh&#245;es de empregados da patronal estatal e dos munic&#237;pios. Ocorre que ver di terminou fechando acordos em prol da &#8220;paz social&#8221;. Agora s&#227;o os trabalhadores os que, contrariamente &#227; exig&#234;ncia inicial, obter&#227;o apenas uma &#8220;compensa&#231;&#227;o inflacion&#225;ria&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Para o ano de 2008 haver&#225; um aumento de 3,1%, e em 2009 2,8% mais de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; sem compensar o perdido nos &#250;ltimos dez anos. Al&#233;m disso, os trabalhadores dever&#227;o trabalhar uma hora a mais por semana e nenhum dos demitidos ser&#225; reincorporado. A patronal respirou aliviada, pois se evitou a paralisa&#231;&#227;o em &#8220;setores sens&#237;veis&#8221; da economia alem&#227; como s&#227;o as centrais energ&#233;ticas ou hospitais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O governo de Die Linke na pr&#225;tica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os trabalhadores n&#227;o somente tem que lutar contra os patr&#245;es e suas dire&#231;&#245;es sindicais traidoras, mas tamb&#233;m contra aqueles dirigentes que dizem querer governar respeitando os interesses dos despossuidos. Em Berilim, SPD e Linke, ostentando seu cinismo, denigrem a luta dos trabalhadores querendo dividi-los entre velhos privilegiados (90%) e novos precarizados (10%), &#8220;compreendendo&#8221; as exig&#234;ncias dos novos empregados e criticando as dos velhos por serem &#8220;privilegiados&#8221;&lt;br class='autobr' /&gt;
Assim, a alternativa reformista da &#8220;nova&#8221; social-democracia - Die Linke - termina onde a hist&#243;ria - o SPD - acabava de come&#231;ar : no aprofundamento da precariza&#231;&#227;o de amplos setores da popula&#231;&#227;o e de sustenta&#231;&#227;o ideol&#243;gica de um Estado que de &#8220;social&#8221; restam somente seus representantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os trabalhadores dos trens se organizam em tr&#234;s sindicatos:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Transet agrupa grosso modo os empregados das esta&#231;&#245;es, bilheterias e trabalhadores de vias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; GDBA representa os empregados estatais, que foram absorvidos antes da privatiza&#231;&#227;o dos Trens Federais em 1994&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; GDL (Sindicato de Maquinistas Alem&#227;es) agrupa os maquinistas, cobradores e camareiros de trens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dois primeiros se agruparam em uma &#8220;comunidade tarif&#225;ria&#8221; (convenio salarial), pactuando com a patronal um aumento salarial de 4,5%. &#201; importante destacar que cada sindicato coloca suas exig&#234;ncias, mas somente para seu representados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Traduzido por: Felipe Lomonaco&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Die GDL im Nacken. Jungewelt, 08.03.2008.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;T-Punkt-Besch&#228;ftigte erhalten mehr Geld. Jungewelt, 07.03.2008.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Observa&#231;&#245;es 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Para o ano de 2008 haver&#225; um aumento de 3,1%, e em 2009 2,8% mais de sal&#225;rio. A isto de some um montante fixo a receber de 50 euros, e em 2009 um pagamento &#250;nico de 225 euros.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>&#8220;Un incendio de r&#225;pida propagaci&#243;n&#8221;</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Un-incendio-de-rapida-propagacion</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.estrategiainternacional.org/Un-incendio-de-rapida-propagacion</guid>
		<dc:date>2008-04-03T20:44:58Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Marcelo Torres</dc:creator>


		<dc:subject>Europa</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Alemania</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;La r&#225;pida erosi&#243;n de la legitimidad democr&#225;tico-burguesa, sus instituciones y una clase dirigente sumida en esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n y fraude fiscal, se enmarca en un vertiginoso crecimiento de la desigualdad salarial y un aumento de la inflaci&#243;n que no parece detenerse. El gobierno, presionado por la burgues&#237;a para que profundice el curso precarizador abierto por la socialdemocracia de Schr&#246;der y el creciente n&#250;mero de huelgas que rebasan el l&#237;mite de las negociaciones habituales, no es (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Europa" rel="tag"&gt;Europa&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Movimiento-Obrero" rel="tag"&gt;Movimiento Obrero&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Alemania" rel="tag"&gt;Alemania&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH95/arton1205-d80e0.jpg?1694791930' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='95' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;La r&#225;pida erosi&#243;n de la legitimidad democr&#225;tico-burguesa, sus instituciones y una clase dirigente sumida en esc&#225;ndalos de corrupci&#243;n y fraude fiscal, se enmarca en un vertiginoso crecimiento de la desigualdad salarial y un aumento de la inflaci&#243;n que no parece detenerse. El gobierno, presionado por la burgues&#237;a para que profundice el curso precarizador abierto por la socialdemocracia de Schr&#246;der y el creciente n&#250;mero de huelgas que rebasan el l&#237;mite de las negociaciones habituales, no es capaz por ahora de superar su desorientaci&#243;n, lo que por su parte alienta las luchas obreras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En la prensa burguesa, los pasillos ministeriales y el parlamento se constata con pavor que aquellos dorados a&#241;os de &#8220;colaboraci&#243;n social&#8221; entre los trabajadores y la burgues&#237;a han empezado a dejar de ser lo m&#225;s natural del mundo pues los trabajadores, cansados de ver c&#243;mo sus conquistas hist&#243;ricas son eliminadas una a una, y en el marco general de crecimiento econ&#243;mico, hoy en peligro por la crisis financiera, ha empezado a luchar por recuperar parte de lo perdido. Las burocracias sindicales por su parte, incluyendo a las supuestamente m&#225;s combativas como la GdL (ver recuadro), a&#250;n tienen mucho margen de maniobra para negociar con la patronal a espaldas de los trabajadores por la divisi&#243;n en sus filas y la baja subjetividad. Por esto, hasta la fecha las luchas obreras no se han traducido en la aparici&#243;n de tendencias antiburocr&#225;ticas y combativas en su seno que, abarcando a amplias franjas del proletariado, pongan en el tapete la lucha pol&#237;tica contra las medidas precarizadoras de Schr&#246;der y la Gro&#223;koalition.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sin embargo, para las direcciones sindicales hoy es m&#225;s dif&#237;cil llamar a las rutinarias huelgas de aviso de pocas horas para despu&#233;s sentarse a negociar con la patronal mientras el gobierno bendice los acuerdos y el benigno clima de negociaciones. Los grandes sindicatos han perdido desde los a&#241;os &#8216;90 m&#225;s de 4 millones de afiliados, hastiados por la pol&#237;tica de sumisi&#243;n a la patronal y traici&#243;n a los intereses obreros ante la persistencia de los ataques de la burgues&#237;a, y las nuevas mediaciones aparentemente m&#225;s combativas como el GdL se ven obligadas a mostrarse m&#225;s radicales para no seguir perdiendo legitimidad ante las bases.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos encontramos al principio de una din&#225;mica que, de profundizarse, podr&#237;a implicar un profundo cambio en la relaci&#243;n capital-trabajo que, de superar su car&#225;cter reivindicativo, podr&#237;a pasar a un enfrentamiento directamente pol&#237;tico contra las patronales estatales ligadas a la coalici&#243;n gubernamental, sobre todo al SPD, y a la vez superar a la burocracia sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El cambio paradigm&#225;tico en curso tom&#243; fuerza con la huelga ferroviaria que puso patas arriba la relaci&#243;n entre gobierno, capital y trabajo. Esta crisis pol&#237;tica, que se enmarca en la crisis m&#225;s general de la socialdemocracia, amenaza adem&#225;s con arrastrar al resto de los partidos pilares del orden de posguerra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Luchas obreras: un &#8220;incendio de r&#225;pida propagaci&#243;n&#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La huelga ferroviaria parti&#243; de la exigencia de un aumento salarial del 31%, m&#225;s una reducci&#243;n de la jornada laboral y el reconocimiento del peque&#241;o sindicato GdL, que no es parte de la Confederaci&#243;n Sindical Alemana (DGB), como negociador representante de los maquinistas, y termin&#243; con un aumento salarial de un 11%, la reducci&#243;n del tiempo de trabajo semanal en una hora y el reconocimiento del sindicato como negociador. Otro efecto colateral de la lucha de los trabajadores ferroviarios agrupados en el GdL es que la DB (empresa alemana de ferrocarriles) accedi&#243; a un aumento salarial para los afiliados al otro sindicato presente, Transnet, sin haber hecho ni un minuto de huelga en un intento por descomprimir y evitar una eventual radicalizaci&#243;n de sus afiliados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El nerviosismo y la virulencia de los ataques de la burocracia sindical hacia los dirigentes del GdL se explica por el hecho de que los trabajadores en Alemania comienzan a exigir que el aumento incluya la licuaci&#243;n salarial de los &#250;ltimos a&#241;os, dando lugar en palabras de un sindicalista, a un &#8220;incendio de r&#225;pida propagaci&#243;n que le ha devuelto el valor a muchos trabajadores y empleados en todos los ramos&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Die GDL im Nacken. Jungewelt, 08.03.2008.&#034; id=&#034;nh2-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. As&#237; es como los trabajadores de servicios de las tiendas de T-Punkt (Deutsche Telekom) recibir&#225;n un aumento salarial del 3,8 % m&#225;s un pago &#250;nico de 650 euros despu&#233;s de haber llevado a cabo un sinn&#250;mero de huelgas de aviso; los metal&#250;rgicos lograron un aumento salarial de 5,2% y un pago &#250;nico de 200 euros por un a&#241;o. El masivo acatamiento de la huelga del IG-Metall y la alta predisposici&#243;n a la lucha expresada, bastaron para que la patronal accediera a las exigencias obreras antes de que las huelgas se hicieran efectivas. Y es que la patronal metal&#250;rgica no pod&#237;a darse el lujo, ante las capacidades productivas utilizadas a pleno y los libros de pedidos llenos. El resultado de las negociaciones en el sector metal&#250;rgico horrorizan a la patronal alemana, que, ante las muchas negociaciones por venir, se estremecen al pensar que los trabajadores puedan empezar a revertir los logros capitalistas de los &#250;ltimos a&#241;os. Por eso es que el jefe de la Uni&#243;n de Federaciones Patronales, Dieter Hundt, plantea que el resultado &#8220;no puede ser aplicado de ninguna manera a otras ramas econ&#243;micas&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;T-Punkt-Besch&#228;ftigte erhalten mehr Geld. Jungewelt, 07.03.2008.&#034; id=&#034;nh2-2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La ola huelgu&#237;stica que se ha desatado contra las exigencias de los patrones comunales y el Estado federal de un aumento de la jornada de trabajo sin compensaci&#243;n salarial es enorme e ins&#243;lita por su masividad y disposici&#243;n. En el sector de servicios pararon transitoriamente en dos olas huelgu&#237;sticas primero 18.000 y despu&#233;s 22.000 trabajadores. Junto a transporte, guarder&#237;as infantiles, hospitales, administraci&#243;n y servicio municipal de recolecci&#243;n de basura, pararon tambi&#233;n sectores en los aeropuertos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En Berl&#237;n, el llamado a huelga indefinida por un aumento salarial del 12% por parte de ver.di para el sector de transporte p&#250;blico, fue un ejemplo sintom&#225;tico de esta &#8220;nueva realidad&#8221; que se vislumbra. El sindicato ver.di, bajo presi&#243;n por el &#233;xodo masivo de afiliados a GdL en el sector de transporte p&#250;blico, se hab&#237;a visto obligado a radicalizar sus exigencias. La contraofensiva por parte de la C&#225;mara de Industria y Comercio (IHK) de Berl&#237;n junto a los medios de comunicaci&#243;n burgueses no se hizo esperar. Bajo el slogan &#8220;Desarticular el BVG&#8221; alentando la privatizaci&#243;n de la empresa de transportes, la patronal apuntaba a evitar lo que llam&#243; el &#8220;chantaje&#8221; de ver.di en Berl&#237;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mientras la patronal redobla sus ataques contra los trabajadores, la burocracia sindical de ver.di termin&#243; firmando el convenio colectivo para los 1,3 millones de empleados de la patronal estatal y de los municipios. Es que ver.di termin&#243; &#8220;entrando en razones&#8221; en pos de la &#8220;paz social&#8221;. Ahora son los trabajadores los que, contrariamente a la exigencia inicial, obtendr&#225;n apenas una &#8220;compensaci&#243;n inflacionaria&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Para el 2008 habr&#225; un aumento del 3,1%, y en 2009 2,8% m&#225;s de salario. A (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; sin compensar lo perdido en los &#250;ltimos diez a&#241;os. Adem&#225;s, los trabajadores deber&#225;n trabajar una hora m&#225;s por semana y ninguno de los despedidos ser&#225; reincorporado. La patronal respir&#243; aliviada pues se evit&#243; el paro en &#8220;sectores sensibles&#8221; de la econom&#237;a alemana como son las centrales energ&#233;ticas u hospitales.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El gobierno de Die Linke en la pr&#225;ctica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los trabajadores no s&#243;lo tienen que luchar contra los patrones y sus direcciones sindicales traidoras sino tambi&#233;n contra aquellos dirigentes que dicen querer gobernar respetando los intereses de los despose&#237;dos. En Berl&#237;n, SPD y Linke, haciendo alarde de su cinismo, denigran la lucha de los trabajadores queriendo dividirlos entre viejos privilegiados (90%) y nuevos precarizados (10%) , &#8220;comprendiendo&#8221; las exigencias de los nuevos empleados y criticando las de los viejos por ser &#8220;privilegiados&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As&#237; la alternativa reformista de la &#8220;nueva&#8221; socialdemocracia -Die Linke- termina ah&#237; donde la hist&#243;rica -el SPD- acababa de empezar: en la profundizaci&#243;n de la precarizaci&#243;n de amplios sectores de la poblaci&#243;n y de sost&#233;n ideol&#243;gico de un Estado que de &#8220;social&#8221; le quedan s&#243;lo sus representantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip-puce ltr&#034;&gt;&lt;b&gt;&#8211;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;Los trabajadores de los ferrocarriles se organizan en tres sindicatos:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; Transnet agrupa al grueso de los empleados en estaciones, boleter&#237;a y trabajadores de v&#237;as.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; GDBA representa a los empleados estatales que fueron absorbidos antes de la privatizaci&#243;n de los Ferrocarriles Federales en 1994.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8226; GDL (Sindicato de Maquinistas Alemanes) agrupa a los maquinistas, cobradores y camareros de trenes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Los dos primeros se agruparon en una &#8220;comunidad tarifaria&#8221; (convenio salarial) pactando con la patronal un aumento salarial del 4,5%. Es importante destacar que cada sindicato plantea sus exigencias pero s&#243;lo para sus representados.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb2-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Die GDL im Nacken. Jungewelt, 08.03.2008.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;T-Punkt-Besch&#228;ftigte erhalten mehr Geld. Jungewelt, 07.03.2008.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notas 2-3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Para el 2008 habr&#225; un aumento del 3,1%, y en 2009 2,8% m&#225;s de salario. A esto se le suma un monto fijo a recibir de 50 euros, y en 2009 un pago &#250;nico de 225 euros.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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