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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>CUT, governo do PT e patronal juntos contra os trabalhadores</title>
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		<dc:date>2015-07-09T09:04:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Leo Andrade</dc:creator>


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		<description>&lt;p&gt;A Medida Provis&#243;ria (MP) publicada em di&#225;rio oficial na &#250;ltima segunda-feira pela presidenta Dilma, que institui o Programa de Prote&#231;&#227;o ao Emprego (PPE), d&#225; cabo a um antigo projeto da CUT: reduzir jornada de trabalho com redu&#231;&#227;o salarial. PPE: CUT, governo do PT e patronal juntos contra os trabalhadores&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/http-www-ft-ci-org-Movimento-Revolucionario-de-Trabalhadores-306" rel="tag"&gt; MRT (Movimento Revolucion&#225;rio de Trabalhadores) do Brasil &lt;/a&gt;

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 <content:encoded>&lt;img src='https://www.estrategiainternacional.org/local/cache-vignettes/L150xH100/arton9122-fdf59.jpg?1697037209' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='100' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;A Medida Provis&#243;ria (MP) publicada em di&#225;rio oficial na &#250;ltima segunda-feira pela presidenta Dilma, que institui o Programa de Prote&#231;&#227;o ao Emprego (PPE), d&#225; cabo a um antigo projeto da CUT: reduzir jornada de trabalho com redu&#231;&#227;o salarial. PPE: CUT, governo do PT e patronal juntos contra os trabalhadores.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Autoexplicativo, o Programa coloca no papel as contas, onde governo e patr&#245;es ganham e trabalhadores perdem. Esta nova MP d&#225; sequ&#234;ncia aos planos de ajustes levados a cabo pelo governo do PT, no sentido de precariza&#231;&#227;o do trabalho, arrocho salarial e retirada de direitos como o caso das MPs 664 e 665 e do PL 4330, o PL da terceiriza&#231;&#227;o. Partindo do exemplo dos trabalhadores da Mercedes do ABC paulista, que recusaram o Programa na semana passada, &#233; preciso urgente armar os trabalhadores para derrubarem essa MP e derrotar a burocracia CUTista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Programa de Prote&#231;&#227;o ao Emprego &#233; um projeto elaborado pelo Sindicato dos Metal&#250;rgicos do ABC paulista (CUT) no ano passado e reivindicado pela central sindical durante o per&#237;odo eleitoral e por todo o segundo mandato de Dilma, que agora ganha for&#231;a de lei por meio da Medida Provis&#243;ria 680 publicada em di&#225;rio oficial e enviada ao congresso na &#250;ltima segunda-feira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como medida anticrise, permite que as ind&#250;strias reduzam at&#233; 30% da jornada de trabalho pelo prazo de at&#233; 12 meses. Neste per&#237;odo a empresa reduziria os sal&#225;rios dos trabalhadores em iguais 30% e o governo bancaria parte desta redu&#231;&#227;o salarial atrav&#233;s do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com o limite de 65% do valor m&#225;ximo do seguro desemprego, hoje em 1385,91 reais. O que se chama de prote&#231;&#227;o ao emprego &#233; na realidade a prote&#231;&#227;o dos lucros empresariais e dos cofres do governo, onde apenas os trabalhadores perdem. Vejamos os c&#225;lculos do pr&#243;prio governo para deixar essa ideia clara.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o limite m&#225;ximo de ades&#227;o ao PPE, que &#233; de 50 mil trabalhadores em todo o pa&#237;s, o governo gastaria R$112,5 milh&#245;es do FAT e a arrecada&#231;&#227;o do FGTS que continuaria sendo recolhido pelas empresas seria de R$181,3 milh&#245;es, o que daria um saldo positivo de R$68,8 milh&#245;es ao governo. Enquanto que se tivesse que pagar seguro desemprego para esses mesmos 50 mil trabalhadores, teria um gasto de R$291 milh&#245;es, sem arrecada&#231;&#227;o no FGTS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou seja, para o governo o Programa permite enxugar e ajustar ainda mais o seguro desemprego de acesso j&#225; dificultado pela MP 665 publicada por Dilma e aprovada pelo Congresso Nacional em abril.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a empresa o ganho &#233; claro e vantajoso de todos os pontos de vista. Em primeiro lugar, reduz em 30% todos os seus gastos, pois pagam 30% a menos de sal&#225;rio e ainda reduz os gastos de produ&#231;&#227;o em igual quantia ao reduzir a jornada de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segundo ganho da empresa &#233; que reduz os gastos com multas rescis&#243;rias de poss&#237;veis demiss&#245;es em massa e os custos de recontrata&#231;&#227;o com o aumento da produ&#231;&#227;o. E o terceiro ganho da empresa &#233; que consegue ajustar sua produ&#231;&#227;o &#227; demanda real, mantendo sua taxa de lucro. E por fim, mant&#233;m sua m&#227;o de obra qualificada para quando a produ&#231;&#227;o reaquecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E para o trabalhador, qual a vantagem? Em nossa sociedade se algu&#233;m ganha, outro algu&#233;m tem que sair perdendo. Neste caso, se governo e patronal saem ganhando, o trabalhador tem que perder. Quem custeia toda essa economia de empresa e governo, &#233; o sal&#225;rio do trabalhador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em momentos de alta da infla&#231;&#227;o, com o PPE o trabalhador ainda ter&#225; parcela de seu sal&#225;rio cortado, perdendo duplamente. E mais, a suposta prote&#231;&#227;o ao emprego, garante estabilidade ap&#243;s o per&#237;odo de vig&#234;ncia do Programa por apenas 2 meses nos casos em que vigore por 6 meses, e de 4 meses quando a vig&#234;ncia do programa for de 1 ano. Ou seja, o trabalhador tem seu sal&#225;rio atacado e n&#227;o tem qualquer garantia real que continuar&#225; com seu posto de trabalho em seguida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CUT se torna assim, com a autoria do projeto e o apoio incondicional &#227; MP 680, a grande guardi&#227; dos interesses capitalistas. Junto com governo do PT e a patronal da ind&#250;stria, quer que os trabalhadores paguem pela crise, arcando com seu sal&#225;rio todos os custos da baixa produ&#231;&#227;o. A For&#231;a Sindical, verdadeiro bra&#231;o patronal no movimento oper&#225;rio, tamb&#233;m apoia o PPE, assim como apoiou o Projeto de Lei que amplia a terceiriza&#231;&#227;o indiscriminadamente. J&#225; a CTB, se colocou contr&#225;ria &#227; MP 680 e defende amplo debate nas bases sobre o tema, mas n&#227;o fala ainda em construir lutas nas bases contra a medida. Mas mostra que h&#225; fissuras entre as centrais sindicais governistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na semana passada a CUT e a patronal da Mercedes Benz do ABC tentaram impor essa derrota aos trabalhadores, querendo reduzir a jornada e os sal&#225;rios dos trabalhadores em 20% pelo per&#237;odo de um ano. Em plebiscito organizado dentro da f&#225;brica, 85% dos trabalhadores disseram n&#227;o a este ataque. &#201; preciso trilhar esse caminho dos trabalhadores da Mercedes em cada local de trabalho e preparar a resist&#234;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CSP-Conlutas corretamente vem se contrapondo a esse Programa, &#233; preciso mais do que nunca ampliar a campanha contra o PPE e colocar de p&#233; a classe trabalhadora e ocupar as ruas contra esse novo ataque aos nossos direitos, fazendo com que os capitalistas paguem pela crise.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para isso, &#233; preciso levantar o programa de redu&#231;&#227;o da jornada de trabalho sem redu&#231;&#227;o de sal&#225;rio. Exigir a abertura do livro de contas das empresas para que todo trabalhador e sindicato possam saber a real situa&#231;&#227;o da empresa e seus lucros nos &#250;ltimos anos. Impedir a demiss&#227;o por meio de greves e exigir a estatiza&#231;&#227;o sob controle oper&#225;rio de toda e qualquer empresa que demita ou feche as portas por causa da crise. S&#243; assim poderemos manter os direitos e o emprego dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em contraposi&#231;&#227;o a esse projeto que ataca os trabalhadores, os parlamentares de esquerda, em especial os do PSOL, deveriam apresentar um Projeto de Lei que impe&#231;a as demiss&#245;es nas ind&#250;strias em crise e que seja uma campanha batalhada nas ruas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foto: Ichiro Guerra&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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