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	<title> Fracci&#243;n Trotskista Cuarta Internacional </title>
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		<title>Organizar uma greve nacional do funcionalismo p&#250;blico para derrotar os ataques do governo</title>
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		<dc:date>2007-06-11T00:00:00Z</dc:date>
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		<dc:creator>Rodrigo Manne</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;H&#225; um processo de greves em v&#225;rios estados do pa&#237;s, concentrados no funcionalismo p&#250;blico. Ibama, Incra, Minc, DataSus e mais de 30 universidades federais est&#227;o paradas em todo o pa&#237;s. Al&#233;m dos federais, professores estaduais do Cear&#225;, Acre, Bahia, entre outros, servidores do Maranh&#227;o, da Sa&#250;de em S&#227;o Paulo, municipais em Fortaleza tamb&#233;m est&#227;o em greve. Em S&#227;o Paulo, contra os decretos de Serra, a greve das universidades estaduais se destaca por ter-se tornado uma referencia nacional. Em (&#8230;)&lt;/p&gt;


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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;H&#225; um processo de greves em v&#225;rios estados do pa&#237;s, concentrados no funcionalismo p&#250;blico. Ibama, Incra, Minc, DataSus e mais de 30 universidades federais est&#227;o paradas em todo o pa&#237;s. Al&#233;m dos federais, professores estaduais do Cear&#225;, Acre, Bahia, entre outros, servidores do Maranh&#227;o, da Sa&#250;de em S&#227;o Paulo, municipais em Fortaleza tamb&#233;m est&#227;o em greve. Em S&#227;o Paulo, contra os decretos de Serra, a greve das universidades estaduais se destaca por ter-se tornado uma referencia nacional. Em Santa Catarina, o movimento contra o aumento das passagens enfrenta a pol&#237;cia pelo quarto dia consecutivo. No Paran&#225; o governador acaba de baixar um decreto semelhante ao de Serra e pode despertar o movimento nas universidades estaduais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada uma dessas greves levanta suas pautas espec&#237;ficas, mas todas se inserem num cen&#225;rio de ataque contra os direitos dos trabalhadores e numa ofensiva da burguesia para aprofundar seu controle sobre as institui&#231;&#245;es e o caixa dos governos estaduais. O PAC1 do governo Lula congela sal&#225;rios dos servidores por anos, a fim de sobrar mais dinheiro no caixa para &#034;investir&#034; no bolso das empreiteras e das empresas. Os estados, endividados, buscam realizar o chamado &#034;choque de gest&#227;o&#034; e atacam o funcionalismo e usu&#225;rios dos servi&#231;os p&#250;blicos de educa&#231;&#227;o, transporte e sa&#250;de, congelando sal&#225;rios, cortando verbas e direitos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta dos trabalhadores contra esses ataques, que deu seus primeiros sinais na greve de Alagoas no in&#237;cio do ano, agora se torna mais forte e tem a real possibilidade de unificar-se num movimento nacional de greves, capaz de derrotar os ataques do governo federal e dos governos estaduais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Papel traidor da CUT e a impot&#234;ncia da esquerda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse novo processo de greves, o papel traidor da CUT j&#225; d&#225; seus primeiros sinais. A Fasubra, por exemplo, entidade que re&#250;ne os sindicatos das universidades federais, dirige hoje uma das greves mais importantes do pa&#237;s. Na &#250;ltima reuni&#227;o do seu comando de greve (sem qualquer participa&#231;&#227;o da base) nenhuma discuss&#227;o sobre ampliar a mobiliza&#231;&#227;o, nem uma palavra sobre unificar com a luta das estaduais paulistas e outras lutas pelo pa&#237;s. Toda a pauta da reuni&#227;o foi marcada por tentativas de negociar sa&#237;das no congresso corrupto controlado pelas empreiteiras e de marcar uma reuni&#227;o com Lula. Os burocratas rastejam pela aten&#231;&#227;o do governo e dos patr&#245;es e viram as costas para os trabalhadores em luta. No Sindicato dos metrovi&#225;rios de S&#227;o Paulo, dirigido pelo PCdoB, a burocracia traiu a categoria adiando quatro vezes a greve para impedir a luta e negociar com a patronal nas costas dos trabalhadores. Em ambos os casos, a corrente C-Sol que faz parte do PSOL, tem um peso importante, ainda que minorit&#225;rio nessas entidades, mas sua pol&#237;tica n&#227;o se diferencia em nada do PT/PCdoB.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se n&#227;o forem desmascarados, esses burocratas levar&#227;o as diversas greves que surgem a terminarem isoladas, com acordos parciais ou mesmo totalmente derrotadas. Para eles, no entanto, ser&#225; uma vit&#243;ria. Ter&#227;o mais uma vez mostrado ao governo e aos patr&#245;es que s&#227;o a melhor ferramenta para derrotar os trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conlutas e a Intersindical: a responsabilidade em impulsionar a luta do funcionalismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse momento em que as diversas greves no funcionalismo podem se unificar num forte movimento nacional, a tarefa da Conlutas &#233; unificar e coordenar as lutas (que at&#233; agora seguem dispersas) para estend&#234;-las em n&#237;vel nacional at&#233; derrotar os ataques de Lula e dos governos estaduais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em todos os estados a Conlutas deveria convocar, e exigir das demais centrais que impulsionem de forma unificada, plen&#225;rias de todos os setores do funcionalismo para preparar a greve nacional do funcionalismo. Em S&#227;o Paulo por exemplo, o PSTU dirige o sindicato dos servidores federais e tem um peso importante na dire&#231;&#227;o da Apeoesp (o mais sindicato da CUT) e poderia se apoiar na greve nas universidades e nessses sindicatos, para organizar a luta unificada de todo o funcionalismo. &#201; preciso exigir, especialmente &#227; dire&#231;&#227;o da CUT pela import&#226;ncia que ainda tem nesse setor, que coloque toda a estrutura da central para chamar e organizar uma greve nacional do funcionalismo contra o arrocho salarial presente no PAC e em outras medidas, pela incorpora&#231;&#227;o de todas as gratifica&#231;&#245;es ao sal&#225;rio base, contra as mudan&#231;as nas regras de aposentadoria, em defesa dos direitos de greve e organiza&#231;&#227;o sindical irrestritos e aumento de sal&#225;rios, incluindo tamb&#233;m todas as pautas espec&#237;ficas de cada categoria. Essa greve, para derrotar os planos do governo federal e dos diversos governos estaduais, vai precisar conquistar a simpatia e se unificar com o conjunto dos trabalhadores e para isso deve levantar um programa para toda a classe, por sal&#225;rio, emprego, reforma agr&#225;ria e direitos (ver quadro ao lado).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At&#233; aqui, no entanto, a atua&#231;&#227;o do PSOL e do PSTU tem sido o oposto disso. Quando realizam atos em frente &#250;nica, como nos dias 10 e 23 de abril, ou no 23 de maio, n&#227;o fazem qualquer exig&#234;ncia p&#250;blica ou proposta de iniciativas pr&#225;ticas para que a CUT e a For&#231;a Sindical mobilizem as grandes for&#231;as que t&#234;m. Dentro do movimento sindical se calaram frente &#227; trai&#231;&#227;o da dire&#231;&#227;o do Sindicato dos Metrovi&#225;rios de S&#227;o Paulo (PCdoB e corrente Sol do PSOL) que suspendeu a greve que poderia unificar as lutas em S&#227;o Paulo. Em n&#237;vel federal, na reuni&#227;o da CondSef (que re&#250;ne todos os sindicatos de servidores federais), se negaram a aprovar a exig&#234;ncia &#227; CUT de organizar uma greve geral do funcionalismo no pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem essa exig&#234;ncia firme e uma pol&#237;tica audaz para organizar uma greve nacional do funcionalismo a partir das categorias que j&#225; est&#227;o em greve, tanto a Conlutas como a Intersindical v&#227;o permanecer na impot&#234;ncia para derrotar os ataques em curso, enquanto os burocratas freiam e traem, uma e outra vez, a luta dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um programa para unificar o conjunto dos trabalhadores&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; preciso que uma greve geral do funcionalismo levante para todos os trabalhadores, em busca da unidade classista, um programa que solucione os problemas mais imediatos e que seja uma arma de exig&#234;ncia contra a burocracia governista e patronal:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contra a Emenda 3, a Super-Receita, o Super-Simples e o conjunto do PAC e demais decretos e leis dos governos estaduais e do federal que atacam os direitos dos trabalhadores! Fim da precariza&#231;&#227;o, terceiriza&#231;&#227;o e informaliza&#231;&#227;o; efetiva&#231;&#227;o dos precarizados e terceirizados, carteira assinada e direitos iguais para todos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emprego, sal&#225;rio e direitos para todos! Sal&#225;rio M&#237;nimo do Dieese (R$ 1.600,00)! Diminui&#231;&#227;o da jornada de trabalho para 30 horas sem redu&#231;&#227;o de sal&#225;rio! Reforma Agr&#225;ria j&#225; com expropria&#231;&#227;o de todos os latif&#250;ndios, produtivos ou n&#227;o, sob controle dos trabalhadores sem terra! N&#227;o ao pagamento das d&#237;vidas externa e interna, queremos dinheiro para sa&#250;de, educa&#231;&#227;o, moradia e reforma agr&#225;ria! Pela retirada de todas as tropas brasileiras do Haiti, nenhuma colabora&#231;&#227;o com os planos imperialistas dos EUA e da ONU!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;V&#225;rios dos elementos desse programa j&#225; foram votados em diversos congressos dirigidos pela esquerda, pa&#237;s a fora. No entanto permanecem at&#233; hoje no papel, e agora que vivemos uma tend&#234;ncia de lutas oper&#225;rias trata-se de coloc&#225;-lo na luta concreta.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="es">
		<title>Presentar un plan de guerra por los derechos de la clase trabajadora</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Presentar-un-plan-de-guerra-por-los-derechos-de-la-clase-trabajadora</link>
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		<dc:date>2007-05-16T15:43:43Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Rodrigo Manne, Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>
&lt;p&gt;Que todos los sectores del movimiento sindical, incluidos los sindicalistas de la CUT y de For&#231;a Sindical que en los &#250;ltimos a&#241;os pasaron mucho m&#225;s tiempo en negociatas con el gobierno y la patronal que del lado de los trabajadores, comiencen a hablar de unidad es un indicio important&#237;simo. Obviamente no estamos diciendo que los bur&#243;cratas de For&#231;a Sindical, que en la mayor&#237;a de los sindicatos constituyen una mafia ligada a la patronal, o de la CUT, que ha apoyado todas las medidas de ataque (&#8230;)&lt;/p&gt;


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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Que todos los sectores del movimiento sindical, incluidos los sindicalistas de la CUT y de For&#231;a Sindical que en los &#250;ltimos a&#241;os pasaron mucho m&#225;s tiempo en negociatas con el gobierno y la patronal que del lado de los trabajadores, comiencen a hablar de unidad es un indicio important&#237;simo. Obviamente no estamos diciendo que los bur&#243;cratas de For&#231;a Sindical, que en la mayor&#237;a de los sindicatos constituyen una mafia ligada a la patronal, o de la CUT, que ha apoyado todas las medidas de ataque del gobierno Lula, est&#225;n transform&#225;ndose en sindicalistas combativos que defienden la unidad real de los trabajadores. Pero cuando esto se&#241;ores comienzan a hablar de unidad, eso es la expresi&#243;n de que comienza a haber un cambio en el estado de &#225;nimo de los trabajadores, una nueva disposici&#243;n de lucha para mejorar su nivel de vida y parar los ataques que est&#225;n en curso, pues todo trabajador sabe que para defender nuestros intereses la unidad de clase es nuestra m&#225;s preciosa arma. Este nuevo estado de &#225;nimo se ha expresado en una serie de huelgas salariales de categor&#237;as importantes, en movilizaciones de trabajadores sin techo en grandes ciudades del pa&#237;s, en las paralizaciones parciales contra la enmienda 3, en las paralizaciones convocadas por Conlutas contra la enmienda 3 y el conjunto de las reformas de Lula, en la lucha de los profesores contra el techo salarial que el gobierno quiere imponer, que se expres&#243; en el &#250;ltimo mi&#233;rcoles en paralizaciones y marchas en todo el pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La unidad que propone la CUT tiene piernas cortas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que la CUT est&#233; convocando a movilizaciones contra la enmienda 3 y se coloque de palabra del lado de la lucha de los profesores demuestra c&#243;mo la presi&#243;n de las bases comienza a aumentar y obliga a la burocracia sindical de la CUT a reubicarse para no ser sobrepasada por la base. A pesar de convocar a algunas movilizaciones contra la enmienda 3 e incluso decirse en contra de la reforma previsional, la CUT no dice que ser&#225; el mismo Luiz Marinho [ministro de Trabajo], a mando de Lula, quien la va a aplicar. Hablan de derechos laborales y al mismo tiempo defienden al gobierno Lula y ataques como el super-simples que legaliza el fraude laboral en las peque&#241;as y medianas empresas. Hablan a favor del derecho de huelga, pero defienden todo tipo de restricci&#243;n a la lucha de los trabajadores como la resoluci&#243;n 151 de la OIT (Organizaci&#243;n Internacional del Trabajo) que en la pr&#225;ctica prohibe la huelga de los empelados p&#250;blicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Con la entrada del PT y del PCdoB en el gobierno federal los sindicalistas de la CUT, en especial los de Articulaci&#243;n Sindical del PT, pasaron a ocupar una infinidad de cargos de primero, segundo, tercero y todos los escalones posibles en la m&#225;quina del Estado. Est&#225;n dispuestos a entregar los derechos de los trabajadores si consiguieran en cambio negociar con el gobierno Lula y la patronal mantener sus privilegios y cargos. La patronal intenta avanzar con un conjunto de medidas que en la pr&#225;ctica significar&#237;an el final de los derechos conquistados durante las luchas de la d&#233;cada del 80 y que de una forma o de otra est&#225;n asegurados (jur&#237;dicamente por lo menos) en la constituci&#243;n del 88. Si eso sucede, sin embargo, tambi&#233;n los bur&#243;cratas oficialistas pueden perder toda su fuerza y cargos. Durante la d&#233;cada del 90 la direcci&#243;n de la CUT prest&#243; un gran servicio a la burgues&#237;a convenciendo a los trabajadores de que era necesario aceptar los retiros de derechos, el banco de horas y otros ataques, a cambio del mantenimiento de los empleos. Y a pesar de todas esas concesiones, nada impidi&#243; a la patronal avanzar con las demisiones y su proyecto de reestructuraci&#243;n productiva. Pero ahora, cuando la burgues&#237;a quiere avanzar para terminar con el derecho a huelga, imponer un techo para el aumento de los empleados p&#250;blicos y retirar nuestros derechos laborales y previsionales, los mismos bur&#243;cratas sindicales sienten que la burgues&#237;a ya no quiere m&#225;s utilizarlos, que va a preferir cada vez m&#225;s recorrer directamente a los servicios del judiciario y de la polic&#237;a para terminar con nuestras luchas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al convocar algunas movilizaciones la CUT intenta utilizar la disposici&#243;n de lucha de los trabajadores para en realidad tener fuerza en las mesas de negociaci&#243;n para mantener sus cargos y privilegios. La direcci&#243;n de la CUT quiere mostrarle a la patronal que sus servicios a&#250;n son necesarios. Cuando consiga alguna migaja para s&#237;, dejar&#225; a los trabajadores librados a su suerte, como ya hizo en tantas oportunidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La responsabilidad de Conlutas y de Intersindical&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El Encuentro del d&#237;a 25 mostr&#243; la debilidad que tienen las direcciones del PSOL y del PSTU. Las direcciones de estos partidos, que se entusiasmaron tanto con la presencia del MST y del PCdoB en el Encuentro, se rehusaron a votar una pol&#237;tica para incidir en la base de la CUT y de las otras centrales. Actuaron como si la unidad del d&#237;a 25 fuese suficiente para llevar adelante la lucha contra las reformas de Lula, cuando todos sabemos que no lo es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las condiciones est&#225;n dadas para que Conlutas e Intersindical den un salto en su inserci&#243;n entre la clase obrera e incluso para que tomen la direcci&#243;n de estos procesos de movilizaci&#243;n contra los ataques neoliberales. Pero para eso, mucho m&#225;s que participar de d&#237;as de lucha &#8220;unificados&#8221;, en necesaria una pol&#237;tica concreta para derrotar los ataques del gobierno, pol&#237;tica que pasa necesariamente por la defensa de una unidad real de la clase contra todos los ataques.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ser&#237;a m&#225;s necesario que nunca en este momento un llamado a la unidad de todos los trabajadores y de todos los sindicatos de este pa&#237;s a organizar una lucha seria contra las reformas que ya est&#225;n en curso y que buscan terminar con nuestros derechos. A las medias medidas de lucha de la CUT contra la enmienda 2 debemos oponer un plan de movilizaci&#243;n, un verdadero plan de guerra contra todos los ataques, vengan ellos de la oposici&#243;n burguesa, o de Lula. Paralizaciones de dos horas no bastan para quebrar la fuerza de la burgues&#237;a. Es necesario avanzar hacia una gran huelga nacional que paralise el sector p&#250;blico en unidad con todos los principales servicios e industrias del pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pero una huegla as&#237; debe ser preparada. Las manifestaciones y paralisaciones que ocurrieron los d&#237;as 10, 17, 23 y 25 son solo un primer paso. Es necesario exigir la realizaci&#243;n de un d&#237;a de paralisaci&#243;n total, con actos de masas en todas las grandes ciudades del pa&#237;s. Los empleados p&#250;blicos estaduales, federales y municipales, que han acumulado importantes experiencias de lucha a lo largo del primer mandato de Lula, puede y debe llamar lo m&#225;s r&#225;pido posible a una gran huelga nacional contra el ajuste salarial y los ataques a las jubilaciones y convocar a todos los trabajadores a una lucha unificada contra todos los ataques. Es necesiario formar en cada empresa y lugar de trabajo comit&#233;s de organizaci&#243;n y movilizaci&#243;n, como forma de hacer llegar a cada trabajador de base la noticia de los ataques en curso, as&#237; como de las medidas en lucha planificadas para pararlos. Es necesario organizar asambleas en cada empresa y lugar de trabajo para votar c&#243;mo incorporarse al plan general de movilizaci&#243;n y comenzar a organizar la huelga nacional en defensa de nuestros derechos. En este camino, ser&#237;a una medida de fundamental importancia la organizaci&#243;n de un encuentro nacional de delegados para unificar desde las bases a los trabajadores en lucha de todo el pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Levantando una pol&#237;tica as&#237;, Conlutas e Intersindical podr&#237;an hacer que los trabajadores comparen su actuaci&#243;n con la de la CUT en luchas unificadas, lo que solo fortalecer&#237;a a los sectores antigubernamentales. Para eso es necesario una pol&#237;tica concreta para derrotar las reformas (todos saben que solo grandes actos son insuficientes) y para que esas luchas unificadas se den. Si Conlutas e Intersindical se dirigiesen a las bases de la CUT exigi&#233;ndole a sus direcciones un plan de guerra para derrotar todos los ataques en curso y explicando pacientemente por que la CUT convoca solo a peque&#241;as paralizaciones, organiza d&#237;as de lucha pero no una huelga nacional contra las reformas, la autoridad pol&#237;tica de Conlutas e Intersindical aumentar&#237;a enormemente entre las bases de la CUT. Una lucha seria para llevar a cabo esas medidas en cada lugar de trabajo donde Conlutas e Intersindical tienen presencia, aplicando correctamente la t&#225;ctica de exigencias y denuncias contra la direcci&#243;n de la CUT, podr&#237;a acelerar enormemente la experiencia con la direcci&#243;n oficialista.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Para desmascarar a dire&#231;&#227;o governista da CUT</title>
		<link>https://www.estrategiainternacional.org/Para-desmascarar-a-direcao-governista-da-CUT</link>
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		<dc:creator>Rodrigo Manne, Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Movimiento Obrero</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Apresentar um plano de guerra pelos direitos da classe trabalhadora&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Que todos os setores do movimento sindical, inclu&#237;dos os sindicalistas da CUT e da For&#231;a Sindical que nos &#250;ltimos anos passaram muito mais tempo em negociatas com o governo e a patronal que ao lado dos trabalhadores, comecem a falar de unidade &#233; um indicio important&#237;ssimo. Obviamente n&#227;o estamos dizendo que os pelegos da For&#231;a Sindical, que na maioria dos sindicatos constituem uma m&#225;fia ligada a patronal, ou da CUT, que tem apoiado todas as medidas de ataque do governo Lula, est&#227;o se transformando em sindicalistas combativos que defendem a unidade real dos trabalhadores. Mas quando estes senhores come&#231;am a falar de unidade, isso &#233; a express&#227;o de que come&#231;a a haver uma mudan&#231;a no estado de animo dos trabalhadores, uma nova disposi&#231;&#227;o de luta para melhorar seu n&#237;vel de vida e barrar os ataques que est&#227;o em curso, pois todo trabalhador sabe que para defender nossos interesses a unidade da classe &#233; nossa mais preciosa arma. Esse novo estado de animo tem se expressado em uma s&#233;rie de greves salariais de categorias importantes, em mobiliza&#231;&#245;es de trabalhadores sem teto em grandes cidades do pa&#237;s, nas paralisa&#231;&#245;es parciais contra a emenda 3, nas paralisa&#231;&#245;es convocadas pela Conlutas contra a emenda 3 e o conjunto das reformas de Lula, na luta dos professores contra o teto salarial que o governo quer impor, que se expressou na &#250;ltima quarta-feira em paralisa&#231;&#245;es e passeatas em todo o pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A unidade que prop&#245;e a CUT tem pernas curtas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que a CUT esteja convocando mobiliza&#231;&#245;es contra a emenda 3 e se coloque de palavra ao lado da luta dos professores, demonstra como a press&#227;o das bases come&#231;a a aumentar e obriga a burocracia sindical da CUT a se re-localizar para n&#227;o ser ultrapassada pela base. Apesar de convocar algumas mobiliza&#231;&#245;es contra a emenda 3 e at&#233; se dizer contra a reforma da previdencia, a CUT n&#227;o diz que ser&#225; o pr&#243;prio Luiz Marinho, a mando de Lula, quem vai aplic&#225;-la. Falam de direitos trabalhistas ao mesmo tempo em que defendem o governo Lula e ataques como o super-simples que legaliza a fraude trabalhista nas pequenas e m&#233;dias empresas. Falam a favor do direito de greve, mas defendem todo tipo de restri&#231;&#227;o &#224; luta dos trabalhadores como a resolu&#231;&#227;o 151 da OIT (Organiza&#231;&#227;o Internacional do Trabalho) que na pr&#225;tica proibe a greve do funcionalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a entrada do PT e do PCdoB no governo federal os sindicalistas da CUT, em especial os da Articula&#231;&#227;o Sindical do PT, passaram a ocupar uma infinidade de cargos de primeiro, segundo, terceiro e todos os escal&#245;es poss&#237;veis na m&#225;quina do estado. Est&#227;o dispostos a entregar os direitos dos trabalhadores se conseguirem em troca, negociar com o governo Lula e a patronal a manuten&#231;&#227;o dos seus privil&#233;gios e cargos. A patronal tenta avan&#231;ar com um conjunto de medidas que na pr&#225;tica significariam o fim dos direitos conquistados durante as lutas da d&#233;cada de 80 e que de uma forma ou outra est&#227;o assegurados (juridicamente pelo menos) na constitui&#231;&#227;o de 88. Se isso acontece, no entanto, tamb&#233;m os burocratas governistas podem perder toda sua for&#231;a e cargos. Durante a d&#233;cada de 90 a dire&#231;&#227;o da CUT prestou um grande servi&#231;o a burguesia convencendo os trabalhadores que era necessario aceitar as retiradas de diretiros, o banco de horas, e outros ataques, em troca da manuten&#231;&#227;o dos empregos. E apesar de todas essas concess&#245;es, nada impediu a patronal de avan&#231;ar com as demiss&#245;es e seu projeto de reestrutura&#231;&#227;o produtiva. Mas agora, quando a burguesia quer avan&#231;ar para acabar com o direito de greve, impor um teto para o aumento do funcionalismo e retirar nossos direitos trabalhistas e previdenci&#225;rios, os pr&#243;prios burocratas sindicais sentem que a burguesia j&#225; n&#227;o quer mais se utilizar deles, que ela vai preferir cada vez mais recorrer diretamente aos servi&#231;os do judici&#225;rio e da policia para acabar com as nossas lutas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao convocar algumas mobiliza&#231;&#245;es a CUT tenta se utilizar da disposi&#231;&#227;o de luta dos trabalhadores para na realidade ter for&#231;a nas mesas de negocia&#231;&#227;o para manter seus cargos e privil&#233;gios. A dire&#231;&#227;o da CUT quer mostrar a patronal que seus servi&#231;os ainda s&#227;o necess&#225;rios. Quando conseguir alguma migalha para si, deixar&#225; os trabalhadores a ver navios, como j&#225; fez em tantas oportunidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A responsabilidade da Conlutas e da Intersindical&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Encontro do dia 25 mostrou a debilidade que as dire&#231;&#245;es do PSOL e do PSTU t&#234;m. As dire&#231;&#245;es destes partidos, que se entusiasmaram tanto com a presen&#231;a do MST e do PCdoB no Encontro, se recusaram a votar uma pol&#237;tica para incidir na base da CUT e das outras centrais. Agiram como se a unidade do dia 25 fosse suficiente para levar adiante a luta contra as reformas de Lula, quando todos sabemos que n&#227;o &#233;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As condi&#231;&#245;es est&#227;o dadas para que a Conlutas e a Intersindical d&#234;em um salto na sua inser&#231;&#227;o entre a classe oper&#225;ria e inclusive para que tomem a dire&#231;&#227;o destes processos de mobiliza&#231;&#227;o contra os ataques neoliberais. Mas para isso, muito mais do que participar de dias de luta &#8220;unificados&#8221;, &#233; preciso uma pol&#237;tica concreta para derrotar os ataques do governo, pol&#237;tica que passa necessariamente pela defesa de uma unidade real da classe contra todos os ataques.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seria mais necess&#225;rio do que nunca neste momento um chamado a unidade de todos os trabalhadores e de todos os sindicatos deste pa&#237;s a organizar uma luta s&#233;ria contra as reformas que j&#225; est&#227;o em curso e que visam acabar com os nossos direitos. As meias medidas de luta da CUT contra a emenda 3 devemos opor um plano de mobiliza&#231;&#227;o, um verdadeiro plano de guerra contra todos os ataques, venham eles da oposi&#231;&#227;o burguesa, ou de Lula. Paralisa&#231;&#245;es de duas horas n&#227;o bastam para quebrar a for&#231;a da burguesia. &#201; necess&#225;rio avan&#231;ar para uma grande greve nacional que paralise o funcionalismo publico em unidade com todos os principais servi&#231;os e ind&#250;strias do pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas um uma greve assim deve ser preparada. As manifesta&#231;&#245;es e paralisa&#231;&#245;es que ocorreram no dia 10, dia 17, 23 e 25 s&#227;o apenas um primeiro passo. &#201; preciso exigir a realiza&#231;&#227;o de um dia de paralisa&#231;&#227;o total, com atos de massas em todas as grandes cidades do pa&#237;s. O funcionalismo publico estadual, federal e municipal, que tem acumulado importantes experi&#234;ncias de luta ao longo do primeiro mandato de Lula, pode e deve deflagrar o mais r&#225;pido poss&#237;vel uma grande greve nacional contra o arrocho salarial e os ataques as aposentadorias e convocar todos os trabalhadores a uma luta unificada contra todos os ataques. &#201; preciso formar em cada empresa e local de trabalho comit&#234;s de organiza&#231;&#227;o e mobiliza&#231;&#227;o, como forma de fazer chegar a cada trabalhador de base a noticia dos ataques em curso, assim como das medidas de luta planejadas para barra-los. &#201; preciso organizar assembl&#233;ias em cada empresa e local de trabalho para votar como se incorporar ao plano geral de mobiliza&#231;&#227;o e come&#231;ar a organizar a greve nacional em defesa dos nossos direitos. Neste caminho, seria uma medida de fundamental importancia a organiza&#231;&#227;o de um encontro nacional de delegados para unificar pela base os trabalhadores em luta em todo o pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Levantando uma pol&#237;tica assim, a Conlutas e a Intersindical poderiam fazer os trabalhadores comparar sua atua&#231;&#227;o com a da CUT em lutas unificadas, o que s&#243; fortaleceria os setores anti-governistas. Para isso &#233; necess&#225;rio uma pol&#237;tica concreta para derrotar as reformas (todos sabem que apenas grandes atos s&#227;o insuficientes) e para que estas lutas unificadas se d&#234;em. Se a Conlutas e a Intersindical se dirigissem as bases da CUT exigindo das dire&#231;&#245;es destas um plano de guerra para derrotar todos os ataques em curso e explicando pacientemente por que a CUT convoca apenas pequenas paraliza&#231;&#245;es, organiza dias de luta, mas n&#227;o uma greve nacional contra as reformas, a autoridade pol&#237;tica da Conlutas e Intersindical aumentaria enormemente entre as bases da CUT. Uma luta s&#233;ria para levar a cabo essas medidas em cada local de trabalho onde a Conlutas e a Intersindical tem presen&#231;a, aplicando corretamente a t&#225;tica de exig&#234;ncias e denuncias contra a dire&#231;&#227;o da CUT, poderia acelerar enormemente a experi&#234;ncia com a dire&#231;&#227;o governistas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>As contradi&#231;&#245;es da democracia dos ricos e os desafios da vanguarda </title>
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		<dc:date>2006-07-01T21:14:41Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Rodrigo Manne, Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

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&lt;p&gt;A campanha eleitoral se inicia no Brasil (ainda que n&#227;o oficialmente) num momento marcado por fort&#237;ssimas contradi&#231;&#245;es no cen&#225;rio pol&#237;tico. Por um lado um governo fortalecido, Lula com chances concretas de se eleger em primeiro turno e com apoio de um amplo setor das massas. Mas com a contradi&#231;&#227;o de que ter&#225; de governar um regime que n&#227;o consegue mais esconder suas fraquezas, no qual grupos como o PCC podem desestabilizar a maior cidade do pa&#237;s, e com os partidos burgueses divididos pelas (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-portugues" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en portugu&#233;s&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Brasil-101" rel="tag"&gt;Brasil&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A campanha eleitoral se inicia no Brasil (ainda que n&#227;o oficialmente) num momento marcado por fort&#237;ssimas contradi&#231;&#245;es no cen&#225;rio pol&#237;tico. Por um lado um governo fortalecido, Lula com chances concretas de se eleger em primeiro turno e com apoio de um amplo setor das massas. Mas com a contradi&#231;&#227;o de que ter&#225; de governar um regime que n&#227;o consegue mais esconder suas fraquezas, no qual grupos como o PCC podem desestabilizar a maior cidade do pa&#237;s, e com os partidos burgueses divididos pelas suas disputas econ&#244;micas, regionais e pelo controle do aparelho de Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&#233;m disso, o processo de lutas que come&#231;a a dar as caras com as diversas greves que pipocam pelo pa&#237;s nesse momento, al&#233;m das vacila&#231;&#245;es da economia mundial que fizeram tremer as bolsas de valores nas &#250;ltimas semanas, s&#227;o dois elementos que, ainda que n&#227;o se possa dizer com que velocidade e for&#231;a, poder&#227;o mudar a cara da luta de classes num pr&#243;ximo mandato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desentendimentos na burguesia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&#225; tr&#234;s meses a burguesia brasileira se estapeia publicamente entre os diversos partidos que est&#227;o realizando coliga&#231;&#245;es para essas elei&#231;&#245;es e, inclusive, entre membros do mesmo partido. Primeiro foi a disputa entre Alckmin e Serra pela vaga de candidato a presidente, que s&#243; se resolveu quando Serra desistiu. Depois o PFL se dividiu e demorou semanas para definir, em vota&#231;&#227;o, qual seria o vice de Alckmin. No PMDB ningu&#233;m sabe quem manda, cada cacique regional tece suas pr&#243;prias alian&#231;as, enquanto outros tentam lan&#231;ar uma candidatura ao governo e mais outros tentam ainda costurar alian&#231;as com Lula ou com o PSDB. Quando o PCC atacou S&#227;o Paulo todas essas divis&#245;es apareceram claramente nas declara&#231;&#245;es demag&#243;gicas do governador Cl&#225;udio Lembo contra a &#8216;elite branca' de S&#227;o Paulo (leia-se PSDB) o que abriu uma s&#233;rie de contra-ataques e novos ataques, que obrigou a forma&#231;&#227;o de um comit&#234; entre o PSDB e o PFL para &#8216;lavar a roupa suja' internamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; assim que se apresenta a candidatura Alckmin: com apoios parciais de alguns setores, mas abandonada pela maioria da burguesia. FHC, Jos&#233; Serra e A&#233;cio Neves, as tr&#234;s principais figuras do PSDB, sequer compareceram ao lan&#231;amento oficial da campanha. Em grande parte por terem seus pr&#243;prios planos de se fortalecerem nos estados de SP e MG, de olho na campanha presidencial de 2010. Assim, a cada pesquisa a campanha se afunda ao inv&#233;s de decolar, e agora Lula ganha at&#233; no estado de S&#227;o Paulo, reduto de Alckmin.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&#225; na prepara&#231;&#227;o da campanha de 2002, as divis&#245;es na classe dominante estavam presentes. Vieram &#227; tona com toda a for&#231;a a partir do racha na base governista de Lula, que levou ao esc&#226;ndalo do mensal&#224;o. Agora no per&#237;odo pr&#233;-eleitoral, com o fortalecimento do governo, passaram a se expressar nas disputas internas do PSDB, e deste com o PFL.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A rep&#250;blica neoliberal em crise&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas divis&#245;es s&#227;o fruto de uma crise mais profunda da sociedade brasileira na sua rela&#231;&#227;o com a economia e a pol&#237;tica mundial. As crises econ&#244;micas da periferia capitalista, que no in&#237;cio deste s&#233;culo atingiram o cora&#231;&#227;o do imperialismo norte-americano, levaram o neoliberalismo a uma crise que produziu revoltas e levantes populares na Am&#233;rica Latina, for&#231;ando as burguesias desses pa&#237;ses a se reorganizar e encontrar novos pactos que as permitissem governar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O papel de amortecedor da luta de classes que cumpre o PT fez com que as coisas se dessem de maneira diferente no Brasil. O giro &#227; esquerda que fez as massas se levantarem e derrubarem presidentes nos pa&#237;ses vizinhos, aqui se expressou de maneira distorcida nos 50 milh&#245;es de votos que elegeram Lula. Se nesses pa&#237;ses, os levantes e a profunda crise econ&#244;mica empurraram a burguesia a buscar novos pactos para governar, no Brasil o amortecimento dessas contradi&#231;&#245;es com a elei&#231;&#227;o de Lula tamb&#233;m impediu que esse novo pacto surgisse, acumulando um enorme potencial explosivo para o futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde de 2003, o crescimento econ&#244;mico brasileiro se deu muito abaixo da m&#233;dia dos pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina, o que ao contr&#225;rio de conter as divis&#245;es na burguesia, aprofundou-as, pois enquanto os bancos brasileiros batem recordes de lucros, os industriais est&#227;o perdendo terreno para seus competidores dos pa&#237;ses vizinhos. Por isso, a burguesia brasileira procura rever alguns fundamentos que nortearam sua pol&#237;tica econ&#244;mica durante os anos 90, ao mesmo tempo em que se debate entre a necessidade de aprofundar os ataques &#225;s condi&#231;&#245;es de vida dos trabalhadores para lucrar mais, e o medo de despertar com isso a luta de classes no pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa contradi&#231;&#227;o foi a que obrigou a burguesia a utilizar-se de Lula e de seu &#8220;carisma social&#8221; para conter a luta de classes enquanto tenta remendar os pilares do regime, e procura um novo pacto entre os partidos burgueses para governar o pa&#237;s. &#201; gra&#231;as a essas contradi&#231;&#245;es acumuladas e n&#227;o resolvidas que a rep&#250;blica neoliberal se encontra numa situa&#231;&#227;o de vis&#237;vel instabilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um governo Lula fortalecido, mas carregado de contradi&#231;&#245;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O limitado giro &#227; esquerda das massas que provoca a crise no regime, &#233; o mesmo elemento que fortalece conjunturalmente o governo Lula, que v&#234; sua reelei&#231;&#227;o quase garantida e sua imagem praticamente intocada pelas den&#250;ncias de corrup&#231;&#227;o. Isso demonstra tamb&#233;m os limites desse giro: as aspira&#231;&#245;es populares s&#227;o t&#227;o baixas que com um raqu&#237;tico crescimento econ&#244;mico, e as limitadas concess&#245;es de Lula &#225;s massas foram capazes de conservar e at&#233; aumentar a sua popularidade, cumprindo um papel fundamental para isso as dire&#231;&#245;es do movimento de massas ligadas ao PT e ao governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O car&#225;ter contradit&#243;rio deste fortalecimento reside no fato de que se ap&#243;ia em elementos extremamente inst&#225;veis. Na limita&#231;&#227;o das aspira&#231;&#245;es das massas, numa situa&#231;&#227;o onde os ataques que foram realizados n&#227;o foram percebidos como ataques diretos &#225;s condi&#231;&#245;es de vida da popula&#231;&#227;o, em que se mant&#233;m a impress&#227;o de que ainda pode-se esperar alguma melhora num segundo governo Lula. E na extrema debilidade da oposi&#231;&#227;o burguesa, que ainda n&#227;o conseguiu superar o desgaste sofrido aos olhos de amplas camadas da popula&#231;&#227;o depois dos oito anos de governo FHC.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, o governo Lula parece imbat&#237;vel, goza de forte apoio nas massas e a campanha de Alckmin afunda a cada pesquisa. No entanto, no pr&#243;ximo mandato as contradi&#231;&#245;es acumuladas da sociedade brasileira podem cobrar o seu pre&#231;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Perspectivas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de cerca de 20 vinte anos de regime democr&#225;tico burgu&#234;s este come&#231;a a demonstrar suas debilidades estruturais. Temos uma burguesia dividida sobre os caminhos para aplicar os ataques sobre os trabalhadores, necess&#225;rio para aumentar sua margem de lucro e sua competitividade. Temos um regime cujas institui&#231;&#245;es se debilitam cada vez mais perante os olhos de amplas camadas da popula&#231;&#227;o. Temos um movimento de massas que, apesar de estar paralisado pela pol&#237;tica de suas dire&#231;&#245;es e de ter um n&#237;vel de confian&#231;a muito baixo nas suas pr&#243;prias for&#231;as, come&#231;a a dar passos no sentido de uma recomposi&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse momento estamos frente a possibilidade da economia mundial entrar novamente num per&#237;odo de estagna&#231;&#227;o, ou no m&#237;nimo de desacelerar o ritmo de crescimento, o que teria conseq&#252;&#234;ncias grav&#237;ssimas para a economia brasileira. Com e economia brasileira em recess&#227;o, todas as contradi&#231;&#245;es que est&#227;o submersas na sociedade brasileira, que vez ou outra saem &#227; superf&#237;cie, com os esc&#226;ndalos do mensal&#224;o, com os ataques do PCC ou com as divis&#245;es do PSDB, poderiam explodir. &#201; por isso que devemos nos preparar para embates superiores da luta de classes nos pr&#243;ximos anos, mais radicalizados e atingindo um setor mais amplo da classe trabalhadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Setores da burguesia come&#231;am a se preparar para essa situa&#231;&#227;o de esgotamento do regime, se postulando como uma alternativa mais a direita. Como ACM (PFL) por exemplo, que quando os militantes do MLST entraram no congresso, perguntou &#8220;Onde est&#227;o as For&#231;as Armadas? Elas n&#227;o podem ficar caladas&#8221; e ainda convoca seus antigos colegas da ditadura: &#8220;Quero dizer neste instante, aos comandantes militares, n&#227;o ao ministro da Defesa, que reajam enquanto &#233; tempo, antes que o Brasil caia na desgra&#231;a de uma ditadura sindical, presidida pelo homem mais corrupto que j&#225; chegou ao governo da Rep&#250;blica&#8221;. Dentro do PSDB a escolha de Alckmin como candidato expressou um setor que apostava as fichas numa alternativa mais de direita, para aplicar os ataques que necessita. Por&#233;m, numa situa&#231;&#227;o na qual o governo Lula est&#225; fortalecido e o que ainda prevalece &#233; o relativo giro a esquerda das massas ocorrido a partir de 2002, os setores mais l&#250;cidos da burguesia resolveram dar um passo atr&#225;s, pois &#233; grande o risco de que a&#231;&#245;es muito &#227; direita do que correla&#231;&#227;o de for&#231;as permite possam despertar as massas. N&#227;o podemos descartar, por&#233;m, que frente ao desgaste do governo Lula suba ao poder uma alternativa mais &#227; direita. Mas isso ter&#225; que ser conseq&#252;&#234;ncia de derrotas superiores dos trabalhadores, seja pela via de lutas derrotadas, seja pela via de derrotas por batalhas n&#227;o dadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depender&#225; em grande medida da interven&#231;&#227;o dos setores mais conscientes da classe trabalhadora a luta para que a experi&#234;ncia com Lula e o PT d&#234; origem a uma nova fase mais aberta e radicalizada da luta de classes no pa&#237;s; que com seus altos e baixos, com seus fluxos e refluxos, nos permita contribuir para a consolida&#231;&#227;o de uma sa&#237;da oper&#225;ria independente para as demandas mais sentidas do povo explorado e oprimido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O papel da vanguarda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse &#250;ltimo per&#237;odo de crescimento econ&#244;mico j&#225; abriu espa&#231;o para uma s&#233;rie de reivindica&#231;&#245;es no seio da classe trabalhadora. O ano de 2005 foi um ano com algumas greves econ&#244;micas vitoriosas, muitas delas com aumentos acima da infla&#231;&#227;o. Em 2006 v&#225;rias greves come&#231;am a pipocar, mostrando um processo inicial, mas importante de lutas: os metal&#250;rgicos da Volks e GM est&#227;o se mobilizando contra as demiss&#245;es, enquanto a constru&#231;&#227;o civil, diversos setores precarizados, o funcionalismo federal, as universidades estaduais de S&#227;o Paulo, entre outros, est&#227;o em greve.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde o in&#237;cio do governo Lula, uma importante reorganiza&#231;&#227;o da vanguarda surgiu no cen&#225;rio nacional, na medida em que mais setores come&#231;avam a romper suas ilus&#245;es em Lula e no PT. Esse processo tem sua express&#227;o mais clara nos sindicatos e oposi&#231;&#245;es sindicais da Conlutas e nos 6% das inten&#231;&#245;es de votos na Heloisa Helena. A grande debilidade dessa vanguarda foi n&#227;o ter conseguido at&#233; aqui ligar suas lutas a setores das massas, com um programa classista. Se no pr&#243;ximo per&#237;odo se agudizar de fato a luta de classes, essa debilidade poder&#225; ser decisiva para o desenrolar desse processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa vanguarda tem que ter uma pol&#237;tica ofensiva para se ligar aos setores de massas que saiam em luta. Se essa pol&#237;tica servir para combater a linha colaboracionista das dire&#231;&#245;es burocr&#225;ticas, e fizer as lutas se desenvolverem e se unificarem, ser&#225; poss&#237;vel reorganizar o movimento oper&#225;rio num patamar superior que possa combater os ataques &#225;s condi&#231;&#245;es de vida das massas e dar uma resposta &#227; altura da crise do regime no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Las contradicciones de la democracia de los ricos y los desaf&#237;os de la vanguardia</title>
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		<dc:date>2006-06-23T17:07:42Z</dc:date>
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		<dc:language>es</dc:language>
		<dc:creator>Rodrigo Manne, Thiago Flam&#233;</dc:creator>


		<dc:subject>Am&#233;rica Latina</dc:subject>
		<dc:subject>Brasil</dc:subject>

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&lt;p&gt;La campa&#241;a electoral se inicia en Brasil (aunque no oficialmente) en un momento marcado por fort&#237;simas contradicciones en el escenario pol&#237;tico. Por un lado, un gobierno fortalecido, Lula con posibilidades concretas de electo en primera vuelta y con apoyo de un amplio sector de masas. Pero con la contradicci&#243;n de que tendr&#225; que gobernar un r&#233;gimen que no logra ya esconder sus debilidades, en el cual grupos como el PCC pueden desestabilizar la mayor ciudad del pa&#237;s, y con los partidos (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.estrategiainternacional.org/Articulos-en-castellano" rel="directory"&gt;Art&#237;culos en castellano&lt;/a&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;La campa&#241;a electoral se inicia en Brasil (aunque no oficialmente) en un momento marcado por fort&#237;simas contradicciones en el escenario pol&#237;tico. Por un lado, un gobierno fortalecido, Lula con posibilidades concretas de electo en primera vuelta y con apoyo de un amplio sector de masas. Pero con la contradicci&#243;n de que tendr&#225; que gobernar un r&#233;gimen que no logra ya esconder sus debilidades, en el cual grupos como el PCC pueden desestabilizar la mayor ciudad del pa&#237;s, y con los partidos burgueses divididos por sus disputas econ&#243;micas regionales y por el control del aparato del Estado.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adem&#225;s de eso, el proceso de luchas que empieza a dar la cara con las diversas huelgas que bullen por el pa&#237;s en este momento, adem&#225;s de las vacilaciones de la econom&#237;a mundial que hicieron temblar las bolsas de valores en las &#250;ltimas semanas, son dos de los elementos que, aunque no se pueda decir con qu&#233; velocidad y fuerza, podr&#225;n cambiarle la cara a la lucha de clases en un pr&#243;ximo mandato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desentendimientos en la burgues&#237;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hace tres meses la burgues&#237;a brasile&#241;a se debate p&#250;blicamente entre los diversos partidos que est&#225;n realizando alianzas para estas elecciones e, incluso, entre miembros del mismo partido. Primero fue la disputa entre Alckmin y Serra por la vacante de candidato a presidente, que s&#243;lo se resolvi&#243; cuando Serra desisti&#243;. Despu&#233;s el PFL se dividi&#243; y tard&#243; semanas para definir, en votaci&#243;n, cu&#225;l ser&#237;a el vice de Alckmin. En el PMDB nadie sabe qui&#233;n manda, cada cacique regional teje sus propias alianzas, mientras otros intentan lanzar una candidatura al gobierno y otros m&#225;s a&#250;n intentan cerrar alianzas con Lula o con el PSDB. Cuando el PCC (Primer Comando de la Capital) atac&#243; San Pablo todas esas divisiones aparecieron claramente en las declaraciones demag&#243;gicas del gobernador Cl&#225;udio Lembo contra la &#8220;elite blanca&#8221; de San Pablo (l&#233;ase PSDB) lo que abri&#243; una serie de contraataques y nuevos ataques, que oblig&#243; a la formaci&#243;n de un comit&#233; entre el PSDB y el PFL para &#8220;lavar la ropa sucia&#8221; internamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Es as&#237; que se presenta la candidatura Alckmin: con apoyos parciales de algunos sectores, pero abandonada por la mayor&#237;a de la burgues&#237;a. FHC, Jos&#233; Serra y A&#233;cio Neves, las tres principales figuras del PSDB, siquiera comparecieron al lanzamiento oficial de la campa&#241;a. En gran parte por tener sus propios planes de fortalecerse en los estados de San Pablo y Minas Gerais, con el ojo puesto en la campa&#241;a presidencial del 2010. As&#237;, a cada encuesta la campa&#241;a se hunde en vez de despegar, y ahora Lula gana incluso en el Estado de San Pablo, reducto de Alckmin.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ya en la preparaci&#243;n de la campa&#241;a de 2002, las divisiones en la clase dominante estaban presentes. Salieron a la superficie con toda la fuerza a partir de la grieta en la base oficialista de Lula, que llev&#243; al esc&#225;ndalo del mensalao (coimas mensuales). Ahora en el per&#237;odo preelectoral, con el fortalecimiento del gobierno, pasaron a expresarse en las disputas internas del PSDB, y de &#233;ste con el PFL.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;La rep&#250;blica neoliberal en crisis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esas divisiones son fruto de una crisis m&#225;s profunda de la sociedad brasile&#241;a en su relaci&#243;n con la econom&#237;a y la pol&#237;tica mundial. Las crisis econ&#243;micas de la periferia capitalista, que en el inicio de este siglo alcanzaron el coraz&#243;n del imperialismo norteamericano, llevaron al neoliberalismo a una crisis que produjo revueltas y levantamientos populares en Am&#233;rica Latina, forzando a las burgues&#237;as de estos pa&#237;ses a reorganizarse y encontrar nuevos pactos que les permitiesen gobernar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El papel de amortiguador de la lucha de clases que cumple el PT hizo que las cosas se diesen de manera diferente en Brasil. El giro a la izquierda hizo que las masas se levantaran y derribaran presidentes en los pa&#237;ses vecinos, aqu&#237; se expres&#243; de forma distorsionada en los 50 millones de votos que eligieron a Lula. Si en esos pa&#237;ses, los levantamientos y la profunda crisis econ&#243;mica empujaron a la burgues&#237;a a buscar nuevos pactos para gobernar, en Brasil el amortiguador de esas contradicciones con la elecci&#243;n de Lula tambi&#233;n impidi&#243; que ese nuevo pacto surgiese, acumulando un enorme potencial explosivo para el futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde 2003, el crecimiento econ&#243;mico brasile&#241;o estuvo muy por debajo del promedio de los pa&#237;ses de Am&#233;rica Latina, lo que en lugar de contener las divisiones en la burgues&#237;a, las profundiz&#243;, pues mientras los bancos brasile&#241;os baten records de ganancias, los industriales est&#225;n perdiendo terreno respeto a sus competidores en los pa&#237;ses vecinos. Por eso, la burgues&#237;a brasile&#241;a busca revisar algunos fundamentos que orientaron su pol&#237;tica econ&#243;mica durante los a&#241;os &#8216;90, al tiempo que se debate entre la necesidad de profundizar los ataques a las condiciones de vida de los trabajadores para ganar m&#225;s, y el miedo de despertar con eso la lucha de clases en el pa&#237;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esa contradicci&#243;n fue la que oblig&#243; a la burgues&#237;a a utilizarlo a Lula y su &#8220;carisma social&#8221; para contener la lucha de clases mientras intenta remendar los pilares del r&#233;gimen, y busca un nuevo pacto entre los partidos burgueses para gobernar el pa&#237;s. Es gracias a esas contradicciones acumuladas y no resueltas que la rep&#250;blica neoliberal se encuentra en una situaci&#243;n de visible inestabilidad.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Un gobierno Lula fortalecido, pero cargado de contradicciones&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El limitado giro a la izquierda de las masas que provoca la crisis en el r&#233;gimen es el mismo elemento que fortalece coyunturalmente al gobierno Lula, que ve su reelecci&#243;n casi garantizada y su imagen pr&#225;cticamente intocada por las denuncias de corrupci&#243;n. Eso demuestra tambi&#233;n los l&#237;mites de ese giro: las aspiraciones populares son tan bajas que con un raqu&#237;tico crecimiento econ&#243;mico, y las limitadas concesiones de Lula a las masas fueron capaces de conservar e incluso aumentar su popularidad, cumpliendo un papel fundamental para eso las direcciones del movimiento de masas ligadas al PT y al gobierno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El car&#225;cter contradictorio de este fortalecimiento reside en el hecho que se apoya en elementos extremadamente inestables. En la limitaci&#243;n de las aspiraciones de las masas, en una situaci&#243;n donde los ataques que fueron realizados no fueron percibidos como ataques directos a las condiciones de vida de la poblaci&#243;n, en que se mantiene la impresi&#243;n de que todav&#237;a se puede esperar alguna mejor&#237;a en un segundo gobierno Lula. Y en la extrema debilidad de la oposici&#243;n burguesa, que a&#250;n no logr&#243; superar el desgaste sufrido a los ojos de amplias franjas de la poblaci&#243;n despu&#233;s de los ocho a&#241;os de gobierno FHC.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ahora el gobierno Lula parece imbatible, goza de fuerte apoyo en las masas y la campa&#241;a de Alckmin se hunde a cada encuesta. Sin embargo, en el pr&#243;ximo mandato las contradicciones de la sociedad brasile&#241;a pueden cobrar su precio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Perspectivas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despu&#233;s de cerca de 20 a&#241;os de r&#233;gimen democr&#225;tico burgu&#233;s &#233;ste comienza a demostrar sus debilidades estructurales. Tenemos una burgues&#237;a dividida sobre los caminos para aplicar los ataques sobre los trabajadores, necesario para aumentar su margen de ganancia y su competitividad. Tenemos un r&#233;gimen cuyas instituciones se debilitan cada vez m&#225;s ante los ojos de amplios sectores de la poblaci&#243;n. Tenemos un movimiento de masas que, a pesar de estar paralizado por la pol&#237;tica de sus direcciones y de tener un nivel de confianza muy bajo en sus propias fuerzas, comienza a dar pasos en el sentido de una recomposici&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En este momento estamos frente a la posibilidad de que la econom&#237;a mundial entre nuevamente en un per&#237;odo de estancamiento, o como m&#237;nimo de que desacelere el ritmo de crecimiento, lo que tendr&#237;a consecuencias grav&#237;simas para la econom&#237;a brasile&#241;a. Con la econom&#237;a brasile&#241;a en recesi&#243;n, todas las contradicciones que est&#225;n sumergidas en la sociedad brasile&#241;a, que a cada tanto salen a la superficie, los esc&#225;ndalos del &#8220;mensalao&#8221;, los ataques del PCC o las divisiones del PSDB, podr&#237;an explotar. Es por eso que debemos prepararnos para embates superiores de la lucha de clases en los pr&#243;ximos a&#241;os, m&#225;s radicalizados y alcanzando a un sector m&#225;s amplio de la clase trabajadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sectores de la burgues&#237;a comienzan a prepararse para esa situaci&#243;n de agotamiento del r&#233;gimen, postul&#225;ndose como una alternativa m&#225;s a la derecha. Como ACM (PFL) por ejemplo, que cuando los militantes del MLST entraron en el Congreso, pregunt&#243; &#8220;&#191;D&#243;nde est&#225;n las Fuerzas Armadas? No pueden quedarse calladas&#8221; y encima convoca sus antiguos colegas de la dictadura: &#8220;Quiero decir en este instante, a los comandantes militares, no al ministro de Defensa, que reaccionen mientras hay tiempo, antes de que Brasil caiga en la desgracia de una dictadura sindical, presidida por el hombre m&#225;s corrupto que ha llegado al gobierno de la Rep&#250;blica&#8221;. Dentro del PSDB la elecci&#243;n de Alckmin como candidato expres&#243; a un sector que apostaba las fichas en una alternativa m&#225;s de derecha, para aplicar los ataques que necesita. Sin embargo, en una situaci&#243;n en la cual el gobierno Lula est&#225; fortalecido y lo que a&#250;n prevalece es el relativo giro a la izquierda de las masas ocurrido a partir del 2002, los sectores m&#225;s l&#250;cidos de la burgues&#237;a resolvieron dar un paso atr&#225;s, porque es grande el riesgo de que acciones demasiado a la derecha de lo que la correlaci&#243;n de fuerzas permite puedan despertar a las masas. No podemos descartar, sin embargo, que ante el desgaste del gobierno Lula suba al poder una alternativa m&#225;s a la derecha. Pero eso tendr&#225; que ser consecuencia de derrotas superiores de los trabajadores, sea por la v&#237;a de luchas derrotadas, sea por la v&#237;a de derrotas por batallas no dadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depender&#225; en gran medida de la intervenci&#243;n de los sectores m&#225;s concientes de la clase trabajadora la lucha por que la experiencia con Lula y el PT de origen a una nueva fase m&#225;s abierta y radicalizada de la lucha de clases en el pa&#237;s; que con sus altos y bajos, con sus flujos y reflujos, nos permita contribuir a la consolidaci&#243;n de una salida obrera independiente para las demandas m&#225;s sentidas del pueblo explotado y oprimido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El papel de la vanguardia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este &#250;ltimo per&#237;odo de crecimiento econ&#243;mico ya abri&#243; espacio para una serie de reivindicaciones en el seno de la clase trabajadora. El a&#241;o de 2005 fue un a&#241;o con algunas huelgas econ&#243;micas victoriosas, muchas de ellas con aumentos por encima de la inflaci&#243;n. En el 2006 varias huelgas comienzan bullir, mostrando un proceso inicial, pero importante de luchas: los metal&#250;rgicos de la Volks y GM se est&#225;n movilizando contra los despidos, mientras la construcci&#243;n civil, diversos sectores precarizados, los empleados federales, las universidades estatales de San Pablo, entre otros, est&#225;n en huelga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde el inicio del gobierno Lula, una importante reorganizaci&#243;n de la vanguardia surgi&#243; en el escenario nacional, en la medida que m&#225;s sectores comenzaban a romper sus ilusiones en Lula y en el PT. Ese proceso tiene su expresi&#243;n m&#225;s clara en los sindicatos y oposiciones sindicales de Conlutas y en los 6% de intenci&#243;n de votos de Helo&#237;sa Helena. La gran debilidad de esa vanguardia fue no haber logrado hasta aqu&#237; ligar sus luchas a sectores de las masas, con un programa clasista. Si en el pr&#243;ximo per&#237;odo de hecho se agudizara la lucha de clases, esa debilidad podr&#225; ser decisiva para el desarrollo de este proceso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esa vanguardia tiene que tener una pol&#237;tica ofensiva para ligarse a los sectores de masas que salgan a la lucha. Si esa pol&#237;tica sirve para combatir la l&#237;nea colaboracionista de las direcciones burocr&#225;ticas, y hace que se desarrollen y se unifiquen las luchas, ser&#225; posible reorganizar al movimiento obrero a un nivel superior que pueda combatir los ataques a las condiciones de vida de las masas y dar una respuesta a la altura de la crisis del r&#233;gimen en Brasil.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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